{"id":46903,"date":"2012-10-22T06:16:46","date_gmt":"2012-10-22T09:16:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=46903"},"modified":"2012-10-22T06:16:46","modified_gmt":"2012-10-22T09:16:46","slug":"tecnologia-digital-esta-ajudando-no-mapeamento-da-producao-cultural-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/10\/22\/tecnologia-digital-esta-ajudando-no-mapeamento-da-producao-cultural-brasileira\/","title":{"rendered":"Tecnologia digital est\u00e1 ajudando no mapeamento da produ\u00e7\u00e3o cultural brasileira"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Rio de Janeiro \u2013 O mapeamento de atividades e equipamentos culturais no pa\u00eds est\u00e1 utilizando a tecnologia digital para superar a limita\u00e7\u00e3o das pesquisas convencionais. Com a conjuga\u00e7\u00e3o de bancos de dados, georreferenciamento e ferramentas que permitem o envio de dados diretamente pela popula\u00e7\u00e3o, os minist\u00e9rios da Cultura (MinC) e Educa\u00e7\u00e3o (MEC), em coopera\u00e7\u00e3o com entidades independentes, t\u00eam rastreado e fomentado manifesta\u00e7\u00f5es desse tipo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Uma dessas iniciativas \u00e9 o mapeamento do entorno de 15 mil unidades escolares da rede p\u00fablica, que ser\u00e1 um dos pilares da integra\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas entre MinC e MEC, em curso desde o final do ano passado. Iniciada este m\u00eas, sob coordena\u00e7\u00e3o do Instituto Lidas, de S\u00e3o Paulo, consiste na montagem de uma base p\u00fablica de dados, o portal\u00a0<a href=\"http:\/\/culturaeduca.cc\/\" target=\"_blank\">CulturaEduca<\/a>.<!--more--><\/p>\n<p>Com o cruzamento de dados das escolas e dos equipamentos no entorno, inclusive os de sa\u00fade e assist\u00eancia social, lan\u00e7ados em mapas com base em tecnologia de georreferenciamento, o portal permitir\u00e1 que usu\u00e1rios incluam informa\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o de grupos culturais que influenciam na vida e nas atividades de estudantes, professores e moradores.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pelo cadastramento participativo das atividades foi uma estrat\u00e9gia para superar a dificuldade pr\u00e1tica de um mapeamento t\u00e3o extenso, segundo Ina\u00ea Batistoni, do Instituto Lidas. \u201cNesse n\u00edvel, ele realmente \u00e9 invi\u00e1vel. Por isso mesmo, o uso de tecnologias que trabalhem uma cartografia colaborativa, com informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o existem nos cadastros oficiais\u201d, completa Ina\u00ea.<\/p>\n<p>O uso de uma plataforma aberta tamb\u00e9m \u00e9 um ponto importante, segundo ela, porque permite a evolu\u00e7\u00e3o da ferramenta e sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades das pesquisas sem custos adicionais vultosos. Al\u00e9m disso, impede dificuldades futuras com a mudan\u00e7a de pol\u00edticas de neg\u00f3cios em plataformas propriet\u00e1rias, possibilidade admitida por defensores das ferramentas digitais do Google e de outras empresas.<\/p>\n<p>No projeto, que ser\u00e1 disponibilizado aos minist\u00e9rios para que tenha o desenvolvimento continuado, est\u00e1 prevista ainda a cria\u00e7\u00e3o de um painel de indicadores de cultura e educa\u00e7\u00e3o, cruzando dados como, por exemplo, a taxa de analfabetismo com a exist\u00eancia de bibliotecas, com o objetivo de dar subs\u00eddios \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de \u00a0pol\u00edticas p\u00fablicas locais.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre atividades culturais, equipamentos e grupos formais ou informais capazes de interagir com o cotidiano pedag\u00f3gico da escola \u00e9 uma estrat\u00e9gia presente tamb\u00e9m no prot\u00f3tipo do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es e Indicadores Culturais (Sniic), iniciativa que est\u00e1 em processo final de modelamento no MinC, podendo ser lan\u00e7ada em breve.