{"id":47695,"date":"2012-12-12T10:52:57","date_gmt":"2012-12-12T13:52:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=47695"},"modified":"2012-12-12T10:52:57","modified_gmt":"2012-12-12T13:52:57","slug":"capitais-perdem-pib-e-municipios-menores-ganham-renda-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/12\/12\/capitais-perdem-pib-e-municipios-menores-ganham-renda-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Capitais perdem PIB e munic\u00edpios menores ganham renda, aponta IBGE"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Rio de Janeiro \u2013 Nos \u00faltimos dez anos, as capitais brasileiras v\u00eam perdendo participa\u00e7\u00e3o no total da economia do pa\u00eds, ao mesmo tempo em que munic\u00edpios menores apresentam ganhos de renda. A informa\u00e7\u00e3o faz parte da pesquisa Produto Interno Bruto (PIB) dos Munic\u00edpios, divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O levantamento \u00e9 referente a 2010, quando o PIB cresceu 7,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, tendo alcan\u00e7ado um valor de R$ 3,770 trilh\u00f5es. Foram analisados todos os 5.565 munic\u00edpios do pa\u00eds. A pesquisadora do IBGE Sheila Zani, respons\u00e1vel pela pesquisa, disse que existe um movimento de mudan\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o de riquezas, que \u00e9 lento e se faz notar em um per\u00edodo maior de tempo.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cEste ano de 2010 foi quando as capitais geraram menos renda. Quando a gente p\u00f5e a s\u00e9rie de 1999 at\u00e9 agora, as capitais geravam 38,7%. Este n\u00famero vem caindo e em 2010 chegou a 34%. Quando se separa o valor gerado nas capitais entre ind\u00fastria e servi\u00e7o, nota-se que a queda \u00e9 maior na ind\u00fastria. Isso \u00e9 consequ\u00eancia dos incentivos fiscais, que levam as empresas a sair das capitais, e das\u00a0<em>commodities\u00a0<\/em>[produtos prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional], tanto as agr\u00edcolas quanto as minerais, que n\u00e3o est\u00e3o nas capitais.\u201d<\/p>\n<p>No sentido oposto, est\u00e3o os pequenos munic\u00edpios, que nos \u00faltimos dez anos aumentaram o volume de riqueza, em compara\u00e7\u00e3o ao PIB nacional. Eles se concentram nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, principalmente no Piau\u00ed, Tocantins, na Para\u00edba e no Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>\u201cEm 2010, juntando 24%, teria 1% do PIB. Em 1999, para ter 1% do PIB, precisava de 25% dos munic\u00edpios. De l\u00e1 para c\u00e1, esses munic\u00edpios ficaram mais gordinhos, eu preciso de menos munic\u00edpios para ter 1% do PIB. Os pequenos est\u00e3o ficando maiores um pouquinho, deixando de ser t\u00e3o pequenos, seja pelos programas de transfer\u00eancia de renda do governo, seja pelos incentivos fiscais, seja at\u00e9 pela influ\u00eancia das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0de um munic\u00edpio grande que acaba afetando um munic\u00edpio vizinho.\u201d<\/p>\n<p>Zani salientou que o pa\u00eds ainda \u00e9 muito dependente dos produtos prim\u00e1rios de exporta\u00e7\u00e3o, principalmente minerais e agr\u00edcolas, o que pode levar a um distor\u00e7\u00e3o entre diferentes munic\u00edpios. \u201cO que mostramos \u00e9 o quanto a economia brasileira estava dependendo dos pre\u00e7os das\u00a0<em>commodities<\/em>. Em 2010, o pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro estava muito alto, at\u00e9 mais do que o petr\u00f3leo. Ent\u00e3o, esses munic\u00edpios [com produ\u00e7\u00e3o mineral] tiveram muita participa\u00e7\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o do PIB do pa\u00eds por conta do pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro.\u201d<\/p>\n<p>Se para o min\u00e9rio de ferro, o mercado estava promissor, o mesmo n\u00e3o aconteceu com a soja. \u201cA economia brasileira \u00e9 focada no pre\u00e7o das\u00a0<em>commodities<\/em>, para o bem ou para o mal. Por exemplo, 2010 n\u00e3o foi um ano bom para a soja, o pre\u00e7o estava muito baixo. Munic\u00edpios que s\u00e3o grandes produtores de soja perderam participa\u00e7\u00e3o por conta exatamente dos pre\u00e7os. A\u00ed influencia munic\u00edpios que n\u00e3o s\u00e3o produtores, mas que t\u00eam na soja o insumo da cadeia de produ\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Por outro lado, munic\u00edpios que apostaram na produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar, caf\u00e9 e frutas foram bem-sucedidos. \u201cA varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar cresceu 10,8%. O caf\u00e9 cresceu 20% em quantidade e 13% em pre\u00e7o. Em Minas Gerais ele \u00e9 bianual, e 2010 foi ano de colheita. O do Esp\u00edrito Santo colhe quase todo ano. O pre\u00e7o da laranja estava muito bom. Os munic\u00edpios plantadores dessas culturas tiveram um ganho muito grande\u201d, explicou.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, os baixos pre\u00e7os de soja colocaram Petrolina, munic\u00edpio pernambucano situado \u00e0s margens do Rio S\u00e3o Francisco e grande produtor de fruticultura irrigada, em situa\u00e7\u00e3o especial no crescimento de renda. \u201cO munic\u00edpio foi o maior produtor de uva, manga e goiaba em 2010, com pre\u00e7o bem alto. Por isso, Petrolina foi o segundo lugar com maior valor adicionado da agropecu\u00e1ria no pa\u00eds, que antes era um posto ocupado pelos produtores de soja.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Rio de Janeiro \u2013 Nos \u00faltimos dez anos, as capitais brasileiras v\u00eam perdendo participa\u00e7\u00e3o no total da economia do pa\u00eds, ao mesmo tempo em que munic\u00edpios menores apresentam ganhos de renda. 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