{"id":44967,"date":"2012-06-12T06:44:14","date_gmt":"2012-06-12T09:44:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=44967"},"modified":"2012-06-12T06:44:14","modified_gmt":"2012-06-12T09:44:14","slug":"leilao-de-4g-abre-caminho-para-a-banda-larga-ultrarrapida-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/06\/12\/leilao-de-4g-abre-caminho-para-a-banda-larga-ultrarrapida-no-pais\/","title":{"rendered":"Leil\u00e3o de 4G abre caminho para a banda larga ultrarr\u00e1pida no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O governo realiza nesta ter\u00e7a-feira (12) um leil\u00e3o que definir\u00e1 o futuro da banda larga ultrarr\u00e1pida na rede de telefonia celular, a chamada rede 4G &#8211; que, na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas ouvidos pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, ser\u00e1 ao menos 20 vezes mais r\u00e1pida que a atual rede 3G.<\/p>\n<p>A faixa de frequ\u00eancia de 2,5 gigahertz foi selecionada pela Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/anatel\/\">Anatel<\/a>) para permitir a transmiss\u00e3o de dados sem fio em alta velocidade no pa\u00eds. O leil\u00e3o tamb\u00e9m engloba a licita\u00e7\u00e3o da faixa de 450 MHz para a oferta de servi\u00e7os de voz e dados em \u00e1reas rurais.<\/p>\n<p>A partir das 10h, a ag\u00eancia vai abrir, analisar e julgar as propostas de pre\u00e7o para a licita\u00e7\u00e3o de 4G. Os seis participantes s\u00e3o os grupos\u00a0Claro,\u00a0Oi,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/tim\/\">TIM<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/vivo\/\">Vivo<\/a>, Sky e Sunrise Telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; empresa de TV paga adquirida recentemente pelo fundo de investimento do bilion\u00e1rio h\u00fangaro George Soros.<!--more--><\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do acesso m\u00f3vel \u00e0 internet come\u00e7a a ocorrer em abril de 2013 nas seis cidades-sede da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es (Bras\u00edlia, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte) e nas sedes e subsedes da Copa do Mundo de 2014, a partir de dezembro de 2013.\u00a0<strong>Veja ao lado as datas previstas para a chegada do servi\u00e7o 4G no pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>A banda larga ultrarr\u00e1pida entrou em opera\u00e7\u00e3o em 2006, na Coreia do Sul, por meio da tecnologia WiMax, migrando posteriormente para o padr\u00e3o Long Term Evolution (LTE), que permite downloads de 100 megabits por segundo (Mbps) no acesso m\u00f3vel. Hoje, segundo a consultoria ABI Research, h\u00e1 mais de 40 redes 4G em opera\u00e7\u00e3o no mundo, que v\u00e3o conectar 61 milh\u00f5es de dispositivos m\u00f3veis at\u00e9 o fim deste ano (a maior parte smartphones), chegando a 100 milh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia real dos servi\u00e7os 4G, no entanto, depende da estrutura da rede e do n\u00famero de usu\u00e1rios que compartilham o sinal em determinado momento. \u201cAl\u00e9m disso, as operadoras costumam estabelecer um limite \u00e0 velocidade de acesso para garantir uma navega\u00e7\u00e3o uniforme. Ent\u00e3o mesmo que somente uma pessoa esteja acessando a internet em um determinado local, a velocidade n\u00e3o vai atingir 100 Mbps, por exemplo\u201d, explica Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.