{"id":53046,"date":"2013-11-25T21:12:43","date_gmt":"2013-11-26T00:12:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=53046"},"modified":"2013-11-25T21:12:43","modified_gmt":"2013-11-26T00:12:43","slug":"ele-e-um-doente-diz-jovem-que-foi-violentada-dentro-de-hospital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/11\/25\/ele-e-um-doente-diz-jovem-que-foi-violentada-dentro-de-hospital\/","title":{"rendered":"&#8216;Ele \u00e9 um doente&#8217;, diz jovem que foi violentada dentro de hospital"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bruna ainda se recupera dos meses que enfrentou de interna\u00e7\u00e3o (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)\" alt=\"Bruna ainda se recupera dos meses que enfrentou de interna\u00e7\u00e3o (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/znYgoe5p5KUbQrXFytwt8eqYyfo=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/11\/25\/estuprada.jpg\" width=\"372\" height=\"279\" \/><\/p>\n<p>Bruna ainda se recupera dos meses que enfrentou de interna\u00e7\u00e3o (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)<\/p>\n<p>Bruna Emiliana Pereira Menezes, de 22 anos, foi abusada sexualmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/santos-regiao\/cidade\/santos.html\">Santos<\/a>, no litoral de S\u00e3o Paulo, quando estava internada por conta de problemas pulmorares e gr\u00e1vida de quatro meses. Agora, meses depois de ter sido estuprada, a jovem, ainda debilitada por conta do longo tempo internada, comemora o nascimento de Jo\u00e3o Davi. Bruna falou pela primeira vez sobre o caso e, apesar da felicidade pela chegada do primeiro filho, n\u00e3o consegue esquecer a viol\u00eancia que teve que enfrentar.<\/p>\n<div>Segundo a mulher, o agressor, um auxiliar de enfermagem, de 47 anos, ainda causa repugn\u00e2ncia. \u201cEle n\u00e3o \u00e9 um humano. \u00c9 um bicho. Uma pessoa que faz isso com algu\u00e9m que pode se defender j\u00e1 \u00e9 um criminoso. Imagina quando a pessoa est\u00e1 debilitada, indefesa, n\u00e3o podendo fazer nada? \u00c9 pior ainda. Ele \u00e9 uma pessoa doente\u201d, diz.<\/div>\n<p><!--more--><br \/>\nAo\u00a0<strong>G1<\/strong>, a v\u00edtima relembrou como foi a madrugada do dia 29 de junho, quando o abuso sexual aconteceu. \u201cEu estava dormindo quando, por volta das 2h, ele entrou no meu quarto. O enfermeiro come\u00e7ou a mexer comigo e me acordou. Eu pensei que ele ia me dar medicamento, pois eu estava tomando rem\u00e9dio para dor. Por\u00e9m, ele come\u00e7ou a fazer os gestos obscenos. Tirou o \u00f3rg\u00e3o para fora e queria que eu pegasse. Eu puxava a minha m\u00e3o, me debatia nas grades da cama e virava o rosto. Eu tamb\u00e9m estava com uma faixa, j\u00e1 que tinha feito exames de manh\u00e3 e, na UTI, voc\u00ea n\u00e3o pode ficar com roupa. Ele chegou a colocar os meus seios para fora\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Bruna revela que a a\u00e7\u00e3o do homem causou perplexidade. \u201cEle tirou a minha m\u00e1scara para colocar o dedo na minha boca e eu n\u00e3o sabia o que fazer. N\u00e3o tinha for\u00e7a para nada e eu temia que ele pudesse desligar os aparelhos, porque eu n\u00e3o conseguiria respirar. Fiquei desesperada. Eu pensava: o que esse homem est\u00e1 fazendo comigo? Ele \u00e9 louco, eu aqui nesse estado e ele fazendo isso. Quando ele saiu do quarto, peguei o telefone celular que tinham deixado para mim e liguei para a minha m\u00e3e\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s avisar a m\u00e3e, a v\u00edtima lembra que as horas seguintes foram de p\u00e2nico, com medo do que poderia acontecer na sequ\u00eancia. \u201cA minha m\u00e3e e o meu tio foram at\u00e9 o hospital. Nessa hora eu consegui gritar e a enfermeira veio me ver, mas ela n\u00e3o acreditava no que eu falava. Ela dizia: \u2018Bruna, voc\u00ea n\u00e3o sonhou?