{"id":50169,"date":"2013-05-21T08:32:35","date_gmt":"2013-05-21T11:32:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=50169"},"modified":"2013-05-21T08:32:35","modified_gmt":"2013-05-21T11:32:35","slug":"cesar-borges-promete-destravar-obras-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/05\/21\/cesar-borges-promete-destravar-obras-na-bahia\/","title":{"rendered":"C\u00e9sar Borges promete destravar obras na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IG<\/strong><\/p>\n<p>Em entrevista exclusiva \u00e0 Tribuna, o ministro dos Transportes, C\u00e9sar Borges (PR), contou sobre a rec\u00e9m-nomea\u00e7\u00e3o feita pela presidenta Dilma, assim como a alian\u00e7a de um ex-carlista com o PT.<\/p>\n<p>Questionado sobre uma poss\u00edvel candidatura para sucess\u00e3o de 2014, Borges n\u00e3o descartou a possibilidade, ressaltando que pol\u00edtica se baseia nas circunst\u00e2ncias do momento. Mais al\u00e9m, fez quest\u00e3o de frisar que o pr\u00f3prio governador d\u00e1 sinais de que o PT pode n\u00e3o ser o escolhido para a disputa.<\/p>\n<p>Sobre as dificuldades de comandar o minist\u00e9rio, Borges apontou a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria como o principal desafio, mas garante que a Bahia est\u00e1 bem representada no cen\u00e1rio nacional. \u201cMinha presen\u00e7a no minist\u00e9rio \u00e9, essencialmente, para destravar essas dificuldades\u201d.<!--more--><!--more--><\/p>\n<p><strong>Tribuna da Bahia: O senhor foi al\u00e7ado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de importante ministro da presidente Dilma. Como avalia a escolha do seu nome depois de um per\u00edodo afastado da pol\u00edtica?<br \/>\nC\u00e9sar Borges:\u00a0<\/strong>Afastado da pol\u00edtica eu nunca estive porque eu estava como presidente do PR aqui no estado e acompanhava todas as demandas pol\u00edticas da Bahia, do Brasil, inclusive, em reuni\u00f5es do pr\u00f3prio PR l\u00e1 em Bras\u00edlia. Tamb\u00e9m estava exercendo um cargo muito honroso que me acrescentou muito, de vice-presidente de governo do Banco do Brasil, e acho at\u00e9 que foi um dos fatos que levaram ao minist\u00e9rio, foi trabalho que fiz no Banco do Brasil que, de certa forma, me credenciou e me colocou mais pr\u00f3ximo da presidenta Dilma. Repito que minha chegada l\u00e1 tem dois fatores principais: primeiro, a confian\u00e7a da presidenta Dilma, que eu devo agradecer pelo reconhecimento do meu trabalho como executivo, governador e agora como vice-presidente do estado do Banco do Brasil e, em segundo lugar, do meu partido, porque houve uma demanda pol\u00edtica do partido voltar a fazer parte do primeiro escal\u00e3o do governo, e como tradicionalmente o Minist\u00e9rio dos Transportes era o minist\u00e9rio do partido, e sendo meu nome o de prefer\u00eancia da presidente Dilma, houve a jun\u00e7\u00e3o desses dois fatores, que me levaram ao minist\u00e9rio. Eu repito que foram esses dois fatores, basicamente, que me fizeram ministro.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: J\u00e1 foi chamado de ministro de Wagner, houve alguma interfer\u00eancia pela rec\u00e9m-alian\u00e7a com o governo baiano?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>N\u00e3o eu acho que o que me levou ao minist\u00e9rio n\u00e3o, necessariamente, foi uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo da Bahia nesse sentido, mas com certeza passou tamb\u00e9m pelo governo da Bahia. Eu tenho certeza que a presidente Dilma n\u00e3o iria fazer um ministro da Bahia sem consultar o seu companheiro de partido e apoiador de muitas lutas, o governador Wagner. Ent\u00e3o eu agradeci pessoalmente ao governador Wagner, pois sei que ele referendou meu nome. Ele analisou meu nome \u00e0 presidente Dilma. Ent\u00e3o houve essa interfer\u00eancia positiva por parte do governador Wagner.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: O PR est\u00e1 rachado na Bahia com tr\u00eas deputados cogitando deixar o partido. Pode pedir o mandato desse dissidente?