{"id":50328,"date":"2013-06-02T22:04:30","date_gmt":"2013-06-03T01:04:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=50328"},"modified":"2013-06-02T22:04:30","modified_gmt":"2013-06-03T01:04:30","slug":"numero-de-mortes-em-acidente-com-moto-sobe-2635-em-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/06\/02\/numero-de-mortes-em-acidente-com-moto-sobe-2635-em-10-anos\/","title":{"rendered":"N\u00famero de mortes em acidente com moto sobe 263,5% em 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes em acidentes de tr\u00e2nsito com motos no Brasil aumentou 263,5% em 10 anos, segundo dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM), criado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Em 2011, foram 11.268 mortes no pa\u00eds, contra 3.100 usu\u00e1rios de motos mortos em 2001. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informa que os dados de 2011 s\u00e3o os mais recentes dispon\u00edveis, visto que o processo de registro de \u00f3bito \u00e9 demorado, levando at\u00e9 dois anos para contabilizar todos os casos.<\/p>\n<p>O salto no n\u00famero de v\u00edtimas fatais em acidentes com motos \u00e9 bem maior que o aumento do n\u00famero de mortos por acidentes de tr\u00e2nsito em geral, que envolve carros, motos, caminh\u00f5es, \u00f4nibus, pedestres. Em 2011, foram 42.425 mortes contra 30.524 registradas em 2001 \u2013 alta de 39%.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a frota brasileira de ve\u00edculos de duas rodas aumentou 300%, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo), com base em n\u00fameros divulgados pelo Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran). A quantidade de motos emplacadas no Brasil saltou de 4.611.301 unidades, em 2001, para 18.442.413, em 2011.<\/p>\n<div>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th colspan=\"4\">ACIDENTES COM MOTOS NO BRASIL<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Ano<\/strong><\/td>\n<td><strong>Frota de motos<\/strong><\/td>\n<td><strong>Mortes com motos<\/strong><\/td>\n<td><strong>Total de mortos no tr\u00e2nsito<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2001<\/td>\n<td>4.611.301<\/td>\n<td>3.100<\/td>\n<td>30.524<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2002<\/td>\n<td>5.367.725<\/td>\n<td>3.744<\/td>\n<td>32.753<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2003<\/td>\n<td>6.221.579<\/td>\n<td>4.271<\/td>\n<td>33.139<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2004<\/td>\n<td>7.123.476<\/td>\n<td>5.042<\/td>\n<td>35.105<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2005<\/td>\n<td>8.155.166<\/td>\n<td>5.974<\/td>\n<td>35.994<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2006<\/td>\n<td>9.446.522<\/td>\n<td>7.126<\/td>\n<td>36.367<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2007<\/td>\n<td>11.158.017<\/td>\n<td>8.078<\/td>\n<td>37.407<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2008<\/td>\n<td>13.084.099<\/td>\n<td>8.898<\/td>\n<td>38.237<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2009<\/td>\n<td>14.695.247<\/td>\n<td>9.268<\/td>\n<td>37.594<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2010<\/td>\n<td>16.500.589<\/td>\n<td>10.825<\/td>\n<td>40.610<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>2011<\/td>\n<td>18.442.413<\/td>\n<td>11.268<\/td>\n<td>42.425<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"4\"><em>Fontes: Denatran e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div>\n<div>Estava em uma via de m\u00e3o dupla quando apareceu um carro com farol de x\u00eanon. Com a luz nos olhos n\u00e3o vi nada e acabei batendo em um caminh\u00e3o&#8221;<\/div>\n<div>Marcelo C\u00e9sar, motociclista que perdeu movimentos da m\u00e3o ap\u00f3s acidente<!