{"id":49791,"date":"2013-04-27T16:44:47","date_gmt":"2013-04-27T19:44:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=49791"},"modified":"2013-04-27T16:44:47","modified_gmt":"2013-04-27T19:44:47","slug":"jovens-do-campo-terao-direito-a-5-dos-lotes-da-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/04\/27\/jovens-do-campo-terao-direito-a-5-dos-lotes-da-reforma-agraria\/","title":{"rendered":"Jovens do campo ter\u00e3o direito a 5% dos lotes da reforma agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil\/EBC<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/galeria\/2013-04-27\/seca-no-semiarido\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/25\/gallery_assist719504\/prev\/ABr010413WDO_2792.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>Bras\u00edlia\/Barra (BA) &#8211; \u00a0Os jovens do meio rural ter\u00e3o, a partir deste ano, 5% dos lotes da reforma agr\u00e1ria em todo o Brasil. Com isso, o governo espera assegurar, nos assentamentos com vinte lotes ou mais, a perman\u00eancia (ou o retorno ao campo) de jovens trabalhadores rurais solteiros at\u00e9 29 anos, residentes ou com origem no meio rural.<\/p>\n<p>\u201cO nosso trabalho tem uma vis\u00e3o de acolhimento dos jovens que foram buscar conhecimento, oportunidades fora do assentamento e que depois de passar por um per\u00edodo de aprendizado \u2013 seja de qualifica\u00e7\u00e3o profissional ou de viv\u00eancia fora do assentamento &#8211; decidem retornar e transformar o lote da reforma agr\u00e1ria como seu espa\u00e7o de vida e conviv\u00eancia com a sua fam\u00edlia\u201d, explica Guedes.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo o presidente do Instituto de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria, Carlos Guedes, a medida, estabelecida em portaria do ministro do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, Pepe Vargas, \u00e9 in\u00e9dita j\u00e1 que estimula o fortalecimento dos la\u00e7os familiares e a manuten\u00e7\u00e3o dessas comunidades no campo.<\/p>\n<p>A portaria tamb\u00e9m trata da \u201csucess\u00e3o rural\u201d, e vai beneficiar jovens cujos pais tenham dois ou mais filhos e que sejam assentados ou agricultores familiares, como priorit\u00e1rios no assentamento em lotes vagos em decorr\u00eancia de desist\u00eancia, abandono ou retomada, localizados em projetos de assentamentos do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra).<\/p>\n<p>O Semi\u00e1rido brasileiro tem exemplo de jovens, que apesar das dificuldades impostas pelo clima, querem continuar ou retornar ao campo. \u00c9 o caso de S\u00e9rgio Queiroz, de 26 anos, morador do Projeto de Assentamento Santo Expedito, a 87 quil\u00f4metro de Barra, na Bahia. O artes\u00e3o j\u00e1 morou em Salvador, mas retornou ao sert\u00e3o h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>\u201cA vida do campo para mim \u00e9 um recome\u00e7o: onde eu moro h\u00e1 um cen\u00e1rio maravilhoso. Eu mesmo planto e consumo a minha pr\u00f3pria planta\u00e7\u00e3o e tenho uma vis\u00e3o de crescimento muito grande. Por eu ser artes\u00e3o \u00e9 onde encontro todas as minhas pe\u00e7as. Al\u00e9m de tudo, tenho a tranquilidade. Apesar disso, h\u00e1 o sol com frequ\u00eancia, o calor. A gente &#8216;briga com a natureza&#8217; para sobreviver. Na cidade h\u00e1 os aparelhos tecnol\u00f3gicos e aqui no campo, n\u00e3o. \u00c9 voc\u00ea e a natureza direto. O agricultor tem de ter orgulho de estar nessa riqueza, n\u00e3o preconceito\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio disse que quer trabalhar com os jovens do assentamento para provocar a autoestima deles por viver na zona rural. \u201cTemos de tirar a venda dos olhos das pessoas e mostrar que aqui \u00e9 a mesma zona urbana, s\u00f3 que n\u00f3s temos o privil\u00e9gio de ter esse cen\u00e1rio que eles n\u00e3o tem. Vou come\u00e7ar esse trabalho com as crian\u00e7as, porque \u00e9 educando crian\u00e7as que se educa o adulto\u201d, acredita.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil\/files\/imagecache\/300x225\/gallery_assist\/25\/gallery_assist719504\/prev\/ABr040413WDO_3493.