{"id":47839,"date":"2012-12-21T15:17:12","date_gmt":"2012-12-21T18:17:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=47839"},"modified":"2012-12-21T15:17:12","modified_gmt":"2012-12-21T18:17:12","slug":"professor-aponta-falhas-no-acordo-ortografico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/12\/21\/professor-aponta-falhas-no-acordo-ortografico\/","title":{"rendered":"Professor aponta falhas no acordo ortogr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 O maior problema do acordo ortogr\u00e1fico s\u00e3o as regras do h\u00edfen, na opini\u00e3o do professor de l\u00edngua portuguesa, Ernani Pimentel. Especialista em gram\u00e1tica e autor de livros, o professor j\u00e1 ensinou o idioma para mais de 500 mil alunos. \u201cO grande problema [\u00e9 que] n\u00e3o se quis pensar na regra. A rigor, o latim nunca teve h\u00edfen. H\u00e1 quem defenda at\u00e9 a inexist\u00eancia do h\u00edfen. A Alemanha acabou com ele. \u00c9 poss\u00edvel simplificar as regras\u201d, assegura.<\/p>\n<p>Dentre o que considera \u201cincoer\u00eancias\u201d do acordo, o professor destaca palavras como mandachuva, que n\u00e3o tem escreve sem h\u00edfen e guarda-chuva, que manteve o sinal.. \u201cComo voc\u00ea pode dizer que cor de caf\u00e9, cor de abacate se escrevem sem h\u00edfen e cor-de-rosa se escreve com h\u00edfen? Faz sentido isso, regras com exce\u00e7\u00f5es? N\u00e3o faz mais sentido\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o uso das letras \u201cj\u201d e \u201cx\u201d. \u201cVoc\u00ea estudou que se usa \u201cj\u201d nas palavras derivadas do tupi e do \u00e1rabe, mas como voc\u00ea vai saber que elas vieram do tupi e do \u00e1rabe? Voc\u00ea vai escrever com \u201cx\u201d as palavras derivadas do \u00e1rabe e do africano, mas como saber se a palavra \u00e9 derivada do \u00e1rabe ou do africano? Voc\u00ea n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de saber\u201d.<\/p>\n<p>No caso das consoantes que n\u00e3o se pronunciam, Pimentel lembra que o aluno aprende que as consoantes n\u00e3o pronunciadas n\u00e3o devem ser escritas, por isso \u00f3ptimo passou a ser escrito \u00f3timo quando o \u201cp\u201d deixou de ser pronunciado. \u201cEnt\u00e3o, [se] o aluno aprende que as consoantes n\u00e3o pronunciadas n\u00e3o devem ser escritas porque que o \u201ch\u201d inicial n\u00e3o foi jogado fora? Ele \u00e9 uma consoante n\u00e3o pronunciada. Ent\u00e3o existem regras que se contradizem\u201d.<\/p>\n<p>Ao citar a palavra super-homem, que \u00e9 com h\u00edfen e com \u201ch\u201d, Pimentel lembra que esse h\u00edfen est\u00e1 dizendo que o \u201ch\u201d \u00e9 importante, tem que ser mantido. Por outro lado, a palavra desumano \u00e9 sem h\u00edfen e sem \u201ch\u201d, o que significa que o \u201ch\u201d n\u00e3o \u00e9 importante e pode ser jogado fora. \u201cQual o crit\u00e9rio? O \u201ch\u201d \u00e9 importante ou n\u00e3o? O italiano j\u00e1 jogou o \u201ch\u201d inicial fora e \u00e9 uma l\u00edngua latina. Porque a gente n\u00e3o aproveita isso&#8221;?<\/p>\n<p>No que diz respeito ao acento diferencial, o professor defende que o da forma verbal para (terceira pessoa do singular do verbo parar no presente do indicativo) deve ser restitu\u00eddo, \u201c porque a pron\u00fancia dele \u00e9 muito diferente no verbo e na preposi\u00e7\u00e3o\u201d. Pimental explica que h\u00e1 uma intensidade na pron\u00fancia [do verbo] e essa intensidade tem que ser reproduzida no acento porque muda o significado.<\/p>\n<p>No caso do trema, Pimentel \u00e9 radical: \u201c\u00c9 absurdo \u00e9 ter tirado o trema, porque o acordo \u00e9 ortogr\u00e1fico, s\u00f3 pode mexer na escrita e o trema n\u00e3o \u00e9 ortogr\u00e1fico, \u00e9 ortof\u00f4nico [\u00e9 um sinal que significa que a letra sobre a qual h\u00e1 tema se pronuncia]. Ele [o acordo] mudou a pron\u00fancia\u201d.<\/p>\n<p>Para o professor o trema n\u00e3o poderia ser suprimido pelo acordo. \u201cPor exemplo: farm\u00e1cia era com ph e lei, com y, mas [quando essas letras foram substitu\u00eddas] n\u00e3o se alterou a fon\u00e9tica, houve mudan\u00e7a ortogr\u00e1fica. O trema n\u00e3o pode ser mexido por um acordo ortogr\u00e1fico\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 O maior problema do acordo ortogr\u00e1fico s\u00e3o as regras do h\u00edfen, na opini\u00e3o do professor de l\u00edngua portuguesa, Ernani Pimentel. Especialista em gram\u00e1tica e autor de livros, o professor j\u00e1 ensinou o idioma para mais de 500 mil alunos. \u201cO grande problema [\u00e9 que] n\u00e3o se quis pensar na regra. A rigor, o latim nunca teve h\u00edfen. H\u00e1 quem defenda at\u00e9 a inexist\u00eancia do h\u00edfen. A Alemanha acabou com ele. \u00c9 poss\u00edvel simplificar as regras\u201d, assegura. 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