--more--><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Fator humano<\/strong><br \/>\nEspecialistas ouvidos pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0apontam o despreparo de motociclistas e motoristas de carro como as principais causas de\u00a0 acidentes, apesar de n\u00e3o haver pesquisas mais precisas sobre seus motivos no Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;O fator humano est\u00e1 presente em grande parte, al\u00e9m do crescimento r\u00e1pido da frota. Existe tamb\u00e9m a falta de habilita\u00e7\u00e3o, ignor\u00e2ncia sobre regras de seguran\u00e7a, n\u00e3o uso de equipamentos e imprud\u00eancia associada com falta de pol\u00edticas de transporte adequadas para o uso da motocicleta no tr\u00e2nsito do pa\u00eds&#8221;, aponta J\u00falia Greve, coordenadora do HC em Movimento, um programa de preven\u00e7\u00e3o de acidentes do Hospital das Cl\u00ednicas, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Especialista em fisiatria, atividade que faz o tratamento de pessoas com capacidade funcional limitada, J\u00falia trabalha no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do HC, o principal centro p\u00fablico para o tratamento de v\u00edtimas de acidentes com motos do Brasil. Segundo os m\u00e9dicos do hospital, a maioria das mortes de motociclistas \u00e9 motivada por les\u00f5es na cabe\u00e7a. Ao instituto s\u00e3o encaminhadas as v\u00edtimas sem ferimentos internos, com foco no tratamento \u00f3sseo, muscular e de articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Afastado do trabalho<\/strong><br \/>\nUsu\u00e1rio de motos h\u00e1 mais de 15 anos, Marcelo Geraldo C\u00e9sar, de 46 anos, faz tratamento desde 2011 no HC, ap\u00f3s sofrer uma queda. &#8220;Estava em uma via de m\u00e3o dupla quando apareceu um carro com farol de x\u00eanon. Com a luz nos olhos n\u00e3o vi nada e acabei batendo em um caminh\u00e3o que estava estacionado&#8221;, explica C\u00e9sar, que est\u00e1 afastado do trabalho de prensista devido a sequelas do acidente.<\/p>\n<p>Ele diz que buscou na moto uma alternativa para o transporte p\u00fablico falho. &#8220;Meu trabalho ficava a 25 km de casa e n\u00e3o tinha como ir de \u00f4nibus, pois era muito fora de m\u00e3o&#8221;, relata o baiano radicado em S\u00e3o Paulo. &#8220;Fazia este percurso h\u00e1 mais de dez anos e nunca aconteceu nada&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda tentando se recuperar de les\u00e3o que comprometeu os movimentos da m\u00e3o direita, ele afirma que n\u00e3o vai deixar de andar de moto. &#8220;Quem anda de moto \u00e9 igual a pe\u00e3o de rodeio: mesmo caindo, n\u00e3o tem como abandon\u00e1-la&#8221;, diz. \u201cN\u00e3o me arrependo de andar de moto, porque nunca fui imprudente. N\u00e3o sou de abusar e andar correndo.&#8221;<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"O m\u00e9dico Marcelo de Rezende trabalha no Hospital das Cl\u00ednicas (Foto: Caio Kenji\/G1)\" alt=\"O m\u00e9dico Marcelo de Rezende trabalha no Hospital das Cl\u00ednicas (Foto: Caio Kenji\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/xfEiEqJ_Dj9-C2GGCNZgV0SIx0w=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/21\/img_3154.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/>O m\u00e9dico Marcelo de Rezende trabalha no Hospital<br \/>\ndas Cl\u00ednicas (Foto: Caio Kenji\/G1)<\/div>\n<div>\n<div>A moto fez tudo em minha vida, estava em uma fase ruim que n\u00e3o conseguia emprego. N\u00e3o quero morrer em cima de uma moto, mas com certeza vou continuar andando&#8221;<\/div>\n<div>Marcelo Tognini, motoboy acidentado<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Interna\u00e7\u00f5es custam R$ 96 milh\u00f5es<\/strong><br \/>\nDe acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, em 2011 houve 155.656 interna\u00e7\u00f5es por acidentes de tr\u00e2nsito, com custo de R$ 205 milh\u00f5es. Os acidentes de moto corresponderam a 77.113 delas, totalizando gasto de R$ 96 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>M\u00e9dico do IOT e tamb\u00e9m coordenador do HC em Movimento, Marcelo de Rezende afirma que que 44% dos atendimentos no pronto-socorro do HC s\u00e3o de motociclistas.<\/p>\n<p>Segundo ele, o atendimento r\u00e1pido da v\u00edtima \u00e9 crucial. &#8220;Normalmente, o indiv\u00edduo chega ao local e fica esperando para fazer o tratamento, pois nem sempre existe um especialista para seu caso. A rapidez no atendimento traz menos infec\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e menor quantidade de sequelas&#8221;, esclarece Rezende.