{"id":50716,"date":"2013-06-30T22:37:54","date_gmt":"2013-07-01T01:37:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=50716"},"modified":"2013-06-30T22:37:54","modified_gmt":"2013-07-01T01:37:54","slug":"o-campeao-voltou-brasil-atropela-a-espanha-no-maracana-3-a-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/06\/30\/o-campeao-voltou-brasil-atropela-a-espanha-no-maracana-3-a-0\/","title":{"rendered":"O CAMPE\u00c3O VOLTOU! BRASIL ATROPELA A ESPANHA NO MARACAN\u00c3: 3 A 0"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Gazeta Esportiva<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/620x380_2013-06-30_53e23319c7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"620x380_2013-06-30_53e23319c7\" src=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/620x380_2013-06-30_53e23319c7.jpg\" width=\"496\" height=\"304\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um decreto do prefeito Francisco Marcelino de Sousa p\u00f4s fim \u00e0s touradas no Rio de Janeiro em 1907. Neste domingo, mais de um s\u00e9culo depois, a cidade voltou a presenciar o t\u00edpico evento espanhol. O espet\u00e1culo ocorreu no Maracan\u00e3, onde a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira se apropriou do estilo de jogar futebol dos atletas da Espanha e fez a plateia gritar \u201col\u00e9\u201d. Os gols de Fred (2) e Neymar cravaram as lan\u00e7as fatais no peito dos atuais campe\u00f5es mundiais, garantiram a vit\u00f3ria por 3 a 0 e o quarto t\u00edtulo de Copa das Confedera\u00e7\u00f5es ao Brasil, tamb\u00e9m vencedor em 1997, 2005 e 2009.<\/p>\n<p>Com a conquista, exatamente 11 anos ap\u00f3s o pentacampeonato mundial de 2002, o t\u00e9cnico Luiz Felipe Scolari resgatou de vez a confian\u00e7a da torcida local a uma temporada do Mundial de 2014. Tamb\u00e9m deu aos seus advers\u00e1rios a mensagem que queria: os verdadeiros toureiros do futebol s\u00e3o brasileiros (apesar da 22\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no ranking da Fifa), e n\u00e3o espanh\u00f3is. Do outro lado, o colega Vicente del Bosque tentar\u00e1 recuperar a sua equipe de um raro trope\u00e7o contundente desde os triunfos na Copa do Mundo de 2010 e nas Eurocopas de 2008 e 2012.<!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/brasiltacaparte133006dramalho.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"brasiltacaparte133006dramalho\" src=\"http:\/\/static.blogdaresenhageral.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/brasiltacaparte133006dramalho.jpg\" width=\"495\" height=\"371\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Justamente por esses \u00faltimos t\u00edtulos, era a Espanha a favorita a tourear no Maracan\u00e3 neste fim de semana. N\u00e3o foi o que se viu. Acuados pelo apoio de milhares de torcedores, os visitantes n\u00e3o resistiram \u00e0 press\u00e3o do Brasil, que abriu o placar logo no princ\u00edpio, ampliou ainda no primeiro tempo e sacramentou o resultado no segundo, com direito a p\u00eanalti perdido por Sergio Ramos e a Piqu\u00e9 expulso. No final, s\u00f3 faltou o p\u00fablico cantar \u201cTouradas em Madri\u201d, sucesso na voz de Braguinha, como havia feito quem presenciou a goleada por 6 a 1 sobre os espanh\u00f3is no antigo Maracan\u00e3, em 13 de julho de 1950.<\/p>\n<p><b>O jogo \u2013\u00a0<\/b>Cantar o Hino Nacional Brasileiro \u00e0 capela, ap\u00f3s o sistema de som do est\u00e1dio interromper a m\u00fasica prematuramente, j\u00e1 era um protocolo das partidas da Sele\u00e7\u00e3o na Copa das Confedera\u00e7\u00f5es. No Maracan\u00e3, no entanto, jogadores e torcedores n\u00e3o apenas reproduziram que o Brasil \u00e9 \u201cgigante pela pr\u00f3pria natureza\u201d. Os versos foram berrados, como se houvesse um ex\u00e9rcito vestido de amarelo dentro e fora de campo.<\/p>\n<p>Foi com esse \u00edmpeto b\u00e9lico que a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira iniciou a partida contra a Espanha. O resultado de tamanha disposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ter sido melhor. Logo no primeiro minuto de decis\u00e3o, o forte Hulk avan\u00e7ou pela direita como um tanque de guerra e fez o cruzamento. Os defensores espanh\u00f3is Piqu\u00e9 e Arbeloa se assustaram com as presen\u00e7as de Neymar e Fred na disputa de bola. O \u00faltimo deles, mesmo ca\u00eddo, empurrou a bola para a rede.