{"id":4502,"date":"2010-03-30T15:48:46","date_gmt":"2010-03-30T18:48:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=4502"},"modified":"2010-03-30T15:48:46","modified_gmt":"2010-03-30T18:48:46","slug":"indices-de-homicidio-no-pais-nao-se-alteram-entre-97-e-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/30\/indices-de-homicidio-no-pais-nao-se-alteram-entre-97-e-2007\/","title":{"rendered":"\u00cdndices de homic\u00eddio no Pa\u00eds n\u00e3o se alteram entre 97 e 2007"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 117 mortes. &#8220;Isso \u00e9 mais do que um Carandiru por dia&#8221;, afirma o autor do estudo Mapa da Viol\u00eancia, J\u00falio Jacobo. Em 1992, durante a repress\u00e3o \u00e0 rebeli\u00e3o na Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Carandiru, foram mortos 111 detentos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Os n\u00fameros do trabalho, que avalia a trajet\u00f3ria dos \u00edndices de homic\u00eddio no Pa\u00eds entre 1997 e 2007, foram apresentados hoje em S\u00e3o Paulo. A pesquisa demonstra que as taxas de assassinato ficaram praticamente inalteradas durante a d\u00e9cada. Em 1997, foram contabilizadas 25,4 mortes em cada 100 mil habitantes. Em 2007, os n\u00fameros passaram para 25,2 por 100 mil.<!--more--><\/p>\n<p><object id=\"infografico\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"620\" height=\"400\" codebase=\"http:\/\/fpdownload.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=9,0,0,0\" align=\"middle\"><param name=\"_cx\" value=\"16404\" \/><param name=\"_cy\" value=\"10583\" \/><param name=\"FlashVars\" \/><param name=\"Movie\" value=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/especiais\/2010\/03\/violencia_materia.swf\" \/><param name=\"Src\" value=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/especiais\/2010\/03\/violencia_materia.swf\" \/><param name=\"WMode\" value=\"Window\" \/><param name=\"Play\" value=\"0\" \/><param name=\"Loop\" value=\"0\" \/><param name=\"Quality\" value=\"High\" \/><param name=\"SAlign\" \/><param name=\"Menu\" value=\"0\" \/><param name=\"Base\" \/><param name=\"AllowScriptAccess\" value=\"sameDomain\" \/><param name=\"Scale\" value=\"ShowAll\" \/><param name=\"DeviceFont\" value=\"0\" \/><param name=\"EmbedMovie\" value=\"0\" \/><param name=\"BGColor\" value=\"FFFFFF\" \/><param name=\"SWRemote\" \/><param name=\"MovieData\" \/><param name=\"SeamlessTabbing\" value=\"1\" \/><param name=\"Profile\" value=\"0\" \/><param name=\"ProfileAddress\" \/><param name=\"ProfilePort\" value=\"0\" \/><param name=\"AllowNetworking\" value=\"all\" \/><param name=\"AllowFullScreen\" value=\"false\" \/><\/object>Esses \u00edndices s\u00e3o resultado de dois movimentos distintos da viol\u00eancia no Pa\u00eds no per\u00edodo. At\u00e9 2002, havia um crescimento do n\u00famero mortes, numa taxa m\u00e9dia de 5% ao ano. A partir de ent\u00e3o, as estat\u00edsticas come\u00e7aram a cair.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/cidades,negros-correm-mais-riscos-do-que-brancos,531295,0.htm\"><\/a><\/strong><\/p>\n<p>Entre 2003 e 2007, os \u00edndices apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o de 12,8%. A rela\u00e7\u00e3o, que era de 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes, passou para 25,2 por 100 mil. \u00c9 a primeira vez que o Brasil apresenta um per\u00edodo de redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices, desde que os primeiros dados de mortalidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade foram disponibilizados em 1979.<\/p>\n<p>Jacobo atribui a queda no \u00faltimo per\u00edodo analisado a dois fatores: estatuto do desarmamento e, principalmente, redu\u00e7\u00e3o da mortalidade em grandes centros urbanos com grande peso demogr\u00e1fico e, portanto, grande influ\u00eancia nos n\u00fameros globais. Na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo,por exemplo, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 58,6% entre 1997 e 2007. No Rio, a redu\u00e7\u00e3o foi de 29,4%.<\/p>\n<p>O comportamento dos n\u00fameros globais nos \u00faltimos cinco anos analisados, por\u00e9m, est\u00e1 longe de sinalizar uma melhora do problema no Pa\u00eds. Durante a d\u00e9cada, morreram no Brasil 512 mil pessoas.