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Daiarc Silva, de 23 anos, moradora da mesma comunidade de S\u00e9rgio n\u00e3o teve oportunidade de morar fora do campo, mas afirma n\u00e3o ter vontade de deixar a regi\u00e3o onde cria sua filha de dois anos. \u201cIsso aqui \u00e9 um bem que nem todo mundo tem e nem vai ter\u201d, descreve.<\/p>\n<p>\u201cTem muita gente que reclama de trabalhar no campo, de ficar no sol. Mas n\u00e3o tem coisa melhor do que colher o seu pr\u00f3prio alimento, o que voc\u00ea plantou e sabe de onde vem. Eu vivo isso. As dificuldades s\u00e3o relacionadas ao sol e ao transporte. O agricultor, pai de fam\u00edlia, trabalha de sol a sol para ter e vender o alimento. Mas ele faz isso para ver seus filhos crescerem, estudarem. Ele n\u00e3o teve essa oportunidade, mas quer que o filho tenha\u201d, conta.<\/p>\n<p>Os jovens camponeses reivindicaram mais escolas no meio rural, j\u00e1 que muitos precisam percorrer quil\u00f4metros para estudar nos centros urbanos. \u201cNossa realidade aqui \u00e9 diferente, n\u00e3o \u00e9 como eles imaginam. N\u00e3o quero ser s\u00f3 um morador do campo, quero ser respeitado\u201d, disse S\u00e9rgio Queiroz.<\/p>\n<p>De acordo com a secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Diversidade e Inclus\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (Secadi\/MEC), Maca\u00e9 Maria Evaristo, o governo vai refor\u00e7ar a forma\u00e7\u00e3o de professores para atuar na escola do campo. Segundo a secret\u00e1ria, esse \u00e9 um dos grandes desafios do MEC. Quarenta e tr\u00eas universidades do pa\u00eds v\u00e3o oferecer licenciatura em educa\u00e7\u00e3o do campo e formar 4 mil professores para atua\u00e7\u00e3o nos anos finais do ensino fundamental e ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u201cEstamos trabalhando no acesso, perman\u00eancia e aprendizagem do aluno que estuda no campo com o Pronacampo. Al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o de professores, a prioridade \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de mais escolas em 2013, pricipalmente para atender o ensino m\u00e9dio porque nessa etapa temos um \u00edndice menor de alunos no campo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es do MEC apontam que 23,18% da popula\u00e7\u00e3o rural com mais de 15 anos \u00e9 analfabeta e 50,95% n\u00e3o concluiu o ensino fundamental. Dados do Censo Escolar referentes ao ano passado registraram que o n\u00famero de matr\u00edculas nas \u00e1reas rurais obteve a alta mais expressiva, onde o n\u00famero de matr\u00edculas saltou de 81.155 para 125.634 nos anos iniciais do ensino fundamental, e de 52.010 para 82.087 nos anos finais, um crescimento de 54,8% e de 57,8%, respectivamente. O ensino m\u00e9dio em tempo integral nas zonas rurais cresceu 34%, com uma evolu\u00e7\u00e3o de 10.675 matr\u00edculas para 14.369.<\/p>\n<p>\u201cDesde o ano passado, a amplia\u00e7\u00e3o do Mais Educa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o ensino em tempo integral, tem permitido que a escola mobilize a comunidade com artes, cultura e recrea\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m temos atividades que dialoguem com o territ\u00f3rio local, como horta escolar, agroecologia, estudos sobre a mem\u00f3ria da comunidade\u201d, disse Maca\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil\/EBC Bras\u00edlia\/Barra (BA) &#8211; \u00a0Os jovens do meio rural ter\u00e3o, a partir deste ano, 5% dos lotes da reforma agr\u00e1ria em todo o Brasil. Com isso, o governo espera assegurar, nos assentamentos com vinte lotes ou mais, a perman\u00eancia (ou o retorno ao campo) de jovens trabalhadores rurais solteiros at\u00e9 29 anos, residentes ou com origem no meio rural. \u201cO nosso trabalho tem uma vis\u00e3o de acolhimento dos jovens que foram buscar conhecimento, oportunidades fora do assentamento e que depois de passar por um per\u00edodo de aprendizado \u2013 seja de qualifica\u00e7\u00e3o profissional ou de viv\u00eancia fora do assentamento&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-49791","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":567,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49792,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49791\/revisions\/49792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}