<\/p>\n<p>O gol foi como uma bomba, capaz de fazer o Maracan\u00e3 explodir de felicidade. Fred, o estopim da alegria, n\u00e3o resistiu e correu para os bra\u00e7os da torcida. A euforia regada \u00e0 cerveja, que respingava para todos os lados a cada salto do p\u00fablico, atrasou o rein\u00edcio da partida e pareceu deixar a F\u00faria ainda mais nervosa. Muitos dos espanh\u00f3is observavam a festa para a qual n\u00e3o tinham sido convidados com express\u00f5es sisudas e as m\u00e3os na cintura.<\/p>\n<p>Cabia \u00e0 Sele\u00e7\u00e3o aproveitar o momento para inverter pap\u00e9is com a Espanha. Acostumados a fazer os seus rivais correrem atr\u00e1s da bola, o time campe\u00e3o do mundo claramente tinha dificuldades para envolver o Brasil. Eram os donos da casa que trocavam passes at\u00e9 dentro da \u00e1rea. Como aos sete minutos, quando o meia Oscar recebeu um toque de calcanhar de Fred, ergueu a cabe\u00e7a e bateu rasteiro, quase no alvo.<\/p>\n<p>A superioridade brasileira se configurava de tal forma que os torcedores j\u00e1 n\u00e3o se importavam mais com os caros assentos do Maracan\u00e3. Estavam todos de p\u00e9, agitando camisas para avisar que \u201co campe\u00e3o voltou\u201d. O volante Paulinho foi mais um a se empolgar com aquele clima: pressionando a sa\u00edda de bola espanhola, fez um desarme e mostrou ousadia para tentar encobrir Casillas. O goleiro hesitou, mas andou para tr\u00e1s para defender e evitar o segundo gol do jogo.<\/p>\n<p>A ainda mais furiosa Espanha decidiu, a partir de ent\u00e3o, n\u00e3o dar novas brechas para a Sele\u00e7\u00e3o. A qualquer custo. Neymar foi lan\u00e7ado em velocidade aos 15 minutos e acabou derrubado com vontade por Arbeloa \u2013 desta vez, o astro do Barcelona nem precisou enfeitar a sua queda no gramado. Fred queria o cart\u00e3o vermelho para o oponente, j\u00e1 que via uma chance clara de gol na jogada, e usou a sua afoiteza exagerada para peitar alguns espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Com o Brasil dando os seus primeiros sinais de que tamb\u00e9m era suscet\u00edvel \u00e0 press\u00e3o negativa de jogar em um Maracan\u00e3 lotado, a Espanha finalmente come\u00e7ou a se organizar. Trocou passes sob vaias, sem sucesso na tentativa de furar o grande bloqueio brasileiro. Por isso, Iniesta abdicou das suas caracter\u00edsticas e clareou para finalizar de longa dist\u00e2ncia. O goleiro J\u00falio C\u00e9sar trabalhou (bem) pela primeira vez e saltou no canto para espalmar.<\/p>\n<p>O anseio da Espanha de atacar abriu bons espa\u00e7os para a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira responder. Foi por eles que os atacantes de Felip\u00e3o continuaram a incomodar Casillas, que viu uma conclus\u00e3o cruzada de Fred e um muito forte de Hulk, em bola rolada em cobran\u00e7a de falta, irem para fora. O centroavante teve uma oportunidade ainda melhor aos 31 minutos, quando Neymar o deixou \u00e0 frente da meta, com maestria. Ele bateu em cima do goleiro.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o eram apenas os atacantes do Brasil que estavam em alta naquele primeiro tempo. Os zagueiros tamb\u00e9m. Aos 40 minutos, a Espanha viu em um clar\u00e3o do lado direito a sua grande chance de anotar um gol. Pedro correu com extrema liberdade para a \u00e1rea, ajeitou o corpo e finalizou cruzado. Quando ele j\u00e1 se preparava para comemorar, David Luiz deu um carrinho para afastar a bola e ser ovacionado por todo o p\u00fablico do Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>O \u201cgol\u201d de David Luiz n\u00e3o foi o \u00faltimo da etapa inicial. Aos 43 minutos, Neymar tocou para Oscar na entrada da \u00e1rea e recebeu de volta, na ponta esquerda. O dono da camisa 10 (provando que Felip\u00e3o fez justi\u00e7a ao lhe dar o n\u00famero) acertou um chute alto contra um