\u2019 Eu dizia que n\u00e3o, que era verdade. Falei para ela n\u00e3o sair dali, pedi pelo amor de Deus, pois ele poderia voltar e desligar os meus aparelhos. Tinha medo de morrer. Quando a minha m\u00e3e chegou, falei para ela n\u00e3o sair de perto de mim. Eu chorava, desesperada\u201d, recorda.<\/p>\n<p>O agressor, que tinha passagem pela pol\u00edcia por estupro e atentado violento ao pudor, tentou se defender, como relata Bruna. \u201cNo mesmo dia ele entrou no quarto e me chamou de louca. Comecei a gritar que louco era ele. Ele falou que eu estava sedada. Mas eu disse que n\u00e3o, porque n\u00e3o tinha tomado nenhuma seda\u00e7\u00e3o, s\u00f3 rem\u00e9dio para dor. Ele chorou, disse que tinha um filho para criar e n\u00e3o podia ser preso. S\u00f3 que ele deveria ter pensado nisso antes. Se ele tem filho vai mexer com uma pessoa gr\u00e1vida, indefesa?\u201d, questiona.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Mulher v\u00edtima de abuso sexual em hospital em Santos (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)\" alt=\"Mulher v\u00edtima de abuso sexual em hospital em Santos (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/nJHXa7hhwt8qTgan6nynVnJSg8A=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/11\/25\/estuprada_filho.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/>Mulher v\u00edtima de abuso sexual em hospital em<br \/>\nSantos, SP (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)<\/div>\n<p>O suspeito foi preso pela pol\u00edcia. Dias depois, uma outra v\u00edtima surgiu e contou que tamb\u00e9m havia sido abusada sexualmente pelo auxiliar de enfermagem. O homem continua preso, mas isso n\u00e3o traz tranquilidade para Bruna. \u201cAinda n\u00e3o me sinto segura. Sei que a Justi\u00e7a daqui \u00e9 dif\u00edcil. Fiquei sabendo que ele n\u00e3o perdeu a carteirinha do Conselho Regional de Enfermagem (Core). Meu medo \u00e9 que ele volte a trabalhar l\u00e1. Com a carteirinha, ele pode voltar a trabalhar. Esse \u00e9 meu medo. Nunca vou querer voltar naquele lugar se ele estiver l\u00e1 ou em qualquer outro hospital que ele esteja\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Enquanto luta para que o seu agressor n\u00e3o volte para as ruas, Bruna cuida de Jo\u00e3o Davi, que nasceu na \u00faltima quinta-feira (21), com 50 cent\u00edmetros e pesando tr\u00eas quilos. Os dois est\u00e3o na casa da av\u00f3 da crian\u00e7a, em\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/santos-regiao\/cidade\/bertioga.html\">Bertioga<\/a>, no litoral de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Orgulhosa, a mulher n\u00e3o esconde a alegria por ter conseguido dar \u00e0 luz ao seu filho, mesmo depois de todos os problemas enfrentados.\u00a0Vale lembrar que Bruna, ap\u00f3s ter sido estuprada, ficou em coma. \u201cMe emociono com essa hist\u00f3ria, com os detalhes que a minha m\u00e3e conta. Depois do que aconteceu, como havia gastado as minhas energias e me sentia sem f\u00f4lego, pois n\u00e3o podia fazer for\u00e7a, fiquei muito debilitada. N\u00e3o conseguia dormir direito. Por isso tive que ser entubada\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s todo o drama vivido por Bruna e sua fam\u00edlia, a jovem pretende seguir a vida normalmente. A v\u00edtima quer cuidar de Jo\u00e3o Davi, definido por ela como um \u201cguerreiro\u201d. \u201cFiquei com medo de que ele n\u00e3o nascesse, pois os m\u00e9dicos n\u00e3o nos davam muitas esperan\u00e7as porque eu tinha que tomar medicamentos fortes. Depois que voltei do coma, passei a fazer os exames. A cada ultrassom que eu via que ele estava bem era um choro, uma alegria. Uma sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa. Mas