{"id":53984,"date":"2013-12-30T09:56:27","date_gmt":"2013-12-30T12:56:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=53984"},"modified":"2013-12-30T09:56:27","modified_gmt":"2013-12-30T12:56:27","slug":"mercado-da-dor-gira-r-26-bilhoes-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/12\/30\/mercado-da-dor-gira-r-26-bilhoes-ao-ano\/","title":{"rendered":"Mercado da dor gira R$ 2,6 bilh\u00f5es ao ano"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"noticia\" itemprop=\"articleBody\">\n<p>Comprar analg\u00e9sicos pode at\u00e9 parecer um h\u00e1bito corriqueiro para muitos brasileiros. Mas a disputa por esse bilion\u00e1rio segmento por tr\u00e1s das g\u00f4ndolas das\u00a0<a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/noticias\/farmacias\" target=\"_blank\">farm\u00e1cias<\/a>\u00a0envolve multinacionais e gigantes nacionais e \u00e9 acirrad\u00edssima &#8211; uma briga de tit\u00e3s por m\u00edseros pontos porcentuais para ficar entre as maiores no \u201cmercado da dor\u201d.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pela consultoria IMS Health mostra que a venda de analg\u00e9sicos puros (para dor e combate \u00e0 febre, exclu\u00eddos relaxantes musculares) movimenta R$ 2,6 bilh\u00f5es por ano. Esse segmento \u00e9 o mais importante entre os\u00a0<a href=\"%20http:\/economia.ig.com.br\/noticias\/medicamentos\" target=\"_blank\">medicamentos<\/a>\u00a0isentos de prescri\u00e7\u00e3o (Mip) ou OTC (Over-the-counter, na sigla em ingl\u00eas), diz Nilton Paletta, presidente da IMS Health.<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i0.statig.com.br\/bancodeimagens\/35\/zu\/2q\/35zu2qf4p2owukdgfpunedhpv.jpg\" \/><figcaption><cite>Thinkstock\/Getty Images<\/cite><\/p>\n<div>\u201cComo n\u00e3o necessita de apresenta\u00e7\u00e3o de receita, a compra de analg\u00e9sico \u00e9 espont\u00e2nea\u201d, diz um executivo do setor<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<aside>\n<h3><span style=\"font-size: 14px; line-height: 1.5em;\">Vale tudo para ficar no topo &#8211; maior exposi\u00e7\u00e3o em pontos de vendas em farm\u00e1cias, pesados investimentos em m\u00eddia, sobretudo em hor\u00e1rio nobre da TV, e descontos de pre\u00e7os. \u201c\u00c9 um setor que n\u00e3o envolve peixe pequeno\u201d, diz um executivo do setor.<\/span><\/h3>\n<\/aside>\n<\/div>\n<p>E n\u00e3o tem mesmo. Gigantes como a japonesa Takeda, a l\u00edder da categoria em faturamento, as americanas Johnson&amp;Johnson e Pfizer, a francesa Sanofi, a alem\u00e3 Boehringer Ingelheim e a nacional Hypermarcas n\u00e3o poupam esfor\u00e7os para ganhar fatia nesse mercado. \u201cComo n\u00e3o necessita de apresenta\u00e7\u00e3o de receita, a compra de analg\u00e9sico \u00e9 espont\u00e2nea\u201d, diz o mesmo executivo, lembrando que a antiga resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), a RDC 41, que proibia a venda desses produtos fora do balc\u00e3o, virou uma \u201cdor de cabe\u00e7a\u201d para os laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p><!--more-->Ap\u00f3s in\u00fameros processos judiciais e liminares, a Anvisa voltou atr\u00e1s na decis\u00e3o, que vigorou entre in\u00edcio de 2010 e meados de 2012. No ranking das dez maiores empresas em receita, as marcas fortes prevalecem, com exce\u00e7\u00e3o do gen\u00e9rico da Medley (controlada pela Sanofi), que aparece como o sexto mais vendido na lista. Quando medido por unidades, os gen\u00e9ricos (com o nome do princ\u00edpio ativo) ganham espa\u00e7o \u201c\u00c9 um mercado de poucas marcas, mas marcas bem fortes\u201d, diz Rodolfo Hrosz, diretor-geral da Pfizer Consumer Healthcare. A multinacional est\u00e1 disposta a jogar pesado para abocanhar uma fatia maior para ficar entre as primeiras no topo.<\/p>\n<p>O carro-chefe da companhia nesse segmento \u00e9 o Advil, o nono analg\u00e9sico mais vendido em faturamento, segundo o IMS Health (de novembro de 2012 a outubro de 2013), considerando os analg\u00e9sicos puros. Segundo Hrosz, o produto \u00e9 um dos mais vendidos em S\u00e3o Paulo, maior mercado consumidor. A empresa computa m\u00eas a m\u00eas as vendas para saber onde cresce.