{"id":51753,"date":"2013-09-08T09:43:13","date_gmt":"2013-09-08T12:43:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=51753"},"modified":"2013-09-08T09:43:13","modified_gmt":"2013-09-08T12:43:13","slug":"relatorio-diz-que-mudanca-do-clima-pode-afetar-alimento-e-energia-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/09\/08\/relatorio-diz-que-mudanca-do-clima-pode-afetar-alimento-e-energia-no-pais\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio diz que mudan\u00e7a do clima pode afetar alimento e energia no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A vaz\u00e3o de importantes rios do pa\u00eds e o abastecimento de len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, respons\u00e1veis pelo fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o ser comprometidos se a temperatura subir at\u00e9 6 \u00baC nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e o volume de chuvas diminuir, conforme cen\u00e1rio do primeiro relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o elaborado pelo Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (PBMC) que considera que os n\u00edveis de emiss\u00f5es de gases causadores de efeito estufa permane\u00e7am altos.<\/p>\n<p>Neste ambiente, a agricultura e o setor de energia do Brasil poder\u00e3o ser fortemente impactados, sob risco de queda brusca do Produto Interno Bruto (PIB) e constantes crises que envolvem o abastecimento energ\u00e9tico e de seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>Dividido em tr\u00eas volumes, o documento feito por 350 cientistas de diversas institui\u00e7\u00f5es ser\u00e1 divulgado oficialmente nesta segunda-feira (9) durante a 1\u00aa Confer\u00eancia Nacional sobre o tema, que acontece na cidade de S\u00e3o Paulo.<!--more--><\/p>\n<p>Os dados foram coletados com a ajuda do &#8220;Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre\u201d,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2013\/02\/brasil-desenvolve-modelo-proprio-de-analise-de-mudanca-climatica.html\" target=\"_blank\">primeiro sistema nacional de simula\u00e7\u00e3o do clima global, que incluiu caracter\u00edsticas detalhadas do Brasil e do continente sul-americano neste tipo de modelagem<\/a>.<\/p>\n<p>Os cientistas afirmam que o relat\u00f3rio n\u00e3o representa &#8220;o fim do mundo\u201d. No entanto, advertem que, se a situa\u00e7\u00e3o atual de emiss\u00f5es de gases permanecer e nada for feito pelo governo para prevenir eventos naturais extremos, a situa\u00e7\u00e3o pode se agravar.<\/p>\n<div>\n<div><strong>Possibilidades dram\u00e1ticas<\/strong><br \/>\n&#8211; agricultura pode perder at\u00e9 R$ 7 bilh\u00f5es por ano com o clima;<br \/>\n&#8211; queda na produtividade do caf\u00e9, soja, arroz e outras culturas;<br \/>\n&#8211; redu\u00e7\u00e3o de chuvas no Norte e Nordeste; aumento no Sul e Sudeste, com risco de inunda\u00e7\u00f5es;<br \/>\n&#8211; risco para o abastecimento das \u00e1guas subterr\u00e2neas;<br \/>\n&#8211; em todo o litoral, volume de pesca pode cair 6% em 40 anos.<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Cada vez mais quente<\/strong><br \/>\nSegundo o documento, a temperatura no Brasil pode aumentar de 3 \u00baC a 6 \u00baC at\u00e9 2100, situa\u00e7\u00e3o que ficaria ainda mais cr\u00edtica com uma poss\u00edvel escassez de chuvas.<\/p>\n<p>Na Amaz\u00f4nia, por exemplo, em 2100 a temperatura pode subir cerca de 6 \u00baC e a distribui\u00e7\u00e3o de chuvas na regi\u00e3o pode cair 45%.<\/p>\n<p>Desmatamento e queimadas no bioma podem contribuir para alterar drasticamente o ciclo hidrol\u00f3gico da floresta (principalmente entre os meses de julho e novembro), prolongando a esta\u00e7\u00e3o de seca e alterando a distribui\u00e7\u00e3o de chuvas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O calor acentuado, at\u00e9 5,5 \u00baC a mais do que a temperatura registrada atualmente, desencadearia um processo de desertifica\u00e7\u00e3o da Caatinga, bioma j\u00e1 considerado amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o. No mesmo cen\u00e1rio de emiss\u00f5es altas, o Pantanal sofreria uma redu\u00e7\u00e3o de 45% na quantidade de chuvas e um aumento de 4,5 \u00baC na temperatura.