<\/p>\n<p>Quando chegar ao pa\u00eds, a tecnologia LTE permitir\u00e1 que o internauta brasileiro fa\u00e7a o download de uma foto em 1 segundo ou baixe uma m\u00fasica em 2 segundos, em seu smartphone, tablet ou com um modem 4G port\u00e1til no computador. A previs\u00e3o se baseia em uma oferta local nas velocidades entre 5 e 12 megabits por segundo (Mbps) estimada pelas consultorias Teleco e IDC Brasil.\u00a0<strong>Confira abaixo o gr\u00e1fico comparativo de velocidades de acesso entre os servi\u00e7os 4G, 3,5G e 3G.<\/strong><\/p>\n<p>A velocidade real estimada para as redes 4G representa um acesso de 20 a 40 vezes mais r\u00e1pido, em m\u00e9dia, do que o alcan\u00e7ado com as atuais redes 3G \u2013 entre 256 kilobits por segundo (Kbps) e 1 Mbps.<\/p>\n<p>No edital do leil\u00e3o de 4G, a Anatel n\u00e3o define as velocidades de acesso que devem ser oferecidas pelos prestadores da banda larga de quarta gera\u00e7\u00e3o na frequencia de 2,5 GHz. J\u00e1 nas \u00e1reas rurais, pela frequ\u00eancia de 450 MHz, as empresas ser\u00e3o obrigadas a oferecer acesso \u00e0 internet com taxas de transmiss\u00e3o de 256 Kbps de download e 128 Kbps de upload, no m\u00ednimo.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio Breno Masi, de 29 anos, j\u00e1 vem sentido a diferen\u00e7a entre as redes 3G e 4G desde meados de mar\u00e7o, quando comprou o novo iPad, da Apple, e adquiriu um plano de banda larga nos Estados Unidos. \u201cHoje, o iPad com 4G \u00e9 um parceir\u00e3o\u201d, diz o executivo da \u00e1rea de tecnologia, que usa o tablet com plano de US$ 50 mensais da AT&amp;T para trabalhar em suas viagens mensais ao exterior. \u201cConsigo fazer uma videoconfer\u00eancia, enquanto continuo trocando e-mails e navegando, numa boa, sem prejudicar a transmiss\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Em um comparativo feito no Central Park, em Nova York, com o aplicativo SpeedTest, Masi registrou uma velocidade de acesso de 31 megabits por segundo (Mbps) de download e 15,25 Mbps de upload no acesso 4G pela operadora AT&amp;T.<\/p>\n<p>Dependendo da localidade, a espera do consumidor brasileiro pela banda larga m\u00f3vel pode ser longa &#8211; at\u00e9 dezembro de 2019 &#8211; j\u00e1 que o cronograma da Anatel exige tanto a atualiza\u00e7\u00e3o para a oferta do acesso 4G como a obrigatoriedade de acesso 3G ou em tecnologia equivalente em todo o pa\u00eds. O leil\u00e3o desta ter\u00e7a-feira tamb\u00e9m engloba faixas de frequ\u00eancia de 450 MHz destinadas ao acesso \u00e0 internet em \u00e1reas rurais.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Internet 4G (Foto: Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/ugJLDJdB-fAqGVHSKmUjrexic3hQVXAmRB44NWpqfBhIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/06\/11\/velocidadeinternet2.jpg\" alt=\"Internet 4G (Foto: Arte\/G1)\" width=\"372\" height=\"338\" \/><\/div>\n<p><strong>3,5G, tecnologia intermedi\u00e1ria<\/strong><br \/>\nEnquanto espera pelas redes m\u00f3veis de quarta gera\u00e7\u00e3o (4G), o consumidor brasileiro que optar por um aparelho compat\u00edvel com a tecnologia High Speed Packet Access Plus (HSPA+) pode experimentar uma navega\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida em rela\u00e7\u00e3o ao 3G, nas redes das operadoras que j\u00e1 fizeram uma atualiza\u00e7\u00e3o para o 3,5G.<\/p>\n<p>O novo iPad e o rec\u00e9m-lan\u00e7ado smartphone Samsung Galaxy S3 est\u00e3o entre os exemplos de dispositivos vendidos no Brasil que s\u00e3o compat\u00edveis com a tecnologia. &#8220;Agora com o 3,5G consegui navegar em um pico de velocidade de 5 Mbps de download e 1 Mbps de upload&#8221;, conta Masi, que possui plano de dados da Vivo em seu tablet.