{"id":44172,"date":"2012-04-27T08:23:05","date_gmt":"2012-04-27T11:23:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=44172"},"modified":"2012-04-27T08:23:05","modified_gmt":"2012-04-27T11:23:05","slug":"domesticas-sao-mais-de-7-milhoes-no-pais-e-ainda-buscam-ampliar-garantias-trabalhistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/04\/27\/domesticas-sao-mais-de-7-milhoes-no-pais-e-ainda-buscam-ampliar-garantias-trabalhistas\/","title":{"rendered":"Dom\u00e9sticas s\u00e3o mais de 7 milh\u00f5es no pa\u00eds e ainda buscam ampliar garantias trabalhistas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Uma em cada cinco brasileiras (19,7%) que fazem parte do popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa \u00e9 trabalhadora dom\u00e9stica. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2009, mostram o peso da categoria, que soma 7,2 milh\u00f5es de trabalhadores, mas segue marginalizada e sem a garantia de alguns direitos trabalhistas.<\/p>\n<p>\u201cNo mundo todo, s\u00e3o 53 milh\u00f5es de trabalhadores dom\u00e9sticos. Mas esse n\u00famero \u00e9 subestimado porque, na maioria dos casos, \u00e9 um trabalho que se exerce de maneira invis\u00edvel, informal e fora das garantias da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista\u201d, aponta La\u00eds Abramo, diretora da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.<!--more--><\/p>\n<p>Integrantes de entidades que representam essas profissionais se reuniram em Bras\u00edlia para analisar a situa\u00e7\u00e3o da categoria, em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia Nacional da Trabalhadora Dom\u00e9stica, celebrado hoje (27). Um dos temas discutidos foi a Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre o Trabalho Decente para Trabalhadores Dom\u00e9sticos, aprovado em junho de 2011 pela OIT. O documento, que precisa agora ser ratificado pelos pa\u00edses-membros, prev\u00ea a aprova\u00e7\u00e3o de leis que garantam mais direitos \u00e0 categoria. At\u00e9 o momento, apenas o Parlamento do Uruguai confirmou a ades\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil j\u00e1 tem uma legisla\u00e7\u00e3o relativamente avan\u00e7ada em compara\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses. Mas existem direitos que os outros trabalhadores t\u00eam que as dom\u00e9sticas n\u00e3o t\u00eam, entre eles uma jornada claramente delimitada. A conven\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a quest\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e de que elas s\u00e3o membros da classe trabalhadora como qualquer outro\u201d, explica La\u00eds.<\/p>\n<p>A ministra Eleonora Menicucci, chefe da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres, disse que \u00e9 um compromisso da presidenta Dilma Rousseff ratificar a conven\u00e7\u00e3o, mas antes \u00e9 preciso aprovar leis que ampliem alguns direitos da categoria. \u201cEu n\u00e3o trabalho com a possibilidade de o Brasil n\u00e3o assinar a conven\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O governo federal criou um comit\u00ea para discutir as estrat\u00e9gias para enviar e aprovar o acordo no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Um dos principais problemas que os trabalhadores dom\u00e9sticos enfrentam no pa\u00eds \u00e9 a informalidade. Dados apresentados pela OIT indicam que menos de 30% das dom\u00e9sticas t\u00eam carteira assinada e, segundo La\u00eds, boa parte ainda recebe menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Aureana Damascena, de 33 anos, faz parte do sindicato da categoria no Piau\u00ed e conta que \u00e9 muito comum atender a profissionais que ganham R$ 300 por m\u00eas \u2013 menos da metade do m\u00ednimo atual. Ela acredita que as trabalhadoras aceitam a baixa remunera\u00e7\u00e3o porque desconhecem seus direitos e t\u00eam vergonha da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAcho que a discrimina\u00e7\u00e3o ocorre entre as pr\u00f3prias dom\u00e9sticas, muitas t\u00eam vergonha de dizer que s\u00e3o. Eu nunca tive esse problema porque \u00e9 uma profiss\u00e3o igual a outra\u201d, opinou. Como muitas profissionais, Aureana saiu ainda crian\u00e7a da casa dos pais para morar com parentes para estudar, mas acabou assumindo as tarefas dom\u00e9stica do novo lar em troca de comida e moradia.<\/p>\n<p>\u201cFiquei na casa de uma tia at\u00e9 os 12 anos, depois sa\u00ed para cuidar de crian\u00e7a e tamb\u00e9m n\u00e3o ganhava nada, era s\u00f3 em troca de roupas e estudo. S\u00f3 com 16 anos \u00e9 que comecei a trabalhar de verdade. Hoje sou dom\u00e9stica profissional, com carteira assinada\u201d, diz.<\/p>\n<p>A presidenta da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Trabalhadoras Dom\u00e9sticas (Fenatrad), Creuza Oliveira, avalia que o fato de haver sindicatos da categoria em todo o pa\u00eds j\u00e1 mostra avan\u00e7os importantes conquistados.<\/p>\n<p>\u201cTemos motivo para comemorar, mas precisamos continuar lutando. A mensagem que eu deixo para cada trabalhadora \u00e9 que a gente n\u00e3o pode desistir jamais dos nossos sonhos. As trabalhadores dom\u00e9sticas s\u00e3o mulheres, s\u00e3o cidad\u00e3s e precisam buscar a cada dia o direito de se empoderar ainda mais\u201d, defende.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 Uma em cada cinco brasileiras (19,7%) que fazem parte do popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa \u00e9 trabalhadora dom\u00e9stica. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2009, mostram o peso da categoria, que soma 7,2 milh\u00f5es de trabalhadores, mas segue marginalizada e sem a garantia de alguns direitos trabalhistas. \u201cNo mundo todo, s\u00e3o 53 milh\u00f5es de trabalhadores dom\u00e9sticos. Mas esse n\u00famero \u00e9 subestimado porque, na maioria dos casos, \u00e9 um trabalho que se exerce de maneira invis\u00edvel, informal e fora das garantias da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista\u201d, aponta La\u00eds Abramo, diretora da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-44172","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":398,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44172"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44173,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44172\/revisions\/44173"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}