<\/p>\n<p>Mata Atl\u00e2ntica e Pampa tamb\u00e9m registram, segundo o panorama de altas emiss\u00f5es, aumento na temperatura at\u00e9 2100, de forma um pouco mais amena se comparado com as demais regi\u00f5es. No entanto, o que preocupa, segundo o relat\u00f3rio, \u00e9 o crescimento das taxas de pluviosidade.<\/p>\n<p>Enquanto na por\u00e7\u00e3o Sul\/Sudeste da Mata Atl\u00e2ntica a quantidade de chuva pode subir at\u00e9 30% nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, no Pampa, que abrange os estados do Sul, esse cresce 40% \u2013 o que aumenta o risco de inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos em \u00e1reas costeiras.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o proje\u00e7\u00f5es dentro de cen\u00e1rios extremos de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. Se em 30 anos n\u00e3o mudarmos essa taxa atual, a temperatura m\u00e9dia anual do pa\u00eds j\u00e1 deve aumentar 1 \u00baC\u201d, explica T\u00e9rcio Ambrizzi, professor titular do Departamento de Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da Universidade de S\u00e3o Paulo (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/educacao\/universidade\/usp.html\">USP<\/a>) e um dos coordenadores do Volume 1 do relat\u00f3rio, que trata da \u201cBase Cient\u00edfica das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>Os cientistas alertam que, apesar da divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a varia\u00e7\u00e3o das chuvas, ainda h\u00e1 discord\u00e2ncias referentes a estes \u00edndices, que mudam de acordo com o modelo clim\u00e1tico aplicado. Para eles, ainda \u00e9 necess\u00e1rio discutir mais o tema.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rio Tocantins est\u00e1 2,5 metros acima do esperado para a \u00e9poca do ano (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Mirante)\" alt=\"Rio Tocantins est\u00e1 2,5 metros acima do esperado para a \u00e9poca do ano (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Mirante)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/S0X3hHunWNeVD5aLSFwwnJKmD_s=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/12\/19\/rio_tocantins.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/>Vaz\u00e3o do Rio Tocantins pode diminuir 20%<br \/>\n(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Mirante)<\/div>\n<p><strong>Rios mais secos e pesca amea\u00e7ada<\/strong><br \/>\nBacias importantes do leste da Amaz\u00f4nia (nas proximidades do Par\u00e1) e do Nordeste podem ter redu\u00e7\u00f5es significativas em suas vaz\u00f5es. A estimativa \u00e9 de queda de 20%. Segundo o documento, o Rio Tocantins, que passa por Goi\u00e1s, Tocantins, Maranh\u00e3o e Par\u00e1, poder\u00e1 ter uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 30% em seu escoamento.<\/p>\n<p>Essa diminui\u00e7\u00e3o afetaria, por exemplo, a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica por hidrel\u00e9tricas e a distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade pelo pa\u00eds. Al\u00e9m disso, for\u00e7aria o governo a utilizar as termel\u00e9tricas, consideradas mais poluentes.<\/p>\n<p>No Sul do pa\u00eds, a Bacia do Paran\u00e1-Prata poder\u00e1 ter aumento de vaz\u00e3o entre 10% e 40% nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. No entanto, os cientistas apontam que ainda h\u00e1 incertezas a respeito.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio informa ainda que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode afetar as taxas de recarga de \u00e1guas subterr\u00e2neas, amea\u00e7ando a qualidade desse recurso armazenado no subsolo. Os pesquisadores apontam que, mesmo sabendo de tais consequ\u00eancias, ainda \u00e9 prematuro afirmar quais danos ocorrer\u00e3o devido a poucas pesquisas realizadas sobre o tema.