<\/p>\n<p>A tecnologia j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel nos pontos de acesso 3G da Vivo, no territ\u00f3rio brasileiro e tamb\u00e9m \u00e9 oferecida em 964 cidades pela operadora Claro, desde o final de 2011. A TIM ativou o 3,5G em algumas regi\u00f5es da cidade de S\u00e3o Paulo e a Oi ainda n\u00e3o tem data para oferecer o servi\u00e7o, embora sua rede j\u00e1 esteja atualizada para o HSPA+ em 16 cidades.<\/p>\n<p>Enquanto a tecnologia intermedi\u00e1ria exige uma atualiza\u00e7\u00e3o de software das redes, a evolu\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o 4G requer uma nova infraestrutura para a oferta de dados. &#8220;Toda a parte de infraestrutura acaba sendo nova, ent\u00e3o se deve come\u00e7ar a trabalhar do zero. Esse \u00e9 o grande desafio de uma rede 4G hoje, porque a operadora, que \u00e9 respons\u00e1vel por bancar a infraestrutura, tem que come\u00e7ar em todos os pontos que tem cobertura, e instalar uma rede nova&#8221;, explica Rodrigo Ayres, gerente da LG no Brasil.<\/p>\n<div>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th colspan=\"2\">Confira a frequ\u00eancia do smartphone ou tablet 4G antes de comprar um aparelho no exterior<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Brasil<\/td>\n<td>2,5 gigahertz (GHz)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Estados Unidos<\/td>\n<td>700\/800 megahertz (MHz) e<br \/>\n2,1 GHz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Europa<\/td>\n<td>2,5\/2,6 GHz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Jap\u00e3o<\/td>\n<td>2,1 GHz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>China<\/td>\n<td>2,5GHz<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Sudeste asi\u00e1tico<\/td>\n<td>1,8 GHz<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p><strong>De olho nos aparelhos importados<\/strong><br \/>\nAo avaliar a compra de um smartphone ou tablet com acesso 4G no exterior, o consumidor brasileiro precisa observar se o dispositivo funciona na mesma frequ\u00eancia que ser\u00e1 adotada no Brasil (2,5 Ghz).<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, por exemplo, a banda larga 4G opera nas frequ\u00eancias de 800\/700 MHz e de 2,1 GHz. Isso significa, por exemplo, que o iPad 4G americano n\u00e3o ser\u00e1 compat\u00edvel com as redes 4G brasileiras. Ele vai ficar, no m\u00e1ximo, no acesso 3,5 G, por aqui, mesmo quando tivermos as redes 4G em funcionamento. O mesmo problema ocorre no Jap\u00e3o, que opera com a frequ\u00eancia de 2,1 GHz e em pa\u00edses do sudeste asi\u00e1tico, nos quais a frequ\u00eancia mais usada \u00e9 de 1,8 GHz.<\/p>\n<p>J\u00e1 um aparelho comprado na Europa, onde a maioria dos pa\u00edses oferece banda larga 4G na frequ\u00eancia de 2,5 GHz\/2,6 GHz, ou na China, que tamb\u00e9m opera em 2,5 GHz, pode ser compat\u00edveis com as nossas redes 4G.<\/p>\n<p>Segundo o GSMA Wireless Intelligence Service, mais de dois ter\u00e7os das frequ\u00eancias usadas hoje para a oferta da banda larga 4G est\u00e3o na faixa de 700\/800 Mhz. No Brasil, essa faixa de frequ\u00eancia \u00e9 hoje ocupada para a transmiss\u00e3o do sinal de TV anal\u00f3gica e deve ser liberada at\u00e9 2016 com a migra\u00e7\u00e3o completa para o Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital Terrestre (SBTVD-), de acodo com a Anatel.