{"id":53748,"date":"2013-12-23T14:48:19","date_gmt":"2013-12-23T17:48:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=53748"},"modified":"2013-12-23T14:48:19","modified_gmt":"2013-12-23T17:48:19","slug":"bandeira-cientifica-da-usp-leva-estudantes-para-prestar-atendimento-em-municipios-carentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/12\/23\/bandeira-cientifica-da-usp-leva-estudantes-para-prestar-atendimento-em-municipios-carentes\/","title":{"rendered":"Bandeira Cient\u00edfica da USP leva estudantes para prestar atendimento em munic\u00edpios carentes"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/24\/gallery_assist737167\/prev\/Bandeira%20Cientifica_197.JPG\" \/><\/p>\n<p>Pedra Azul (MG) \u2013 Mais de 20 horas depois de sair, em quatro \u00f4nibus, de S\u00e3o Paulo, um grupo de 180 pessoas, entre profissionais e estudantes, chegou \u00e0 cidade mineira cheio de entusiasmo para concluir o planejamento para dez dias de atua\u00e7\u00e3o na cidade. \u00c0s 3h da madrugada, eles viram que teriam apenas cinco horas de sono, pois \u00e0s 8h, deveriam estar prontos para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o ritmo da Bandeira Cient\u00edfica, projeto da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que leva h\u00e1 16 anos n\u00e3o s\u00f3 servi\u00e7os de sa\u00fade a munic\u00edpios pequenos, mas tamb\u00e9m planejamento espec\u00edfico para os gargalos existentes na regi\u00e3o. O objetivo da Bandeira Cient\u00edfica \u00e9 refor\u00e7ar a forma\u00e7\u00e3o dos estudantes e ajudar no desenvolvimento da sa\u00fade do munic\u00edpio. Para tanto, eles recorrem at\u00e9 a brincadeiras e atividades teatrais.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cNa faculdade, eu nunca tinha lidado com pacientes desnutridos, mas, nessas expedi\u00e7\u00f5es, tenho possibilidade de aprender mais sobre um problema t\u00e3o grave no Brasil e de ajudar a quem n\u00e3o consegue atendimento no dia a dia\u201d, diz a estudante de nutri\u00e7\u00e3o Vanessa Sayuri.<\/p>\n<p>Para Thiago Donda, que est\u00e1 se formando em odontologia, o projeto \u00e9 uma oportunidade de usar tudo o que aprendeu na faculdade para ajudar aos mais carentes. \u201cQuando vi a boquinha da primeira paciente da zona rural, me deu vontade de chorar. Precisei fazer quatro extra\u00e7\u00f5es\u201d, lembra, emocionado.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador do projeto, Luiz Fernando Ferraz, trabalhar ao m\u00e1ximo com as ferramentas dispon\u00edveis \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o da Bandeira Cient\u00edfica para ser dada tanto aos profissionais da cidade quanto aos estudantes.<\/p>\n<p>\u201cNo Hospital das Cl\u00ednicas [onde atuam os estudantes de medicina da USP], se eles quiserem avaliar uma dor de cabe\u00e7a, mandam para a tomografia. Aqui n\u00e3o h\u00e1 nada disso e \u00e9 preciso ver se vale a pena o paciente esperar meses at\u00e9 conseguir o Tratamento Fora do Domic\u00edlio [programa que leva o paciente a outra cidade onde possa fazer o exame de que precisa]. Nem sempre isso \u00e9 necess\u00e1rio e, muitas vezes, d\u00e1 para resolver o problema sem o exame\u201d, destaca Ferraz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/24\/gallery_assist737167\/prev\/Bandeira%20Cientifica_202.JPG\" \/>No per\u00edodo que passou em Pedra Azul, a equipe fez cerca de 600 atendimentos em todas as \u00e1reas de sa\u00fade, al\u00e9m de entregar 50 pr\u00f3teses dent\u00e1rias e mais de 500 \u00f3culos aos moradores do munic\u00edpio. A Bandeira Cient\u00edfica tamb\u00e9m visitou em casa doentes acamados, que n\u00e3o tinham como ir aos postos de atendimento. A dona de casa Sanita Dias, por exemplo, recebeu da equipe orienta\u00e7\u00e3o para ajudar o filho de 24 anos, que tem paralisia cerebral. Os profissionais a ensinaram a fazer exerc\u00edcios com o filho e tamb\u00e9m como levant\u00e1-lo sem for\u00e7ar a coluna.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de profissionais da sa\u00fade, o projeto inclui grupos de engenharia, para fazer planejamento na \u00e1rea de saneamento b\u00e1sico, de administra\u00e7\u00e3o e de economia, para cursos de empreendedorismo.