<\/p>\n<p>Quanto aos oceanos, o documento diz que a acidifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 acentuada se as emiss\u00f5es de gases permanecerem altas e o potencial de pesca em toda a costa brasileira poder\u00e1 diminuir em 6% nos pr\u00f3ximos 40 anos.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Aumento da temperatura por biomas no Brasil (Foto: G1)\" alt=\"Aumento da temperatura por biomas no Brasil (Foto: G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/GHnz4TN-mJnUaqI3to6P2YK3KS0=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/09\/06\/biomas.jpg\" width=\"620\" height=\"634\" \/><\/div>\n<p><strong>Impactos na agricultura<\/strong><br \/>\nEstudos utilizados pelo painel brasileiro para elaborar o relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o apontam que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas reduzir\u00e3o a produtividade de quase todas as culturas agr\u00edcolas existentes no pa\u00eds atualmente. A previs\u00e3o de perdas econ\u00f4micas causadas por geadas e secas na agricultura gira em torno de R$ 7 bilh\u00f5es anuais at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Previs\u00f5es cient\u00edficas apontam que, se nada mudar no cen\u00e1rio de emiss\u00f5es, nos pr\u00f3ximos sete anos o plantio de soja perderia 20% de sua produtividade e 24% at\u00e9 2050. At\u00e9 este mesmo ano, a \u00e1rea plantada de arroz no Brasil pode retroceder 7,5%, a de milho 16% e o cultivo de algod\u00e3o pode decrescer 4,7%. A safra de laranja tamb\u00e9m poder\u00e1 ser prejudicada por doen\u00e7as prejudiciais ao fruto.<\/p>\n<p>De acordo com Eduardo Assad, pesquisador da Embrapa e coordenador do Volume que trata sobre &#8220;Impactos, Vulnerabilidades e Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas&#8221;, o caf\u00e9-arabica, importante variedade cultivada no pa\u00eds, tamb\u00e9m poder\u00e1 sofrer com o calor. Plantado principalmente na regi\u00e3o Sudeste (Minas Gerais lidera a produ\u00e7\u00e3o), este gr\u00e3o n\u00e3o conseguir\u00e1 se desenvolver em temperaturas acima de 34 \u00baC, oferecendo risco \u00e0 expans\u00e3o da cultura.<\/p>\n<p>Estima-se que at\u00e9 2050 o clima influencie na perda de 10% de tudo o que for plantado no pa\u00eds. \u201cA alternativa ser\u00e1 trabalhar com variedades de caf\u00e9 que tenham mais toler\u00e2ncia ao calor\u201d, explica Assad. Apesar dos riscos \u00e0 agricultura, ele comenta que o setor \u00e9 o que tem planos de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ados at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Em contrapartida, o calor pode beneficiar a cana-de-a\u00e7\u00facar, planta muito resistente ao calor e \u00e0 seca. A principal mudan\u00e7a no cultivo de cana ocorreria em S\u00e3o Paulo, onde haveria &#8220;transfer\u00eancia&#8221; da produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o oeste para o leste do estado.<\/p>\n<div>saiba mais<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2013\/02\/brasil-desenvolve-modelo-proprio-de-analise-de-mudanca-climatica.html\">Brasil desenvolve modelo pr\u00f3prio de an\u00e1lise de mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2012\/05\/mudanca-climatica-pode-dar-prejuizo-de-r-450-bilhoes-ate-2050-mg.html\">Mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode dar preju\u00edzo de R$ 450 bilh\u00f5es at\u00e9 2050 a MG<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Ciencia\/0,,MUL1391215-5603,00-MUDANCAS+CLIMATICAS+PODEM+CAUSAR+PERDAS+DE+R+TRILHOES+AO+PAIS.html\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem causar perdas de R$ 3,6 trilh\u00f5es ao pa\u00eds<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2012\/03\/usp-cria-nucleo-que-reune-principais-pesquisas-sobre-mudanca-do-clima.html\">USP cria n\u00facleo que re\u00fane principais pesquisas