<\/p>\n<p>Embora grandes cidades e regi\u00f5es metropolitanas tenham apresentado uma queda nos \u00edndices de homic\u00eddios &#8211; 19,8% e 25%, respectivamente -, no interior dos Estados a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. No per\u00edodo houve um aumento de 37,1% dos indicadores.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos a interioriza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia&#8221;, constata Jacobo. Para o pesquisador, a mudan\u00e7a \u00e9 reflexo da forma\u00e7\u00e3o de novos polos econ\u00f4micos e do aumento do contrabando nos munic\u00edpios de fronteira. Tamb\u00e9m exercem press\u00e3o significativa as estat\u00edsticas de munic\u00edpios localizados em \u00e1reas do Arco do Desmatamento, com atividades ilegais e grilagem de terras, e em \u00e1reas de turismo predat\u00f3rio, onde h\u00e1 aumento de consumo de bebidas e drogas. &#8220;A viol\u00eancia vai para onde vai o dinheiro e para onde h\u00e1 menos repress\u00e3o&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Mesmo empurrando num primeiro momento as estat\u00edsticas para baixo, a interioriza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia traz um problema a m\u00e9dio prazo. A forma de preven\u00e7\u00e3o e combate ao problema deve obedecer caracter\u00edsticas de cada regi\u00e3o. &#8220;A pulveriza\u00e7\u00e3o dos polos demanda respostas r\u00e1pidas mas diferenciadas.&#8221;<\/p>\n<p>Jacobo destaca que no Pa\u00eds n\u00e3o h\u00e1 um padr\u00e3o \u00fanico de comportamento da viol\u00eancia. Em alguns locais, como Pernambuco, Esp\u00edrito Santo , Rond\u00f4nia e Acre, houve uma estabiliza\u00e7\u00e3o das estat\u00edsticas e em outros, como Maranh\u00e3o, Alagoas e Minas, foi registrado um aumento de 150% ou mais no indicadores. Paran\u00e1 e Par\u00e1, que em 1997 apresentavam \u00edndices relativamente baixos, passaram a despertar a aten\u00e7\u00e3o pelos n\u00fameros. Par\u00e1, por exemplo, saltou da 20\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking de maiores taxas de homic\u00eddio para 7\u00ba lugar. O Paran\u00e1, passou de 14\u00ba para 9\u00aa.<\/p>\n<p>&#8220;Temos v\u00e1rios movimentos simult\u00e2neos. A viol\u00eancia cai nos grandes centros, cresce em \u00e1reas mais remotas. . H\u00e1 uma queda de n\u00fameros gerais, mas uma explos\u00e3o entre determinadas popula\u00e7\u00f5es: jovens e negros&#8221;, constata.<\/p>\n<p>O estudo mostra, por exemplo, que nesses 11 anos, a taxa de homic\u00eddio cresceu 30% no grupo entre 14 e 16 anos. E \u00e9 na faixa de 15 a 24 anos que se concentram os maiores \u00edndices de homic\u00eddio no Pa\u00eds. Est\u00e3o nessa idade cerca de 35 milh\u00f5es de jovens, o que corresponde a 18,6% da popula\u00e7\u00e3o. Os jovens, no entanto, respondem por 36,6% do total de homic\u00eddios.<\/p>\n<p><strong>Estad\u00e3o<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 117 mortes. &#8220;Isso \u00e9 mais do que um Carandiru por dia&#8221;, afirma o autor do estudo Mapa da Viol\u00eancia, J\u00falio Jacobo. Em 1992, durante a repress\u00e3o \u00e0 rebeli\u00e3o na Casa de Deten\u00e7\u00e3o do Carandiru, foram mortos 111 detentos. \u00a0Os n\u00fameros do trabalho, que avalia a trajet\u00f3ria dos \u00edndices de homic\u00eddio no Pa\u00eds entre 1997 e 2007, foram apresentados hoje em S\u00e3o Paulo. A pesquisa demonstra que as taxas de assassinato ficaram praticamente inalteradas durante a d\u00e9cada. Em 1997, foram contabilizadas 25,4 mortes em cada 100&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[2115,2116,6218,120,114],"class_list":["post-4502","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-2115","tag-2116","tag-brasil","tag-homicidio","tag-violencia"],"acf":[],"views":665,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4502","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4502"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4502\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4503,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4502\/revisions\/4503"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4502"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4502"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4502"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}