{"id":49111,"date":"2013-03-15T08:54:15","date_gmt":"2013-03-15T11:54:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=49111"},"modified":"2013-03-15T08:54:15","modified_gmt":"2013-03-15T11:54:15","slug":"consciencia-do-consumidor-brasileiro-tem-aumentado-diz-coordenador-do-idec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/03\/15\/consciencia-do-consumidor-brasileiro-tem-aumentado-diz-coordenador-do-idec\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia do consumidor brasileiro tem aumentado, diz coordenador do Idec"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Desde o pronunciamento do presidente norte-americano John Kennedy, em 15 de mar\u00e7o de 1962, a data tem sido refer\u00eancia para os direitos do consumidor em todo o mundo. Na ocasi\u00e3o, Kennedy defendeu quatro direitos fundamentais dos consumidores: \u00e0 seguran\u00e7a, \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 escolha e a ser ouvido. Vinte e tr\u00eas anos depois, a Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) adotou os direitos do consumidor como diretrizes das Na\u00e7\u00f5es Unidas, instituindo o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, comemorado hoje (15).<\/p>\n<p>Em, entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, o coordenador executivo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Fulvio Gianella J\u00fanior, disse que o n\u00edvel de consci\u00eancia do brasileiro sobre os seus direitos como consumidor tem crescido nos \u00faltimos anos. Hoje, al\u00e9m de buscar mais os institutos de defesa, ele tem procurado diretamente os fornecedores.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cPodemos reparar que aumentou o grau de pessoas reclamando seus direitos, como se v\u00ea nos\u00a0<em>rankings<\/em>\u00a0do Procon, do Sindec [Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Defesa do Consumidor]. Essa situa\u00e7\u00e3o mostra duas coisas: os consumidores est\u00e3o mais conscientes e reclamando mais seus direitos\u201d.<\/p>\n<p>Em 2012, 2,03 milh\u00f5es de consumidores foram atendidos nas unidades do Procon, distribu\u00eddos em 292 cidades do pa\u00eds. De acordo com o Sindec, essa quantidade representa um aumento de 19,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2011, quando 1,6 milh\u00e3o de consumidores recorreram ao sistema.<\/p>\n<p>A telefonia celular foi o servi\u00e7o com mais reclama\u00e7\u00f5es nos Procons (9,17%), seguido por bancos comerciais (9,02%), pelos cart\u00f5es de cr\u00e9dito (8,23%), pela telefonia fixa (6,68%) e pelas financeiras (5,17%). O setor com maior demanda foi o financeiro (banco comercial, cart\u00e3o de cr\u00e9dito, financeiras e cart\u00e3o de loja), com 23,85%. Com o\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0dos procons, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel constatar um aumento de demandas no setor de telecomunica\u00e7\u00f5es (telefonia celular, telefonia fixa, TV por assinatura e internet), que saltou de 17,46% em 2011, para 21,7% dos registros em 2012.<\/p>\n<p>Fulvio Gianella J\u00fanior destacou a preocupa\u00e7\u00e3o das entidades de defesa do consumidor com a ascens\u00e3o de milh\u00f5es de brasileiros \u00e0 classe C, o que gerou maior possibilidade de consumo. \u201cNos \u00faltimos dez anos, 30 a 40 milh\u00f5es de pessoas aumentaram sua capacidade de consumo. Essa \u00e9 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o pessoas que antes consumiam pouco e passaram a ter um poder aquisitivo maior\u201d.<\/p>\n<p>Gianella J\u00fanior lembrou que esse novo consumidor vai ao mercado querendo consumir outros bens a que n\u00e3o tinha acesso, o que pode levar a uma compra pouco consciente. \u201cPrimeiro, porque elas n\u00e3o t\u00eam tantas informa\u00e7\u00f5es a respeito de seus direitos e s\u00e3o at\u00e9 v\u00edtimas de pr\u00e1ticas abusivas pelo mercado\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador, o brasileiro \u00e9 o tempo todo bombardeado pela sociedade de consumo, desde a inf\u00e2ncia. \u201c&#8217;Compre isso&#8217;, &#8216;Isso \u00e9 importante&#8217;, &#8216;Voc\u00ea s\u00f3 \u00e9 cidad\u00e3o se consumir tal coisa&#8217;. Isso est\u00e1 sendo introjetado nas pessoas. A partir do momento em que tem condi\u00e7\u00f5es de alentar sua necessidade de consumo, muitas vezes o faz sem nenhuma consci\u00eancia cr\u00edtica e a\u00ed causa uma s\u00e9rie de problemas, como o superendividamento e o comprometimento da renda familiar. Al\u00e9m disso, crian\u00e7as desde cedo j\u00e1 s\u00e3o submetidas [ao apelo para consumir]\u201d.<\/p>\n<p>Entre as maiores queixas dos consumidores est\u00e3o as compras em com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. De acordo com Gianella, muitos problemas enfrentados pelos cidad\u00e3os j\u00e1 est\u00e3o previstos no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n<p>Dados do<em>\u00a0site<\/em>\u00a0Reclame Aqui mostram que at\u00e9 fevereiro deste ano o sistema registrou 346.469 reclama\u00e7\u00f5es, um crescimento de 35% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os setores com mais queixas foram os das lojas virtuais,de telefonia, fabricantes de eletrodom\u00e9sticos, compras coletivas, TV e TV por assinatura, bancos e financeiras, cart\u00e3o de cr\u00e9dito e lojas de departamento.<\/p>\n<p>\u201cRecomendo que sempre se verifique a idoneidade da loja virtual [na qual] voc\u00ea vai comprar. Considere se ela tem uma loja f\u00edsica, veja se tem contatos para resolver problemas. Verifique em redes sociais as reclama\u00e7\u00f5es feitas sobre a loja para ter certeza se ela j\u00e1 teve problemas com outros consumidores. \u00c9 necess\u00e1rio tomar alguns cuidados\u201d, orienta Gianella.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 Desde o pronunciamento do presidente norte-americano John Kennedy, em 15 de mar\u00e7o de 1962, a data tem sido refer\u00eancia para os direitos do consumidor em todo o mundo. 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