{"id":50060,"date":"2013-05-15T10:30:17","date_gmt":"2013-05-15T13:30:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=50060"},"modified":"2013-05-15T10:30:17","modified_gmt":"2013-05-15T13:30:17","slug":"unicef-aponta-descompasso-entre-ensino-e-realidade-de-adolescentes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/05\/15\/unicef-aponta-descompasso-entre-ensino-e-realidade-de-adolescentes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Unicef aponta descompasso entre ensino e realidade de adolescentes no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil\/EBC<\/em><\/p>\n<p>Costa do Sau\u00edpe (BA) \u2013 A coordenadora do Programa de Educa\u00e7\u00e3o do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil, Maria de Salete Silva, avalia que h\u00e1, no pa\u00eds, um descompasso entre o que \u00e9 ensinado nas escolas e a realidade dos adolescentes. Para ela, isso explica o elevado \u00edndice de evas\u00e3o escolar entre jovens.<\/p>\n<p>\u201cPor que voc\u00ea mata aula?\u201d, perguntou a coordenadora a um adolescente que n\u00e3o queria frequentar a escola. O jovem respondeu: \u201cEu n\u00e3o mato aula, a escola que me mata\u201d. \u201cQue menino de 16 anos vai querer estudar em uma turma com menino de 12? O que temos que fazer \u00e9 garantir que ele percorra esse fluxo aprendendo\u201d, defendeu Salete.<\/p>\n<p>De acordo com ela, h\u00e1 uma \u201cdesvincula\u00e7\u00e3o da escola com o projeto de vida do estudante\u201d. \u201cN\u00e3o se trata propriamente de desinteresse, mas a vida coloca quest\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o envolvidas com a escola\u201d. Segundo Salete, para enfrentar esse desafio, as institui\u00e7\u00f5es de ensino devem trabalhar para a \u201cconstru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de vida\u201d e n\u00e3o apenas mandar estudantes para a universidade ou o mercado de trabalho.<!--more--><\/p>\n<p>Divulgada no 14\u00ba F\u00f3rum de Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), a publica\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Fora da Escola N\u00e3o Pode! \u2013 O Desafio da Exclus\u00e3o Escolar<\/em>\u00a0indica que, entre os adolescentes que abandonam os estudos, a fase mais cr\u00edtica ocorre a partir dos 15 anos de idade.<\/p>\n<p>Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2011, com 6 anos, 95,4% das crian\u00e7as brasileiras frequentavam a escola. Com 12 anos, a propor\u00e7\u00e3o de meninos e meninas que conclu\u00edram os anos iniciais do ensino fundamental no Brasil era 76,2%. A porcentagem diminui com o aumento da idade: 62,7% dos adolescentes com 16 anos conclu\u00edram o ensino fundamental. Entre os jovens de 19 anos, apenas 48,7% terminaram o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>O Censo 2010 mostra que o percentual de jovens de 18 a 24 anos que n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio e que n\u00e3o estudavam chegava a 36,5%. Mais da metade (52,9%) abandonaram os estudos sem completar o ensino fundamental.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o levantada no estudo \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o dos professores. Na educa\u00e7\u00e3o infantil, 43,1% dos docentes n\u00e3o t\u00eam curso superior. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o percentual \u00e9 31,8% e, nos anos finais, 15,8%. No ensino m\u00e9dio, o \u00edndice cai para 5,9%. \u201cA qualifica\u00e7\u00e3o dos professores \u00e9 uma grande barreira para garantir a oferta de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade aos estudantes brasileiros\u201d, diz a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre grupos espec\u00edficos, o estudo aponta que as crian\u00e7as e os adolescentes mais atingidos pela exclus\u00e3o escolar s\u00e3o aqueles que moram em \u00e1reas rurais, os negros, os \u00edndios, os pobres, os que est\u00e3o sob risco de viol\u00eancia e explora\u00e7\u00e3o e os com defici\u00eancia. Isso indica, de acordo com a publica\u00e7\u00e3o, que \u201cas desigualdades ainda existentes na sociedade brasileira impactam diretamente o sistema educacional do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso desafiar os dirigentes a trabalharem junto com as pol\u00edticas p\u00fablicas, tem muitas que podem ajudar. Tem que formar professor e escola\u201d, diz Salete.<\/p>\n<p>O 14\u00ba F\u00f3rum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o da Undime vai at\u00e9 sexta-feira (17), na Costa do Sau\u00edpe (BA). O encontro \u00e9 o primeiro depois das elei\u00e7\u00f5es municipais de 2012. Ao todo foram feitas mais de mil inscri\u00e7\u00f5es de secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnicos e educadores de todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil\/EBC Costa do Sau\u00edpe (BA) \u2013 A coordenadora do Programa de Educa\u00e7\u00e3o do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil, Maria de Salete Silva, avalia que h\u00e1, no pa\u00eds, um descompasso entre o que \u00e9 ensinado nas escolas e a realidade dos adolescentes. 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