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>Eu n\u00e3o falo mais pelo partido, porque n\u00e3o sou mais presidente. No momento que assumi, que assumi o Minist\u00e9rio dos Transportes, me afastei da presid\u00eancia, que est\u00e1 com o deputado Jos\u00e9 Rocha. Eu espero que ele (Jos\u00e9 Rocha), que vai contar com minha total colabora\u00e7\u00e3o, consiga resolver todos esses problemas, que existem em todos os partidos, e que o PR fique mais forte na Bahia. Essas quest\u00f5es de deputados sa\u00edrem e se sentirem insatisfeitos, vai depender n\u00e3o s\u00f3 da posi\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, mas da posi\u00e7\u00e3o pessoal individual de cada um, que n\u00f3s devemos respeitar. A posi\u00e7\u00e3o do que o partido vai fazer, s\u00f3 o deputado Jos\u00e9 Rocha, do PR local, pode dizer.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: Como o senhor v\u00ea a antecipa\u00e7\u00e3o do processo eleitoral de 2014 pelo PT, isso \u00e9 ruim?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>Eu acho que n\u00e3o h\u00e1 antecipa\u00e7\u00e3o. As discuss\u00f5es, trocas de ideias, as possibilidades fazem parte da pol\u00edtica, n\u00e3o tem como voc\u00ea represar essas quest\u00f5es, elas existem, mas n\u00e3o \u00e9 momento para defini\u00e7\u00e3o dos nomes. \u00c9 o momento de contemplar nomes poss\u00edveis. Isso s\u00f3 vai se definir, efetivamente, no primeiro semestre do ano que vem,quando o martelo ser\u00e1 batido em torno dos nomes dos candidatos. Por enquanto s\u00e3o especula\u00e7\u00f5es mais do que naturais, existem na pol\u00edtica, porque as pessoas, politicamente, pensam sempre com antecipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: Al\u00e9m do PR, do PT, o PDT e o PP e o PSD querem espa\u00e7o numa chapa majorit\u00e1ria. Numa queda de bra\u00e7o, voc\u00ea acha que poder\u00e1 ficar sequelas na base do governo aqui na Bahia?<br \/>\nBorges<\/strong>: Espero que n\u00e3o. Essas disputas de espa\u00e7o \u00e9 a coisa mais natural, onde os partidos se fortalecem ou n\u00e3o, mas est\u00e3o na presen\u00e7a do momento pol\u00edtico reivindicando mais espa\u00e7o e mais presen\u00e7a. Eu acho natural e acho que as coisas se acomodam pr\u00f3ximo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Tribuna: O PT tem a primazia de assumir a candidatura de sucess\u00e3o ao governo?<br \/>\nBorges<\/strong>: O PT tem condi\u00e7\u00f5es de reivindicar porque \u00e9 um partido do governador Jaques Wagner, \u00e9 o maior partido da base do governador Jaques Wagner, mas n\u00e3o \u00e9 por essa quest\u00e3o, \u00fanica e exclusivamente, que ser\u00e1 o escolhido. Acredito que o importante \u00e9 que pense uma candidatura que seja mais conveniente para a Bahia, para a pr\u00f3pria base governista. Li uma entrevista do governador Jaques Wagner, que ele diz e luta para demonstrar ao PT que \u00e9 melhor ter um aliado candidato do que ser candidato por outro pr\u00f3prio partido, ent\u00e3o mostra uma abertura pol\u00edtica que poder\u00e1, claro, sair um candidato que n\u00e3o seja exatamente do PT.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: O senhor acredita na possibilidade de duas candidaturas da base, j\u00e1 que o PT diz que n\u00e3o vai abrir m\u00e3o e tem v\u00e1rios outros partidos pleiteando? \u00c9 uma coisa poss\u00edvel de acontecer?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>Eu acho que esse \u00e9 um processo que, no caso da base governista, ter\u00e1 que ser comandado pelo governador Jaques Wagner. Ele sendo do PT, ele \u00e9 a pessoa realmente que tem mais condi\u00e7\u00e3o de colocar os argumentos que levem o PT a uma eventualidade que n\u00e3o seja o candidato do PT a compor. Ainda acho que temos muito jogo pela frente, para essa decis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: Como o senhor observa hoje a fragilidade das oposi\u00e7\u00f5es aqui na Bahia?