{"id":4307,"date":"2010-03-27T16:48:14","date_gmt":"2010-03-27T19:48:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=4307"},"modified":"2010-03-27T16:48:14","modified_gmt":"2010-03-27T19:48:14","slug":"historia-do-circo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/27\/historia-do-circo\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Circo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" title=\"circo\" src=\"http:\/\/www.normaeliete.com\/images\/stories\/circo0.jpg\" alt=\"\" width=\"187\" height=\"140\" \/>Comemora-se o <strong>Dia do Circo<\/strong> em 27 de mar\u00e7o, numa homenagem ao palha\u00e7o brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeir\u00e3o Preto, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Considerado por todos que o assistiram como um grande palha\u00e7o, se destacava pela enorme criatividade c\u00f4mica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contempor\u00e2neos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.<\/p>\n<h4>Como surgiu o circo<\/h4>\n<p>\u00c9 praticamente imposs\u00edvel determinar uma data espec\u00edfica de quando ou como as pr\u00e1ticas circenses come\u00e7aram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exerc\u00edcios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a gra\u00e7a e a harmonia.<!--more--><\/p>\n<p>Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebra\u00e7\u00e3o para dar as boas-vindas a estrangeiros rec\u00e9m-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstra\u00e7\u00f5es geniais de acrobacias. A partir de ent\u00e3o, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no Egito, h\u00e1 registros de pinturas de malabaristas. Na \u00cdndia, o contorcionismo e o salto s\u00e3o parte integrante dos espet\u00e1culos sagrados. Na Gr\u00e9cia, a contor\u00e7\u00e3o era uma modalidade ol\u00edmpica, enquanto os s\u00e1tiros j\u00e1 faziam o povo rir, numa esp\u00e9cie de precurs\u00e3o aos palha\u00e7os.<\/p>\n<h4>No palco da hist\u00f3ria<\/h4>\n<p>Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo M\u00e1ximo de Roma, que um inc\u00eandio destruiu totalmente, causando grande como\u00e7\u00e3o. Tempos depois, no ano 40 a.C, constru\u00edram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresenta\u00e7\u00f5es de engolidores de fogo, gladiadores e esp\u00e9cies ex\u00f3ticas de animais.<\/p>\n<p>Com a persegui\u00e7\u00e3o aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstra\u00e7\u00f5es de for\u00e7a: os crist\u00e3os eram lan\u00e7ados aos le\u00f5es, para serem devorados diante do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Os artistas procuraram, ent\u00e3o, as pra\u00e7as, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem \u00e0s pessoas seus malabarismos e m\u00e1gicas.<\/p>\n<p>Ainda na Europa do s\u00e9culo XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na Fran\u00e7a, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simula\u00e7\u00f5es de combates e na equita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>O circo moderno<\/h4>\n<p>A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na Inglaterra. Trata-se do Astley&#8217;s Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial ingl\u00eas da Cavalaria Brit\u00e2nica, Philip Astley.<\/p>\n<p>O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada pr\u00f3xima e sua atra\u00e7\u00e3o principal era um espet\u00e1culo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que s\u00f3 aquela atra\u00e7\u00e3o de cunho militar n\u00e3o segurava o p\u00fablico e passou a increment\u00e1-la com saltimbancos, equilibristas e palha\u00e7os.<\/p>\n<p>O<strong> palha\u00e7o<\/strong> do lugar era um soldado, que entrava montado ao contr\u00e1rio e fazia mil perip\u00e9cias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Era o pr\u00f3prio oficial Astley quem apresentava o show, vindo da\u00ed a figura do mestre de cerim\u00f4nias<\/p>\n<h4>Quando o circo chegou ao Brasil<\/h4>\n<p>No Brasil, a hist\u00f3ria do circo est\u00e1 muito ligada \u00e0 trajet\u00f3ria dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do s\u00e9culo dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais \u00e0 vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.<\/p>\n<p>Procuravam adaptar suas apresenta\u00e7\u00f5es ao gosto do p\u00fablico de cada localidade e o que n\u00e3o agradava era imediatamente tirado do programa.