{"id":44991,"date":"2012-06-14T08:46:29","date_gmt":"2012-06-14T11:46:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=44991"},"modified":"2012-06-14T08:46:29","modified_gmt":"2012-06-14T11:46:29","slug":"greve-dos-professores-das-universidades-federais-complica-calendario-de-aulas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/06\/14\/greve-dos-professores-das-universidades-federais-complica-calendario-de-aulas\/","title":{"rendered":"Greve dos professores das universidades federais complica calend\u00e1rio de aulas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 No domingo (17), a greve dos professores das universidades federais completar\u00e1 um m\u00eas. A paralisa\u00e7\u00e3o, que conta com a ades\u00e3o de 51 institui\u00e7\u00f5es, afeta a rotina dos estudantes que aguardam as negocia\u00e7\u00f5es entre a categoria e o governo federal para que o semestre letivo possa ser retomado e conclu\u00eddo. Na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), al\u00e9m dos professores, os t\u00e9cnicos administrativos tamb\u00e9m cruzaram os bra\u00e7os, inviabilizando a maior parte das atividades acad\u00eamicas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Aluna do primeiro semestre de economia, Hayanne Ferreira acha que a greve \u00e9 leg\u00edtima, mas que a decis\u00e3o dos docentes foi precipitada. Das cinco disciplinas que cursa neste semestre, apenas uma n\u00e3o foi interrompida. Com isso, ela prev\u00ea que vai ficar sem f\u00e9rias quando a greve terminar porque os professores que aderiram ao movimento ter\u00e3o que repor as aulas perdidas. \u201cVai ter prova fora de hora, suspenderam o calend\u00e1rio e vai ser preciso repor aula. Tem professor que n\u00e3o vai repor\u201d, acredita.<!--more--><\/p>\n<p>A principal reivindica\u00e7\u00e3o dos docentes \u00e9 a revis\u00e3o do plano de carreira. Em acordo firmado no ano passado, o governo prometeu um reajuste de 4%, a incorpora\u00e7\u00e3o de parte das gratifica\u00e7\u00f5es e a revis\u00e3o do plano para 2013. Os dois primeiros pontos j\u00e1 foram atendidos, mas n\u00e3o houve avan\u00e7o na revis\u00e3o da carreira.\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2012-06-13\/nova-proposta-de-plano-de-carreira-sera-apresentada-professores-federais-em-greve\">Uma nova rodada de negocia\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0est\u00e1 marcada para ter\u00e7a-feira (19).<\/p>\n<p>Na UnB, a decis\u00e3o de paralisar as atividades \u00e9 de cada professor, por isso os alunos se sentem \u201cperdidos\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 greve. \u201cTanto as f\u00e9rias do meio do ano quanto as do fim do ano, ningu\u00e9m sabe como v\u00e3o ficar porque n\u00e3o sabemos quando come\u00e7ar\u00e1 o pr\u00f3ximo semestre\u201d, disse Raphaella Pinheiro, 19 anos, aluna de rela\u00e7\u00f5es internacionais. Cinco dos seis professores com quem ela tem aula neste semestre aderiram \u00e0 greve. \u201cA maioria das mat\u00e9rias parou completamente. Tem professor que est\u00e1 passando exerc\u00edcio pela internet para a gente resolver, tem outros que v\u00e3o encurtar o semestre na volta e a gente vai fazer a prova mais r\u00e1pido. Outros v\u00e3o considerar a mat\u00e9ria como dada, porque quando a greve come\u00e7ou 75% das aulas j\u00e1 tinham ocorrido. Outros v\u00e3o repor tudo. Cada um vai fazer do jeito que quiser\u201d, reclama.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas, parte dos alunos apoia a paralisa\u00e7\u00e3o. Em assembleia no dia 24 de maio, que contou com a presen\u00e7a de cerca de 600 pessoas, foi aprovada a greve estudantil, em apoio ao movimento inciado pelos professores. Uma sess\u00e3o que reuniu os 46 centros acad\u00eamicos da UnB\u00a0 no dia 29 manteve a decis\u00e3o em uma vota\u00e7\u00e3o apertada: 22 votos a favor da greve estudantil, 20 contra e duas absten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a paralisa\u00e7\u00e3o dos servidores, que come\u00e7ou na \u00faltima segunda-feira (11), al\u00e9m das aulas, alguns servi\u00e7os que s\u00e3o prestados \u00e0 comunidade tamb\u00e9m ficaram interrompidos. A biblioteca da UnB, que \u00e9 frequentada tamb\u00e9m por quem n\u00e3o \u00e9 aluno da institui\u00e7\u00e3o, est\u00e1 de portas fechadas. \u201cSempre venho aqui para estudar, o espa\u00e7o \u00e9 bom. Mas agora fiquei meio sem op\u00e7\u00e3o\u201d, conta Guilherme Macedo, 36 anos. Ele estuda administra\u00e7\u00e3o em outra institui\u00e7\u00e3o, mas frequenta a UnB pela proximidade de sua casa.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 os alunos s\u00e3o afetados pela paralisa\u00e7\u00e3o. A queda no movimento preocupa tamb\u00e9m quem trabalha na universidade. Edilma Queiroz, dona da banca de jornais que funciona no Instituto Central de Ci\u00eancias (ICC) conta que nesta semana o movimento j\u00e1 caiu 90% em rela\u00e7\u00e3o ao fluxo normal. \u201cO impacto \u00e9 total porque a gente tem que pagar todos os impostos, o aluguel, todos os encargos que a UnB tamb\u00e9m n\u00e3o abre m\u00e3o, independentemente da greve. E a gente n\u00e3o sabe quando essa greve vai acabar\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 No domingo (17), a greve dos professores das universidades federais completar\u00e1 um m\u00eas. A paralisa\u00e7\u00e3o, que conta com a ades\u00e3o de 51 institui\u00e7\u00f5es, afeta a rotina dos estudantes que aguardam as negocia\u00e7\u00f5es entre a categoria e o governo federal para que o semestre letivo possa ser retomado e conclu\u00eddo. Na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), al\u00e9m dos professores, os t\u00e9cnicos administrativos tamb\u00e9m cruzaram os bra\u00e7os, inviabilizando a maior parte das atividades acad\u00eamicas. Aluna do primeiro semestre de economia, Hayanne Ferreira acha que a greve \u00e9 leg\u00edtima, mas que a decis\u00e3o dos docentes foi precipitada. 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