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>O importante n\u00e3o \u00e9 fazer oposi\u00e7\u00e3o ao governo. O importante \u00e9 procurar efici\u00eancia, \u00e9 procurar colaborar para o crescimento do estado. Ent\u00e3o, quando voc\u00ea fica numa posi\u00e7\u00e3o muito radical, apenas de combater e n\u00e3o apresentar solu\u00e7\u00f5es e ficar numa quest\u00e3o pessoal ou muito partidarizando, voc\u00ea termina enfraquecendo porque o que o povo reclama s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es para o seu problema e quem est\u00e1 no comando do governo do estado, no comando de uma prefeitura \u00e9 quem efetivamente tem melhores condi\u00e7\u00f5es de dar as solu\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, quando se soma atrav\u00e9s desses interesses de atender a popula\u00e7\u00e3o, rapidamente voc\u00ea se fortalece. No momento que voc\u00ea faz uma posi\u00e7\u00e3o muito radical, voc\u00ea termina enfraquecendo.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: O senhor \u00e9 um ex-integrante do carlismo e hoje \u00e9 aliado do PT. J\u00e1 existiu algum tipo de mal-estar entre os petistas por essa mudan\u00e7a de posicionamento partid\u00e1rio?<br \/>\nBorges:<\/strong>\u00a0Ent\u00e3o vamos por parte. Primeiro, o carlismo existiu quando Antonio Carlos Magalh\u00e3es era vivo. N\u00e3o era um movimento institucionalizado, n\u00e3o era um partido pol\u00edtico. Era uma pessoa que tinha uma lideran\u00e7a, teve um papel importante na pol\u00edtica e na historia da Bahia e ningu\u00e9m vai retirar esse papel que Antonio Carlos teve na pol\u00edtica. Eu fui aliado do governador, senador e l\u00edder pol\u00edtico Antonio Carlos Magalh\u00e3es com muita tranquilidade e n\u00e3o tenho nada para olhar no passado que n\u00e3o me orgulhe pelo que fiz na Bahia como governador, mas o momento \u00e9 outro. Com o desaparecimento do Ant\u00f4nio Caros Magalh\u00e3es, a pol\u00edtica teve outra conota\u00e7\u00e3o na Bahia, at\u00e9 com a pr\u00f3pria vitoria do PT aqui na Bahia. Eu n\u00e3o tenho nenhuma dificuldade nem com os meus correligion\u00e1rios atuais e nem com os do passado, porque a minha posi\u00e7\u00e3o sempre foi uma s\u00f3: defender a Bahia, trabalhar pela Bahia e procurar me posicionar na pol\u00edtica da maneira mais correta poss\u00edvel. Ent\u00e3o eu n\u00e3o tenho essas dificuldades, e acho que essas cobran\u00e7as ficaram muito defasadas no tempo e hoje n\u00e3o se cobra isso. Pelo contr\u00e1rio, me sinto muito reconfortado quando vejo pessoas que no passado voc\u00ea poderia taxar como esquerda e que hoje reconhecem o trabalho que efetuo na Bahia, indiferente se voc\u00ea est\u00e1 trabalhando com o partido A ou partido B, o importante \u00e9 o interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: O senhor j\u00e1 disse que o PR tem legitimidade para integrar a chapa majorit\u00e1ria. Existe alguma possibilidade do senhor sair candidato em 2014?<br \/>\nBorges:<\/strong>\u00a0Eu vou repetir o que eu tenho dito. Entrei no minist\u00e9rio merecendo a confian\u00e7a da presidenta Dilma para fazer um trabalho para o Brasil e para a Bahia, que, inclusive, ser\u00e1 uma das prioridades nas minhas a\u00e7\u00f5es. N\u00e3o farei do minist\u00e9rio trampolim pol\u00edtico de forma nenhuma, simplesmente farei a melhor a\u00e7\u00e3o para a Bahia e para o Brasil, mas eu sou uma pessoa pol\u00edtica e o pol\u00edtico \u00e9 a circunst\u00e2ncia que aparece no momento. Ent\u00e3o, n\u00e3o posso dizer a voc\u00ea em 2014 o que eu vou ser ou deixar de ser. Isso \u00e9 uma circunst\u00e2ncia que s\u00f3 veremos daqui pra frente. Ent\u00e3o, nem eu sou candidato e nem eu n\u00e3o sou candidato. Tudo ser\u00e1 o momento, ser\u00e3o as circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: \u00c0 frente da pasta dos Transportes, qual o maior desafio que o senhor tem pela frente?