{"id":41604,"date":"2012-01-15T20:18:15","date_gmt":"2012-01-15T23:18:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=41604"},"modified":"2012-01-15T20:18:15","modified_gmt":"2012-01-15T23:18:15","slug":"comissao-nacional-quer-apurar-movimentacao-milionaria-na-justica-baiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/01\/15\/comissao-nacional-quer-apurar-movimentacao-milionaria-na-justica-baiana\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o Nacional quer apurar movimenta\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria na Justi\u00e7a baiana"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>iBahia.com<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.blogdaresenhageral.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/RTEmagicC_eliana_calmon_01.jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"RTEmagicC_eliana_calmon_01.jpg\" src=\"http:\/\/www.blogdaresenhageral.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/RTEmagicC_eliana_calmon_01.jpg-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJ-BA) afirmou ontem conhecer apenas atrav\u00e9s da imprensa o relat\u00f3rio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado quinta-feira pela corregedora Nacional de Justi\u00e7a e ministra do Superior Tribunal de Justi\u00e7a,a baiana Eliana Calmon. O documento aponta que, de 2000 a 2010 houve movimenta\u00e7\u00e3o at\u00edpica de R$ 855 milh\u00f5es nas contas banc\u00e1rias de 3.426 magistrados e servidores do Judici\u00e1rio em todo o Brasil.<\/p>\n<p><strong>Bahia<\/strong><br \/>\nSegundo o relat\u00f3rio,81,7% das comunica\u00e7\u00f5es consideradas at\u00edpicas est\u00e3o concentradas entre servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (Rio de Janeiro),Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia e o Tribunal de Justi\u00e7a Militar de S\u00e3o Paulo. Das tr\u00eas movimenta\u00e7\u00f5es de maior valor,uma foi de um magistrado da Bahia e\u00a0duas de ju\u00edzes paulistas que, juntas, perfazemR$ 116,5 milh\u00f5es em 2008.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de sua assessoria, o TJ-BA disse desconhecer quem seria essemagistrado, j\u00e1 que n\u00e3o teria recebido nenhuma notifica\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) para que colaborasse comas investiga\u00e7\u00f5es. O \u00f3rg\u00e3o ressaltou tamb\u00e9m que a den\u00fancia \u00e9 sobre contas particulares dos servidores e, a princ\u00edpio, nada<br \/>\nteria a ver com desvio de dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cAtipicidade\u201d nas movimenta\u00e7\u00f5es n\u00e3o significa crimeou irregularidade, mas apenas que aquela opera\u00e7\u00e3o financeira fugiu aos padr\u00f5es da norma banc\u00e1ria e do sistema nacional de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 lavagemde dinheiro. S\u00e3o consideradas movimenta\u00e7\u00f5es suspeitas dep\u00f3sitos e transfer\u00eancias de valores muito superiores \u00e0 renda<br \/>\ndo servidor. Isso pode gerar, por exemplo, suspeita de compra de senten\u00e7as (quando uma das partes envolvidas para que lhe d\u00ea ganho de causa).<\/p>\n<p>Documento<br \/>\nSem apontar nomes ou separar servidores de ju\u00edzes, os dados tamb\u00e9m mostram que ocorreram dep\u00f3sitos,em esp\u00e9cie, no total de R$ 77,1 milh\u00f5es nas contas dessas pessoas. O Coaf investigou uma rela\u00e7\u00e3o de 216 mil servidores do poder Judici\u00e1rio em todo o pa\u00eds. Deste universo,5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunica\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es financeiras encaminhadas ao Coaf por diversos setores econ\u00f4micos, como bancos e cart\u00f3rios de registro de im\u00f3veis.