{"id":46237,"date":"2012-09-06T13:39:31","date_gmt":"2012-09-06T16:39:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=46237"},"modified":"2012-09-06T13:39:31","modified_gmt":"2012-09-06T16:39:31","slug":"brasileiros-estao-entre-os-mais-otimistas-em-relacao-ao-futuro-da-educacao-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/09\/06\/brasileiros-estao-entre-os-mais-otimistas-em-relacao-ao-futuro-da-educacao-mostra-pesquisa\/","title":{"rendered":"Brasileiros est\u00e3o entre os mais otimistas em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da educa\u00e7\u00e3o, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Salamanca (Espanha) \u2013 Nos pa\u00edses das Am\u00e9ricas Central e do Sul, a popula\u00e7\u00e3o acredita que a educa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 melhorar na pr\u00f3xima d\u00e9cada, mas muitos cidad\u00e3os ainda d\u00e3o \u201cnota vermelha\u201d para os sistemas locais de ensino. \u00c9 o que aponta a pesquisa Olhares sobre a Educa\u00e7\u00e3o Ibero-Americana, divulgada hoje (6) pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-Americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (OEI). No\u00a0levantamento, foram entrevistadas mais de 22 mil pessoas em 18 pa\u00edses da regi\u00e3o, incluindo o Brasil.<\/p>\n<p>Os brasileiros est\u00e3o entre os mais otimistas em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds nos pr\u00f3ximos dez anos. Para 62% dos entrevistados, a educa\u00e7\u00e3o vai melhorar, 26% acreditam que ficar\u00e1 no mesmo patamar e 9% avaliam que ir\u00e1 piorar. Apenas o Paraguai tem um resultado melhor: naquele pa\u00eds, 64% esperam avan\u00e7os na \u00e1rea. J\u00e1 os hondurenhos s\u00e3o os que menos acreditam no futuro do sistema educacional de seu pa\u00eds: s\u00f3 26% acham que a situa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 melhorar, enquanto 37%\u00a0acreditam que ficar\u00e1 no mesmo n\u00edvel e 23% preveem piora. Em todos os pa\u00edses, o percentual de pessoas que avaliam de forma positiva o futuro da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 superior ao daquelas que t\u00eam uma percep\u00e7\u00e3o negativa.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cEsse otimismo do cidad\u00e3o \u00e9 um fator de enorme press\u00e3o aos sistemas educativos. Expectativas positivas contribuem fortemente para que a educa\u00e7\u00e3o funcione\u201d, avalia o secret\u00e1rio-geral da OEI, \u00c1lvaro Marchesi.<\/p>\n<p>Por outro lado, os brasileiros est\u00e3o entre os que t\u00eam a pior avalia\u00e7\u00e3o sobre\u00a0a qualidade do ensino p\u00fablico no seu pa\u00eds. A nota atribu\u00edda pelos entrevistados, em uma escala de 0 a 10, foi 5,2 pontos, a quarta mais baixa entre os pa\u00edses pesquisados, ao lado de Honduras. O pa\u00eds que, na avalia\u00e7\u00e3o dos entrevistados, tem o pior sistema de ensino \u00e9 o Chile, cuja nota foi 4,6. Os mais satisfeitos s\u00e3o os costa-riquenhos e os nicaraguenses, que atribu\u00edram nota 7 \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca, entretanto, que os resultados devem ser analisados com prud\u00eancia, j\u00e1 que a percep\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os est\u00e1 ligada \u00e0s circunst\u00e2ncias sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas de cada pa\u00eds no momento em que a pesquisa foi feita. \u201cEstamos analisando expectativas e n\u00e3o indicadores concretos, que muitas vezes n\u00e3o correspondem \u00e0s opini\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o\u201d, destacou Marchesi.<\/p>\n<p>Os entrevistados tamb\u00e9m elegeram o que consideram prioridades para a educa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ar. Em primeiro lugar, aparece melhorar a qualidade das instala\u00e7\u00f5es, com 45% das respostas. Na sequ\u00eancia, est\u00e3o melhorar a forma\u00e7\u00e3o do professor (41%), melhorar o sal\u00e1rio do professor (29%) e incorporar as novas tecnologias no ensino (28%). S\u00f3 9% acham que aumentar a jornada escolar di\u00e1ria \u00e9 importante para fortalecer a aprendizagem. Cada entrevistado p\u00f4de\u00a0marcar mais de uma op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil foi o pa\u00eds que registrou o maior o percentual de pessoas que consideram o aumento dos sal\u00e1rios dos professores uma medida priorit\u00e1ria para melhorar a educa\u00e7\u00e3o: 57% marcaram essa op\u00e7\u00e3o, contra 29%, considerando a m\u00e9dia das respostas de todos os pa\u00edses latino-americanos. O percentual de brasileiros que avaliam\u00a0como bom ou muito bom o n\u00edvel de conhecimento dos professores sobre os temas que lecionam foi 81%, acima da m\u00e9dia da regi\u00e3o (77%). Os professores mais mal avaliados foram os do Chile (58%).\u00a0Na outra ponta, est\u00e3o os\u00a0da Col\u00f4mbia (90%).<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio completo est\u00e1 dispon\u00edvel, em espanhol, na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oei.es\/miradas2012.pdf\" rel=\"nofollow\">p\u00e1gina da OEI<\/a>\u00a0na internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Salamanca (Espanha) \u2013 Nos pa\u00edses das Am\u00e9ricas Central e do Sul, a popula\u00e7\u00e3o acredita que a educa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 melhorar na pr\u00f3xima d\u00e9cada, mas muitos cidad\u00e3os ainda d\u00e3o \u201cnota vermelha\u201d para os sistemas locais de ensino. \u00c9 o que aponta a pesquisa Olhares sobre a Educa\u00e7\u00e3o Ibero-Americana, divulgada hoje (6) pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-Americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (OEI). 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