<\/p>\n<p>Se inclu\u00eddos os relaxantes musculares na lista, o Advil salta para a terceira coloca\u00e7\u00e3o no ranking, entre agosto e novembro deste ano, de acordo com informa\u00e7\u00f5es fornecidas pela empresa. O executivo reconhece que o fator pre\u00e7o n\u00e3o \u00e9 o que mais atrai as vendas do analg\u00e9sico Advil, que custa R$ 1,80 a dose, enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio de seus concorrentes gira em torno de R$ 0,60. \u201cSabemos que nosso produto \u00e9 premium. A c\u00e1psula \u00e9 l\u00edquida, com efeito mais r\u00e1pido\u201d, diz Hrosz. \u201c\u00c9 um segmento importante porque todo mundo tem algum tipo de dor\u201d, diz Lais Rosin, diretora da unidade de neg\u00f3cios OTC da Takeda. \u201cA fidelidade do consumidor \u00e9 muito importante nesse segmento.\u201d A Neosaldina, conhecida no mercado como \u201cNeosa\u201d, \u00e9 o analg\u00e9sico n\u00famero um em vendas. \u201cQualquer ponto porcentual nesse mercado \u00e9 grande coisa\u201d, afirma Lais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de pesadas campanhas na m\u00eddia, sobretudo na TV, a Takeda aposta nas v\u00e1rias apresenta\u00e7\u00f5es do produto. \u201cTemos um portf\u00f3lio diversificado para atender todo tipo de p\u00fablico, at\u00e9 embalagem com um \u00fanico comprimido.&#8221;<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.5em;\">Solu\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica<\/strong><\/p>\n<p>\u00danica nacional no ranking em que imperam as m\u00faltis em faturamento, a Hypermarcas tem quatro analg\u00e9sicos entre os dez mais vendidos. \u201cTemos investido muito em m\u00eddia, com inser\u00e7\u00f5es na Rede Globo, Record e SBT\u201d, diz Luiz Eduardo Violland, presidente da divis\u00e3o farmac\u00eautica da Hypermarcas. \u201cNo caso da Doralgina (o d\u00e9cimo no ranking), quando incorporamos o laborat\u00f3rio Neo Qu\u00edmica (em 2009), o medicamento era vendido no pequeno e m\u00e9dio varejo. Trocamos a embalagem, expandimos a distribui\u00e7\u00e3o para as grandes redes e apostamos pesado em m\u00eddia\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Violland, a empresa aposta na maior disposi\u00e7\u00e3o dos brasileiros, com o aumento da renda, para comprar medicamentos. \u201cAs pessoas geralmente procuram o m\u00e9dico por tr\u00eas motivos: dor, infec\u00e7\u00e3o a partir de uma febre e depress\u00e3o.\u201d Com a estrat\u00e9gia mais agressiva das farmac\u00eauticas nesse segmento, o \u201cmercado da dor\u201d promete n\u00e3o aliviar a concorr\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"paginacao\"><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Comprar analg\u00e9sicos pode at\u00e9 parecer um h\u00e1bito corriqueiro para muitos brasileiros. Mas a disputa por esse bilion\u00e1rio segmento por tr\u00e1s das g\u00f4ndolas das\u00a0farm\u00e1cias\u00a0envolve multinacionais e gigantes nacionais e \u00e9 acirrad\u00edssima &#8211; uma briga de tit\u00e3s por m\u00edseros pontos porcentuais para ficar entre as maiores no \u201cmercado da dor\u201d. Um levantamento feito pela consultoria IMS Health mostra que a venda de analg\u00e9sicos puros (para dor e combate \u00e0 febre, exclu\u00eddos relaxantes musculares) movimenta R$ 2,6 bilh\u00f5es por ano. Esse segmento \u00e9 o mais importante entre os\u00a0medicamentos\u00a0isentos de prescri\u00e7\u00e3o (Mip) ou OTC (Over-the-counter, na sigla em ingl\u00eas), diz Nilton Paletta, presidente&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-53984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":773,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53984"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53985,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53984\/revisions\/53985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}