{"id":42040,"date":"2012-01-31T13:52:16","date_gmt":"2012-01-31T16:52:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=42040"},"modified":"2012-01-31T13:52:16","modified_gmt":"2012-01-31T16:52:16","slug":"brasil-esta-entre-os-menos-preparados-para-ataques-hackers","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/01\/31\/brasil-esta-entre-os-menos-preparados-para-ataques-hackers\/","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 entre os menos preparados para ataques hackers"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>BBC Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Brasil foi apontado como um dos pa\u00edses menos preparados para ataques cibern\u00e9ticos em um ranking de 23 na\u00e7\u00f5es presente em um rec\u00e9m divulgado estudo produzido pelo centro de pesquisas belga Security Defense Agenda (SDA) e pela empresa de antiv\u00edrus McAfee.<\/p>\n<p>Dos pa\u00edses analisados pelo estudo, nenhum obteve a nota m\u00e1xima (5) de total prontid\u00e3o contra ataques virtuais. O Brasil teve nota 2,5, ao lado de \u00cdndia e Rom\u00eania, ficando \u00e0 frente apenas do M\u00e9xico. Os mais bem-colocados no ranking s\u00e3o Israel, Finl\u00e2ndia e Su\u00e9cia, com nota 4,5.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;A infraestrutura e tecnologia (de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica) na Am\u00e9rica Latina e Caribe tende a estar desatualizada, e esse ainda \u00e9 o caso no Brasil&#8221;, diz o cap\u00edtulo sobre o pa\u00eds. &#8220;At\u00e9 agora, a corrup\u00e7\u00e3o policial e a falta de legisla\u00e7\u00e3o para combater crimes cibern\u00e9ticos constituem o calcanhar de Aquiles do Brasil. Ciberataques contra usu\u00e1rios (de sites de bancos) est\u00e3o acima da m\u00e9dia mundial.&#8221;<\/p>\n<p>Exemplos de ataques est\u00e3o ocorrendo nesta semana, quando hackers brasileiros est\u00e3o alvejando sites de bancos. Na segunda-feira, o site do Ita\u00fa ficou indispon\u00edvel por alguns momentos; nesta ter\u00e7a, o mesmo est\u00e1 acontecendo com o site do Bradesco.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Hackers em vantagem&#8221;<\/strong><br \/>\nO estudo Cyber Defense Report foi feito a partir de entrevistas com mais de 300 analistas e autoridades em seguran\u00e7a cibern\u00e9tica de governos, empresas, organiza\u00e7\u00f5es internacionais e da academia, segundo a SDA. Uma de suas conclus\u00f5es \u00e9 de que os hackers est\u00e3o, em geral, em situa\u00e7\u00e3o de vantagem, &#8220;atacando sistemas com fins de espionagem industrial e pol\u00edtica ou para praticar roubos&#8221;.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como China, It\u00e1lia e R\u00fassia tampouco receberam boas notas no ranking &#8211; 3, de um m\u00e1ximo de 5. Estados Unidos, Gr\u00e3-Bretanha, Espanha, Alemanha e Fran\u00e7a ficaram com nota 4. As notas levam em conta a ado\u00e7\u00e3o de medidas b\u00e1sicas &#8211; como firewalls (dispositivos que protegem contra hackers) adequados e prote\u00e7\u00e3o antiv\u00edrus &#8211; e outras mais sofisticadas, como educa\u00e7\u00e3o e grau de informa\u00e7\u00e3o do governo.<\/p>\n<p>Para Raj Samani, da McAfee, o ranking \u00e9 subjetivo, mas \u00e9 justamente essa sua validade. &#8220;(O ranking) d\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o da prontid\u00e3o (dos pa\u00edses) na opini\u00e3o de pessoas que entendem e trabalham com ciberseguran\u00e7a diariamente&#8221;, diz. As amea\u00e7as, \u00e9 claro, variam de pa\u00eds para pa\u00eds.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, Raphael Mandarino, diretor do Departamento de Seguran\u00e7a da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, diz no estudo que, como o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 envolvido em guerras, &#8220;n\u00e3o vemos o espa\u00e7o cibern\u00e9tico como um campo de batalhas&#8221;. &#8220;Nossa ciberseguran\u00e7a foi criada essencialmente para proteger a infraestrutura interna de departamentos, o que faz com que nossa situa\u00e7\u00e3o seja muito diferente da dos EUA&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso de Israel, por\u00e9m, a principal amea\u00e7a vem de &#8220;Estados e de grandes organiza\u00e7\u00f5es criminosas&#8221;, afirma ao estudo um conselheiro de seguran\u00e7a do premi\u00ea Binyamin Netanyahu, afirmando que o pa\u00eds montou uma for\u00e7a-tarefa para avaliar amea\u00e7as virtuais ao abastecimento de \u00e1gua e de energia, por exemplo.<\/p>\n<p>O pa\u00eds foi recentemente alvo de diversos ataques cibern\u00e9ticos de grande escala, afetando, por exemplo, sites da Bolsa de Valores e de companhias a\u00e9reas.<\/p>\n<p><strong>Compartilhar informa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nO relat\u00f3rio diz que \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es em n\u00edvel global para se proteger de amea\u00e7as. &#8220;Criminosos cibern\u00e9ticos se conectam atrav\u00e9s de distintos pa\u00edses&#8221;, diz o estudo. &#8220;Se s\u00e3o espertos, passam pelos pa\u00edses onde sabem que n\u00e3o existe nenhuma coopera\u00e7\u00e3o. Eles est\u00e3o compartilhando informa\u00e7\u00f5es &#8211; precisamos fazer o mesmo.&#8221;<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es foram elogiadas por Joss Wright, integrante do Instituto de Internet de Oxford. Mas, em entrevista \u00e0\u00a0<em>BBC<\/em>, ele faz uma ressalva sobre a viabilidade do compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es. &#8220;S\u00e3o recomenda\u00e7\u00f5es j\u00e1 feitas nos \u00faltimos dez anos&#8221;, declara Wright. &#8220;Adoraria ver o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es, mas, quando se trata de seguran\u00e7a nacional, existe (entre os pa\u00edses) uma cultura de n\u00e3o compartilhar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; BBC Brasil O Brasil foi apontado como um dos pa\u00edses menos preparados para ataques cibern\u00e9ticos em um ranking de 23 na\u00e7\u00f5es presente em um rec\u00e9m divulgado estudo produzido pelo centro de pesquisas belga Security Defense Agenda (SDA) e pela empresa de antiv\u00edrus McAfee. 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