{"id":53125,"date":"2013-11-28T16:54:21","date_gmt":"2013-11-28T19:54:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=53125"},"modified":"2013-11-28T16:54:21","modified_gmt":"2013-11-28T19:54:21","slug":"contas-do-governo-tem-pior-resultado-para-outubro-desde-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/11\/28\/contas-do-governo-tem-pior-resultado-para-outubro-desde-2004\/","title":{"rendered":"Contas do governo t\u00eam pior resultado para outubro desde 2004"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As contas do governo central (Uni\u00e3o, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registraram um super\u00e1vit prim\u00e1rio, que \u00e9 a economia feita para pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica e tentar manter sua trajet\u00f3ria de queda, de R$ 5,43 bilh\u00f5es em outubro deste ano, informou a Secretaria do\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/tesouro-nacional\/\">Tesouro Nacional<\/a>nesta quinta-feira (28).<\/p>\n<p>Trata-se do pior valor, para meses de outubro, desde 2004, quando foi registrado um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 4,74 bilh\u00f5es. Deste modo, \u00e9 o pior m\u00eas de outubro, para as contas do governo, em nove anos. Em outubro de 2012, por exemplo, o esfor\u00e7o fiscal foi bem maior, toalizando R$ 9,73 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Acumulado do ano e meta fiscal<\/strong><br \/>\nNo acumulado deste ano, at\u00e9 outubro, ainda segundo dados oficiais, houve uma forte queda no esfor\u00e7o fiscal de 48,2%, para R$ 33,43 bilh\u00f5es. De janeiro a outubro do ano passado, o super\u00e1vit somou R$ 64,53 bilh\u00f5es. O recuo do super\u00e1vit prim\u00e1rio, neste ano, soma R$ 31,1 bilh\u00f5es.<!--more--><\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2013\/08\/governo-reduz-para-4-previsao-para-pib-em-2014-e-ve-primario-menor.html\">Governo reduz objetivo fiscal de super\u00e1vit em 2014 para 2,1% do PIB<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2013\/11\/esforco-fiscal-do-setor-publico-nao-deve-passar-r-100-bi-indica-mantega.html\">Super\u00e1vit prim\u00e1rio de 2013 pode ficar abaixo de R$ 100 bi, indica Mantega<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>A meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio do governo, para este ano, est\u00e1 fixada em R$ 108,1 bilh\u00f5es. Para todo o setor p\u00fablico consolidado, o que inclui, tamb\u00e9m, os estados, munic\u00edpios e empresas estatais, a meta para o ano de 2013 \u00e9 de R$ 155,9 bilh\u00f5es, o equivalente a cerca de 3,2% do PIB.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou, no primeiro semestre deste ano, que o setor p\u00fablico poderia abater cerca de R$ 45 bilh\u00f5es da meta global de R$ 155,9 bilh\u00f5es por conta de gastos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) \u2013 possibilidade j\u00e1 autorizada pelo Congresso Nacional. Com isso, o super\u00e1vit prim\u00e1rio de todo o setor p\u00fablico recuaria, teoricamente, para at\u00e9 cerca de R$ 111 bilh\u00f5es neste ano \u2013 o equivalente a 2,3% do PIB.<\/p>\n<p>Recentemente, entretranto, o pr\u00f3prio ministro Mantega mudou de discurso e tem se comprometido somente com um esfor\u00e7o fiscal de R$ 73 bilh\u00f5es para o governo &#8211; deixando de lado o objetivo de R$ 111 bilh\u00f5es para todo o setor p\u00fablico. Segundo ele, o atingimento dos R$ 111 bilh\u00f5es depender\u00e1 do esfor\u00e7o dos estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p><strong>Novembro ter\u00e1 &#8216;resultado hist\u00f3rico&#8217;<\/strong><br \/>\nConsiderando os R$ 73 bilh\u00f5es, o resultado de janeiro a outubro representa 45% da meta. Ainda vai ingressar nos cofres p\u00fablicos, por\u00e9m, mais R$ 15 bilh\u00f5es do b\u00f4nus do campo de Libra e tamb\u00e9m os recursos do Refis da Crise &#8211; reestimados de R$ 12 bilh\u00f5es para at\u00e9 R$ 16 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Em novembro, teremos um resultado hist\u00f3rico&#8221;, antecipou o secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, referindo-se justamente ao ingresso de recursos previstos pelo b\u00f4nus do campo de Libra e pelo Refis da Cries.<\/p>\n<p><strong>Despesas crescem mais que receitas<\/strong><br \/>\nOs n\u00fameros do Tesouro Nacional mostram que as despesas continuam crescendo a um ritmo mujito mais forte do que a arrecada\u00e7\u00e3o federal neste ano.<\/p>\n<p>Nos dez primeiros meses de 2013, a receita total (o que inclui dividendos de estatais) somou R$ 935 bilh\u00f5es, com alta de 8,2%, ou R$ 70,6 bilh\u00f5es, frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado (R$ 864 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, as despesas totais do Tesouro Nacional somaram R$ 748,8 bilh\u00f5es de janeiro a outubro deste ano, com uma alta maior frente a igual per\u00edodo do ano passado: de 14% &#8211; o equivalente a R$ 92 bilh\u00f5es de expans\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gastos com investimentos<\/strong><br \/>\nNo caso dos investimentos, as despesas somaram R$ 53,7 bilh\u00f5es de janeiro a outubro deste ano, informou o Tesouro Nacional, valor que representa aumento de 5,5% frente a igual per\u00edodo de 2012 (R$ 50,9 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Sobre as despesas do PAC, que somaram R$ 36,5 bilh\u00f5es nos dez primeiros meses deste ano, houve alta de 10,6% sobre igual per\u00edodo do ano passado (R$ 33 bilh\u00f5es), informou a Secretaria do Tesouro Nacional.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; As contas do governo central (Uni\u00e3o, Previd\u00eancia Social e Banco Central) registraram um super\u00e1vit prim\u00e1rio, que \u00e9 a economia feita para pagar juros da d\u00edvida p\u00fablica e tentar manter sua trajet\u00f3ria de queda, de R$ 5,43 bilh\u00f5es em outubro deste ano, informou a Secretaria do\u00a0Tesouro Nacionalnesta quinta-feira (28). Trata-se do pior valor, para meses de outubro, desde 2004, quando foi registrado um super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 4,74 bilh\u00f5es. Deste modo, \u00e9 o pior m\u00eas de outubro, para as contas do governo, em nove anos. 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