{"id":49873,"date":"2013-05-04T16:35:13","date_gmt":"2013-05-04T19:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=49873"},"modified":"2013-05-04T16:35:13","modified_gmt":"2013-05-04T19:35:13","slug":"calouro-da-usp-desafia-preconceito-e-veste-saia-para-ir-a-faculdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/05\/04\/calouro-da-usp-desafia-preconceito-e-veste-saia-para-ir-a-faculdade\/","title":{"rendered":"Calouro da USP desafia preconceito e veste saia para ir \u00e0 faculdade"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>G1<\/strong><\/p>\n<p>Rec\u00e9m-chegado ao curso de t\u00eaxtil e moda da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o calouro Vitor Pereira, de 20 anos, decidiu experimentar uma sensa\u00e7\u00e3o pouco comum entre os homens de hoje: o h\u00e1bito de vestir saias. &#8220;Sempre gostei muito de androginia na moda, nunca pensei que existe roupa de mulher e roupa de homem&#8221;, contou o estudante ao\u00a0<strong>G1<\/strong>. No m\u00eas passado, ele comprou uma saia xadrez e passou a vesti-la para ir \u00e0 Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades (EACH), no campus da Zona Leste da USP. &#8220;Sempre quis vestir saia, acho que \u00e9 mais confort\u00e1vel e libertador.&#8221;<\/p>\n<p>Defensor da hip\u00f3tese de que a moda transcende os g\u00eaneros, ele afirma ter colocado em pr\u00e1tica pesquisas feitas na faculdade feitas sobre o tema e seguido os passos de alguns colegas veteranos. Na manh\u00e3 de sexta-feira (3), ele combinou a saia com um par de coturnos e uma camiseta da faculdade.<!--more--><\/p>\n<div>\n<div>Achei que fosse haver alguns olhares, porque \u00e9 uma coisa incomum, mas n\u00e3o a ponto de receber ofensa&#8221;<\/div>\n<div>Vitor Pereira, estudante<\/div>\n<\/div>\n<p>A atitude do estudante desafia o preconceito contra homens de saia. Tr\u00eas dias ap\u00f3s vestir a saia na USP pela primeira vez, Vitor recebeu ofensas an\u00f4nimas pelo Facebook e criou uma p\u00e1gina para defender a causa e divulgar imagens de outros homens que usam saia pelo mundo. &#8220;Achei que fosse haver alguns olhares, porque \u00e9 uma coisa incomum, mas n\u00e3o a ponto de receber ofensa&#8221;, afirmou Vitor. &#8220;Se voc\u00ea posta um coment\u00e1rio assim \u00e9 porque voc\u00ea reprime alguma coisa. E se voc\u00ea reprime, isso ou escapa por meio de palavras ou de viol\u00eancia. Sempre tive uma outra vis\u00e3o da USP, de que o pessoal tinha a mente mais aberta.&#8221;<\/p>\n<p>Em nota, a assessoria de imprensa da Each afirmou na sexta-feira (3) que a unidade &#8220;repudia qualquer tipo de discrimina\u00e7\u00e3o racial, religiosa, sexual, por g\u00eanero e etnia, praticada dentro do ambiente acad\u00eamico ou fora dele&#8221;, e que &#8220;qualquer manifesta\u00e7\u00e3o preconceituosa, seja ela qual for, destoa completamente do cotidiano universit\u00e1rio, que apresenta a diversidade em suas mais variadas formas&#8221;.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"V\u00edtor Pereira usa saia nas aulas do curso de t\u00eaxtil e moda da USP Leste (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/g_B6GxHO6aY7vuk4uC1vARl3Bl4=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/03\/homensdesaia_usp_g1_004.jpg\" alt=\"V\u00edtor Pereira usa saia nas aulas do curso de t\u00eaxtil e moda da USP Leste (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong>V\u00edtor Pereira usa saia nas aulas do curso de t\u00eaxtil e moda da USP Leste (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Sociologia da moda<\/strong><br \/>\nA vontade de experimentar ele nutriu durante quase dois anos, mas a compra da primeira saia foi feita em um impulso durante uma visita a um shopping center. Por falta de op\u00e7\u00e3o, a saia de Vitor foi comprada em uma loja feminina e precisou ser ajustada por uma costureira para servir ao porte f\u00edsico do estudante.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ele n\u00e3o \u00e9 o primeiro aluno do curso a vestir a pe\u00e7a para ir \u00e0 aula. Pelo menos outros tr\u00eas garotos tamb\u00e9m j\u00e1 aderiram ao h\u00e1bito de usar saia ou vestido.<\/p>\n<p>O aluno do quarto ano Augusto Paz, de 21 anos, vestiu sua primeira saia em 2011, como parte de uma tarefa da disciplina de sociologia da moda. O &#8220;teste de desconforto psicol\u00f3gico&#8221; exigido pela professora consistia em sair de casa e ir at\u00e9 a faculdade vestindo uma pe\u00e7a de roupa que Augusto nunca usaria. O estudante escolheu uma saia longa azul emprestada pela m\u00e3e, que lhe serviu sem necessidade de ajustes.