{"id":44203,"date":"2012-04-27T13:51:24","date_gmt":"2012-04-27T16:51:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=44203"},"modified":"2012-04-27T13:51:24","modified_gmt":"2012-04-27T16:51:24","slug":"numero-de-imigrantes-cresceu-867-em-dez-anos-no-brasil-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/04\/27\/numero-de-imigrantes-cresceu-867-em-dez-anos-no-brasil-diz-ibge\/","title":{"rendered":"N\u00famero de imigrantes cresceu 86,7% em dez anos no Brasil, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><strong><em>Do G1, em S\u00e3o Paulo<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\">\n<div>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Gr\u00e1fico sobre imigrantes internacionais no Brasil, segundo o IBGE (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2012\/04\/27\/300x565-grafico-imigrantesfinal.jpg\" alt=\"Gr\u00e1fico sobre imigrantes internacionais no Brasil, segundo o IBGE (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"300\" height=\"565\" \/><\/div>\n<p>O Censo Demogr\u00e1fico 2010 registou 286.468 imigrantes que, vindos de outros pa\u00edses, viviam no Brasil h\u00e1 pelo menos cinco anos e em resid\u00eancia fixa. O n\u00famero foi 86,7% maior do que o encontrado pelo Censo Demogr\u00e1fico 2000, quando foram registrados 143.644 imigrantes na mesma situa\u00e7\u00e3o. Os dados do Censo Demogr\u00e1fico 2010 foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Minas Gerais, juntos, receberam mais da metade dos imigrantes internacionais, seguidas de Rio de Janeiro e Goi\u00e1s. Os principais pa\u00edses de origem dos imigrantes, segundo o Censo de 2010, s\u00e3o Estados Unidos (51.933), Jap\u00e3o (41.417), Paraguai (24.666), Portugal (21.376) e Bol\u00edvia (15.753).<!--more--><\/p>\n<p>O recorte da\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2012\/04\/239-dos-brasileiros-declaram-ter-alguma-deficiencia-diz-ibge.html\">pesquisa tamb\u00e9m mostra dados sobre defici\u00eancias<\/a>, migra\u00e7\u00e3o, nupcialidade, fecundidade e mortalidade infantil, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, rendimento, tipos de domic\u00edlios e deslocamento.\u00a0<strong>(leia mais abaixo)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Migra\u00e7\u00e3o de retorno<\/strong><br \/>\nO levantamento aponta que os migrantes de retorno, que voltam aos seus estados de origem, somaram mais de 1,1 milh\u00e3o de pessoas entre 1995 e 2000. No per\u00edodo de 2005 a 2010 foi registrado um total de 1,2 milh\u00e3o de migrantes. Os estados do Norte tiveram aumento na propor\u00e7\u00e3o de retorno, com exce\u00e7\u00e3o do Acre, que manteve praticamente no mesmo patamar na taxa de 21% entre 1995 e 2000 e 20% entre 2005 e 2010.<\/p>\n<div><strong>saiba mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2012\/04\/239-dos-brasileiros-declaram-ter-alguma-deficiencia-diz-ibge.html\">23,9% dos brasileiros declaram ter alguma defici\u00eancia, diz IBGE<br \/>\n<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/11\/censo-aponta-1907-milhoes-de-brasileiros-em-2010.html\">Censo aponta 190,7 milh\u00f5es de brasileiros em 2010<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2012\/04\/populacao-indigena-volta-crescer-na-zona-rural-em-2010-diz-ibge.html\">Popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena volta a crescer na zona rural em 2010, diz IBGE<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/espirito-santo\/noticia\/2012\/04\/mais-de-9-mil-pessoas-se-declaram-indigenas-no-es-segundo-ibge.html\">Mais de 9 mil pessoas se declaram ind\u00edgenas no ES, segundo IBGE<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mato-grosso\/noticia\/2012\/04\/ibge-aponta-que-mais-de-42-mil-indios-vivem-em-mato-grosso.html\">IBGE aponta que mais de 42 mil \u00edndios vivem em Mato Grosso<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/negocios\/noticia\/2012\/04\/87-da-rede-hoteleira-metropolitana-tem-baixo-ou-medio-padrao-diz-ibge.html\">87% da rede hoteleira metropolitana tem baixo ou m\u00e9dio padr\u00e3o, diz IBGE<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2010\/11\/saiba-o-que-mudou-no-censo-no-brasil-em-140-anos.html\">Saiba o que mudou no Censo no Brasil em 140 anos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Rond\u00f4nia passou de 7,4% de 1995 a 2000 para 13,1% entre 2005 e 2010. Roraima registrou 2,1%, entre 1995 e 2000, para 8% entre 2005 e 2010.