{"id":41963,"date":"2012-01-28T17:30:19","date_gmt":"2012-01-28T20:30:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=41963"},"modified":"2012-01-28T17:30:19","modified_gmt":"2012-01-28T20:30:19","slug":"justica-manda-guaranis-kaiowas-desocuparem-terra-que-estava-sendo-demarcada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/01\/28\/justica-manda-guaranis-kaiowas-desocuparem-terra-que-estava-sendo-demarcada\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a manda guaranis-kaiow\u00e1s desocuparem terra que estava sendo demarcada"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia &#8211; A Justi\u00e7a deu prazo de 15 dias para que um grupo de \u00edndios guarani-kaiow\u00e1 da Terra Ind\u00edgena Laranjeira Nhanderu, em Mato Grosso do Sul, desocupe a \u00e1rea, que \u00e9 reivindicada por fazendeiros. A justificativa, segundo informa\u00e7\u00e3o do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) na regi\u00e3o, foi que a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) n\u00e3o apresentou o relat\u00f3rio de identifica\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n<p>Segundo a \u00edndia Luciene Almeida, filha de uma lideran\u00e7a local, policiais federais estiveram na aldeia nesta sexta-feira (27) para levar a ordem de reintegra\u00e7\u00e3o de posse e comunicar que os \u00edndios teriam 15 dias para sair das terras. Na aldeia vivem 170 \u00edndios, sendo 100 crian\u00e7as e 30 idosos.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos para onde ir. Estamos aqui h\u00e1 quatro anos e j\u00e1 tivemos que ficar na beira da estrada duas vezes\u201d, disse Luciene, se referindo a outras duas ordens de desocupa\u00e7\u00e3o que a tribo teve que cumprir. A Funai informou \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0que assinou com o Minist\u00e9rio P\u00fablico um termo de ajustamento para concluir a identifica\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena at\u00e9 o fim de 2011, mas o processo foi paralisado v\u00e1rias vezes por determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a. Al\u00e9m disso, garantiu que a procuradoria do \u00f3rg\u00e3o recorrer\u00e1 da decis\u00e3o para que os \u00edndios guarani-kaiow\u00e1 continuem na \u00e1rea.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2012, o procurador-geral da Rep\u00fablica, Roberto Gurgel, deu parecer recomendando que a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas deve continuar em Mato Grosso do Sul. Ele se manifestou em recurso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o, que suspendeu a demarca\u00e7\u00e3o de terras no estado atendendo a um pedido da Federa\u00e7\u00e3o de Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso do Sul (Femasul).<\/p>\n<p>Para Gurgel, a demarca\u00e7\u00e3o assegura o interesse p\u00fablico e deve ser mantida, pois permite a promo\u00e7\u00e3o da ordem, economia e seguran\u00e7a p\u00fablica. \u201cBusca-se eliminar um conflito fundi\u00e1rio que n\u00e3o \u00e9 risco hipot\u00e9tico, mas fato consumado. Do contr\u00e1rio, perduraria uma situa\u00e7\u00e3o de grave amea\u00e7a \u00e0 integridade f\u00edsica de in\u00fameros cidad\u00e3os e ao pr\u00f3prio patrim\u00f4nio p\u00fablico.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia &#8211; A Justi\u00e7a deu prazo de 15 dias para que um grupo de \u00edndios guarani-kaiow\u00e1 da Terra Ind\u00edgena Laranjeira Nhanderu, em Mato Grosso do Sul, desocupe a \u00e1rea, que \u00e9 reivindicada por fazendeiros. A justificativa, segundo informa\u00e7\u00e3o do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) na regi\u00e3o, foi que a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) n\u00e3o apresentou o relat\u00f3rio de identifica\u00e7\u00e3o da terra. 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