{"id":47564,"date":"2012-12-04T06:28:10","date_gmt":"2012-12-04T09:28:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=47564"},"modified":"2012-12-04T06:28:10","modified_gmt":"2012-12-04T09:28:10","slug":"revista-comenta-o-crescimento-dos-evangelicos-e-critica-o-evangelismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/12\/04\/revista-comenta-o-crescimento-dos-evangelicos-e-critica-o-evangelismo\/","title":{"rendered":"Revista comenta o crescimento dos evang\u00e9licos e critica o evangelismo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/noticias.gospelprime.com.br\/revista-comenta-o-crescimento-dos-evangelicos-e-critica-o-evangelismo\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Revista comenta o crescimento dos evang\u00e9licos e critica o evangelismo\" src=\"http:\/\/noticias.gospelprime.com.br\/files\/2012\/12\/Revista-Historia.jpg\" alt=\"Revista comenta o crescimento dos evang\u00e9licos e critica o evangelismo\" width=\"307\" height=\"406\" \/><\/a><\/p>\n<p>Revista comenta o crescimento dos evang\u00e9licos e critica o evangelismo<\/p>\n<p>A Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional (RHBN) do m\u00eas de dezembro traz uma edi\u00e7\u00e3o especial de\u00a0<a title=\"\" href=\"http:\/\/revistadehistoria.com.br\/secao\/artigos\/evangelizacao-a-brasileira\" target=\"_blank\">artigos que contam a hist\u00f3ria da f\u00e9 evang\u00e9lica no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Os temas abordados nas reportagens falam tanto das primeiras igrejas at\u00e9 os minist\u00e9rios mais atuais, falando tamb\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que estes religiosos passaram a ter nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cSem revolu\u00e7\u00f5es, imposi\u00e7\u00e3o ou viol\u00eancia, elas agem pela convers\u00e3o e crescem sempre de baixo para cima, raramente seduzem as elites nos primeiros encontros, misturam com alguma facilidade a sua f\u00e9 aos aspectos mais tradicionais das igrejas predominantes, e transformam a religi\u00e3o em uma identidade conquistada e vencedora\u201d, diz trecho do texto.<\/p>\n<p>O artigo postado no site da RHBN fala tamb\u00e9m sobre a evangeliza\u00e7\u00e3o de mission\u00e1rios brasileiros que levam a mensagem para pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1frica, citando que a l\u00edngua facilita este contato, al\u00e9m de tra\u00e7ar dados hist\u00f3ricos, a revista tamb\u00e9m faz cr\u00edticas e comparam as igrejas atuais com empresas multinacionais.<\/p>\n<p><!--more-->Ao criticar o evangelismo, o texto diz que a atitude \u00e9 impulsionada pela \u201cbatalha espiritual\u201d que demoniza a pobreza, a viol\u00eancia, a exclus\u00e3o, o desemprego a solid\u00e3o e etc. E sobre a chamada Janela 10-40, localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica onde est\u00e1 os pa\u00edses menos evangelizados do mundo, o artigo diz que os \u201chorrores contempor\u00e2neos\u201d combatido pelos evang\u00e9licos s\u00e3o o islamismo e a as religi\u00f5es orientais.<\/p>\n<p><strong>Leia o artigo completo:<\/strong><\/p>\n<p><em>Colonizado e crist\u00e3o, miscigenado e avesso a Revolu\u00e7\u00f5es, o Brasil evang\u00e9lico adapta a cren\u00e7a em seus mitos fundadores e difunde um protestantismo que pretende conquistar o mundo.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao final dos anos de 1950, Nelson Rodrigues tornou conhecida a express\u00e3o \u201ccomplexo de vira-latas\u201d para falar da suposta inferioridade a que o brasileiro se colocava diante do mundo. Tratava-se, naquela ocasi\u00e3o, de uma cr\u00f4nica sobre futebol, mas funcionaria durante muito tempo como um deboche do atraso brasileiro, o pa\u00eds do eterno futuro, cheio de potencialidades naturais e de \u201ccordialidade\u201d, mas incapaz de resolver seus problemas mais antigos como o analfabetismo e a fome.