<\/p>\n<p>Mas o circo com suas caracter\u00edsticas itinerantes aparece no Brasil no final do s\u00e9culo XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava \u00e0s classes populares e tinha no palha\u00e7o o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.<\/p>\n<p>O palha\u00e7o brasileiro, por sua vez, adquiriu caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Ao contr\u00e1rio do europeu, que se comunicava mais pela m\u00edmica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possu\u00eda dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.<\/p>\n<h4>Circo contempor\u00e2neo<\/h4>\n<p><strong>Circo contempor\u00e2neo<\/strong> \u00e9 o que se aprende na escola. Fen\u00f4meno conseq\u00fcente das mudan\u00e7as de valores na sociedade e suas novas necessidades. Grande parte dos profissionais do circo mandaram seus filhos para a universidade, fazendo com que as novas gera\u00e7\u00f5es da lona trabalhem mais na administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em fins dos anos 70, come\u00e7am a aparecer as primeiras escolas de circo, no mundo inteiro. Na Fran\u00e7a, a primeira a surgir foi a Escola Nacional de Circo Annie Fratellini, em 1979, com o apoio do governo franc\u00eas.<\/p>\n<p>No Canad\u00e1, artistas perform\u00e1ticos t\u00eam aulas com ginastas e, em 1981, \u00e9 criada uma escola de circo para atender \u00e0 necessidade desses novos acrobatas.<\/p>\n<p>Interessante lembrarmos, no entanto, que essa import\u00e2ncia que o circo assume no mundo capitalista j\u00e1 era cultivada na ex-URSS, desde a d\u00e9cada de 20. Data de 1921 a cria\u00e7\u00e3o de uma escola de circo na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que coloca o circo no patamar de arte, com inova\u00e7\u00e3o dos temas e das formas de apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Escolas e grupos brasileiros<\/h4>\n<p>No Brasil, a primeira escola de circo foi criada em S\u00e3o Paulo, em 1977, com o nome de Piolin (que \u00e9 tamb\u00e9m o nome de um grande palha\u00e7o brasileiro). Funcionava no est\u00e1dio do Pacaembu.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, surge em 1982 a Escola Nacional de Circo, abrindo oportunidades para jovens de todas as classes e vindos de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Eles aprendem as novas t\u00e9cnicas circenses e, uma vez formados, montam seus pr\u00f3prios grupos ou v\u00e3o trabalhar no exterior.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os grupos espalhados pelo Brasil afora. Citamos a Intr\u00e9pida Trupe, os Acrob\u00e1ticos Fratelli e a Nau de \u00cdcaros.<\/p>\n<h4>Nossos palha\u00e7os<\/h4>\n<p>Carequinha, &#8220;o palha\u00e7o mais conhecido do Brasil&#8221; &#8211; ele mesmo se intitula assim &#8211; diz que os melhores palha\u00e7os que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarr\u00e3o. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito \u00e0 TV. Comandou programas de televis\u00e3o, gravou v\u00e1rios discos, e soube tirar dessa m\u00eddia o melhor proveito. A TV, para ele, n\u00e3o acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo \u00e9 imortal.<\/p>\n<p>&#8220;Sou contra circo que tem animais. N\u00e3o gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais.&#8221;<br \/>\nCarequinha<\/p>\n<p>Denominado o &#8220;<strong>Rei dos Palha\u00e7os<\/strong>&#8220;, o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palha\u00e7o Piolin (era magro feito um barbante e da\u00ed a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de v\u00e1rios movimentos art\u00edsticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.<\/p>\n<p>&#8220;O circo n\u00e3o tem futuro, mas n\u00f3s, ligados a ele, temos que batalhar para essa institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o perecer&#8221;<br \/>\nFrase dita por Piolin, pouco antes de morrer.<\/p>\n<p><strong>Norma Eliete<\/strong><\/p>\n<p>FONTE:www.portalsaofrancisco.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comemora-se o Dia do Circo em 27 de mar\u00e7o, numa homenagem ao palha\u00e7o brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeir\u00e3o Preto, S\u00e3o Paulo. Considerado por todos que o assistiram como um grande palha\u00e7o, se destacava pela enorme criatividade c\u00f4mica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contempor\u00e2neos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir. 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