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico, o motociclista n\u00e3o v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o de risco e 80% dos acidentados dizem que n\u00e3o tiveram culpa. O motoboy Marcelo Tognini, outro que est\u00e1 em tratamento no HC, foge dessa regra: &#8220;A culpa foi minha, n\u00e3o vi o carro e bati nele&#8221;.<\/p>\n<p>Com 10 anos de profiss\u00e3o, Tognini sofreu uma fratura no f\u00eamur ap\u00f3s queda com a moto. Este foi seu acidente mais grave, de tr\u00eas que j\u00e1 teve. Apesar da les\u00e3o severa, tamb\u00e9m n\u00e3o pensa em deixar a moto. &#8220;A moto fez tudo em minha vida, estava em uma fase ruim que n\u00e3o conseguia emprego. N\u00e3o quero morrer em cima de uma moto, mas com certeza vou continuar andando&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Rezende tamb\u00e9m \u00e9 motociclista, com 29 anos de experi\u00eancia. &#8220;\u00c9 um transporte mais perigoso, sem d\u00favida. Quem quiser utiliz\u00e1-lo tem de fazer uma dire\u00e7\u00e3o defensiva. S\u00e3o v\u00e1rios conceitos, desde a velocidade que se deve andar at\u00e9 o local&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Perfil dos acidentados<\/strong><br \/>\n&#8220;A maioria dos acidentados vem de uma classe baixa economicamente, tem de 18 a 30 anos e cerca de 50% usa a moto como meio de transporte&#8221;, diz Rezende, tra\u00e7ando um perfil dos motociclistas atendidos no HC.<\/p>\n<p>Ao divulgar os dados do primeiro trimestre deste ano para os pagamentos do seguro obrigat\u00f3rio (DPVAT), a Seguradora L\u00edder, que administra o servi\u00e7o, voltou a apontar as motos como primeiras colocadas no ranking nacional,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/carros\/noticia\/2013\/05\/indenizacoes-do-seguro-dpvat-aumentam-28-no-1-trimestre.html\">chamando o dado de &#8220;preocupante&#8221;<\/a>\u00a0porque esse tipo de ve\u00edculo corresponde a apenas 27% da frota brasileira.<\/p>\n<p>Em 2012, as motos j\u00e1 haviam liderado as solicita\u00e7\u00f5es do DPVAT no pa\u00eds, com 69% do total, ficando \u00e0 frente de carros (25%), caminh\u00f5es (4%) e \u00f4nibus (2%).<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"O paciente Ra\u00edlson Tavares \u00e9 observado pelo m\u00e9dico Marcelo de Rezende (Foto: Caio Kenji\/G1)\" alt=\"O paciente Ra\u00edlson Tavares \u00e9 observado pelo m\u00e9dico Marcelo de Rezende (Foto: Caio Kenji\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/mRnPSKmtayU95qW0xAvh-nD8Elk=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/22\/img_3128.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/>O paciente Ra\u00edlson Tavares \u00e9 observado pelo<br \/>\nm\u00e9dico Marcelo de Rezende (Foto: Caio Kenji\/G1)<\/div>\n<div>\n<div>A proibi\u00e7\u00e3o para motos circularem nos corredores foi vetada em 1997,<br \/>\nmas Denatran diz que n\u00e3o manter a dist\u00e2ncia de outros ve\u00edculos pode render multa<\/div>\n<\/div>\n<p>O Nordeste foi a regi\u00e3o com maior quantidade de pagamentos no ano passado, correspondendo a 29% do total, superando Sul (28%) e Sudeste (25%). O crescimento do uso de motocicletas no Nordeste \u00e9 apontado como fator respons\u00e1vel pela alta de solicita\u00e7\u00f5es do DPVAT.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tr\u00e2nsito no Corredor Norte-Sul na tarde desta quinta-feira  (Foto: J. Duran Machfee\/Futura Press\/Estad\u00e3o Conte\u00fado)\" alt=\"Tr\u00e2nsito no Corredor Norte-Sul na tarde desta quinta-feira  (Foto: J. Duran Machfee\/Futura Press\/Estad\u00e3o Conte\u00fado)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/rcG5uF9JYRsJjfTNXTbhaper0DY=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/01\/24\/transito620.jpg\" width=\"300\" height=\"225\" \/>Motos no corredor em S\u00e3o Paulo<br \/>\n(Foto: J. Duran Machfee\/Futura Press\/<br \/>\nEstad\u00e3o Conte\u00fado)<\/div>\n<p>&#8220;Cerca de 30% de nossos atendimentos s\u00e3o de fora do estado de S\u00e3o Paulo. N\u00e3o existem centros como este para tratamento especializado espalhados pelo pa\u00eds&#8221;, diz o m\u00e9dico Rezende sobre o Instituto de Ortopedia do HC-SP. Ra\u00edlson Mesquita Tavares, de 30 anos, veio do Amazonas para tratar a m\u00e3o no local. &#8220;Um pedestre b\u00eabado atravessou minha frente e acabei caindo&#8221;, explica.