{"id":4327,"date":"2010-03-27T17:19:31","date_gmt":"2010-03-27T20:19:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=4327"},"modified":"2010-03-27T17:19:31","modified_gmt":"2010-03-27T20:19:31","slug":"crianca-morta-em-campo-de-concentracao-nazista-tem-5-mil-amigos-no-facebook","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/27\/crianca-morta-em-campo-de-concentracao-nazista-tem-5-mil-amigos-no-facebook\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7a morta em campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista tem 5 mil &#8220;amigos&#8221; no Facebook"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vars\u00f3via<\/strong> &#8211;\u00a0 Henio Zytomirski, um menino judeu         assassinado na Pol\u00f4nia pelos nazistas h\u00e1 70 anos no campo de         concentra\u00e7\u00e3o de Majdanek, sorri em uma velha foto no Facebook, e         o seu perfil, criado para lembrar o Holocausto, j\u00e1 conta com         quase cinco mil &#8220;amigos&#8221;.<\/p>\n<p>Com cal\u00e7as curtas e sapatinhos brancos, o menino congelado no         tempo recebe mensagens que se acumulam em seu mural. Os         internautas comentam as fotografias de Henio, que nasceu na         cidade polonesa de Lublin em 1933, onde viveu at\u00e9 a invas\u00e3o alem\u00e3.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o temos medo de receber cr\u00edticas por criar um perfil de         um menino assassinado durante a guerra. N\u00e3o achamos que isso         seja um abuso&#8221;, declarou \u00e0 Agencia Efe o autor da p\u00e1gina,         Piotr Brozek, estudante de hist\u00f3ria e membro da associa\u00e7\u00e3o         cultural da Prov\u00edncia de Lublin &#8220;Porta de Grodzka&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o pretendemos utilizar a hist\u00f3ria de Henio para o nosso         pr\u00f3prio benef\u00edcio, mas queremos aproximar essa hist\u00f3ria e o         drama do Holocausto dos jovens que hoje usam as novas         tecnologias e as redes sociais&#8221;, diz Brozek.<\/p>\n<p>A ideia nasceu no ver\u00e3o passado, quando a prima de Henio, Neta         Zytomirski, que mora hoje em Israel, entregou um pacote de         fotografias velhas aos membros do &#8220;Porta de Grodzka&#8221;,         um coletivo que luta contra o racismo e busca manter viva a         lembran\u00e7a do Holocausto atrav\u00e9s da arte.<\/p>\n<p>&#8220;Infelizmente n\u00e3o podemos contar seis milh\u00f5es de hist\u00f3rias         (o n\u00famero de v\u00edtimas do Holocausto na Europa), portanto         escolhemos a de Henio porque t\u00ednhamos essas fotos, embora sua         hist\u00f3ria seja muito comovente&#8221;, afirma o autor do perfil.<\/p>\n<p>A ideia foi um sucesso e os coment\u00e1rios se amontoam no perfil de         Henio Zytomirski. S\u00e3o 35 fotografias em preto e branco que         percorrem a curta vida do menino &#8211; nos bra\u00e7os de seu pai Mois\u00e9s,         durante a celebra\u00e7\u00e3o do seu segundo anivers\u00e1rio, os jogos nas         ruas de Lublin&#8230;-, at\u00e9 a \u00faltima imagem, em que se acredita que         ele estivesse com sete anos.<\/p>\n<p>&#8220;Tenho sete anos, tenho papai e mam\u00e3e, e tenho meu lugar         favorito. Nem todos t\u00eam papai e mam\u00e3e, mas todos t\u00eam um lugar         favorito. Hoje decidi que ficarei para sempre em Lublin, em meu         lugar favorito, com meu papai e minha mam\u00e3e&#8221;, diz a         apresenta\u00e7\u00e3o de Henio no Facebook.<\/p>\n<p>Para o jovem historiador e &#8220;pai&#8221; de menino na Rede,         &#8220;contar a hist\u00f3ria em primeira pessoa serve para envolver         mais as pessoas, que assim se sentem mais pr\u00f3ximas aos eventos&#8221;.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria que terminou no campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista de         Majdanek, nos arredores de Lublin, leste da Pol\u00f4nia, onde foram         parar a grande maioria dos judeus poloneses da regi\u00e3o, incluindo         Henio e sua fam\u00edlia, onde esta crian\u00e7a perdeu a vida nas c\u00e2maras         de g\u00e1s, possivelmente em 1942.<\/p>\n<p>&#8220;Por enquanto Henio tem quase cinco mil amigos, o limite         m\u00e1ximo de amigos que se podem ter no Facebook &#8211; explica o autor         -, portanto  temos que claro que faremos algo mais na internet&#8221;.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie de museu virtual em que se transformou o perfil de         Henio atrai cada vez mais curiosos que querem conhecer a         hist\u00f3ria de uma crian\u00e7a transformada no s\u00edmbolo da destrui\u00e7\u00e3o da         comunidade judaica de Lublin. Antes da Segunda Guerra Mundial         40% da popula\u00e7\u00e3o da cidade era formada por judeus.<\/p>\n<p>Campos de concentra\u00e7\u00e3o como os de Majdanek, onde foram         assassinadas cerca de 80 mil pessoas, acabaram para sempre com         aquela Lublin em que Henio sorri agora gra\u00e7as ao milagre         atemporal do Facebook.<\/p>\n<p><strong>EFE<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vars\u00f3via &#8211;\u00a0 Henio Zytomirski, um menino judeu assassinado na Pol\u00f4nia pelos nazistas h\u00e1 70 anos no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Majdanek, sorri em uma velha foto no Facebook, e o seu perfil, criado para lembrar o Holocausto, j\u00e1 conta com quase cinco mil &#8220;amigos&#8221;. Com cal\u00e7as curtas e sapatinhos brancos, o menino congelado no tempo recebe mensagens que se acumulam em seu mural. Os internautas comentam as fotografias de Henio, que nasceu na cidade polonesa de Lublin em 1933, onde viveu at\u00e9 a invas\u00e3o alem\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[2036,2037],"class_list":["post-4327","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-facebook","tag-nazismo"],"acf":[],"views":764,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4327"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4327\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4328,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4327\/revisions\/4328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}