{"id":4303,"date":"2010-03-27T16:41:23","date_gmt":"2010-03-27T19:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=4303"},"modified":"2010-03-27T16:41:23","modified_gmt":"2010-03-27T19:41:23","slug":"policia-e-professores-entram-em-confronto-e-16-ficam-feridos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/27\/policia-e-professores-entram-em-confronto-e-16-ficam-feridos\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia e professores entram em confronto e 16 ficam feridos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"policia\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/greve4_260310_Clayton_de_Souza_AE_cortada.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" \/><\/p>\n<p>O confronto entre professores da rede estadual de ensino e a Tropa de Choque da Pol\u00edcia Militar deixou 16 pessoas feridas, segundo a Pol\u00edcia Militar. A corpora\u00e7\u00e3o informou que, desse total, 9 s\u00e3o civis e 7 s\u00e3o da PM. A manifesta\u00e7\u00e3o terminou por volta das 19h30 desta sexta-feira, 26.<\/p>\n<p>O governo de S\u00e3o Paulo informou a representantes dos professores que n\u00e3o negociar\u00e1 reajuste salarial enquanto durar a greve da categoria, que come\u00e7ou no dia 8.<\/p>\n<p>O cruzamento da rua Wagih Assad com a avenida Giovanni Gronchi\u00a0virou uma pra\u00e7a de guerra. Alguns manifestantes quebraram um vaso da rua e jogaram as pedras nos policiais, que revidaram com balas de borracha e\u00a0g\u00e1s de efeito moral. Um policial tamb\u00e9m chegou a\u00a0jogar pedras.<!--more--><\/p>\n<p>No meio da confus\u00e3o, uma pedra explodiu o vidro do carro do jornal <strong>O Estado de S. Paulo<\/strong>.<\/p>\n<p>Os secret\u00e1rios-adjuntos da Casa Civil, Humberto Rodrigues, e da Educa\u00e7\u00e3o, Guilherme Bueno, receberam dez integrantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo (Apeoesp) para uma reuni\u00e3o de 40 minutos no Pal\u00e1cio dos Bandeirantes. Os sindicalistas deixaram a sede do governo sem falar com a imprensa.<\/p>\n<p>Segundo fontes do governo, Serra preferiu n\u00e3o negociar pessoalmente com os professores pois n\u00e3o quer passar a impress\u00e3o de que esteja cedendo aos manifestantes. O governador e seus assessores avaliam que o movimento \u00e9 mal visto pela maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/greve2_260310_Luis_Cleber_Martines_FotoReporter_AE_cortadinha.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" \/><\/p>\n<p><em>Manifestantes entram em confronto com tropa de choque<\/em><\/p>\n<p>Os professores da rede estadual de ensino decidiram, por volta das 16h45 desta sexta-feira, 26, manter a paralisa\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>Cerca de 7 mil pessoas participaram da manifesta\u00e7\u00e3o, segundo a Pol\u00edcia Militar. Com v\u00e1rias bandeiras da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo (Apeoesp), Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) e da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), muitos manifestantes gritavam frases contra o governo, chamando-o de &#8220;intransigente&#8221; e &#8220;autorit\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o terceiro protesto da categoria. Nas manifesta\u00e7\u00f5es anteriores, os professores fecharam a Avenida Paulista. No dia 12, o ato reuniu cerca de 12 mil pessoas. No dia 19, outra passeata na mesma regi\u00e3o contou com 8 mil.<\/p>\n<p>A classe reivindica reajuste salarial de 34%, incorpora\u00e7\u00e3o imediata das gratifica\u00e7\u00f5es e o fim das provas dos tempor\u00e1rios e do programa de promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/greve6_260310_ERNESTO_RODRIGUES_AE_cortada.