<\/p>\n<p>Ascomunica\u00e7\u00f5es representaram R$ 9,48 bilh\u00f5es, entre 2000 e novembro de 2010. O Coaf considerou que a maioria deste valor tem explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel, como empr\u00e9stimos efetuados ou pagos. O \u00e1pice das movimenta\u00e7\u00f5es consideradas at\u00edpicas ocorreu em 2002, quando uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o, no Rio, movimentou R$ 282,9 milh\u00f5es. Em 2010, R$ 34,2 milh\u00f5es integraram opera\u00e7\u00f5es consideradas suspeitas. O documento, de 13 p\u00e1ginas, foi encaminhado na tarde de anteontem ao Supremo Tribunal Federal(STF) pela ministra Eliana Calmon.<\/p>\n<p>Processo<br \/>\nA atitude da ministra \u00e9 parte de sua defesa na a\u00e7\u00e3o movida pelas associa\u00e7\u00f5es dos Magistrados Brasileiros (AMB), dos Magistrados da Justi\u00e7a do Trabalho (Anamatra) e dos Ju\u00edzes Federais do Brasil(Ajufe),que pedem o fim da investiga\u00e7\u00e3o de ju\u00edzes pelo CNJ. Ela disse ao STF n\u00e3o ter havido quebra de sigilo no acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 claro que o juiz corrupto tem que ser punido, mas sem exageros\u201d, disse ontem a presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados da Bahia (Amab), Nartir Weber. A associa\u00e7\u00e3o \u00e9 vinculada \u00e0 AMB e, por isso, a presidente disse apoiar qualquer decis\u00e3o desta.<\/p>\n<p>O documento j\u00e1 est\u00e1 nas m\u00e3os do relator do processo no STF, ministro Joaquim Barbosa. Ele pode reanalisar a liminar, que suspendeu em 19 de dezembro as investiga\u00e7\u00f5es de 22 ju\u00edzes (veja quadro ao lado), ou produzir voto para julgar o m\u00e9rito do processo.Segundo a assessoria do \u00f3rg\u00e3o,por se tratar de um mandado de seguran\u00e7a, a a\u00e7\u00e3o tem prioridade de julgamento. No entanto, imposs\u00edvel estimar um prazo para o seu desfecho.<\/p>\n<p>Liminar interrompeu investiga\u00e7\u00e3o<br \/>\nO relat\u00f3rio da Coaf que aponta suspeitas nas contas banc\u00e1rias de ju\u00edzes e servidores do Judici\u00e1rio \u00e9 s\u00f3 mais um cap\u00edtulo da novela que teve in\u00edcio no final do ano passado. Em dezembro de 2011, a ministra do Superior Tribunal de Justi\u00e7a Eliana Calmon entrou em choque com associa\u00e7\u00f5es de magistrados e com setores do Judici\u00e1rio ao pedir investiga\u00e7\u00f5es sobre a vida financeira de ju\u00edzes, desembargadores e demais servidores.<\/p>\n<p>Sob o argumento de que estaria havendo excessos nas investiga\u00e7\u00f5es, essas entidades entraram comuma a\u00e7\u00e3o no STJ e conseguiram, em 19 de dezembro, uma liminar expedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, que impedia Eliana Calmon de continuar comas investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dias depois, uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo denunciou que Lewandowski teria recebido os valores de aux\u00edlio-moradia que estavam sob investiga\u00e7\u00e3o e que, portanto, teria se beneficiado de seu pr\u00f3prio julgamento. O ministro nega. Lewandowski analisou o caso em substitui\u00e7\u00e3o ao relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que n\u00e3o estava no tribunal.<\/p>\n<p>O CNJ, \u00f3rg\u00e3o criado para fiscalizar o Judici\u00e1rio, diz que n\u00e3o efetuou quebras de sigilo para realizar as investiga\u00e7\u00f5es. Atrav\u00e9s da assessoria do \u00f3rg\u00e3o, a ministra Eliana Calmon informou que, por enquanto, n\u00e3o daria entrevista sobre o assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; iBahia.com O Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJ-BA) afirmou ontem conhecer apenas atrav\u00e9s da imprensa o relat\u00f3rio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado quinta-feira pela corregedora Nacional de Justi\u00e7a e ministra do Superior Tribunal de Justi\u00e7a,a baiana Eliana Calmon. O documento aponta que, de 2000 a 2010 houve movimenta\u00e7\u00e3o at\u00edpica de R$ 855 milh\u00f5es nas contas banc\u00e1rias de 3.426 magistrados e servidores do Judici\u00e1rio em todo o Brasil. 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