{"id":51719,"date":"2013-09-05T09:14:00","date_gmt":"2013-09-05T12:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=51719"},"modified":"2013-09-05T09:14:00","modified_gmt":"2013-09-05T12:14:00","slug":"crise-economica-contem-salarios-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/09\/05\/crise-economica-contem-salarios-em-portugal\/","title":{"rendered":"Crise econ\u00f4mica cont\u00e9m sal\u00e1rios em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil\/EBC<\/em><\/p>\n<p>Lisboa \u2013 Pelo segundo ano consecutivo, os sal\u00e1rios pagos pelas empresas em Portugal diminu\u00edram. A queda \u00e9 \u201cdevido ao efeito da substitui\u00e7\u00e3o de colaboradores [empregados] contratados com n\u00edveis salariais mais baixos para as mesmas fun\u00e7\u00f5es\u201d, aponta pesquisa de mercado feita pela consultora norte-americana Mercer, com sede em diversos pa\u00edses de todos os continentes, inclusive Brasil e Portugal.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o real dos sal\u00e1rios em Portugal ocorre \u201cem todos os grupos funcionais\u201d, especialmente em atividades como dire\u00e7\u00e3o-geral e administra\u00e7\u00e3o (-4,94%) e nos postos comerciais e de vendas (-1,48%). De acordo com Tiago Borges, respons\u00e1vel pelos estudos de mercado da Mercer em Portugal, assiste-se no pa\u00eds \u201cuma pol\u00edtica muito conservadora relativamente aos incrementos salariais em toda a estrutura das empresas\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa \u2013 relativa a 114.526 postos de trabalho em 300 empresas sediadas no pa\u00eds, revela que quase um ter\u00e7o das companhias congelaram o sal\u00e1rio nos \u00faltimos anos. Com o sal\u00e1rio inalterado e os pre\u00e7os subindo, o poder de compra do trabalhador caiu. Dados do Banco de Portugal revelam que no ano passado, a taxa de infla\u00e7\u00e3o retirou 2,8% do poder aquisitivo; e em 2011, 3,6%.<!--more--><\/p>\n<p>Al\u00e9m da ligeira infla\u00e7\u00e3o, a conten\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios se d\u00e1 em contexto de recess\u00e3o e de desemprego. Ao final de junho, conforme n\u00fameros oficiais revelam, havia mais de 886 mil pessoas desempregadas, taxa de 16,9% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (quase 20% na regi\u00e3o metropolitana de Lisboa).<\/p>\n<p>A maioria das empresas (65%) ouvidas pela pesquisa da Mercer pretende manter o n\u00famero atual de empregados at\u00e9 o final do ano. \u201cAinda assim, uma percentagem relevante de organiza\u00e7\u00f5es (18%) manifestou inten\u00e7\u00e3o de reduzir o seu quadro de pessoal\u201d, assinala o estudo. Para 2014, a estimativa \u00e9 de que 13% das empresas reduzam seu quadro de pessoal.<\/p>\n<p>Nos dois \u00faltimos anos, a recess\u00e3o sobre o Produto Interno Bruto foi -1,6% e -3,2%, o que contribuiu para a paralisa\u00e7\u00e3o de um quarto da capacidade produtiva das ind\u00fastrias e refor\u00e7ou a insolv\u00eancia de empresas (5,4 mil at\u00e9 mar\u00e7o) e das fam\u00edlias (687 mil at\u00e9 junho), conforme\u00a0<a href=\"http:\/\/www.conheceracrise.com\/\" target=\"_blank\">dados compilados<\/a>\u00a0pela Funda\u00e7\u00e3o Francisco Manuel dos Santos.<\/p>\n<p>Para aumentar o poder aquisitivo das fam\u00edlias, a Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) anunciou ontem (4) que vai iniciar uma campanha por aumento salarial de 3% no pr\u00f3ximo ano e que o sal\u00e1rio m\u00ednimo em Portugal suba para 515 euros (cerca de R$ 1,6 mil), 30 euros a mais do que os atuais 485 euros, valor congelado h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial tamb\u00e9m\u00a0<a href=\"http:\/\/www3.weforum.org\/docs\/WEF_GlobalCompetitivenessReport_2013-14.pdf\" target=\"_blank\">divulgou ontem<\/a>\u00a0que Portugal caiu duas posi\u00e7\u00f5es no ranking mundial de competitividade e ficou em 51\u00ba lugar, cinco posi\u00e7\u00f5es \u00e0 frente do Brasil, em um universo de 148 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para Tiago Borges, a conten\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios poder\u00e1 repercutir em breve no \u00edndice de competitividade de Portugal. \u201cN\u00e3o tendo autonomia cambial por estar na zona do euro, a conten\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios \u00e9 uma forma de baixar custos de produtos e servi\u00e7os e, com isso, aumentar a capacidade de exporta\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Tiago Borges \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, os sindicatos portugueses t\u00eam vis\u00e3o oposta \u00e0 dos credores do programa de ajustamento econ\u00f4mico. Fundo Monet\u00e1rio Internacional, Banco Central Europeu e a Comiss\u00e3o Europeia, que formam a Troika, s\u00e3o contr\u00e1rios a aumento de sal\u00e1rios por temer diminui\u00e7\u00e3o de competitividade e aumento de custos e do desemprego. Por outro lado, a CGTP assinala que o pa\u00eds j\u00e1 tem um dos n\u00edveis salariais mais baixos da Europa. \u201cS\u00e3o vis\u00f5es distintas que precisam ser contrabalanceadas\u201d, assinalou Tiago Borges.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil\/EBC Lisboa \u2013 Pelo segundo ano consecutivo, os sal\u00e1rios pagos pelas empresas em Portugal diminu\u00edram. 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