{"id":54009,"date":"2013-12-30T17:31:47","date_gmt":"2013-12-30T20:31:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=54009"},"modified":"2013-12-30T17:31:47","modified_gmt":"2013-12-30T20:31:47","slug":"economistas-avaliam-que-em-2014-a-inflacao-deve-continuar-acima-da-meta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/12\/30\/economistas-avaliam-que-em-2014-a-inflacao-deve-continuar-acima-da-meta\/","title":{"rendered":"Economistas avaliam que em 2014 a infla\u00e7\u00e3o deve continuar acima da meta"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 A infla\u00e7\u00e3o deve continuar em patamar elevado, em 2014, sem perspectiva de quando poder\u00e1 chegar ao centro da meta (4,5%), na avalia\u00e7\u00e3o de economistas. O professor de finan\u00e7as do Ibemec, Gilberto Braga, diz que a infla\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 preocupante no final deste ano porque est\u00e1 se estabilizando em patamar muito alto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/23\/gallery_assist709132\/prev\/Agencia%20Brasil301112_ABR2816.JPG\" \/><\/p>\n<p>Para 2014, o professor acrescentou que n\u00e3o se espera que a infla\u00e7\u00e3o caia para um patamar menor e \u201cmais palat\u00e1vel\u201d. Ele projeta a infla\u00e7\u00e3o entre 5,5% e 6%, em 2014. Em 12 meses, encerrados em novembro de 2013, a infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 5,77%.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2013-12-20\/bc-projeta-inflacao-de-56-em-2014-e-mantem-projecao-para-este-ano-em-58\" target=\"_blank\">A previs\u00e3o do Banco Central (BC)<\/a>\u00a0para a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 5,8%, neste ano; 5,6%, em 2014; e 5,4%, em 2015. Em 2013, a infla\u00e7\u00e3o ultrapassou o teto da meta (6,5%). Isso aconteceu em junho, quando ficou em 6,7%.<\/p>\n<p><!--more-->\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o pior j\u00e1 passou, mas vai ficar longe do centro da meta. \u00c9 como se o governo estivesse trabalhando com 1 a 1,5 ponto percentual acima do centro da meta\u201d, disse Braga.<\/p>\n<p>A professora de economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Virene Matesco, tamb\u00e9m considera que a alta dos pre\u00e7os no pa\u00eds \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o dela, mesmo com o controle do governo sobre os pre\u00e7os de tarifas, como de passagens de \u00f4nibus e de energia, a infla\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 acima do centro da meta em 2013 e em 2014. \u201cA infla\u00e7\u00e3o para o ano que vem estar\u00e1 no topo superior, em torno de 6%, mesmo com os controles de pre\u00e7os\u201d, destacou.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 20, o diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do BC, Carlos Hamilton Ara\u00fajo, refor\u00e7ou que o objetivo da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer com que a infla\u00e7\u00e3o convirja para o centro da meta. Entretanto, Ara\u00fajo disse que o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel n\u00e3o aponta para a infla\u00e7\u00e3o no centro da meta \u2013 4,5%, &#8211; neste e nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p>\u201cO cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel n\u00e3o aponta essa converg\u00eancia, o que n\u00e3o implica que n\u00e3o seja poss\u00edvel. S\u00e3o coisas distintas. A converg\u00eancia pode se tornar mais prov\u00e1vel mais adiante, na medida em que a economia comece a responder \u00e0s a\u00e7\u00f5es que foram tomadas\u201d, acrescentou Hamilton Ara\u00fajo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/3\/gallery_assist639716\/prev\/31032011MCA_8056.jpg\" \/>O diretor lembrou que a transmiss\u00e3o dos efeitos da alta da Selic na economia tem defasagem, ou seja, demoraram a aparecer. \u201cO efeito deve se refletir mais intensamente ano que vem\u201d, disse. Na divulga\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o diretor tamb\u00e9m disse que o efeito da alta do d\u00f3lar, em 2013, na infla\u00e7\u00e3o vai se dissipando e isso far\u00e1 com que a infla\u00e7\u00e3o comece a ceder.<\/p>\n<p>Para a professora da FGV, o Banco Central demorou para iniciar o processo de ajuste da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic. Em 2013, o BC iniciou o ciclo de alta da Selic em abril, quando a elevou em 0,25 ponto percentual. Nas cinco reuni\u00f5es seguintes, o BC fez ajustes de 0,5 ponto percentual. A Selic encerra 2013 em 10% ao ano.<\/p>\n<p>Virene espera que o banco eleve a taxa, em pelo menos mais 0,5 ponto percentual, podendo chegar at\u00e9 11% ao ano. \u201cMas n\u00e3o adianta colocar os juros em dois d\u00edgitos se o governo n\u00e3o controla gastos, se o Banco do Brasil, a Caixa [Econ\u00f4mica Federal] e o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social]continuarem soltando cr\u00e9dito [o que estimula o consumo, e por consequ\u00eancia, a infla\u00e7\u00e3o]\u201d, disse Virene.<\/p>\n<p>A professora acrescentou que o governo \u201cfez uma aposta de reduzir as taxas de juros do cr\u00e9dito ao mesmo tempo que a infla\u00e7\u00e3o estava em ascens\u00e3o\u201d. \u201cH\u00e1 uma intromiss\u00e3o pol\u00edtica na pol\u00edtica monet\u00e1ria [defini\u00e7\u00e3o da Selic]. Precisamos de um BC com autonomia\u201d, defendeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 A infla\u00e7\u00e3o deve continuar em patamar elevado, em 2014, sem perspectiva de quando poder\u00e1 chegar ao centro da meta (4,5%), na avalia\u00e7\u00e3o de economistas. O professor de finan\u00e7as do Ibemec, Gilberto Braga, diz que a infla\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 preocupante no final deste ano porque est\u00e1 se estabilizando em patamar muito alto. Para 2014, o professor acrescentou que n\u00e3o se espera que a infla\u00e7\u00e3o caia para um patamar menor e \u201cmais palat\u00e1vel\u201d. Ele projeta a infla\u00e7\u00e3o entre 5,5% e 6%, em 2014. 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