{"id":46627,"date":"2012-10-02T06:25:34","date_gmt":"2012-10-02T09:25:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=46627"},"modified":"2012-10-02T06:25:34","modified_gmt":"2012-10-02T09:25:34","slug":"portos-ferrovias-aeroportos-e-rodovias-baianas-tem-rumo-incerto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/10\/02\/portos-ferrovias-aeroportos-e-rodovias-baianas-tem-rumo-incerto\/","title":{"rendered":"Portos, ferrovias, aeroportos e rodovias baianas t\u00eam rumo incerto"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Correio da Bahia<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong><\/strong><\/em><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.blogdaresenhageral.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/05082012232508456625846.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"05082012232508456625846\" src=\"http:\/\/www.blogdaresenhageral.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/05082012232508456625846-300x262.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"262\" \/><\/a>Portos saturados e sem equipamentos adequados, ferrovias escassas, rodovias sobrecarregadas e carentes de manuten\u00e7\u00e3o. Aeroportos saturados e sem infraestrutura adequada para o transporte de cargas, escassez de m\u00e3o de obra e inexist\u00eancia de centros de log\u00edstica para o armazenamento, manuseio e montagem de produtos.<\/p>\n<p>Somada \u00e0 falta de regulamenta\u00e7\u00e3o para alguns segmentos, essa realidade da log\u00edstica na Bahia tem afugentado investimentos anuais no estado da ordem de bilh\u00f5es de reais, segundo c\u00e1lculos de empres\u00e1rios. Como resultado, milhares de empregos deixam de ser gerados e os produtos perdem competitividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 consenso entre gestores e empres\u00e1rios que o caminho para o desenvolvimento do estado passa pelo aperfei\u00e7oamento da infraestrutura log\u00edstica, sobretudo pela constru\u00e7\u00e3o de ferrovias e melhoria dos portos. \u201cO que difere um estado ou pa\u00eds desenvolvido daquele subdesenvolvido \u00e9 a sua infraestrutura ferrovi\u00e1ria, rodovi\u00e1ria, portu\u00e1ria, aeroportu\u00e1ria e fluvial\u201d, opina o titular da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Ind\u00fastria Naval e Portu\u00e1ria (Seinp), Carlos Costa.<\/p>\n<p>Mas os portos baianos, ineficientes, n\u00e3o atraem investimentos, embora mais de dez empresas privadas nacionais e internacionais estejam interessadas em atuar neles.<\/p>\n<p>Defici\u00eancias<\/p>\n<p>O diretor-executivo da Associa\u00e7\u00e3o de Usu\u00e1rios dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa, destaca as defici\u00eancias dos portos baianos. \u201cO futuro est\u00e1 s\u00f3 na propaganda. O Porto de Salvador necessita de um segundo terminal de cont\u00eaineres, urgentemente.<\/p>\n<p>O Porto de Aratu, em Candeias, necessita instalar de forma completa seus dois p\u00eders com equipamentos modernos. Estamos chegando ao final do ano sem qualquer perspectiva concreta de licita\u00e7\u00f5es de arrendamentos de terminais para os dois portos\u201d, aponta. \u201cIsso prejudica todos os setores produtivos da Bahia, retirando a capacidade competitiva\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, o Porto de Aratu est\u00e1 com a capacidade de movimentar cargas saturada h\u00e1 15 anos e n\u00e3o consegue se qualificar para a exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, por exemplo.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que produtos como algod\u00e3o, caf\u00e9 e frutas acabam sendo escoados por outros portos em Santos (SP), Vit\u00f3ria (ES), Recife (PE) e Pec\u00e9m (CE). J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o industrial, concentrada na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, \u00e9 escoada em boa parte por terminais de uso privado das empresas, localizados na Bacia de Cotegipe, bem como por dutovias exclusivas.<\/p>\n<p>O \u00fanico investimento assegurado pelo governo federal hoje no Porto de Salvador \u00e9 da ordem de R$ 150 milh\u00f5es, destinados \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do quebra-mar, j\u00e1 licitada, e do terminal de passageiros, em obras. No entanto, esse investimento pode ser muito maior, caso a Casa Civil divulgue ainda este ano, como previsto, uma medida provis\u00f3ria regulamentando as concess\u00f5es para a iniciativa privada. \u201cTemos o desejo de participar mais ativamente desse processo\u201d, ressalta Carlos Costa.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um novo porto na regi\u00e3o Sul do estado, o Porto Sul, tem um investimento previsto de R$ 3,5 bilh\u00f5es, mas esbarra nos licenciamentos ambientais e n\u00e3o tem prazo para iniciar as obras. O novo porto ter\u00e1 potencial para escoar gr\u00e3os e min\u00e9rio de ferro, quando integrado \u00e0 Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste (Fiol), que ligar\u00e1 o oeste do estado ao litoral, passando pelo Centro Sul.