j\u00e1 abatido Casillas e ampliou o marcador. Foi o \u00faltimo ato de um primeiro tempo dos sonhos para a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira, que se dirigiu ao vesti\u00e1rio sob os gritos de \u201cpentacampe\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Tentando dar sobrevida para a Espanha, Vicente del Bosque recorreu \u00e0 entrada de Azpilicueta no lugar de Arbeloa no intervalo. N\u00e3o adiantou. J\u00e1 no segundo minuto, Hulk fez um passe rasteiro, e Neymar deixou a bola passar. Fred arrematou cruzado, de primeira, e colocou a bola no canto para marcar o terceiro gol do Brasil em uma aula de futebol para os campe\u00f5es mundiais. A torcida apregoava a li\u00e7\u00e3o em m\u00fasica: \u201cQuer jogar? Quer jogar? O Brasil vai te ensinar!\u201d<\/p>\n<p>Todo aquele clima de guerra criado antes da decis\u00e3o, portanto, j\u00e1 havia dado lugar a um entusiasmo sem limites dos brasileiros. Entre os espanh\u00f3is, as substitui\u00e7\u00f5es foram de nomes: Mata e Fernando Torres acabaram trocados por Jes\u00fas Navas e David Villa no decorrer da etapa complementar. O que n\u00e3o mudou realmente foi o panorama da partida. Nem mesmo quando Marcelo tentou desarmar Navas dentro da \u00e1rea e cometeu o p\u00eanalti, segundo o \u00e1rbitro holand\u00eas Bjorn Kuipers.<\/p>\n<p>Como o Brasil tinha dom\u00ednio absoluto do jogo, a torcida n\u00e3o se abalou com o p\u00eanalti a favor dos visitantes. Ao contr\u00e1rio. Passou a gritar o nome de J\u00falio C\u00e9sar, lembrando da defesa que ele fez em penalidade cobrada pelo uruguaio Diego Forl\u00e1n nas semifinais. Neste fim de semana, o goleiro nem precisava ter pulado no canto certo para fazer a defesa. Sergio Ramos se encarregou de bater para a linha de fundo, aos nove minutos.<\/p>\n<p>O erro de Sergio Ramos enterrou definitivamente qualquer esperan\u00e7a da Espanha em reviver um Maracanazo uruguaio. Aquela pra\u00e7a de touros era legitimamente brasileira, conforme os torcedores avisavam em coro. Piqu\u00e9 entendeu a mensagem aos 22 minutos, quando derrubou o r\u00e1pido Neymar (seu futuro rival na Espanha) e recebeu o cart\u00e3o vermelho. Saiu de campo cabisbaixo, enquanto a plateia debochava ao berrar o nome da cantora Shakira, sua namorada, que era focalizada pelos tel\u00f5es do Maracan\u00e3.<\/p>\n<p>Com um jogador a mais, o cen\u00e1rio ficou ainda mais perfeito para o Brasil tourear dentro de casa. Os espanh\u00f3is corriam, confusos, atr\u00e1s da bola Cafusa enquanto os torcedores entoavam novamente o Hino Nacional Brasileiro. Felip\u00e3o aproveitou para mandar Jadson a campo pela primeira vez, na vaga de Hulk, e tirar os tamb\u00e9m ovacionados Fred e Paulinho para as entradas do predestinado J\u00f4 e de Hernanes. Mas ningu\u00e9m mais queria marcar gols \u00e0quela altura. Os tetracampe\u00f5es da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es preferiam trocar passes ao som de \u201col\u00e9\u201d, como um dia fizeram os espanh\u00f3is.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Gazeta Esportiva &nbsp; Um decreto do prefeito Francisco Marcelino de Sousa p\u00f4s fim \u00e0s touradas no Rio de Janeiro em 1907. Neste domingo, mais de um s\u00e9culo depois, a cidade voltou a presenciar o t\u00edpico evento espanhol. O espet\u00e1culo ocorreu no Maracan\u00e3, onde a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira se apropriou do estilo de jogar futebol dos atletas da Espanha e fez a plateia gritar \u201col\u00e9\u201d. Os gols de Fred (2) e Neymar cravaram as lan\u00e7as fatais no peito dos atuais campe\u00f5es mundiais, garantiram a vit\u00f3ria por 3 a 0 e o quarto t\u00edtulo de Copa das Confedera\u00e7\u00f5es ao Brasil, tamb\u00e9m vencedor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-50716","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":1162,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50716"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50717,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50716\/revisions\/50717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}