<\/p>\n<p>O Sniic pretende integrar os indicadores da \u00e1rea, dispersos em programas e \u00f3rg\u00e3os diferentes. Constru\u00eddo tamb\u00e9m com ferramentas de\u00a0<em>software<\/em>\u00a0livre, que ser\u00e3o abertas \u00e0 complementa\u00e7\u00e3o para grupos independentes, usa o conceito de rede social para permitir a alimenta\u00e7\u00e3o por qualquer pessoa.<\/p>\n<p>Entre os objetivos do sistema est\u00e1 agregar informa\u00e7\u00f5es sobre toda a cadeia produtiva da cultura, de insumos e servi\u00e7os, integrando artistas, produtores e difusores.<\/p>\n<p>No bairro de Acari, na zona norte carioca, a professora do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Fluminense (UFF), Adriana Amaral, liderou pesquisa de mapeamento das atividades musicais do local, ampliando seu projeto de p\u00f3s-doutoramento, que teve como tema o\u00a0<em>funk<\/em>\u00a0carioca. \u201cDurante a pesquisa, diversas pessoas reclamavam que a sua produ\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o era\u00a0<em>funk<\/em>, n\u00e3o era conhecida\u201d, disse.<\/p>\n<p>Como resultado da pesquisa, desenvolvida com estudantes de gradua\u00e7\u00e3o da UFF e bolsistas da comunidade e com apoio do Instituto Ita\u00fa Cultural, a equipe de Adriana apresentou um document\u00e1rio e um livro nos quais registra diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais. N\u00e3o conseguiram, por\u00e9m, criar uma agenda cultural do bairro.<\/p>\n<p>\u201cOs eventos t\u00eam, constantemente, mudan\u00e7as de hor\u00e1rio e local, e muitos s\u00e3o confirmados com pouco tempo de anteced\u00eancia. Seria preciso uma presen\u00e7a maior na comunidade, quase di\u00e1ria\u201d, explicou. A pesquisadora, integrante do Observat\u00f3rio da Ind\u00fastria Cultural da UFF, inicia agora um projeto semelhante em comunidades do Complexo do Alem\u00e3o, com apoio de outros docentes e com recursos da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).<\/p>\n<p>Outra comunidade que ter\u00e1 mapeamento divulgado ser\u00e1 o Complexo da Mar\u00e9, no qual um censo desenvolvido pela institui\u00e7\u00e3o da sociedade civil Redes de Desenvolvimento da Mar\u00e9 registrar\u00e1 os estabelecimentos do bairro, permitindo conhecer oficinas, escolas e estabelecimentos similares.<\/p>\n<p>A busca por mapeamentos no pa\u00eds remete a miss\u00f5es e caravanas hist\u00f3ricas, desde as miss\u00f5es antropol\u00f3gicas do per\u00edodo colonial \u00e0 Miss\u00e3o de Pesquisas Folcl\u00f3ricas, liderada por M\u00e1rio de Andrade em 1938. Mais recentemente, o Programa Cultura Viva \u00e9 outro levantamento que pode trazer informa\u00e7\u00f5es profundas sobre a cultura nacional. Ele integra atividades e manifesta\u00e7\u00f5es culturais, tanto do ponto de vista etnogr\u00e1fico quanto espacial.<\/p>\n<p>O programa, em curso desde 2004, fomenta atividades em mais de tr\u00eas mil estabelecimentos culturais pelo Brasil. O controle destas atividades e sua sistematiza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, sempre foram t\u00eanues, o que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho em abril deste ano para elaborar diagn\u00f3stico, com base nas pesquisas avaliativas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e nos relat\u00f3rios de auditoria realizados pela Controladoria-Geral da Uni\u00e3o, segundo informa\u00e7\u00f5es do site do MinC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Rio de Janeiro \u2013 O mapeamento de atividades e equipamentos culturais no pa\u00eds est\u00e1 utilizando a tecnologia digital para superar a limita\u00e7\u00e3o das pesquisas convencionais. 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