<\/p>\n<p>Os estados do Nordeste, tanto em 2000 quanto em 2010, apresentaram as maiores propor\u00e7\u00f5es de retornados, passando de 40% do total de imigrantes na maioria de seus estados, com exce\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Norte e Sergipe.<\/p>\n<p>No Sudeste, Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo tiveram redu\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de retornados, que permaneceram acima dos 30% em 2000 e em 2010.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo houve aumento de retornados, nos per\u00edodos de 1995 a 2000 e de 2005 a 2010, com registro de 9,6% e 18,9% do total de imigrantes, respectivamente. O Rio de Janeiro apresentou uma propor\u00e7\u00e3o de retornados de 15,6% e de 20,3%, respectivamente.<\/p>\n<p>No Sul, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul apresentaram altas propor\u00e7\u00f5es de migra\u00e7\u00e3o de retorno, passando dos 30% nos dois per\u00edodos.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste foi registrado pelo IBGE o aumento dos retornados em todos os estados, principalmente no Mato Grosso e no Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Nupcialidade<\/strong><br \/>\nA propor\u00e7\u00e3o de pessoas divorciadas quase dobrou entre 2000 e 2010, passando de 1,7% para 3,1%. Na compara\u00e7\u00e3o nacional, Rio de Janeiro (4,1%), Mato Grosso (4,1%) e Distrito Federal (4,2%) apresentam os maiores valores deste indicador. Maranh\u00e3o tem o menor, com 1,2% de divorciados em 2010.<\/p>\n<p>Os dados separados por estado mostram que, em Rond\u00f4nia, o n\u00famero de pessoas que, ap\u00f3s um per\u00edodo de uni\u00e3o conjugal, j\u00e1 n\u00e3o viviam mais nessa situa\u00e7\u00e3o aumentou 33%. Em Mato Grosso, o crescimento foi de 31%. O Rio de Janeiro teve \u00edndice de 17,5% de pessoas que passaram por dissolu\u00e7\u00e3o do casamento. Por outro lado, o levantamento identificou redu\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de pessoas que nunca se casaram, passando de 38,6% para 35,4%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, na \u00faltima d\u00e9cada, dados da pesquisa do Registro Civil apontaram um aumento do n\u00famero de div\u00f3rcios no pa\u00eds, principalmente a partir de 2007, quando essas medidas puderam ser feitas por vias administrativas nos Tabelionatos de Notas. A partir de 2010 foi poss\u00edvel requerer a dissolu\u00e7\u00e3o do casamento a qualquer tempo, seja o div\u00f3rcio de natureza consensual ou litigiosa.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, 36,4% das pessoas declararam viver em uni\u00e3o consensual em 2010. O n\u00famero \u00e9 maior do que o registrado em 2000, quando 28,6% da popula\u00e7\u00e3o estava nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fecundidade e mortalidade infantil<\/strong><br \/>\nA taxa de fecundidade total no pa\u00eds, de acordo com o Censo Demogr\u00e1fico 2010, era de 2,38 filhos por mulher, em 2000, e passou a a 1,90 filho por mulher. A queda na d\u00e9cada \u00e9 de 20,1%.<\/p>\n<p><strong>Mortalidade infantil<\/strong><br \/>\nA taxa de mortalidade infantil obtida por m\u00e9todo indireto com as informa\u00e7\u00f5es do Censo Demogr\u00e1fico 2010 foi de 15,6\u2030, o que representa 15,6 \u00f3bitos de crian\u00e7as menores de 1 ano para cada 1.000 nascidos vivos.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, a fonte de dados natural para o c\u00e1lculo deste indicador deveria ser o registro de nascimentos e \u00f3bitos, de acordo com as Estat\u00edsticas do Registro Civil ou pelo Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Nascidos Vivos (Sinasc). No entanto, o instituto considerou que os dados fornecidos pelas duas fontes ainda possuem limita\u00e7\u00f5es de cobertura nos estados, especialmente no Norte e Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nOs resultados do Censo Demogr\u00e1fico 2010 mostraram que 3,1% das pessoas entre 7 e 14 anos de idade n\u00e3o frequentavam escola no pa\u00eds. Entre as crian\u00e7as a partir de 6 anos (idade definida para iniciar o ensino fundamental com dura\u00e7\u00e3o de nove anos) o percentual de pessoas que n\u00e3o frequentavam escola at\u00e9 os 14 anos foi de 3,3%.