{"id":44657,"date":"2012-05-24T08:50:35","date_gmt":"2012-05-24T11:50:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=44657"},"modified":"2012-05-24T08:50:35","modified_gmt":"2012-05-24T11:50:35","slug":"prejuizo-com-a-seca-na-agricultura-ultrapassa-os-r-400-milhoes-em-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/05\/24\/prejuizo-com-a-seca-na-agricultura-ultrapassa-os-r-400-milhoes-em-pe\/","title":{"rendered":"Preju\u00edzo com a seca na agricultura ultrapassa os R$ 400 milh\u00f5es em PE"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; Foi decretado estado de emerg\u00eancia em 99 munic\u00edpios pernambucanos em fun\u00e7\u00e3o da seca que atinge o estado. Segundo o secret\u00e1rio estadual de Agricultura, Ranilson Ramos, o n\u00famero engloba todos os 56 munic\u00edpios do sert\u00e3o de Pernambuco e 43, das 66 cidades no Agreste.<\/p>\n<p>Os agricultores, que respondem por cerca de 6% do Produto Interno Bruto de Pernambuco, j\u00e1 contabilizam preju\u00edzos provocados pela seca na ordem de R$ 411 milh\u00f5es, como perdas de 370 mil toneladas de gr\u00e3os. \u201cEsta \u00e9 a maior seca dos \u00faltimos 50 anos. Tivemos 25% de precipita\u00e7\u00e3o de chuvas nos \u00faltimos seis meses\u201d, afirmou o secret\u00e1rio.<!--more--><\/p>\n<p>Pelas contas do governo, nos quatro primeiros meses deste ano, o setor pecu\u00e1rio registrou 120% mais sa\u00eddas de animais do estado (bovino, caprino e ovino) do que no mesmo per\u00edodo do ano passado. \u201cIsso significa que estamos perdendo rapidamente nosso rebanho, que chega a 6 milh\u00f5es de animais. Se o rebanho ficar aqui, morre porque n\u00e3o tem \u00e1gua ou pasto\u201d, explicou Ramos.<\/p>\n<p>Para Marcelo Cau\u00e1s Asfora, presidente da Ag\u00eancia Pernambucana de \u00c1guas e Clima de Pernambuco (Apac), n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estimar com precis\u00e3o os preju\u00edzos. Segundo ele, os impactos na agricultura v\u00e3o afetar outros setores que dependem dos produtos.<\/p>\n<p>Os governos federal e estadual disponibilizaram recursos para constru\u00e7\u00e3o de cisternas que v\u00e3o acumular \u00e1guas das pr\u00f3ximas chuvas e armazenar a \u00e1gua que est\u00e1 sendo levada por 800 carros-pipas . A Secretaria de Agricultura de Pernambuco tamb\u00e9m informou que autorizou a distribui\u00e7\u00e3o de sementes de milho para plantio e ra\u00e7\u00e3o, mas ainda n\u00e3o existem medidas estruturais para enfrentar o problema da seca no estado.<\/p>\n<p>\u201cExiste um conjunto de a\u00e7\u00f5es para reduzir as perdas mas tem que pensar em a\u00e7\u00f5es de m\u00e9dio e longo prazo, como dotar de infraestrutura a regi\u00e3o. Embora n\u00e3o tenha como prever como ser\u00e1 a seca deste ano, quem nasce no sert\u00e3o sabe que vai enfrentar o problema\u201d, disse Asfora.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Apac, hoje existem duas obras em andamento que, se estivessem prontas, poderiam resolver o problema de abastecimento de 80 munic\u00edpios que est\u00e3o em emerg\u00eancia. \u201cA Adutora do Page\u00fa, que captaria \u00e1gua do Rio S\u00e3o Francisco, e Adutora do Agreste, que vai atender a 60 munic\u00edpios do Agreste e outras 70 localidades. Ao longo dos anos se criou um passivo muito grande de investimento nessas \u00e1reas. E, agora, a elimina\u00e7\u00e3o do racionamento come\u00e7ou a ser vista como prioridade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outra iniciativa que pode produzir frutos j\u00e1 nesta estiagem \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o do projeto de \u00e1reas de cultivo irrigado no estado. A tecnologia j\u00e1 est\u00e1 presente em mais da metade do munic\u00edpio de Petrol\u00e2ndia, onde agricultores familiares, como Jos\u00e9 Maur\u00edcio, que planta feij\u00e3o, milho, mandioca e melancia no munic\u00edpio, conseguiram garantir a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo meu caso a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena, produzo mais para o consumo da fam\u00edlia. Mas acabo vendendo alguma coisa para comprar o que n\u00e3o produzo e j\u00e1 vendo mais caro. Outros agricultores maiores est\u00e3o vendendo o saco de feij\u00e3o a R$ 400. Em agosto, era R$ 100\u201d, disse.<\/p>\n<p>Se de um lado, Jos\u00e9 Maur\u00edcio comemora, por outro, lamenta a situa\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o est\u00e1 produzindo e precisa dos produtos para se alimentar e manter os animais. Na pr\u00f3pria cidade de Petrol\u00e2ndia, o cultivo irrigado \u00e9 uma realidade de pouco mais de 60% do munic\u00edpio. \u201cAinda tem muita gente que trabalha na \u00e1rea seca e enfrenta problemas com alimenta\u00e7\u00e3o de animais e \u00e1gua pot\u00e1vel e tem que buscar [\u00e1gua] distante de onde mora. Em v\u00e1rios assentamentos, esse ano, era para ter plantado em maio e tem oito meses que n\u00e3o chove e, a\u00ed, n\u00e3o tem como plantar\u201d, disse o agricultor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia &#8211; Foi decretado estado de emerg\u00eancia em 99 munic\u00edpios pernambucanos em fun\u00e7\u00e3o da seca que atinge o estado. 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