<\/em><\/p>\n<p><em>Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, entre os anos 50 e 70, a popula\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica daria uma salto de quase 70% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, acompanhada pela moderniza\u00e7\u00e3o conservadora durante a ditadura militar, e pela explos\u00e3o mundial de movimentos sociais em defesa da liberdade de express\u00e3o, dos direitos das minorias e da nega\u00e7\u00e3o da guerra. Um por um, os temas da agenda social brasileira e mundial foram gradualmente incorporados \u00e0 prega\u00e7\u00e3o protestante tradicional: o pastor abre as portas da Igreja como as de sua pr\u00f3pria casa, possui a autoridade de um pai ao acolher o cidad\u00e3o mais desamparado pelo Estado e pela sociedade; oferece-lhe uma fam\u00edlia para pertencer, eventualmente emprego e orgulho pr\u00f3prio, e um objetivo de vida, uma miss\u00e3o: mostrar ao mundo o caminho da salva\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Podia ter dado certo ou n\u00e3o, como ocorre igualmente nos processos hist\u00f3ricos e na vida, mas em fins da d\u00e9cada de 1980, a redemocratiza\u00e7\u00e3o no Brasil e a vit\u00f3ria do capitalismo no mundo, contribu\u00edram com importantes ferramentas: a leg\u00edtima liberdade de cren\u00e7a religiosa, o livre acesso aos meios de comunica\u00e7\u00e3o e a consolida\u00e7\u00e3o do modelo liberal de sociedade de massa: cada um por si e pelos seus.<\/em><\/p>\n<p><em>Contudo, o Esp\u00edrito Santo, ou para os mais c\u00e9ticos, o senso de realidade e de oportunidade de alguns pastores e igrejas escapou \u00e0 observa\u00e7\u00e3o restrita \u00e0s fronteiras e \u00e0 conjuntura, e enxergou o impacto da fragmenta\u00e7\u00e3o global. Conflitos \u00e9tnicos, desemprego generalizado e a desarticula\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia tradicional n\u00e3o desfrutam mais da op\u00e7\u00e3o dos projetos revolucion\u00e1rios, o Estado tornou-se autoridade menos capaz com o aprofundamento da globaliza\u00e7\u00e3o, e a pol\u00edtica \u00e9 hoje um terreno cada vez mais desacreditado pelos jovens. Nascidas no dia a dia da batalha que cada fiel pentecostal trava com a realidade brasileira, explicada pela demoniza\u00e7\u00e3o de seus mais diversos reversos, as igrejas evang\u00e9licas oferecem \u00e0 Am\u00e9rica Latina, \u00c1sia e \u00c1frica uma nova utopia. Sem revolu\u00e7\u00f5es, imposi\u00e7\u00e3o ou viol\u00eancia, elas agem pela convers\u00e3o e crescem sempre de baixo para cima, raramente seduzem as elites nos primeiros encontros, misturam com alguma facilidade a sua f\u00e9 aos aspectos mais tradicionais das igrejas predominantes, e transformam a religi\u00e3o em uma identidade conquistada e vencedora, pois que escolhida para levar a palavra de Deus aos incr\u00e9dulos.<\/em><\/p>\n<p><em>Na \u00c1frica e na Am\u00e9rica Latina, as proximidades da l\u00edngua parecem ajudar no crescimento das igrejas brasileiras, sempre associadas a outros elementos, espec\u00edficos em cada pa\u00eds. Pesquisadores apontam que nessas regi\u00f5es os cultos s\u00e3o realizados em propor\u00e7\u00e3o de 40% na l\u00edngua local, e 60% em portugu\u00eas, atraindo tamb\u00e9m os grupos de imigrantes brasileiros.<\/em><\/p>\n<p><em>Na Argentina, \u00e9 poss\u00edvel que as sucessivas crises econ\u00f4micas, somadas ao desgaste no orgulho das classes m\u00e9dias, contribuam para uma aceita\u00e7\u00e3o das igrejas bem maior do que no Chile, onde o catolicismo ainda \u00e9 profundamente identificado com uma distin\u00e7\u00e3o de classe. Bol\u00edvia, Peru e M\u00e9xico apresentam um \u00edndice de crescimento pentecostal marcadamente entre as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, para as quais h\u00e1 um trabalho direcionado por parte de algumas igrejas, e minuciosamente acompanhado pela SEPAL (Servindo aos pastores e l\u00edderes), miss\u00e3o internacional que avalia e difunde o crescimento evang\u00e9lico no Brasil h\u00e1 mais de 30 anos. No site da institui\u00e7\u00e3o\/Rede \u00e9 poss\u00edvel ter acesso \u00e0s chamadas \u201cmiss\u00f5es transculturais\u201d, cujos objetivos variam de acordo com as regi\u00f5es de destino e a forma\u00e7\u00e3o dos mission\u00e1rios. Estes, s\u00e3o atualmente cerca de 600 e incluem te\u00f3logos, professores, antrop\u00f3logos, administradores, entre muitos outros espalhados por quase 70 pa\u00edses do globo.