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>O maior desafio que a presidenta Dilma me deu foi de tocar mais rapidamente poss\u00edvel o Brasil, de uma log\u00edstica que possa trazer efici\u00eancia a nossa economia, que esteja em n\u00edvel internacional. Um recente dado de estudo feito pelo Minist\u00e9rio dos Transportes junto com a empresa de Planejamento de Log\u00edstica (PL) do Minist\u00e9rio dos Transportes chega \u00e0 conclus\u00e3o que por falta de log\u00edstica n\u00f3s perdemos aproximadamente R$ 50 bilh\u00f5es por ano. Como n\u00f3s precisamos investir R$ 500 bilh\u00f5es na infraestrutura de log\u00edstica do pa\u00eds, em 10 anos se n\u00f3s investirmos isso, n\u00f3s ter\u00edamos um retorno magn\u00edfico, que n\u00f3s \u00edamos pagar todo o investimento dos R$ 500 bilh\u00f5es em 10 anos. Porque s\u00e3o 10 anos que conseguir\u00edamos economizar 50 bilh\u00f5es por ano. Mas isso n\u00e3o \u00e9 apenas uma responsabilidade do governo federal, ele tem sua parte, o minist\u00e9rio, por exemplo, tem este ano R$ 15 bilh\u00f5es para gastar no or\u00e7amento de 2013 e ainda traz de resto a pagar de 2012 R$ 12 bilh\u00f5es, o que vai fazer um total de R$ 27 bilh\u00f5es. O que est\u00e1 dificultando \u00e9 a capacidade da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria porque n\u00f3s temos uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos, porque quando se quer investir no Brasil voc\u00ea tem que fazer uma prepara\u00e7\u00e3o e vencer uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos como o projeto, as licen\u00e7as ambientais, aprova\u00e7\u00e3o do TCU, que fiscaliza e olha todas as licita\u00e7\u00f5es e composi\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os, tem que ter entendimento do Judici\u00e1rio, das concorr\u00eancias, do Minist\u00e9rio P\u00fablico. \u00c9 uma s\u00e9rie de etapas que s\u00e3o exigidas para que a obra aconte\u00e7a que termina retardando a capacidade de execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria . Ent\u00e3o, nosso grande desafio \u00e9 justamente esse, \u00e9 dotar essa infraestrutura log\u00edstica do pa\u00eds o quanto antes.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: Sobre as obras da Bahia paralisadas, por que as coisas n\u00e3o andam aqui no estado?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>Eu n\u00e3o diria que tem obras paralisadas e sim problem\u00e1ticas e com atrasos, mas as obras est\u00e3o andando. Minha presen\u00e7a no minist\u00e9rio \u00e9, essencialmente, para destravar essas dificuldades, como os n\u00f3s existentes, e fazer com que as coisas aconte\u00e7am o mais rapidamente poss\u00edvel. As obras na Bahia est\u00e3o todas equacionadas. Eu estive com o governador, com toda equipe do Minist\u00e9rio dos Transportes, mostrando tudo que podemos fazer no curto, m\u00e9dio e longo prazo pela Bahia. Tenho tudo estruturado. Este ano vamos licitar nove obras no estado da Bahia, obras importantes de rodovia. No plano de investimento e log\u00edstica, estamos prevendo tr\u00eas grandes rodovias, fora a FIOL, que \u00e9 Oeste- Leste. Na Oeste-Leste n\u00f3s estamos procurando tirar todos os gargalos para que ela possa ser implementada e, pelo menos no trecho Ilh\u00e9us\/ Caetite, a tentativa \u00e9 essa, concluir no final de 2014 e Iniciar o trecho Caetit\u00e9\/ Barreiras para concluir no final de 2015. Paralisado n\u00e3o existe nada, existe toda uma programa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em andamento. A fase agora \u00e9 de acelerar esses investimentos na Bahia que, pelos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, n\u00f3s calculamos que a Bahia receber\u00e1 um investimento de mais de R$ 5 bilh\u00f5es na \u00e1rea de infraestrutura log\u00edstica, s\u00f3 falando de rodovia e ferrovia.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: De m\u00e9dio e curto prazo, o que o senhor coloca como destaque e que vai ajudar no desenvolvimento do Estado?<br \/>\nBorges:<\/strong>\u00a0Come\u00e7aria dizendo que este ano vamos licitar quatro lotes da BR-235. N\u00f3s vamos licitar a duplica\u00e7\u00e3o da BR-101 Norte, que vai de Feira de Santana \u00e0 divisa de Bahia e Sergipe, vamos licitar a BR-135 Oeste, que vai de Correntina at\u00e9 a divisa Bahia\/Minas Gerais. Queremos licitar a duplica\u00e7\u00e3o da BR-101 Sul, trecho divisa Bahia-Esp\u00edrito Santo at\u00e9 a cidade de Eun\u00e1polis. Queremos fazer a concess\u00e3o da BR-101, do trecho de Feira de Santana at\u00e9 a divisa com o Esp\u00edrito Santo. Essa concess\u00e3o prev\u00ea um prazo de cinco anos para duplica\u00e7\u00e3o total do que seria a BR-101. No prazo de cinco anos queremos ver a BR-101 toda duplicada no Estado da Bahia. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ferrovias, n\u00f3s temos para ser licitado, a partir do segundo semestre at\u00e9 o primeiro semestre do ano que vem, tr\u00eas grandes trechos ferrovi\u00e1rios do estado da Bahia. Um \u00e9 a ferrovia que liga Belo Horizonte at\u00e9 Feira de Santana, que n\u00e3o vir\u00e1 mais a Salvador, que ter\u00e1 outra linha exclusiva pra chegar \u00e0 cidade. Queremos tamb\u00e9m licitar o trecho que vai de Feira de Santana a Juazeiro, e vai at\u00e9 entroncar com a Trasnordestina em Parnamirim, em Pernambuco, e tamb\u00e9m em Feira de Santana at\u00e9 Recife pelo litoral. Ent\u00e3o ser\u00e3o tr\u00eas ferrovias importantes do sistema de log\u00edstica brasileira, que estar\u00e3o atendendo a Bahia, al\u00e9m da FIOL, que tem um sentido transversal do Oeste para o Leste.<\/p>\n<p><strong>Tribuna: Qual a dificuldade de tocar uma obra como a FIOL? Como a popula\u00e7\u00e3o pode acreditar que o governo federal vai conseguir avan\u00e7ar no quesito de desenvolvimento das ferrovias aqui na Bahia, ministro?<br \/>\nBorges:\u00a0<\/strong>Aqui no Brasil, lamentavelmente, n\u00f3s temos uma s\u00e9rie de entraves para executar uma obra. O importante \u00e9 ter planejamento, executar os projetos bem para que as obras saiam nos conformes e rapidamente. Al\u00e9m disso, temos o problema de que uma empresa ou outra que ganha a licita\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem capacidade de executar e durante a execu\u00e7\u00e3o ela tem problemas financeiros e ter que arrumar uma segunda empresa, que \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo com o lote 1 da FIOL de Ilh\u00e9us at\u00e9 a cidade de Ipia\u00fa. N\u00f3s estamos resolvendo este problema. Ent\u00e3o o importante \u00e9 continuar acreditando porque o governo est\u00e1 empenhado. H\u00e1 muitos anos o Brasil n\u00e3o investia em infraestrutura log\u00edstica. Eu pergunto quando \u00e9 que a Bahia teve investimento como a FIOL? O que se viu de investimento em rodovias na Bahia, que n\u00e3o aconteceu nesses \u00faltimos 10 anos? Ent\u00e3o, agora estamos vivendo uma situa\u00e7\u00e3o bastante interessante. No passado n\u00e3o t\u00ednhamos dinheiro para executar. Hoje n\u00f3s temos recurso suficiente no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento, que j\u00e1 est\u00e1 na sua segunda fase, e temos uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos para cassar esse dinheiro. Ent\u00e3o, como eu disse, o maior desafio desse Minist\u00e9rio dos Transportes \u00e9 conseguir a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Eu quero gastar os R$ 15 bilh\u00f5es ou mais at\u00e9 o final do ano, mas Deus sabe o n\u00famero de problemas que n\u00f3s temos que enfrentar nessas \u00e1reas todas. Est\u00e1 todo o governo federal disponibilizando recursos e colocando toda a sua intelig\u00eancia e for\u00e7a de recursos humanos para transformar em realidade essa execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Colaboraram : Fernanda Chagas e Daniela Pereira\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; IG Em entrevista exclusiva \u00e0 Tribuna, o ministro dos Transportes, C\u00e9sar Borges (PR), contou sobre a rec\u00e9m-nomea\u00e7\u00e3o feita pela presidenta Dilma, assim como a alian\u00e7a de um ex-carlista com o PT. Questionado sobre uma poss\u00edvel candidatura para sucess\u00e3o de 2014, Borges n\u00e3o descartou a possibilidade, ressaltando que pol\u00edtica se baseia nas circunst\u00e2ncias do momento. Mais al\u00e9m, fez quest\u00e3o de frisar que o pr\u00f3prio governador d\u00e1 sinais de que o PT pode n\u00e3o ser o escolhido para a disputa. 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