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela primeira vez (Foto: Arquivo pessoal\/Augusto Paz)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/GyTEsx99l1nV5Wz9Thq4mFA_FpA=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/03\/foto-1.jpg\" alt=\"Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela primeira vez (Foto: Arquivo pessoal\/Augusto Paz)\" width=\"300\" height=\"400\" \/><strong>Em 2011, Augusto Paz vestiu uma saia pela<br \/>\nprimeira vez (Foto: Arquivo pessoal\/Augusto Paz)<\/strong><\/div>\n<p>Apesar de sempre achar que nunca vestiria a pe\u00e7a, Augusto acabou descobrindo que a saia \u00e9 bastante confort\u00e1vel e decidiu comprar outros modelos &#8211;hoje, ele tem tr\u00eas, que veste de vez em quando. &#8220;Compro minhas saias em brech\u00f3s, procuro o modelo de kilt [saia masculina t\u00edpica da Esc\u00f3cia]. Fizemos uma pesquisa no ano passado, \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar saia para homem.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Vantagens da saia<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de n\u00e3o esquentar tanto as pernas durante os dias mais quentes, os dois estudantes explicam que a saia tamb\u00e9m mexe com a postura de quem a veste. &#8220;\u00c9 engra\u00e7ado ver como uma pe\u00e7a de roupa mexe no visual. At\u00e9 a maneira de andar muda&#8221;, explicou Augusto. &#8220;Minha postura tem que ser melhor para n\u00e3o parecer estranho&#8221;, afirmou Vitor.<\/p>\n<p>Os dois dizem que a saia n\u00e3o \u00e9 uma pe\u00e7a de uso di\u00e1rio, mas apenas mais uma op\u00e7\u00e3o do guarda-roupa, para vestir quando quiserem. Os motivos para vestirem ou n\u00e3o a saia em um determinado dia s\u00e3o parecidos com os de muitas mulheres. Vitor, por exemplo, desistiu da pe\u00e7a na quinta-feira (2), porque achou que faria frio.<\/p>\n<p>Augusto afirmou que veste as suas de vez em quando. Al\u00e9m da vontade na hora de escolher a roupa do dia, um dos motivos, segundo ele, \u00e9 o medo da rea\u00e7\u00e3o que pode receber na rua.<\/p>\n<p>&#8220;Tenho medo de viol\u00eancia&#8221;, diz. Ele afirma que, na faculdade, o mais comum \u00e9 receber &#8220;olhares de soslaio&#8221; e coment\u00e1rios e risadas pelas costas, mas que &#8220;\u00e9 dif\u00edcil ter uma a\u00e7\u00e3o combativa, quando tem \u00e9 anonimamente pela internet&#8221;. Por\u00e9m, segundo ele, em 2012 um estudante da USP Leste tentou tirar uma foto por debaixo de sua saia. &#8220;As rea\u00e7\u00f5es divergem muito, aqui tem muita gente esclarecida, mas muita gente ignorante.&#8221;<\/p>\n<p>Vitor afirmou que n\u00e3o se importa sobre o que os outros pensam dele. Mas admitiu que, quando saiu de casa pela primeira vez vestindo uma saia, o nervosismo fez com que ele ficasse com taquicardia. No ponto de \u00f4nibus a caminho da\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/educacao\/universidade\/usp.html\">USP<\/a>\u00a0Leste, ele diz que muitas pessoas n\u00e3o conseguiam desviar o olhar, e um motorista gritou uma ofensa a ele de dentro de um carro em movimento.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"V\u00edtor Pereira, de saia, e Augusto Paz, que tamb\u00e9m j\u00e1 usou a vestimenta, 'desfilam' com os colegas na USP Leste (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/W5axq3_A4cJl7v3h0C4wvdTLXUE=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/03\/homensdesaia_usp_g1_005.jpg\" alt=\"V\u00edtor Pereira, de saia, e Augusto Paz, que tamb\u00e9m j\u00e1 usou a vestimenta, 'desfilam' com os colegas na USP Leste (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong>V\u00edtor Pereira, de saia, e Augusto Paz, que tamb\u00e9m j\u00e1 usou a pe\u00e7a, &#8216;desfilam&#8217; com os colegas na USP Leste (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Reflexo da sociedade<\/strong><br \/>\nA coordenadora do curso de t\u00eaxtil e moda da USP, professora Cl\u00e1udia Garcia Vicentini, acredita que \u00e9 &#8220;curioso&#8221; ver, no s\u00e9culo 21, manifesta\u00e7\u00f5es agressivas em rela\u00e7\u00e3o a homens de saia. &#8220;A universidade \u00e9 um lugar de liberdade de express\u00e3o&#8221;, disse ela na sexta-feira (3), durante entrevista ao\u00a0<strong>G1\u00a0<\/strong>na cantina da faculdade, vestida com uma gravata preta. &#8220;Os dois s\u00e3o extremamente inteligentes e bem educados, isso \u00e9 o que importa&#8221;, disse. &#8220;Para eles, [vestir saia] \u00e9 um exerc\u00edcio de diversidade. Qualquer cr\u00edtica que venha pelo lado negativo n\u00e3o constr\u00f3i.