<\/em><\/p>\n<p><em>A motiva\u00e7\u00e3o mais comum a levar essas pessoas para lugares t\u00e3o distantes de suas ra\u00edzes \u00e9 a \u201cbatalha espiritual\u201d: cada povo n\u00e3o crist\u00e3o seria vitima de um tipo de dem\u00f4nio como a pobreza, a viol\u00eancia, a exclus\u00e3o, o neocolonialismo, o desemprego, a solid\u00e3o, etc. Mas entre os horrores contempor\u00e2neos, existe ainda uma hierarquia que al\u00e7a ao seu topo o islamismo e as religi\u00f5es orientais. Da\u00ed a exist\u00eancia da chamada \u201cJanela 10-40\u201d; segundo a qual a maior concentra\u00e7\u00e3o de pessoas do globo terrestre que ainda n\u00e3o \u201cencontrou Jesus\u201d localiza-se no ret\u00e2ngulo que se estende da \u00c1frica ocidental atrav\u00e9s da \u00c1sia, entre os graus 10 e 40 a norte do equador, incluindo o bloco mu\u00e7ulmano e o bloco budista, ou seja, bilh\u00f5es de pessoas \u00e0 espera da convers\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao que \u00e9 poss\u00edvel obter de informa\u00e7\u00f5es nos sites das igrejas como a Universal do Reino de Deus, e em pesquisas acad\u00eamicas variadas, as miss\u00f5es s\u00e3o estudadas com bastante anteced\u00eancia por uma comiss\u00e3o que visita o pa\u00eds ou regi\u00e3o de destino e elabora uma esp\u00e9cie de dossi\u00ea avaliando as probabilidades de sucesso, a legisla\u00e7\u00e3o local, os tr\u00e2mites relacionados \u00e0 exist\u00eancia jur\u00eddica da Igreja e, sobretudo, a cultura local. Contexto nacional, linguagem apropriada, classes e modos de vida espec\u00edficos, localiza\u00e7\u00e3o ideal dos templos com vias de acesso e sem concorr\u00eancias, compra ou preferencialmente o aluguel de um im\u00f3vel com as propor\u00e7\u00f5es adequadas, arrecadamento estimado dos d\u00edzimos\u2026 A f\u00e9 evang\u00e9lica \u00e9 tamb\u00e9m uma empresa de porte multinacional, embora esteja longe de se reduzir a isso.<\/em><\/p>\n<p><em>Movidas especialmente pela ades\u00e3o global de popula\u00e7\u00f5es pobres, com baixos graus de instru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o-brancas, jovens, e mulheres, tudo indica que essas igrejas buscam e produzem fieis cada vez mais diferentes entre si, marcados por hist\u00f3rias nacionais e individuais muito particulares, parecidos com a sociedade em que vivem mas, ao mesmo tempo, sens\u00edveis a um discurso que universaliza sentimentos velhos conhecidos do povo brasileiro.<\/em><\/p>\n<p><em>Desde a s\u00edndrome de vira latas criada por Nelson Rodrigues, at\u00e9 a opress\u00e3o sentida pelas tribos ind\u00edgenas latino-americanas, agora fortalecidas pelo poder eleitoral dos evang\u00e9licos, a exclus\u00e3o social, no caso dos imigrantes nos Estados Unidos, e a diversidade, marca de nossa identidade hist\u00f3rica e cultural, agora oferecida aos russos, aos chineses, e aos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos mais radicais\u2026 N\u00e3o sem algum custo, \u00e9 claro.<\/em><\/p>\n<p><em>Para conhecer o discurso, o impacto cultural e religioso, e as estrat\u00e9gias utilizadas pelas igrejas evang\u00e9licas no Brasil e no mundo, leia o dossi\u00ea \u201cEvang\u00e9licos, a f\u00e9 que seduz o Brasil\u201d, capa da Revista de Hist\u00f3ria do m\u00eas de dezembro.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Gospel Prime<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Revista comenta o crescimento dos evang\u00e9licos e critica o evangelismo A Revista de Hist\u00f3ria da Biblioteca Nacional (RHBN) do m\u00eas de dezembro traz uma edi\u00e7\u00e3o especial de\u00a0artigos que contam a hist\u00f3ria da f\u00e9 evang\u00e9lica no Brasil. Os temas abordados nas reportagens falam tanto das primeiras igrejas at\u00e9 os minist\u00e9rios mais atuais, falando tamb\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que estes religiosos passaram a ter nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cSem revolu\u00e7\u00f5es, imposi\u00e7\u00e3o ou viol\u00eancia, elas agem pela convers\u00e3o e crescem sempre de baixo para cima, raramente seduzem as elites nos primeiros encontros, misturam com alguma facilidade a sua f\u00e9 aos aspectos mais tradicionais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-47564","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-missoes"],"acf":[],"views":682,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47564"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47564\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47565,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47564\/revisions\/47565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}