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00eamica do corredor<\/strong><br \/>\nPara a m\u00e9dica J\u00falia Greve, o deslocamento de motos nos chamados &#8220;corredores&#8221;, o espa\u00e7o entre entre duas filas de outros ve\u00edculos, \u00e9 agravante nos acidentes. &#8220;Principalmente na velocidade em que se anda quando os outros ve\u00edculos tamb\u00e9m est\u00e3o em movimento&#8221;, opina.<\/p>\n<p>De acordo com o Denatran, o artigo que previa a proibi\u00e7\u00e3o de motos no corredor foi vetado em 1997 pelo ent\u00e3o presidente Fernando Henrique Cardoso. Apesar de n\u00e3o ser ilegal o uso do corredor, o \u00f3rg\u00e3o alerta que as motos devem seguir as regras de circula\u00e7\u00e3o geral de todos ve\u00edculos e que deixar de guardar dist\u00e2ncia de seguran\u00e7a, lateral ou frontal, de outro ve\u00edculo pode ser interpretado com infra\u00e7\u00e3o e o usu\u00e1rio pode ser multado, o que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o se observa nas ruas brasileiras.<\/p>\n<p>&#8220;Se o corredor for proibido vai aumentar o n\u00famero de mortes de motociclistas. Sem mencionar o caos no tr\u00e1fego urbano&#8221;, afirma Andr\u00e9 Garcia, instrutor de pilotagem, advogado e especialista em gest\u00e3o de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>&#8220;No Brasil, o motociclista \u00e9 marginalizado pelo pr\u00f3prio estado. Se em pa\u00edses como Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha a motocicleta \u00e9 vista como um importante ve\u00edculo para tornar eficaz a pol\u00edtica de mobilidade, o Brasil caminha na contram\u00e3o&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Na Europa, apesar de algumas vias serem restritas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de motos no corredor, o ato \u00e9 comum na It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Espanha. Nos Estados Unidos, onde as leis de tr\u00e2nsito s\u00e3o diferentes em cada estado, o chamado &#8220;lane splitting&#8221; \u00e9 permitido apenas na Calif\u00f3rnia. Apesar do endurecimento americano para a circula\u00e7\u00e3o nos corredores,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/carros\/motos\/noticia\/2013\/05\/lei-mais-branda-para-motos-coincide-com-alta-de-acidentes-em-michigan.html\">muitos estados n\u00e3o obrigam todos os motociclistas a usar capacete<\/a>.<\/p>\n<div id=\"4887\"><\/div>\n<p><strong>Reais causas<\/strong><br \/>\nEm busca de respostas para as causas dos acidentes de motos no Brasil, o Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo e a Abraciclo trabalham em projeto para analisar os motivos espec\u00edficos dos acidentes. A pesquisa envolve a Companhia de Engenharia de Tr\u00e1fego (CET-SP) e as pol\u00edcias Civil e Militar, com um investimento de R$ 420 mil por parte das fabricantes de motocicletas associadas.<\/p>\n<p>O levantamento \u00e9 feito em \u00e1rea da Zona Oeste de S\u00e3o Paulo e conta com a participa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios do hospital no momento das interna\u00e7\u00f5es. De acordo com os fabricantes de motos, a pesquisa est\u00e1 em fase final de apura\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 divulgada at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; G1 O n\u00famero de mortes em acidentes de tr\u00e2nsito com motos no Brasil aumentou 263,5% em 10 anos, segundo dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM), criado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Em 2011, foram 11.268 mortes no pa\u00eds, contra 3.100 usu\u00e1rios de motos mortos em 2001. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informa que os dados de 2011 s\u00e3o os mais recentes dispon\u00edveis, visto que o processo de registro de \u00f3bito \u00e9 demorado, levando at\u00e9 dois anos para contabilizar todos os casos. O salto no n\u00famero de v\u00edtimas fatais em acidentes com motos \u00e9 bem maior que o aumento do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-50328","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":606,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50328"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50330,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50328\/revisions\/50330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}