&#8221;<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"'Universidade \u00e9 lugar de liberdade de express\u00e3o', diz  Cl\u00e1udia Garcia Vicentini, coordenadora do curso de t\u00eaxtil e moda da USP (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/p6ySm5_4RWofAxlW0D7ueONcY_s=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2013\/05\/03\/homensdesaia_usp_g1_001.jpg\" alt=\"'Universidade \u00e9 lugar de liberdade de express\u00e3o', diz  Cl\u00e1udia Garcia Vicentini, coordenadora do curso de t\u00eaxtil e moda da USP (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>&#8216;Universidade \u00e9 lugar de liberdade de express\u00e3o&#8217;,<br \/>\ndiz Cl\u00e1udia Garcia Vicentini, coordenadora do curso<br \/>\nde t\u00eaxtil e moda da USP (Foto: Fl\u00e1vio Moraes\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>J\u00e1 a professora Suzana Avelar, respons\u00e1vel pelas disciplinas de hist\u00f3ria da moda e sociologia da moda, explica que a saia sempre foi uma vestimenta masculina e que, at\u00e9 o Renascentismo, homens e mulheres vestiam as mesmas roupas. Ela questionou os motivos para isso incomodar tanto hoje em dia. &#8220;Gostaria que as pessoas pensassem a respeito disso&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para o professor Alessandro Soares da Silva, que d\u00e1 aulas de psicologia pol\u00edtica e de sociedade, multiculturalismos e direitos no curso de gest\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, nem o uso de saia por parte dos alunos homens nem a rea\u00e7\u00e3o agressiva e an\u00f4nima na internet o surpreendem. Segundo ele, &#8220;o que aconteceu com esses meninos \u00e9 um reflexo de uma socieade que educa para a enfermidade&#8221;.<\/p>\n<p>Silva explica que o preconceito \u00e9 uma &#8220;capacidade emburrecedora&#8221;, porque &#8220;autoriza o sujeito a falar algo de outro sem conhec\u00ea-lo&#8221;, partindo da premissa de que existe um &#8220;sujeito-refer\u00eancia&#8221; e todas as pessoas que n\u00e3o s\u00e3o como ele s\u00e3o consideradas inferiores. Entre as caracter\u00edsticas deste sujeito est\u00e3o o fato de ele ser &#8220;branco, euroc\u00eantrico, culto, bonito, sem deformidades, heterossexual e pai de filhos, n\u00e3o de filhas&#8221;.<\/p>\n<div>\n<div>O que aconteceu com esses meninos \u00e9 um reflexo de uma socieade que educa para a enfermidade&#8221;<\/div>\n<div>Alessandro Soares da Silva,<br \/>\nprofessor da USP<\/div>\n<\/div>\n<p>Na quest\u00e3o de g\u00eanero, ele afirma que o preconceito aparece nas rea\u00e7\u00f5es a homens que ocupam espa\u00e7os que a sociedade quer restringir apenas \u00e0s mulheres. &#8220;O primeiro xingamento que se aprende \u00e9 comparar o homem \u00e0 mulher, como se ser mulher fosse algo pior. H\u00e1 que se pensar na igualdade de g\u00eanero.&#8221;<\/p>\n<p>Parte das rea\u00e7\u00f5es violentas tamb\u00e9m podem ser combatidas, de acordo com o professor, com uma educa\u00e7\u00e3o que come\u00e7a em casa e sabe respeitar a diversidade e manter os de valores individuais no \u00e2mbito privado. &#8220;O que falta ao Brasil \u00e9 um estado laico&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para o estudante Augusto, &#8220;as pessoas n\u00e3o est\u00e3o acostumadas a um homem que adote comportamentos femininos, \u00e9 uma quest\u00e3o de toler\u00e2ncia&#8221;. Por isso ele celebra a posi\u00e7\u00e3o de figuras c\u00e9lebres, como o cartunista Laerte, que assumiu a vontade de se vestir como mulher. &#8220;Acho fant\u00e1stico, porque as pessoas se acostumaram.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; G1 Rec\u00e9m-chegado ao curso de t\u00eaxtil e moda da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o calouro Vitor Pereira, de 20 anos, decidiu experimentar uma sensa\u00e7\u00e3o pouco comum entre os homens de hoje: o h\u00e1bito de vestir saias. &#8220;Sempre gostei muito de androginia na moda, nunca pensei que existe roupa de mulher e roupa de homem&#8221;, contou o estudante ao\u00a0G1. 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