<\/p>\n<p>Eles ainda montam uma oficina para projetos e reforma de instrumentos usados para facilitar a vida de quem tem limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. \u201c\u00c9 desafiador pegar o que aprendemos na faculdade e colocar na pr\u00e1tica\u201d, afirma o estudante de engenharia mec\u00e2nica Ant\u00f4nio Souza. \u201cDesenvolvemos uma estrutura para que um paciente da fisioterapia que n\u00e3o tem as pernas possa se apoiar na hora do banho com menos dificuldades\u201d, informa Jo\u00e3o Thuler, tamb\u00e9m estudante de engenharia mec\u00e2nica.<\/p>\n<p>Este ano 130 estudantes e 50 profissionais ficaram entre os dias 11 e 21 deste m\u00eas em Pedra Azul, munic\u00edpio mineiro com pouco mais de 24 mil habitantes, dos quais cerca de 3.500 recebem o Bolsa Fam\u00edlia. Um dos crit\u00e9rios para escolha da cidade visitada pela Bandeira Cient\u00edfica \u00e9 o compromisso dos gestores locais em dar continuidade ao trabalho e executar os projetos deixados pelos bandeirantes.<\/p>\n<p>Os custos do projeto podem chegar a R$ 400 mil por ano, com cerca de 80% dos recursos vindo de patroc\u00ednio de empresas da rede privada, que doam rem\u00e9dios, \u00f3culos, camisetas, dinheiro. O grupo farmac\u00eautico Sanofi, por exemplo, al\u00e9m de recursos financeiros, envia anualmente dez empregados, que fazer o trabalho de apoio \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/24\/gallery_assist737167\/prev\/Bandeira%20Cientifica_219.JPG\" \/>Durante a estadia dos bandeirantes nos pequenos munic\u00edpios, eles fazem tamb\u00e9m pesquisas tem\u00e1ticas, tanto para montar um planejamento local como tamb\u00e9m para fins acad\u00eamicos. Em Pedra Azul, foram coletadas informa\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00e9-natal das gestantes, sobre o HPV e a vacina contra a doen\u00e7a. \u201cSe observarmos que h\u00e1 um problema grave no atendimento \u00e0s gestantes, trabalhamos em cima disso e orientamos a prefeitura a dar continuidade ao trabalho\u201d, explica Ferraz.<\/p>\n<p>Em 2006, a Bandeira Cient\u00edfica percebeu que, em Machadinho d&#8217;Oeste, Rond\u00f4nia, havia uma grande demanda psiqui\u00e1trica, mas como, na \u00e9poca, o munic\u00edpio n\u00e3o tinha o n\u00famero m\u00ednimo de habitantes para conseguir a constru\u00e7\u00e3o de um Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (Caps) pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a expedi\u00e7\u00e3o fez um estudo sobre a situa\u00e7\u00e3o local. \u201cFoi a primeira vez que vi os nossos psiquiatras n\u00e3o darem conta. Houve uma quantidade absurda de atendimentos, o dobro da demanda normal\u201d, relembra Ferraz.<\/p>\n<p>Percebendo tamanha demanda, a expedi\u00e7\u00e3o fez mais uma pesquisa e entregou um relat\u00f3rio com o selo da USP para que a prefeitura pudesse solicitar novamente ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a constru\u00e7\u00e3o de um Caps. E, dessa vez, conseguiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Pedra Azul (MG) \u2013 Mais de 20 horas depois de sair, em quatro \u00f4nibus, de S\u00e3o Paulo, um grupo de 180 pessoas, entre profissionais e estudantes, chegou \u00e0 cidade mineira cheio de entusiasmo para concluir o planejamento para dez dias de atua\u00e7\u00e3o na cidade. \u00c0s 3h da madrugada, eles viram que teriam apenas cinco horas de sono, pois \u00e0s 8h, deveriam estar prontos para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio. Este \u00e9 o ritmo da Bandeira Cient\u00edfica, projeto da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que leva h\u00e1 16 anos n\u00e3o s\u00f3 servi\u00e7os de sa\u00fade a munic\u00edpios pequenos, mas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-53748","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":487,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53748","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53748"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53748\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53749,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53748\/revisions\/53749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}