{"id":54442,"date":"2014-01-09T09:10:01","date_gmt":"2014-01-09T12:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=54442"},"modified":"2014-01-09T09:10:01","modified_gmt":"2014-01-09T12:10:01","slug":"pelo-menos-197-presos-foram-assassinados-no-brasil-em-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2014\/01\/09\/pelo-menos-197-presos-foram-assassinados-no-brasil-em-2013\/","title":{"rendered":"Pelo menos 197 presos foram assassinados no Brasil em 2013"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-54443\" alt=\"detentos\" src=\"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/detentos.jpg\" width=\"290\" height=\"218\" \/>Pelo menos 197 presos foram assassinados nas cadeias brasileiras em 22 Estados no ano passado, conforme levantamento feito pelo\u00a0<strong>iG<\/strong>\u00a0junto \u00e0s secretarias de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria. Somente o Maranh\u00e3o, que vive sua maior crise carcer\u00e1ria, foi respons\u00e1vel por 30% do n\u00famero de assassinatos em pres\u00eddios do pa\u00eds inteiro em 2013.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Comparando-se esses dados com o levantamento feito no in\u00edcio do ano passado pelo Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP), verifica-se uma tend\u00eancia de aumento no n\u00famero de execu\u00e7\u00f5es nos pres\u00eddios em 2013. Pelos n\u00fameros do CNMP, ocorreram 110 homic\u00eddios nos pres\u00eddios brasileiros em 2012. Mas os n\u00fameros do CNMP divulgados no ano passado n\u00e3o listaram as mortes ocorridas nas cadeias maranhenses.<\/span><\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, dos 197 homic\u00eddios registrados nas cadeias brasileiras em 2013, o Maranh\u00e3o responde por 60 casos. S\u00e3o Paulo teve o segundo maior n\u00famero absoluto de homic\u00eddios, com 22 casos, seguido do Amazonas, com 20 registros. Entretanto, a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do Maranh\u00e3o \u00e9 35 vezes menor que a de S\u00e3o Paulo. E a do Amazonas, 30 vezes menor que a paulistana.<!--more--><\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria dos estados, no Maranh\u00e3o foi registrada uma execu\u00e7\u00e3o de detentos em 2013 para cada 100 presidi\u00e1rios. No Amazonas, ocorreu um assassinato para cada 350 presos, a segunda maior propor\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. A terceira maior propor\u00e7\u00e3o de assassinatos est\u00e1 em Alagoas, com aproximadamente uma execu\u00e7\u00e3o para cada 500 detentos. Em S\u00e3o Paulo, ocorreu uma execu\u00e7\u00e3o para cada 10 mil presos. Em Santa Catarina foi registrada a menor propor\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. S\u00e3o 17 mil presos e apenas uma morte registrada no ano passado. No Distrito Federal e no Mato Grosso, n\u00e3o foram registradas mortes no ano passado.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/brasil\/ma\/2014-01-07\/contra-intervencao-no-maranhao-roseana-tensiona-relacao-com-o-judiciario.html\">Contra interven\u00e7\u00e3o no Maranh\u00e3o, Roseana tensiona rela\u00e7\u00e3o com o Judici\u00e1rio<\/a><\/p>\n<p>O levantamento do iG n\u00e3o contabilizou os n\u00fameros do Cear\u00e1, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Bahia e Rond\u00f4nia. No Cear\u00e1, foram registradas 32 mortes violentas nos pres\u00eddios. Mas os dados somam homic\u00eddios e suic\u00eddios ocorridos dentro das pris\u00f5es. No Rio Grande do Sul, 113 presos morreram nas cadeias, mas o Estado n\u00e3o soube informar quantos desses casos foram assassinados.<\/p>\n<p>No Mato Grosso do Sul, oficialmente, n\u00e3o foram registrados assassinatos dentro das pris\u00f5es. Mas existem 14 mortes naturais ou suic\u00eddios que t\u00eam ind\u00edcios de serem, na realidade, homic\u00eddios. A Pol\u00edcia investiga, por exemplo, casos de detentos que teriam assassinado colegas por meio de overdose de drogas (quando um detento injeta uma quantidade excessiva de coca\u00edna no colega, por exemplo). Bahia e Rond\u00f4nia n\u00e3o revelaram a quantidade de assassinatos nas cadeias at\u00e9 o fechamento desta reportagem.