{"id":51170,"date":"2013-07-28T16:03:58","date_gmt":"2013-07-28T19:03:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=51170"},"modified":"2013-07-28T16:03:58","modified_gmt":"2013-07-28T19:03:58","slug":"gastos-crescem-mais-do-que-receita-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/07\/28\/gastos-crescem-mais-do-que-receita-na-bahia\/","title":{"rendered":"Gastos crescem mais do que receita na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>A Tarde<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/images-8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"images (8)\" src=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/images-8.jpg\" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma conta dif\u00edcil de fechar. Enquanto de um lado as receitas do Estado cresceram num ritmo lento, entre 2008 e 2012, de outro as despesas aceleraram no mesmo per\u00edodo. O resultado n\u00e3o poderia ser pior para a sa\u00fade financeira do governo baiano, que foi obrigado a contrair empr\u00e9stimos para obter combust\u00edvel e equilibrar essa balan\u00e7a. Contudo, os empr\u00e9stimos aumentaram a d\u00edvida do Estado e ser\u00e1 necess\u00e1rio destinar mais dinheiro para administr\u00e1-la.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 resultado do perfil comparativo do or\u00e7amento do Estado da Bahia, entre 2008 e 2012, realizado pelo doutorando em sociologia econ\u00f4mica da Universidade T\u00e9cnica de Lisboa e mestre em administra\u00e7\u00e3o pela Ufba, Antonio Ribeiro, ex-secret\u00e1rio de Finan\u00e7as de Salvador (gest\u00e3o L\u00eddice da Mata).<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O estudo faz parte da linha de pesquisa acad\u00eamica que Ribeiro desenvolve h\u00e1 dez anos chamada \u201cAcompanhamento e avalia\u00e7\u00e3o das Gest\u00f5es Governamentais\u201d.\u00a0 Obtido com exclusividade por A TARDE, o material\u00a0 mostra que a destina\u00e7\u00e3o dos recursos provoca distor\u00e7\u00f5es por n\u00e3o privilegiar \u00e1reas socialmente mais necessitadas que outras, na vis\u00e3o do pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Judici\u00e1rio e Legislativo &#8211;\u00a0<\/strong>Nesse sentido, um dos pontos destacados por Ribeiro \u00e9 o aumento de gastos, entre os anos de 2010 e 2012, com os poderes Judici\u00e1rio (37,93%) e Legislativo (19,47%), que foram maiores que o crescimento das receitas de \u00e1reas de maior alcance social: Agricultura (12,16%) e Habita\u00e7\u00e3o (2,21%), al\u00e9m de Transportes (-5,91%) e Saneamento (-27,62%) onde foram registrados redu\u00e7\u00f5es de verba.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica mundial \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelo desequil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o receitas\/despesas entre 2008 e 2012. As receitas correntes (tributos e Imposto de Circula\u00e7\u00e3o de Mercadoria e Servi\u00e7os \u2013 ICMS) cresceram 51,42% no per\u00edodo, ao passo que as despesas correntes aumentaram 60,62%.<\/p>\n<p>Chamaram a aten\u00e7\u00e3o, no levantamento, os aumentos em 2226,32% nos gastos com servi\u00e7os de consultoria, 153,10% na loca\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e servi\u00e7os de terceiros pessoa jur\u00eddica, 95,59%. Por outro lado, desidratada pela crise econ\u00f4mica, as receitas tribut\u00e1rias que representavam 55,40% da receita total do Estado, foram declinando com o passar dos anos atingindo a parcela de 49,60% ano passado.<\/p>\n<p><strong>Empr\u00e9stimos &#8211;\u00a0<\/strong>O aumento da receita total foi motivado pelos empr\u00e9stimos obtidos pelo Estado junto a organismos nacionais e internacionais. Em 2008, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito representavam uma parcela de 39,94% das receitas correntes. Em 2012, esse percentual passou para 74,12%.\u00a0 A d\u00edvida p\u00fablica do Estado aumentou 29,23% no per\u00edodo estudado, grande parte em fun\u00e7\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o de 86,78% da d\u00edvida externa baiana provocada pelos empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Se por um lado o governo conseguiu equilibrar as contas com os empr\u00e9stimos, por outro diminuiu sua capacidade de investimentos j\u00e1 que houve aumento no servi\u00e7o da d\u00edvida.\u00a0 Em n\u00fameros isso significa o seguinte: enquanto as despesas com o servi\u00e7o da d\u00edvida (juros e amortiza\u00e7\u00f5es) subiram 12,01% (R$ 166 milh\u00f5es) nos dois \u00faltimos anos, no mesmo per\u00edodo ocorreu uma redu\u00e7\u00e3o de 10,26% (R$ 210 milh\u00f5es) nos investimentos p\u00fablicos, o que se reflete nos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>Secret\u00e1rio est\u00e1 fora de Salvador &#8211;<\/strong>\u00a0A TARDE procurou a Secretaria da Fazenda dia 25\u00a0 e foi informada, dia 26, de que\u00a0 o secret\u00e1rio Luiz Alberto Petitinga n\u00e3o teria como comentar o estudo porque est\u00e1 em Natal, na reuni\u00e3o do Conselho de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Tarde Uma conta dif\u00edcil de fechar. Enquanto de um lado as receitas do Estado cresceram num ritmo lento, entre 2008 e 2012, de outro as despesas aceleraram no mesmo per\u00edodo. O resultado n\u00e3o poderia ser pior para a sa\u00fade financeira do governo baiano, que foi obrigado a contrair empr\u00e9stimos para obter combust\u00edvel e equilibrar essa balan\u00e7a. Contudo, os empr\u00e9stimos aumentaram a d\u00edvida do Estado e ser\u00e1 necess\u00e1rio destinar mais dinheiro para administr\u00e1-la. 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