{"id":45971,"date":"2012-08-19T10:39:54","date_gmt":"2012-08-19T13:39:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=45971"},"modified":"2012-08-19T10:40:30","modified_gmt":"2012-08-19T13:40:30","slug":"com-mais-ferrovias-governo-quer-diversificar-produtos-transportados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/08\/19\/com-mais-ferrovias-governo-quer-diversificar-produtos-transportados\/","title":{"rendered":"Com mais ferrovias, governo quer diversificar produtos transportados"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O governo federal espera que o investimento na constru\u00e7\u00e3o de mais 10 mil quil\u00f4metros de ferrovias \u2013 uma das metas do plano de infraestrutura divulgado na \u00faltima quarta-feira (15) \u2013 ajude n\u00e3o s\u00f3 a aumentar o volume de cargas, mas tamb\u00e9m a ampliar o leque de produtos transportados por trem no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Brasil tem hoje 28.692 quil\u00f4metros de trilhos sob concess\u00e3o, por onde foram transportados, em 2011, 475,1 milh\u00f5es de toneladas \u00fateis (total de carga movimentada no transporte remunerado). De 1997, ano da concess\u00e3o das ferrovias federais, at\u00e9 o ano passado, o aumento na movimenta\u00e7\u00e3o de carga pelo setor foi de 87,6%.<!--more--><\/p>\n<p>Entretanto, a variedade de produtos transportados pouco mudou de l\u00e1 para c\u00e1. Pelos trilhos brasileiros passam, basicamente, min\u00e9rios, produtos sider\u00fargicos e, mais recentemente, produtos agr\u00edcolas. De acordo com a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), das 435,2 milh\u00f5es de toneladas \u00fateis movimentadas por ferrovias em 2010, 324,8 milh\u00f5es (74,6%) foram de min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<p>\u201cO min\u00e9rio de ferro domina o transporte de carga por trilhos porque n\u00e3o tem alternativa para levar o produto at\u00e9 os portos. Mas isso incomoda o governo. Com a nova malha que vai surgir a partir do Programa de Investimentos em Log\u00edstica, esperamos que mais produtos venham a ser transportados por trem\u201d, diz ao\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0Bernardo Figueiredo, que comanda a Empresa de Planejamento e Log\u00edstica (EPL), estatal criada na semana passada e cujo objetivo ser\u00e1 promover o desenvolvimento do sistema de transporte no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Investimento<\/strong><br \/>\nO Programa de Investimentos em Log\u00edstica prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de 12 novos trechos ferrovi\u00e1rios no pa\u00eds, num total de 10 mil quil\u00f4metros e ao custo de R$ 56 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos 5 anos. O governo quer que os trilhos estejam prontos para receber trens e vag\u00f5es at\u00e9 2018.<\/p>\n<p>Entre os trechos que est\u00e3o previstos no plano e que devem ajudar a aumentar o leque de produtos transportados por ferrovia est\u00e3o o que vai ligar o Rio de Janeiro a Vit\u00f3ria (ES), Salvador (BA) a Recife (PB) e S\u00e3o Paulo a Rio Grande (RS).<\/p>\n<p><strong>Mercado interno<\/strong><br \/>\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores Ferrovi\u00e1rios (ANTF), Rodrigo Vila\u00e7a, aponta que as ferrovias hoje em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds foram constru\u00eddas para transporte de carga pesada com destino a exporta\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso da Estrada de Ferro Caraj\u00e1s, operada pela Vale, e que liga as minas da empresa no Par\u00e1 ao porto de S\u00e3o Lu\u00eds (MA).<\/p>\n<p>De acordo com Vila\u00e7a, 76% da carga levada por trilhos hoje no Brasil s\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o. Para ele, os novos trechos ferrovi\u00e1rios anunciados pelo governo v\u00e3o permitir algo praticamente inexistente: transporte interno de produtos por trilhos, competindo com caminh\u00f5es e at\u00e9 com a cabotagem.<\/p>\n<p>\u201cA nova malha anunciada pelo governo, al\u00e9m da ferrovia Norte-Sul, tem caracter\u00edstica de movimenta\u00e7\u00e3o interna\u201d, diz o presidente da ANTF, que elogia o plano de investimento.<\/p>\n<p>Segundo ele, os trilhos ser\u00e3o competitivos em deslocamentos de 500 a 1.500 quil\u00f4metros dentro do pa\u00eds. Por isso, trechos como os que v\u00e3o ligar Belo Horizonte (MG) a Salvador (BA) e S\u00e3o Paulo a Rio Grande (RS), devem se tornar op\u00e7\u00f5es atrativas para produtores e empresas que quiserem transportar carga internamente.<\/p>\n<p>Vila\u00e7a afirma que, nos \u00faltimos anos, j\u00e1 se registrou uma maior diversifica\u00e7\u00e3o de produtos carregados nos vag\u00f5es nacionais. Ele cita o caso dos materiais de constru\u00e7\u00e3o e de produtos agr\u00edcolas, como soja e a\u00e7\u00facar, cujo crescimento no volume transportado, entre 2010 e 2011, foi de 217%.<\/p>\n<p>Para ele, com o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o dos novos trechos, produtos como pe\u00e7as automotivas e cont\u00eaineres com alimentos e carga frigor\u00edfica devem ganhar espa\u00e7o nos trilhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; G1 O governo federal espera que o investimento na constru\u00e7\u00e3o de mais 10 mil quil\u00f4metros de ferrovias \u2013 uma das metas do plano de infraestrutura divulgado na \u00faltima quarta-feira (15) \u2013 ajude n\u00e3o s\u00f3 a aumentar o volume de cargas, mas tamb\u00e9m a ampliar o leque de produtos transportados por trem no pa\u00eds. O Brasil tem hoje 28.692 quil\u00f4metros de trilhos sob concess\u00e3o, por onde foram transportados, em 2011, 475,1 milh\u00f5es de toneladas \u00fateis (total de carga movimentada no transporte remunerado). 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