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"120\" \/><\/p>\n<p><em>Bomba de efeito moral explode durante enfrentamento<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8220;Movimento pol\u00edtico&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Em nota, a Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o informa que n\u00e3o mudar\u00e1 programas criticados pelo sindicato, como o de Valoriza\u00e7\u00e3o ao M\u00e9rito e a cria\u00e7\u00e3o da Escola Paulista de Professores. Para a secretaria &#8220;s\u00e3o esses os programas que est\u00e3o permitindo melhorar a educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo&#8221;. Segundo a nota, a greve afeta 1% das escolas estaduais.<\/p>\n<p>O governo voltou a classificar como &#8220;pol\u00edtico&#8221; o movimento da Apeoesp. &#8220;O sindicato convocou a greve sem que tivesse tentado nenhuma negocia\u00e7\u00e3o com a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o, o que evidencia sua finalidade pol\u00edtica&#8221;, diz a nota. &#8220;A secretaria lamenta a trucul\u00eancia e a viol\u00eancia dos sindicalistas, que nessa semana fizeram baderna at\u00e9 mesmo dentro de um hospital.&#8221;<\/p>\n<p><strong>A \u00edntegra da nota:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Uma comiss\u00e3o de sindicalistas foi recebida por representantes da Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o e da Casa Civil no Pal\u00e1cio dos Bandeirantes. O governo informou que s\u00f3 aceita conversar sobre sal\u00e1rios ap\u00f3s o fim da greve. A Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m informou que n\u00e3o vai mudar nenhum dos programas que s\u00e3o combatidos pelo sindicato, como o Programa de Valoriza\u00e7\u00e3o pelo M\u00e9rito, que d\u00e1 aumento de 25% de acordo com o resultado de uma prova; a lei que acabou com a possibilidade de faltar dia sim, dia n\u00e3o; e a cria\u00e7\u00e3o da Escola Paulista de Professores, com a abertura de concurso para dez mil novas vagas. S\u00e3o esses programas que est\u00e3o permitindo melhorar a educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, com o \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o do Estado tendo melhorado 9,4% em 2009 em rela\u00e7\u00e3o a 2008. Ainda nesta semana o governo pagou R$ 655 milh\u00f5es em B\u00f4nus por Resultado para 210 mil profissionais da educa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;A Secretaria informa, ainda, que o movimento da Apeoesp afeta apenas 1% das escolas. O sindicato convocou a greve sem que tivesse tentado nenhuma negocia\u00e7\u00e3o com a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o, o que evidencia sua finalidade pol\u00edtica. O movimento contesta, tamb\u00e9m, leis aprovadas na Assembleia Legislativa ap\u00f3s amplo debate, o que indica mais uma vez o seu desprezo pelas regras da democracia.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;A Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o lamenta a trucul\u00eancia e a viol\u00eancia dos sindicalistas, que nesta semana fizeram baderna at\u00e9 mesmo dentro de um hospital. A Secretaria considera que a viol\u00eancia \u00e9 uma tentativa do sindicato de criar um fato pol\u00edtico, j\u00e1 que a rede de 5.000 escolas estaduais funciona normalmente.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/greve3_260310_Luis_Cleber_Martines_FotoReporter_AE_cortada.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><em>Policiais jogaram bombas de efeito moral para dispersar a multid\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>Colaboraram Julia Duailibi e Carolina Freitas<\/em><\/p>\n<p><strong>Estad\u00e3o<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O confronto entre professores da rede estadual de ensino e a Tropa de Choque da Pol\u00edcia Militar deixou 16 pessoas feridas, segundo a Pol\u00edcia Militar. A corpora\u00e7\u00e3o informou que, desse total, 9 s\u00e3o civis e 7 s\u00e3o da PM. A manifesta\u00e7\u00e3o terminou por volta das 19h30 desta sexta-feira, 26. O governo de S\u00e3o Paulo informou a representantes dos professores que n\u00e3o negociar\u00e1 reajuste salarial enquanto durar a greve da categoria, que come\u00e7ou no dia 8. O cruzamento da rua Wagih Assad com a avenida Giovanni Gronchi\u00a0virou uma pra\u00e7a de guerra. 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