{"id":41300,"date":"2012-01-06T11:32:37","date_gmt":"2012-01-06T14:32:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=41300"},"modified":"2012-01-06T11:32:37","modified_gmt":"2012-01-06T14:32:37","slug":"inflacao-oficial-fecha-2011-em-650-no-teto-da-meta-do-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/01\/06\/inflacao-oficial-fecha-2011-em-650-no-teto-da-meta-do-bc\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial fecha 2011 em 6,50%, no teto da meta do BC"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<h3>Mesmo tendo ficado dentro do teto da meta do Banco Central, taxa de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior em sete anos; em dezembro, IPCA teve alta de 0,50%<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), a infla\u00e7\u00e3o oficial do Pa\u00eds, desacelerou para 0,50% em dezembro ficando ligeiramente <a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/inflacao-oficial-volta-a-acelerar-e-tem-alta-de-052-em-novembro\/n1597401380108.html\"><strong>abaixo do resultado de 0,52% no m\u00eas anterior<\/strong><\/a> e encerrou o ano com alta de 6,50% segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O resultado de 2011 ficou acima da taxa do mesmo per\u00edodo de 2010, que foi de 5,91%. Em dezembro de 2010, a taxa havia sido de 0,63%.<\/p>\n<p>Com esse desempenho, o indicador ficou no teto da meta do Banco Central de 6,5%. A \u00faltima vez que a taxa de infla\u00e7\u00e3o rompeu o teto da meta foi em 2003. Naquele ano, o IPCA fechou com alta de 9,30 e o teto da meta era de 6,5% com centro em 4%.<\/p>\n<p>Apesar de ter ficado dentro do teto, o resultado em 2011 \u00e9 o maior em sete anos. Em 2004, a infla\u00e7\u00e3o oficial havia encerrado o ano com alta de 7,60%.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o an\u00fancio do indicador, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comentou por meio de nota que a meta para a infla\u00e7\u00e3o foi cumprida em 2011 pelo oitavo ano consecutivo. Segundo o presidente ad autoridade monet\u00e1ria,a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor medida pelo IPCA, em linha com o cen\u00e1rio antecipado pelo Banco Central, est\u00e1 em trajet\u00f3ria de queda.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/ipc-recua-para-581-em-2011-ante-64-em-2010\/n1597511871330.html\"><strong>IPC recua para 5,81% em 2011, ante 6,4% em 2010<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/viagem-foi-vila-do-ipc-em-dezembro-aponta-fipe\/n1597514038229.html\"><strong>Viagem foi vil\u00e3 do IPC em dezembro, aponta Fipe<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Segundo a nota, outros indicadores refor\u00e7am a percep\u00e7\u00e3o de significativo arrefecimento das press\u00f5es inflacion\u00e1rias citando como exemplo a <a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/igpm-cai-em-dezembro-e-fecha-2011-com-alta-de-51\/n1597470638084.html\"><strong>varia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no atacado medida pelo IGP-M<\/strong><\/a>, que &#8220;tem mostrado tend\u00eancia marcadamente declinante, e se deslocou de 7,5% no terceiro trimestre para 5,1% ao final do ano&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Em <a href=\"http:\/\/economia.ig.com.br\/mercados\/mercado-financeiro-preve-alta-de-33-do-pib-em-2012\/n1597505815361.html\"><strong>2012, a infla\u00e7\u00e3o ao consumidor <\/strong><\/a>seguir\u00e1 recuando e se deslocando na dire\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria de metas, din\u00e2mica esta consistente com a estrat\u00e9gia de pol\u00edtica monet\u00e1ria adotada pelo Banco Central&#8221;, refor\u00e7ou Tombini na nota do BC.<\/p>\n<div>\n<h3>Oscila\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os<\/h3>\n<p>Comportamento anual da infla\u00e7\u00e3o e as metas do Banco Central para o per\u00edodo<\/p>\n<div><cite>Fonte: IBGE e Banco Central<\/cite><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Impacto dos alimentos e bebidas<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o IBGE, em 2011 a maioria dos grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados apresentou varia\u00e7\u00e3o maior que a do ano anterior. O grupo que mais subiu foi transporte, que passou de 2,41% para 6,05%. As exce\u00e7\u00f5es foram alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (de 10,39% para 7,18%) e artigos de resid\u00eancia (de 3,53% para 0%).