<\/p>\n<p>Ferrovias<\/p>\n<p>Hoje, a utiliza\u00e7\u00e3o das ferrovias para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o industrial e agropecu\u00e1ria na Bahia \u00e9 praticamente nula. \u201cAs empresas do Polo de Cama\u00e7ari quase n\u00e3o conseguem utilizar o modal ferrovi\u00e1rio, porque os ramais s\u00e3o antigos, irregulares e passam dentro de centros urbanos, o que aumenta muito o tempo da viagem\u201d, lamenta o superintendente-geral do Centro de Fomento Industrial de Cama\u00e7ari (Cofic), Mauro Pereira.<br \/>\nSegundo ele, o escoamento da produ\u00e7\u00e3o acaba sendo praticamente todo por meio das dutovias e portos privados do pr\u00f3prio polo, ou pelas rodovias do sistema BA-093 \u2013 que inclui as vias ligando o polo ao Porto de Aratu e a Salvador.<\/p>\n<p>Para a distribui\u00e7\u00e3o dos produtos pelo pa\u00eds, as empresas usam as BRs 324, 116 e 101. A Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica, que passa por Alagoinhas, ligando o munic\u00edpio ao Sudeste do pa\u00eds, ao Norte baiano e a outros estados do Nordeste, possui os mesmos problemas.<\/p>\n<p>J\u00e1 os empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio, do Oeste do estado, dependem sobretudo da rodovia BR-242, que faz a liga\u00e7\u00e3o com a BR-324 (Feira de Santana) e, depois, com o litoral. \u201cPerde-se muito pela infraestrutura prec\u00e1ria. A BR-242 tem boas condi\u00e7\u00f5es, mas est\u00e1 sobrecarregada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a estrutura das vias de escoamento que chegam \u00e0s fazendas produtoras \u00e9 muito prec\u00e1ria\u201d, critica Hernani Sabai, assessor de agroneg\u00f3cios da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Ele reclama da impossibilidade de utilizar o modal ferrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Plano<\/p>\n<p>No estado, o Plano Nacional de Log\u00edstica Integrada, anunciado em setembro pelo governo federal, prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de dez mil quil\u00f4metros de ferrovias por meio de um novo regime de concess\u00f5es \u00e0 iniciativa privada.<br \/>\nEst\u00e3o inclu\u00eddos dois trechos: Belo Horizonte-Salvador e Salvador-Recife. \u201cSe efetivado, esse plano vai ajudar a melhorar, mas n\u00e3o vai resolver o problema, pois n\u00e3o h\u00e1 qualquer liga\u00e7\u00e3o com o interior do estado\u201d, critica o superintendente de Desenvolvimento Industrial da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado da Bahia (Fieb), Jo\u00e3o Marcelo Alves.<\/p>\n<p>Para escoar os gr\u00e3os e min\u00e9rios das regi\u00f5es Oeste e Centro-Sul do estado, o governo prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o da Fiol. \u201cEssa ferrovia ter\u00e1 R$ 4 bilh\u00f5es de investimentos p\u00fablicos e privados\u201d, estima o chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti. O primeiro trecho, que ligar\u00e1 Ilh\u00e9us a Caetit\u00e9, est\u00e1 em obras, com previs\u00e3o para conclus\u00e3o s\u00f3 em 2015. O segundo trecho, de Caetit\u00e9 a Barreiras, tem esbarrado tamb\u00e9m nos licenciamentos ambientais. A ferrovia ser\u00e1 ligada \u00e0 Ferrovia Norte-Sul, em Figueir\u00f3polis, no Tocantins.<\/p>\n<p>Por sua vez, o professor de Log\u00edstica da Unifacs e pesquisador da Ufba Henrique Campos de Oliveira critica a dissocia\u00e7\u00e3o entre o escoamento para a exporta\u00e7\u00e3o e o abastecimento do mercado interno. \u201cO que temos hoje s\u00e3o ilhas produtoras sem liga\u00e7\u00e3o com o estado, s\u00f3 com o mar\u201d. Para ele, os projetos do governo n\u00e3o resolvem o problema, hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Terra e ar<\/p>\n<p>No caso das rodovias, o grande desafio \u00e9 universalizar a pavimenta\u00e7\u00e3o das vias estaduais. \u201cA malha do estado tem quase 19 mil quil\u00f4metros, sendo 11 mil pavimentadas. Nossa grande luta hoje \u00e9 melhorar as vias de alimenta\u00e7\u00e3o de acesso aos grandes eixos\u201d, destaca o diretor geral do Departamento de Infraestrutura e Transportes da Bahia, Saulo Pontes. Por sua vez, a Seinfra pretende adaptar os aeroportos do estado para o transporte de cargas, com recursos do governo federal da ordem de R$ 150 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Correio da Bahia Portos saturados e sem equipamentos adequados, ferrovias escassas, rodovias sobrecarregadas e carentes de manuten\u00e7\u00e3o. Aeroportos saturados e sem infraestrutura adequada para o transporte de cargas, escassez de m\u00e3o de obra e inexist\u00eancia de centros de log\u00edstica para o armazenamento, manuseio e montagem de produtos. 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