<\/p>\n<p>Para o presidente nacional da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, o sistema prisional brasileiro, hoje, \u201ctangencia a barb\u00e1rie\u201d por causa da superlota\u00e7\u00e3o e pela condi\u00e7\u00e3o insalubre da maioria das unidades. \u201cQuem vira h\u00f3spede do sistema prisional brasileiro, \u00e9 h\u00f3spede do inferno\u201d, afirma Damous. \u201cO sistema carcer\u00e1rio brasileiro tem problemas, mas o do Maranh\u00e3o ultrapassou todos os limites. \u00c9 um ponto fora da curva\u201d, complementa.<\/p>\n<p>O titular da Segunda Vara de Execu\u00e7\u00f5es Penais de S\u00e3o Lu\u00eds, capital do Maranh\u00e3o, juiz Fernando Mendon\u00e7a, afirmou que o n\u00famero excessivo de mortes nas penitenci\u00e1rias do Estado \u00e9 fruto do aumento da viol\u00eancia e tamb\u00e9m do aumento do controle das fac\u00e7\u00f5es criminosas dentro dos pres\u00eddios. \u201cSomente o Complexo Penitenci\u00e1rio de Pedrinhas (onde ocorreu a maioria das mortes registradas no Estado) \u00e9 um dos locais mais violentos do mundo. Nem Bagd\u00e1 tem tantas mortes violentas quanto em Pedrinhas\u201d, disse o juiz.<\/p>\n<p>Diante do aumento do n\u00famero de execu\u00e7\u00f5es nos pres\u00eddios de todo o Brasil, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) tem intensificado o mutir\u00e3o carcer\u00e1rio, na tentativa de atenuar os problemas nos pres\u00eddios. Esse \u00e9 um desejo pessoal do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.<\/p>\n<p><strong>N\u00famero de presos assassinados no Brasil em 2013<\/strong><\/p>\n<p>Maranh\u00e3o (60), S\u00e3o Paulo (22), Amazonas (20), Goi\u00e1s (17), Pernambuco (10), Alagoas (9, Paran\u00e1 (9), Minas Gerais (9), Rio de Janeiro (7), Tocantins (7), Piau\u00ed (6), Par\u00e1 (5), Para\u00edba (3), Acre (3), Amap\u00e1 (2), Roraima (2), Sergipe (2), Esp\u00edrito Santo (2), Rio Grande do Norte (1), Santa Catarina (1), Distrito Federal (0), Mato Grosso (0).<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o de outros estados<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cear\u00e1:<\/strong>\u00a032 mortes violentas (homic\u00eddios ou n\u00e3o)**<\/p>\n<p><strong>Mato Grosso do Sul:<\/strong>\u00a014 mortes com ind\u00edcios de assassinatos<\/p>\n<p><strong>Bahia:<\/strong>\u00a0n\u00e3o informado<\/p>\n<p><strong>Rio Grande do Sul:<\/strong>\u00a0113 mortes, mas n\u00e3o s\u00e3o contabilizadas como homic\u00eddios<\/p>\n<p><strong>Rond\u00f4nia:<\/strong>\u00a0n\u00e3o houve mortes na capital, mas n\u00e3o houve informa\u00e7\u00f5es sobre execu\u00e7\u00f5es nas cadeias do interior<\/p>\n<p><em>*Dados levam em considera\u00e7\u00e3o apenas os casos listados como homic\u00eddios e n\u00e3o mortes naturais<\/em><\/p>\n<p><em>**Est\u00e3o inclu\u00eddas todas as mortes violentas, entre elas suic\u00eddios de detentos<\/em><\/p>\n<p>Fonte: \u00daltimo Segundo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Pelo menos 197 presos foram assassinados nas cadeias brasileiras em 22 Estados no ano passado, conforme levantamento feito pelo\u00a0iG\u00a0junto \u00e0s secretarias de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria. Somente o Maranh\u00e3o, que vive sua maior crise carcer\u00e1ria, foi respons\u00e1vel por 30% do n\u00famero de assassinatos em pres\u00eddios do pa\u00eds inteiro em 2013. Comparando-se esses dados com o levantamento feito no in\u00edcio do ano passado pelo Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP), verifica-se uma tend\u00eancia de aumento no n\u00famero de execu\u00e7\u00f5es nos pres\u00eddios em 2013. Pelos n\u00fameros do CNMP, ocorreram 110 homic\u00eddios nos pres\u00eddios brasileiros em 2012. Mas os n\u00fameros do CNMP divulgados no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-54442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":583,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54442"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54444,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54442\/revisions\/54444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}