<\/p>\n<p><strong>Banda Larga fixa versus m\u00f3vel<\/strong><br \/>\nO acesso 4G deve acelerar ainda mais o movimento crescente de ades\u00e3o \u00e0s redes m\u00f3veis pelos brasileiros, seja pela busca de mobilidade, como por falta de op\u00e7\u00f5es de acesso via banda larga fixa, cuja expans\u00e3o depende da infraestrutura de redes de TV a cabo, telefonia e fibra \u00f3ptica, no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre 2010 e 2011, o n\u00famero de resid\u00eancias brasileiras com internet m\u00f3vel cresceu de 5% para 17%, segundo a pesquisa TIC Domic\u00edlios realizada pelo Comit\u00ea Gestor da Internet Brasileira. \u201c\u00c9 uma \u00f3tima not\u00edcia j\u00e1 que o consumidor ter\u00e1 uma op\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida \u00e0 banda larga fixa\u201d, afirma Jo\u00e3o Paulo Bruder, analista de telecomunica\u00e7\u00f5es da consultoria IDC Brasil.<\/p>\n<p>Segundo dados da Anatel, no primeiro trimestre deste ano, 52 milh\u00f5es de dispositivos estavam conectados \u00e0 internet pelas redes 3G no Brasil, incluindo celulares, computadores port\u00e1teis e m\u00e1quinas para pagamentos com cart\u00e3o de cr\u00e9dito e d\u00e9bito. Os pontos de acesso \u00e0 banda larga fixa somaram 17,3 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo, segundo o estudo &#8220;Balan\u00e7o de Banda Larga&#8221; feito pela consultoria Teleco.<\/p>\n<p>A empresa de TV por assinatura via sat\u00e9lite Sky j\u00e1 oferece banda larga 4G em substitui\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o fixo. Atualmente, o Sky Banda Larga est\u00e1 dispon\u00edvel apenas em Bras\u00edlia, mas a empresa informa que a cobertura deve se estender para as outras cidades onde possui licen\u00e7a para operar servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o de dados (SCM). O servi\u00e7o de 2 Mbps custa R$ 80 mensais e o de 4 Mbps, R$ 100 &#8211; excluindo os pacotes com TV por assinatura.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Rodrigo Ayres, que experimentou recentemente a banda ultrarr\u00e1pida na Coreia do Sul, a banda larga m\u00f3vel de quarta gera\u00e7\u00e3o \u00e9 impactante. \u201cAcessei um servi\u00e7o l\u00e1 de conte\u00fado sob demanda em alta defini\u00e7\u00e3o e assisti a um arquivo bem grande, da ordem de Gigabytes, em tempo real, sem perceber quando come\u00e7ou e terminou o download. A\u00ed est\u00e1 o potencial para n\u00e3o ser apenas uma solu\u00e7\u00e3o para smartphone&#8221;, alerta o executivo.<\/p>\n<p>Para quem trabalha o tempo todo conectado, como Masi e um n\u00famero cada vez maior de brasileiros, banda larga m\u00f3vel \u00e9 um servi\u00e7o essencial. \u201cHoje dependo 100% da rede para sobreviver. Com o 4G, nos Estados Unidos, n\u00e3o tem mais como dizer que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 acess\u00edvel para reuni\u00f5es. Ent\u00e3o posso at\u00e9 esquecer a carteira em casa, mas n\u00e3o fico sem o smartphone ou o tablet\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>*Colaborou Laura Brentano, rep\u00f3rter do G1.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; G1 O governo realiza nesta ter\u00e7a-feira (12) um leil\u00e3o que definir\u00e1 o futuro da banda larga ultrarr\u00e1pida na rede de telefonia celular, a chamada rede 4G &#8211; que, na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas ouvidos pelo\u00a0G1, ser\u00e1 ao menos 20 vezes mais r\u00e1pida que a atual rede 3G. A faixa de frequ\u00eancia de 2,5 gigahertz foi selecionada pela Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) para permitir a transmiss\u00e3o de dados sem fio em alta velocidade no pa\u00eds. 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