{"id":54577,"date":"2014-01-12T15:07:04","date_gmt":"2014-01-12T18:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=54577"},"modified":"2014-01-12T15:07:04","modified_gmt":"2014-01-12T18:07:04","slug":"quatro-anos-apos-terremoto-170-mil-haitianos-ainda-vivem-em-acampamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/01\/12\/quatro-anos-apos-terremoto-170-mil-haitianos-ainda-vivem-em-acampamentos\/","title":{"rendered":"Quatro anos ap\u00f3s terremoto, 170 mil haitianos ainda vivem em acampamentos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Da Ag\u00eancia Brasil*<\/i><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/3\/gallery_assist638978\/prev\/220110MCA3238.jpg\" \/><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Quatro anos depois da trag\u00e9dia que deixou 220 mil mortos e 2,3 milh\u00f5es de desabrigados, 171.974 pessoas ainda vivem em campos de desabrigados no Haiti, segundo a Anistia Internacional (AI). Em relat\u00f3rio, a entidade informa que a grande maioria dos acampados continua em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias. O terremoto arrasou o pa\u00eds, que teve pr\u00e9dios p\u00fablicos, hospitais, escolas e casas destru\u00eddos.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia ocorreu em 12 de janeiro de 2010, quando um terremoto de 7,3 graus na escala Richter e duas r\u00e9plicas de menor magnitude atingiram o pa\u00eds mais pobre das Am\u00e9ricas, gerando como\u00e7\u00e3o mundial e rea\u00e7\u00f5es por parte de organiza\u00e7\u00f5es estrangeiras, de entidades civis e da comunidade internacional. Entre os mortos est\u00e3o a m\u00e9dica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Crian\u00e7a, e 18 militares brasileiros, al\u00e9m do<em>vice-representante especial do secret\u00e1rio-geral da ONU, Luiz Carlos da Costa<\/em>.<\/p>\n<p><!--more-->O Brasil passou a ser um dos principais colaboradores dos trabalhos coordenado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas no processo de reconstru\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o profissional do Haiti e para redu\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia humanit\u00e1ria no pa\u00eds. A reorganiza\u00e7\u00e3o do Haiti ainda est\u00e1 em andamento e conta com o apoio de uma a\u00e7\u00e3o coordenada pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar na reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, o Brasil \u00e9 o maior fornecedor de tropas para a Miss\u00e3o de Paz das Na\u00e7\u00f5es Unidas (Minustah), que est\u00e1 no Haiti desde 2004. As tropas t\u00eam o objetivo de garantir a estabilidade e seguran\u00e7a do pa\u00eds. Os militares brasileiros trabalham tamb\u00e9m no desenvolvimento urbano com projetos de engenharia, como pavimenta\u00e7\u00e3o de ruas e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, al\u00e9m de projetos sociais.<\/p>\n<p>O governo brasileiro investe ainda em projetos de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, especialmente na \u00e1rea de sa\u00fade, com a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas hospitais, dois laborat\u00f3rios regionais, um centro de reabilita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o profissional de 2 mil agentes de sa\u00fade, no valor de US$ 70 milh\u00f5es. O Brasil assinou ainda um acordo para a constru\u00e7\u00e3o de uma usina hidroel\u00e9trica projetada pelo Ex\u00e9rcito Brasileiro, que fornecer\u00e1 eletricidade para mais de 1 milh\u00e3o de fam\u00edlias. A usina fica a 60 quil\u00f4metros da capital, Porto Pr\u00edncipe.<\/p>\n<p>De acordo com a Anistia Internacional, existem 306 acampamentos que alojam desabrigados no pa\u00eds. Desse total, apenas 8% t\u00eam fornecimento de \u00e1gua; e 4%, gest\u00e3o de res\u00edduos. Apenas 54% (166) acampamentos t\u00eam banheiros, o que representa um vaso sanit\u00e1rio para cada 114 pessoas.<\/p>\n<p>Essas condi\u00e7\u00f5es, informa a AI, exp\u00f5em os desabrigados a numerosas doen\u00e7as. Desde o surto de c\u00f3lera de outubro de 2010, houve 8.531 mortes provocadas pela doen\u00e7a. Para 2014, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade haitiano prev\u00ea 45 mil novos casos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de lidarem com a precariedade sanit\u00e1ria, os acampados convivem com a amea\u00e7a de remo\u00e7\u00e3o dos acampamentos. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM), 11% dos campos de desabrigados haviam sido fechados \u00e0 for\u00e7a at\u00e9 setembro de 2013, enquanto 45% da popula\u00e7\u00e3o nessas \u00e1reas estavam sob risco de despejo.<\/p>\n<p>Segundo a OIM, 113.595 fam\u00edlias de desabrigados foram realocadas em abrigos tempor\u00e1rios, enquanto mais de 54.758 conseguiram se cadastrar em programas de subs\u00eddios de alugu\u00e9is, recebendo cerca de US$ 500 para alugar uma moradia durante um ano e US$ 125 para iniciar atividades geradoras de renda.<\/p>\n<p>A Anistia Internacional, no entanto, questiona a capacidade de os benefici\u00e1rios desses programas conseguirem se manter no longo prazo. De acordo com a entidade, uma avalia\u00e7\u00e3o de doadores internacionais constatou que 60% das fam\u00edlias que recebem complementa\u00e7\u00e3o para o aluguel acreditavam que n\u00e3o teriam recursos para manter a qualidade de acomoda\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o fim dos subs\u00eddios. Al\u00e9m disso, 75% das pessoas que se mudaram ap\u00f3s o fim dos contratos estavam morando em condi\u00e7\u00f5es piores.<\/p>\n<p><i>*Com informa\u00e7\u00f5es da T\u00e9lam<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Da Ag\u00eancia Brasil* Bras\u00edlia \u2013 Quatro anos depois da trag\u00e9dia que deixou 220 mil mortos e 2,3 milh\u00f5es de desabrigados, 171.974 pessoas ainda vivem em campos de desabrigados no Haiti, segundo a Anistia Internacional (AI). Em relat\u00f3rio, a entidade informa que a grande maioria dos acampados continua em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias. 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