<\/p>\n<p>Cerca de 966 mil crian\u00e7as e adolescentes (6 a 14 anos de idade) n\u00e3o frequentavam escola em 2010.<\/p>\n<p><strong>Trabalho<\/strong><br \/>\nEntre a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa no pa\u00eds, com 15 anos ou mais de idade (faixa et\u00e1ria utilizada para muitos enfoques internacionais), a taxa de atividade alcan\u00e7ou 3,7% em 2010. Os valores subiram nas regi\u00f5es Sul (69%) e Centro-Oeste (68,5%). Os mais baixos ficaram nas regi\u00f5es Nordeste (58,1%) e Norte (61,2%). A regi\u00e3o Sudeste ficou com (65%).<\/p>\n<p>Em 2010, a taxa de atividade desta faixa et\u00e1ria alcan\u00e7ou 71% no Distrito Federal e 71,6% em Santa Catarina. O outro extremo foi registrado no Maranh\u00e3o (55,4%) e em Alagoas (55,5%).<\/p>\n<p><strong>Rendimento<\/strong><br \/>\nApenas 0,9% da popula\u00e7\u00e3o brasileira ganhava mais de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos de rendimento mensal em 2010. A parcela sem rendimento foi de 6,6% e a das com remunera\u00e7\u00e3o de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo foi de 32,7%. As pessoas que ganhavam mais de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais chegou a 3,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no pa\u00eds teve crescimento real de 5,5%, de 2000 para 2010. O incremento no rendimento das mulheres foi de 13,5% maior do que no dos homens, que chegou a 4,1% na d\u00e9cada.<\/p>\n<p><strong>Deslocamento<\/strong><br \/>\nDo total de 59,6 milh\u00f5es de pessoas que frequentavam escola ou creche, 55,2 milh\u00f5es (92,7%) estudavam no pr\u00f3prio munic\u00edpio de resid\u00eancia. No Sudeste esse deslocamento foi de dois milh\u00f5es (8,5%) de estudantes, sendo que a maioria estava em S\u00e3o Paulo (1,1 milh\u00e3o de pessoas), o que representa 57% da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro tamb\u00e9m foi elevado o n\u00famero de pessoas em deslocamento para outro munic\u00edpio para estudar, com 432 mil e 334 mil, respectivamente.<\/p>\n<p>No Nordeste, o deslocamento para outro munic\u00edpio chegou a 1,1 milh\u00e3o de estudantes. A situa\u00e7\u00e3o foi pior na Bahia e em Pernambuco, com 236 mil e 224 mil pessoas, respectivamente.<\/p>\n<p>No Sul, 709 mil estudantes precisavam de deslocamento. No Rio Grande do Sul, 284 mil estudavam fora de seu munic\u00edpio de resid\u00eancia.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, Goi\u00e1s se destacava pelo deslocamento de 165 mil pessoas que estudavam em outro munic\u00edpio. No Norte, o deslocamento para estudo foi maior no Par\u00e1, com 110 mil estudantes saindo para outra cidade.<\/p>\n<p><strong>Domic\u00edlios<\/strong><br \/>\nEm 2010, 97,8% dos domic\u00edlios no Brasil tinham as paredes externas constru\u00eddas com algum tipo de material dur\u00e1vel, como alvenaria com revestimento (80%).<\/p>\n<p>No Sudeste, a maior incid\u00eancia \u00e9 de resid\u00eancias com paredes externas de alvenaria com revestimento (88,6%). No Centro-Oeste (81,4%) e Nordeste (81,2%). No Norte, a incid\u00eancia deste tipo de material foi de 47,9% e, no Sul, de 67,6%.O Censo Demogr\u00e1fico 2010 pesquisou as defici\u00eancias visual, auditiva, mental e motora e seus graus de severidade, o que permitiu conhecer a parcela da popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 inclu\u00edda nas pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas. A metodologia considerou os graus de severidade de defici\u00eancias das pessoas que responderam \u201csim, grande dificuldade\u201d ou \u201csim, n\u00e3o consegue de modo algum\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Do G1, em S\u00e3o Paulo O Censo Demogr\u00e1fico 2010 registou 286.468 imigrantes que, vindos de outros pa\u00edses, viviam no Brasil h\u00e1 pelo menos cinco anos e em resid\u00eancia fixa. O n\u00famero foi 86,7% maior do que o encontrado pelo Censo Demogr\u00e1fico 2000, quando foram registrados 143.644 imigrantes na mesma situa\u00e7\u00e3o. Os dados do Censo Demogr\u00e1fico 2010 foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Minas Gerais, juntos, receberam mais da metade dos imigrantes internacionais, seguidas de Rio de Janeiro e Goi\u00e1s. 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