{"id":46269,"date":"2012-09-09T08:08:36","date_gmt":"2012-09-09T11:08:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=46269"},"modified":"2012-09-09T08:08:36","modified_gmt":"2012-09-09T11:08:36","slug":"ompi-esporte-pode-contribuir-para-desenvolvimento-socioeconomico-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/09\/09\/ompi-esporte-pode-contribuir-para-desenvolvimento-socioeconomico-do-brasil\/","title":{"rendered":"Ompi: esporte pode contribuir para desenvolvimento socioecon\u00f4mico do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; Estudo da \u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) especializada em propriedade intelectual, mostra que a ind\u00fastria esportiva global alcan\u00e7ar\u00e1, em 2013, faturamento em torno de US$ 133 bilh\u00f5es, englobando neg\u00f3cios em artigos esportivos estimados em US$ 300 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>A economia do esporte ganha import\u00e2ncia no Brasil com a realiza\u00e7\u00e3o de eventos como a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimp\u00edadas de 2016. Somente a Copa do Mundo poder\u00e1 \u00a0injetar R$ 112 bilh\u00f5es na economia brasileira, de acordo com estudo elaborado pela consultoria \u00a0Ernst &amp; Young, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<!--more--><\/p>\n<p>Atenta \u00e0s possibilidades que se abrem para as empresas nacionais com esses eventos, a Ompi e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) promovem na \u00a0pr\u00f3xima semana, no Rio de Janeiro, o semin\u00e1rio internacional\u00a0 O Uso da \u00a0Propriedade Intelectual na Ind\u00fastria do Esporte. O evento reunir\u00e1 especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir como a propriedade intelectual pode ser um instrumento de promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento socioecon\u00f4mico, a partir do esporte.<\/p>\n<p>A vice-diretora do escrit\u00f3rio da Ompi no Brasil, Beatriz Amorim-Borher, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>que uma das miss\u00f5es da ag\u00eancia internacional \u00a0\u00e9 a coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com pa\u00edses em desenvolvimento, \u201cpara que eles entendam e usem melhor o sistema de propriedade intelectual de acordo com as suas prioridades de desenvolvimento econ\u00f4mico e social\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, nesse contexto de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, o Brasil tem demandado, por meio do Inpi, a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais e a promo\u00e7\u00e3o do tema da propriedade intelectual em \u00e1reas vinculadas a pol\u00edticas governamentais recentes de inclus\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia de desenvolvimento industrial e em quest\u00f5es ligadas ao patenteamento nas \u00e1reas de f\u00e1rmacos e de\u00a0<em>software<\/em>\u00a0(programas de computador).<\/p>\n<p>Beatriz admitiu que o setor do esporte pode abrir muitas portas para o uso do sistema de propriedade intelectual por pa\u00edses de alta compet\u00eancia tecnol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m por pa\u00edses que s\u00e3o mais fortes na \u00e1rea agr\u00edcola e em ind\u00fastrias menos sofisticadas. \u201cO esporte sempre \u00e9 um meio de ganho econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n<p>Ela ressaltou, entretanto, que para que o Brasil venha se beneficiar do volume elevado de neg\u00f3cios previstos pela ind\u00fastria esportiva nesses grandes eventos, ter\u00e1 de proteger seus ativos por meio de v\u00e1rios mecanismos, entre eles o registro de marcas e patentes. \u201cO importante \u00e9 que o uso desses mecanismos esteja dentro de um contexto de estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio das ind\u00fastrias nacionais&#8221;.<\/p>\n<p>A vice-diretora lembrou que o ganho pode vir pela prote\u00e7\u00e3o da marca de produtos e eventos, pelos direitos de imagem, por patentes para tecnologias esportivas. Lembrou ainda que o Brasil tem desempenho muito bom na \u00e1rea de produtos para atletas paral\u00edmpicos, inclusive. Ela sustentou a necessidade de o pa\u00eds trabalhar bem a quest\u00e3o da propriedade intelectual para ter o retorno desejado dos eventos esportivos.<\/p>\n<p>Como o esporte tem liga\u00e7\u00e3o direta com o desenvolvimento social dos pa\u00edses em desenvolvimento, \u00a0ele se torna estrat\u00e9gico para que haja \u00a0um avan\u00e7o nessa \u00e1rea, disse Beatriz. \u201cMas tem que \u00a0ter consci\u00eancia de que isso \u00e9 importante e incluir uma estrat\u00e9gia tamb\u00e9m de neg\u00f3cio, dando destaque para a inova\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Para ela, a \u00a0inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento fundamental ao desenvolvimento do esporte e da economia em geral, mas n\u00e3o se restringe apenas \u00e0 tecnologia. \u00a0\u201cPode ser inova\u00e7\u00e3o em modelo de neg\u00f3cios, pode ser uma marca. Pode ser \u00a0uma s\u00e9rie de outros elementos dentro do neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Rio de Janeiro &#8211; Estudo da \u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) especializada em propriedade intelectual, mostra que a ind\u00fastria esportiva global alcan\u00e7ar\u00e1, em 2013, faturamento em torno de US$ 133 bilh\u00f5es, englobando neg\u00f3cios em artigos esportivos estimados em US$ 300 bilh\u00f5es por ano. A economia do esporte ganha import\u00e2ncia no Brasil com a realiza\u00e7\u00e3o de eventos como a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimp\u00edadas de 2016. 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