{"id":49028,"date":"2013-03-10T12:29:19","date_gmt":"2013-03-10T15:29:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=49028"},"modified":"2013-03-10T12:29:19","modified_gmt":"2013-03-10T15:29:19","slug":"mais-de-12-mil-criancas-e-adolescentes-viciadas-em-crack-vivem-nas-ruas-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2013\/03\/10\/mais-de-12-mil-criancas-e-adolescentes-viciadas-em-crack-vivem-nas-ruas-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Mais de 1,2 mil crian\u00e7as e adolescentes viciadas em crack vivem nas ruas de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Mais de mil crian\u00e7as e adolescentes que vivem nas ruas da capital paulista s\u00e3o viciadas em\u00a0<em>crack<\/em>. A estimativa \u00e9 do Movimento Estadual da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua de S\u00e3o Paulo. \u201cO pessoal que atende na rua estima que haja 1,2 mil crian\u00e7as e adolescentes envolvidas com\u00a0<em>crack<\/em>\u00a0s\u00f3 em S\u00e3o Paulo (na capital). \u00c9 um n\u00famero muito alto\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>presidente da organiza\u00e7\u00e3o, Robson Cesar Correia de Mendon\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo o desembargador Antonio Carlos Malheiros, coordenador da Vara de Inf\u00e2ncia e Juventude do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, s\u00f3 na regi\u00e3o da cracol\u00e2ndia, na \u00e1rea central da cidade, a estimativa \u00e9 de que at\u00e9 400 crian\u00e7as estejam envolvidas com drogas especialmente\u00a0<em>crack<\/em>. \u201cTemos entre 22 e 23 cracol\u00e2ndias cercando a cidade. A central, que \u00e9 a maior cracol\u00e2ndia do mundo, tem 2 mil usu\u00e1rios [entre adultos, crian\u00e7as e adolescentes]. Calculamos que mais ou menos 20% dessas pessoas s\u00e3o crian\u00e7as e adolescentes. Ou seja, devemos ter, no centro da cidade, entre 200 e 400 crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de drogadi\u00e7\u00e3o. Fora nas outras [cracol\u00e2ndias], que n\u00e3o fa\u00e7o nem ideia\u201d, disse o desembargador, que tem visitado a regi\u00e3o praticamente todos os dias.<!--more--><\/p>\n<p>Para Ana Regina Noto, professora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), que em 2004 coordenou um estudo envolvendo 2.807 crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de rua de 27 capitais do pa\u00eds, o n\u00famero de dependentes n\u00e3o cresceu muito depois da elabora\u00e7\u00e3oo da pesquisa, mas houve mudan\u00e7as no uso. \u201cCresceu o consumo de\u00a0<em>crack<\/em>, mas a gente percebe tamb\u00e9m que houve substitui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o houve aumento de crian\u00e7as e adolescentes usando drogas, isso permaneceu o mesmo. Mas houve uma migra\u00e7\u00e3o porque o\u00a0<em>crack<\/em>\u00a0come\u00e7ou a ocupar espa\u00e7o nas grandes cidades e come\u00e7ou a ser uma droga de op\u00e7\u00e3o. Muitos que usavam coca\u00edna come\u00e7aram a migrar para o\u00a0<em>crack<\/em>\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa sobre a situa\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>crack<\/em>, da maconha e outras drogas nos munic\u00edpios paulistas e divulgado em dezembro do ano passado, com o nome de Mapa do Crack, apontou que das 50.511 pessoas que foram atendidas nos sistemas p\u00fablicos de sa\u00fade em 299 munic\u00edpios de S\u00e3o Paulo por envolvimento com o\u00a0<em>crack<\/em>\u00a05.676 eram menores de 18 anos. Os dados, segundo a frente parlamentar se referem ao ano de 2011. Cerca de 6% dos usu\u00e1rios de\u00a0<em>crack<\/em>\u00a0que procuraram o sistema p\u00fablico de sa\u00fade para tratamento eram menores de at\u00e9 13 anos de idade. Do total de pessoas que procuraram atendimento para se tratar do v\u00edcio, 21% tinham entre 14 e 20 anos de idade.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0procurou a Secretaria Municipal de Assist\u00eancia e Desenvolvimento Social de S\u00e3o Paulo para confrontar os n\u00fameros, mas n\u00e3o obteve retorno. Mas segundo o Censo da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua na Municipalidade de S\u00e3o Paulo, que foi divulgado pela secretaria e que se encontra dispon\u00edvel em seu\u00a0<em>site<\/em>\u00a0oficial, 14.478 pessoas viviam nas ruas de S\u00e3o Paulo em 2011, sendo que 6.765 delas em situa\u00e7\u00e3o de rua e 7.713 em centros de acolhimento da capital. O censo apontou que mais da metade dessa popula\u00e7\u00e3o vivia na regi\u00e3o central. Desse total, 7.002 eram adultos, 1.455 idosos, 221 adolescentes e 212 crian\u00e7as. O censo tamb\u00e9m apontou que 743 viviam entre a Rua Helv\u00e9tia e a Alameda Dino Bueno, que fazem parte da chamada cracol\u00e2ndia.<\/p>\n<p>O atendimento de crian\u00e7as e adolescentes dependentes \u00e9 feito principalmente hoje por meio de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais ou pela prefeitura, que as encaminham para os centros de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (Caps).<\/p>\n<p>Procurada pela\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a prefeitura de S\u00e3o Paulo, por meio de suas secretarias de Assist\u00eancia Social (que faz a abordagem das crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de rua) e de Sa\u00fade (respons\u00e1vel pelo atendimento e tratamento dessas crian\u00e7as e adolescentes viciados em\u00a0<em>crack<\/em>), n\u00e3o respondeu e nem explicou como \u00e9 feita a abordagem e o tratamento desses menores e nem deu uma m\u00e9dia de quantos deles s\u00e3o abordados nas ruas ou encaminhados para os centros de tratamento a cada m\u00eas.<\/p>\n<p>O governo de S\u00e3o Paulo, que desde janeiro desenvolve um programa voltado para a cracol\u00e2ndia, informou que as crian\u00e7as e adolescentes, assim como os adultos, s\u00e3o atendidos pelo programa, mas n\u00e3o forneceu mais detalhes sobre como ele \u00e9 desenvolvido, especificamente crian\u00e7as e adolescentes viciados em\u00a0<em>crack<\/em>. A Secretaria Estadual de Sa\u00fade declarou que algumas crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o atendidos no Centro de Refer\u00eancia de \u00c1lcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), mas que a grande maioria \u00e9 encaminhada para os Caps, de responsabilidade da prefeitura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil S\u00e3o Paulo \u2013 Mais de mil crian\u00e7as e adolescentes que vivem nas ruas da capital paulista s\u00e3o viciadas em\u00a0crack. A estimativa \u00e9 do Movimento Estadual da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua de S\u00e3o Paulo. \u201cO pessoal que atende na rua estima que haja 1,2 mil crian\u00e7as e adolescentes envolvidas com\u00a0crack\u00a0s\u00f3 em S\u00e3o Paulo (na capital). \u00c9 um n\u00famero muito alto\u201d, disse \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0presidente da organiza\u00e7\u00e3o, Robson Cesar Correia de Mendon\u00e7a. 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