{"id":44206,"date":"2012-04-28T21:24:07","date_gmt":"2012-04-29T00:24:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=44206"},"modified":"2012-04-28T21:24:07","modified_gmt":"2012-04-29T00:24:07","slug":"um-em-cada-quatro-professores-da-educacao-basica-nao-tem-diploma-de-ensino-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/04\/28\/um-em-cada-quatro-professores-da-educacao-basica-nao-tem-diploma-de-ensino-superior\/","title":{"rendered":"Um em cada quatro professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica n\u00e3o tem diploma de ensino superior"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Aproximidamente 25% dos professores que trabalham nas escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do pa\u00eds n\u00e3o t\u00eam diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas at\u00e9 o ensino m\u00e9dio ou o antigo curso normal. Os dados s\u00e3o do Censo Escolar de 2011, divulgado este m\u00eas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).<\/p>\n<p>Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que n\u00e3o passaram pela universidade \u2013 eram mais de 530 mil em 2011 \u2013 o quadro apresenta melhora. Em 2007, os profissionais de n\u00edvel m\u00e9dio eram mais de 30% do total, segundo mostra o censo. Para o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o (CNTE), Roberto Le\u00e3o, os n\u00fameros s\u00e3o mais um indicativo de que o magist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 uma carreira atraente.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cIsso mostra que as pessoas est\u00e3o indo lecionar como \u00faltima op\u00e7\u00e3o de carreira profissional. Poucos profissionais bem preparados se dedicam ao magist\u00e9rio por voca\u00e7\u00e3o, uma vez que a carreira n\u00e3o aponta para uma boa perspectiva de futuro. Os sal\u00e1rios s\u00e3o baixo, e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho ruins\u201d, explica.<\/p>\n<p>A maior propor\u00e7\u00e3o de profissionais sem forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior est\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o infantil. Nas salas de aula da creche e pr\u00e9-escola, eles s\u00e3o 43,1% do total. Nos primeiros anos do ensino fundamental (1\u00ba ao 5\u00ba ano), 31,8% n\u00e3o t\u00eam diploma universit\u00e1rio, percentual que cai para 15,8% nos anos finais (6\u00b0 ao 9\u00ba ano). No ensino m\u00e9dio, os profissionais sem titula\u00e7\u00e3o s\u00e3o minoria: apenas 5,9%.<\/p>\n<p>Para a presidenta da Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), Cleuza Repulho, \u00e9 um \u201cgrande equ\u00edvoco pedag\u00f3gico\u201d colocar os professores menos preparados para atender as crian\u00e7as mais novas. \u201cNo mundo inteiro \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio, quem trabalha na primeira inf\u00e2ncia tem maior titula\u00e7\u00e3o. Quando o professor entra na rede vai para a educa\u00e7\u00e3o infantil quase como que um &#8216;castigo&#8217; porque ela n\u00e3o \u00e9 considerada importante. Mas, na verdade, se a crian\u00e7a come\u00e7a bem sua trajet\u00f3ria escolar, as coisas ser\u00e3o bem mais tranquilas l\u00e1 na frente\u201d, pondera.<\/p>\n<p>Segundo Cleuza, o n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o dos professores varia muito nas redes de ensino do pa\u00eds. Enquanto em algumas cidades quase todos os profissionais passaram pela universidade, em outras regi\u00f5es o percentual de professores que s\u00f3 t\u00eam n\u00edvel m\u00e9dio \u00e9 superior \u00e0 m\u00e9dia nacional. \u201cTemos, \u00e0s vezes, uma concentra\u00e7\u00e3o maior de professores sem titula\u00e7\u00e3o em alguns locais do Brasil, como a Regi\u00e3o Norte, por exemplo, onde as dist\u00e2ncias e as dificuldades de acesso impedem que o professor melhore sua forma\u00e7\u00e3o\u201d, aponta.<\/p>\n<p>O resumo t\u00e9cnico do Censo Escolar tamb\u00e9m destaca que em 2010 havia mais de 380 mil profissionais do magist\u00e9rio matriculados em cursos superiores \u2013 metade deles estudava pedagogia. Isso seria um indicativo de que h\u00e1 um esfor\u00e7o da categoria para aprimorar sua forma\u00e7\u00e3o. Mas o presidente da CNTE ainda considera \u201cmuito alto\u201d o n\u00famero de professores sem diploma universit\u00e1rio, especialmente porque nos \u00faltimos anos foram ampliados os est\u00edmulos para forma\u00e7\u00e3o de professores nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas de ensino superior.<\/p>\n<p>Uma das alternativas para quem j\u00e1 atua em sala de aula e quer aprimorar a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 a modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para licenciaturas. O programa paga as mensalidades de um curso em faculdade particular e depois da formatura o estudante pode abater sua d\u00edvida se trabalhar em escolas da rede p\u00fablica \u2013 cada m\u00eas em servi\u00e7o abate 1% do valor.<\/p>\n<p>\u201cOs programas s\u00e3o oferecidos, mas as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o dadas aos professores para que eles participem. O professor n\u00e3o tem, por exemplo, a dispensa do trabalho nos dias em que ele precisa assistir \u00e0s aulas. As prefeituras e governos estaduais que deveriam ser os primeiros interessados acabam n\u00e3o estimulando o aprimoramento\u201d, diz Roberto Le\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 Aproximidamente 25% dos professores que trabalham nas escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do pa\u00eds n\u00e3o t\u00eam diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas at\u00e9 o ensino m\u00e9dio ou o antigo curso normal. Os dados s\u00e3o do Censo Escolar de 2011, divulgado este m\u00eas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que n\u00e3o passaram pela universidade \u2013 eram mais de 530 mil em 2011 \u2013 o quadro apresenta melhora. 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