sobre mudan\u00e7a do clima<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/ciencia-e-saude\/noticia\/2013\/02\/brasil-deve-retomar-ate-2014-todas-pesquisas-na-antartica-diz-cientista.html\">Brasil deve retomar at\u00e9 2014 todas as pesquisas na Ant\u00e1rtica, diz cientista<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2013\/06\/brasil-reduziu-emissao-de-gases-estufa-em-387-aponta-inventario.html\">Brasil reduziu emiss\u00e3o de gases-estufa em 38,7%, aponta invent\u00e1rio<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Governo precisa agir contra desastres<\/strong><br \/>\nPara Em\u00edlio La Rovere, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Volume 3 do relat\u00f3rio, que trata da &#8220;Mitiga\u00e7\u00e3o \u00e0 Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica&#8221;, \u00e9 necess\u00e1rio aperfei\u00e7oar as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, planejando o combate a longo prazo, ap\u00f3s 2020.<\/p>\n<p>A data marca o prazo final para o cumprimento das metas brasileiras de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, anunciadas em 2009 durante a confer\u00eancia clim\u00e1tica de Copenhague. Na \u00e9poca, o Brasil se comprometeu em diminuir entre 36,1% e 38,9% do total de emiss\u00f5es nacionais em compara\u00e7\u00e3o aos \u00edndices de 2005. Em junho deste ano, o governo anunciou que o pa\u00eds j\u00e1 atingiu cerca de 62% de sua meta.<\/p>\n<p>La Rovere afirma que, se nada for feito para restringir as emiss\u00f5es p\u00f3s 2020, o Brasil pode lan\u00e7ar na atmosfera 2,5 bilh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente j\u00e1 em 2030. Para se ter ideia, o n\u00famero supera o total de 2005, quando as emiss\u00f5es totalizavam cerca de 2 bilh\u00f5es de toneladas. Em 2010, este n\u00famero caiu para 1,25 bilh\u00e3o de toneladas de CO2.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma dificuldade no p\u00f3s 2020. Com o n\u00edvel de desmatamento baixo, haver\u00e1 uma press\u00e3o maior para o aumento da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Reduzir as emiss\u00f5es da ind\u00fastria e dos transportes pode afetar a economia. A ideia \u00e9 conseguir um crescimento econ\u00f4mico com menor consumo de energia e com mais energia renov\u00e1vel. Isso vai ser fundamental para que, ap\u00f3s 2020, continuemos a reduzir as emiss\u00f5es\u201d, explica Em\u00edlio.<\/p>\n<p>Sobre planos de preven\u00e7\u00e3o aos desastres clim\u00e1ticos, Eduardo Assad afirma que \u00e9 necess\u00e1rio cuidar da j\u00e1 fr\u00e1gil regi\u00e3o costeira do pa\u00eds, onde mora a maioria da popula\u00e7\u00e3o, realizando planos como o de zoneamento de risco urbano. Segundo ele, isso pode evitar, por exemplo, deslizamentos de encostas em per\u00edodos chuvosos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o d\u00e1 mais, como brasileiro, para aceitar mais desastres que matem mais de mil brasileiros de uma s\u00f3 vez. Medidas protetoras e preventivas t\u00eam de ser feitas urgentemente\u201d, disse o pesquisador. &#8220;Os eventos extremos est\u00e3o acontecendo com maior frequ\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o estiver preparada, vai sofrer com isso&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; G1 A vaz\u00e3o de importantes rios do pa\u00eds e o abastecimento de len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, respons\u00e1veis pelo fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o ser comprometidos se a temperatura subir at\u00e9 6 \u00baC nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas e o volume de chuvas diminuir, conforme cen\u00e1rio do primeiro relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o elaborado pelo Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (PBMC) que considera que os n\u00edveis de emiss\u00f5es de gases causadores de efeito estufa permane\u00e7am altos. 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