a gente s\u00f3 fica aliviada quando pega o beb\u00ea no colo, escuta o choro e v\u00ea como ele se acalma nos bra\u00e7os. Foi muito bom ver que est\u00e1 tudo certo e ele nasceu perfeito\u201d, comemora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da maternidade, Bruna deseja retomar os estudos. A jovem n\u00e3o completou o primeiro semestre de administra\u00e7\u00e3o. No entanto, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 cursar outra faculdade e trabalhar. \u201cNem d\u00e1 para acreditar que estou viva. Daqui para frente quero retomar a minha vida, estudar e trabalhar. Quero cuidar do meu filho e tentar esquecer o passado\u201d, desabafa.<br \/>\n?<br \/>\nSobre as v\u00edtimas de abuso sexual, Bruna acredita que toda mulher que sofre esse tipo de viol\u00eancia deve se manifestar. \u201cAs pessoas devem falar, n\u00e3o podem guardar. Sei que \u00e9 uma ang\u00fastia grande, que ainda continua para mim, que contei a minha hist\u00f3ria. Imagina, ent\u00e3o, para quem guarda uma coisa dessas? Tem que contar sim\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Por fim, a v\u00edtima diz que nunca mais encontrou o agressor. Indagada se perdoaria o respons\u00e1vel pelo estupro, Bruna \u00e9 enf\u00e1tica. \u201cFalam que a gente n\u00e3o pode guardar m\u00e1goas, mas eu n\u00e3o consigo. A gente procura esquecer e \u2018colocar uma pedra\u2019 no passado , at\u00e9 porque tenho um filho para criar. Mas n\u00e3o consigo perdo\u00e1-lo\u201d, pontua.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Beb\u00ea nasceu saud\u00e1vel e fam\u00edlia se preparou para sua chegada (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)\" alt=\"Beb\u00ea nasceu saud\u00e1vel e fam\u00edlia se preparou para sua chegada (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/hwtWF6WLRYvZ6bbr_RTsA0UD0wE=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/11\/25\/joao_davi.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/div>\n<div>Mesmo doente, Bruna se preparou para a chegada do beb\u00ea (Foto: Rodrigo Martins\/ G1)<\/div>\n<p><strong>O caso<\/strong><br \/>\nO estupro ocorreu na madrugada de 29 de junho, quando um auxiliar de enfermagem molestou a jovem, na \u00e9poca gr\u00e1vida de quatro meses, que estava em um quarto do Hospital Guilherme \u00c1lvaro, em Santos, tratando de uma pneumonia. A pol\u00edcia foi chamada pelas pr\u00f3prias enfermeiras e o suspeito foi preso. Na \u00e9poca, o Hospital Guilherme \u00c1lvaro, por meio de uma nota, informou que abriria sindic\u00e2ncia para apurar o caso e que o auxiliar de enfermagem seria afastado de suas fun\u00e7\u00f5es imediatamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; G1 Bruna ainda se recupera dos meses que enfrentou de interna\u00e7\u00e3o (Foto: Rodrigo Martins\/ G1) Bruna Emiliana Pereira Menezes, de 22 anos, foi abusada sexualmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em\u00a0Santos, no litoral de S\u00e3o Paulo, quando estava internada por conta de problemas pulmorares e gr\u00e1vida de quatro meses. Agora, meses depois de ter sido estuprada, a jovem, ainda debilitada por conta do longo tempo internada, comemora o nascimento de Jo\u00e3o Davi. Bruna falou pela primeira vez sobre o caso e, apesar da felicidade pela chegada do primeiro filho, n\u00e3o consegue esquecer a viol\u00eancia que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-53046","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":588,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53046"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53046\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53047,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53046\/revisions\/53047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}