{"id":49141,"date":"2013-03-18T09:05:45","date_gmt":"2013-03-18T12:05:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=49141"},"modified":"2013-03-18T09:05:45","modified_gmt":"2013-03-18T12:05:45","slug":"alcoolismo-atinge-cerca-de-58-milhoes-de-pessoas-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/03\/18\/alcoolismo-atinge-cerca-de-58-milhoes-de-pessoas-no-pais\/","title":{"rendered":"Alcoolismo atinge cerca de 5,8 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Hist\u00f3rico de consumo abusivo de \u00e1lcool, s\u00edndrome de abstin\u00eancia e manuten\u00e7\u00e3o do uso, mesmo com problemas f\u00edsicos e sociais relacionados, \u00e9 o trip\u00e9 que caracteriza a depend\u00eancia em \u00e1lcool, segundo a psiquiatra Ana Cec\u00edlia Marques, professora da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp).<\/p>\n<p>O tratamento da doen\u00e7a, que atinge cerca de 5,8 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds, segundo o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotr\u00f3picas no Brasil, de 2005, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem \u00edndice de reca\u00edda de cerca de 50% nos primeiros 12 meses.<\/p>\n<p>&#8220;Ele precisa preencher os tr\u00eas crit\u00e9rios. Um s\u00f3 n\u00e3o basta para se considerar dependente&#8221;, destaca a psiquiatra. Ela explica que o consumo cont\u00ednuo e abusivo leva a uma toler\u00e2ncia cada vez maior do usu\u00e1rio \u00e0 bebida. &#8220;O corpo acostuma-se com o [\u00e1lcool]. Ele resiste mais e, para obter o efeito que tinha no come\u00e7o com uma lata de cerveja, precisar\u00e1 tomar cinco&#8221;. A falta do \u00e1lcool provoca uma s\u00e9rie de sintomas graves, como eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial, tremores, enjoo, v\u00f4mito e, em alguns pacientes, at\u00e9 mesmo convuls\u00e3o. Esse \u00e9 o quadro da s\u00edndrome de abstin\u00eancia.<!--more--><\/p>\n<p>O terceiro crit\u00e9rio para caracteriza\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia alco\u00f3lica est\u00e1 ligado aos problemas de relacionamento e de sa\u00fade provocados pelo consumo abusivo. &#8220;O indiv\u00edduo tem problemas no trabalho por causa da bebida. Ele perde o dia de trabalho mas, mesmo assim, bebe de novo&#8221;. A professora destaca que, al\u00e9m da quest\u00e3o profissional, devem ser considerados diversos aspectos da vida do paciente, como problemas familiares, afetivos, econ\u00f4micos, entre outros.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras drogas, a psiquiatra informou que o tratamento da depend\u00eancia de \u00e1lcool se diferencia principalmente na primeira fase, que dura em m\u00e9dia dois meses. &#8220;Cada subst\u00e2ncia tem uma forma de atuar no c\u00e9rebro, portanto, vai exigir, principalmente na primeira fase do tratamento, diferentes procedimentos farmacol\u00f3gicos para que a gente consiga promover a estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente&#8221;, explica.<\/p>\n<p>De acordo com a m\u00e9dica, o \u00e1lcool se enquadra na categoria de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas depressoras, juntamente com os inalantes, o clorof\u00f3rmio, o \u00e9ter e os calmantes. H\u00e1 tamb\u00e9m as drogas estimulantes, como a coca\u00edna, a cafe\u00edna e a nicotina, e as perturbadoras do sistema nervoso central, como a maconha e o LSD.<\/p>\n<p>&#8220;Na segunda e terceira fases, o tratamento entra em uma etapa mais semelhante, que \u00e9 quando voc\u00ea vai se aprofundar no diagn\u00f3stico e preparar o individuo para n\u00e3o ter reca\u00edda&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>A segunda fase do tratamento, a chamada estabiliza\u00e7\u00e3o, quando se trabalha a preven\u00e7\u00e3o da reca\u00edda, dura, em m\u00e9dia, de oito a dez meses. Nessa etapa, s\u00e3o percebidas e tratadas as doen\u00e7as correlatas adquiridas pelo consumo do \u00e1lcool e, ent\u00e3o, o paciente \u00e9 preparado para readquirir o controle sobre droga. &#8220;A depend\u00eancia \u00e9 a doen\u00e7a da perda do controle sobre o consumo de determinada subst\u00e2ncia. [\u00c9 feito um trabalho] para que ele volte a se controlar, a entender esse processo e readquirir a autonomia. N\u00e3o \u00e9 mais a droga que manda nele&#8221;.<\/p>\n<p>A psiquiatra destaca que, nesse processo, a reca\u00edda \u00e9 entendida como algo normal e que n\u00e3o invalida o tratamento. &#8220;Ele pode ter uma reca\u00edda e n\u00e3o \u00e9 que o tratamento n\u00e3o esteja no caminho certo ou que ele n\u00e3o queira se tratar. Faz parte da doen\u00e7a, \u00e9 um epis\u00f3dio de agudiza\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a cr\u00f4nica que \u00e9 a depend\u00eancia do \u00e1lcool. Faz parte recair&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p>Na terceira etapa, que dura cerca de seis meses, ocorre o &#8220;desmame da tutela do tratamento&#8221;. &#8220;Ele est\u00e1 manejando essa nova autonomia. Ele volta para as avalia\u00e7\u00f5es com menos frequ\u00eancia&#8221;. Por fim, o paciente passa a ir ao m\u00e9dico com maiores intervalos entre as consultas. &#8220;Ele segue em tratamento como qualquer indiv\u00edduo que tem doen\u00e7a cr\u00f4nica. Pelo menos uma vez por ano, ele passa pelo m\u00e9dico. A bem da verdade, [no tratamento dessas] doen\u00e7as cr\u00f4nicas, a gente n\u00e3o d\u00e1 alta&#8221;.<\/p>\n<p>Levantamento feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Drogas Psicotr\u00f3picas (Cebrid), da Unifesp, e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostra que o uso do \u00e1lcool prevalece entre os homens em todas as faixas et\u00e1rias. Mais de 80% deles declararam fazer uso de \u00e1lcool. Entre as mulheres, o percentual cai para 68,3%.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 depend\u00eancia, eles tamb\u00e9m est\u00e3o na frente. O \u00edndice de dependentes do sexo masculino (19,5%) \u00e9 quase tr\u00eas vezes o do sexo feminino (6,9%). A faixa et\u00e1ria de 18 a 24 anos, por sua vez, apresenta os maiores \u00edndices, com 27,4% de dependentes entre os homens e 12,1% entre as mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil S\u00e3o Paulo &#8211; Hist\u00f3rico de consumo abusivo de \u00e1lcool, s\u00edndrome de abstin\u00eancia e manuten\u00e7\u00e3o do uso, mesmo com problemas f\u00edsicos e sociais relacionados, \u00e9 o trip\u00e9 que caracteriza a depend\u00eancia em \u00e1lcool, segundo a psiquiatra Ana Cec\u00edlia Marques, professora da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). 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