<\/p>\n<p>Mesmo com os pre\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas terem apresentado elava\u00e7\u00e3o menor que em 2010, este foi o grupo que exerceu o maior impacto na infla\u00e7\u00e3o de 2011. Respons\u00e1veis por 23,46% do or\u00e7amento das fam\u00edlias do Pa\u00eds, esse segmento foi respons\u00e1vel por 1,69 ponto percentual do \u00edndice, o que representa 26% dele. Isto se deve \u00e0 forte press\u00e3o dos alimentos consumidos fora do domic\u00edlio, cujos pre\u00e7os subiram 10,49% em 2011, seguindo a alta de 9,81% de 2010.<\/p>\n<p>Outros itens tamb\u00e9m continuaram subindo, como os servi\u00e7os banc\u00e1rios (de \u20131,55% em 2010 para 12,46% em 2011), servi\u00e7os de manicure (de 8,32% para 11,29%) e de cabeleireiro (de 8,16% para 9,88%), o que levou as despesas pessoais a 8,61%, maior varia\u00e7\u00e3o de grupo, acima dos 7,37% do ano anterior.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o e aluguel<\/strong><\/p>\n<p>Os col\u00e9gios, cujas mensalidades haviam aumentado 6,64% em 2010, chegaram a 8,09% em 2011. Com os cursos diversos (idioma, inform\u00e1tica, etc.) atingindo 10,52%, tamb\u00e9m acima de 2010 (7,01%), o grupo educa\u00e7\u00e3o fechou o ano com 8,06%, acima dos 6,22% do ano anterior.<\/p>\n<p>O consumidor passou a pagar mais caro, tamb\u00e9m, pelo aluguel residencial, que fechou 2011 em 11,01%, ap\u00f3s ter aumentado 7,42% no ano anterior. Com isto, as despesas com habita\u00e7\u00e3o foram de 5,00% em 2010 para 6,75% em 2011, a\u00ed inclu\u00eddos aumentos expressivos na taxa de \u00e1gua e esgoto (de 3,37% para 8,30%), artigos de limpeza (de 2,45% para 6,94%) e m\u00e3o-de obra para reparos no domic\u00edlio (de 10,55% para 9,56%).<\/p>\n<div>\n<h3>Infla\u00e7\u00e3o oficial<\/h3>\n<p>Comportamento mensal do IPCA em 2011<\/p>\n<div><cite>Fonte: IBGE<\/cite><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ficou mais pesado, ainda, para pagar o plano de sa\u00fade, cujas mensalidades cresceram 7,54% no ano, ante 6,86% de 2010. Junto com a alta nos pre\u00e7os dos servi\u00e7os de hospitaliza\u00e7\u00e3o e cirurgia (de 8,81% para 11,63%), dentistas (de 8,03% em 2010 para 9,03%) e rem\u00e9dios (de 3,37% para 4,39%), o plano de sa\u00fade elevou as despesas com o grupo sa\u00fade e cuidados pessoais para 6,32%, que havia aumentado 5,07% em 2010.<\/p>\n<p>Os artigos de vestu\u00e1rio, que registraram avan\u00e7o de 7,52% em 2010, passaram para 8,27%. As despesas com artigos de resid\u00eancia, de 3,53% em 2010 para zero em 2011, e comunica\u00e7\u00e3o, de 0,88% para 1,52%, apresentaram os mais baixos resultados no ano.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a maior varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em 2011 ocorreu em Curitiba (7,13%) em virtude do aumento nos pre\u00e7os da alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, que chegou a 16,20%. Bel\u00e9m ficou com o menor \u00edndice (4,74%) em fun\u00e7\u00e3o do grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, com 5,59%, e dos pre\u00e7os do g\u00e1s de botij\u00e3o, que ficou 9,19% mais barato.<\/p>\n<p>O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regi\u00f5es metropolitanas do Pa\u00eds, al\u00e9m das cidades de Bras\u00edlia e Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>Para o c\u00e1lculo do \u00edndice do m\u00eas de dezembro, o IBGE comparou os pre\u00e7os entre 30 de novembro e 28 de dezembro de 2011 com os vigentes entre 28 de outubro e 29 de novembro de 2011.<\/p>\n<p><strong>INPC recua em 2011<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) apresentou varia\u00e7\u00e3o de 0,51% em dezembro, abaixo do resultado de 0,57% de novembro. Com isto, o acumulado do ano fechou em 6,08%, abaixo da taxa de 6,47% registrada em 2010. Os alimentos tiveram varia\u00e7\u00e3o de 6,27% e os produtos n\u00e3o aliment\u00edcios apresentaram varia\u00e7\u00e3o de 6%. Em 2010 os alimentos subiram 10,82% e os n\u00e3o aliment\u00edcios 4,63%.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2010, o INPC havia ficado em 0,60%. Os produtos aliment\u00edcios apresentaram varia\u00e7\u00e3o de 1,14% em dezembro, enquanto os n\u00e3o aliment\u00edcios aumentaram 0,23%. Em novembro, os resultados ficaram em 1,18% e 0,30 %, respectivamente.<\/p>\n<p>O INPC \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1979, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de 1 a 6 sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regi\u00f5es metropolitanas do Pa\u00eds, al\u00e9m das cidades de Goi\u00e2nia e Bras\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo tendo ficado dentro do teto da meta do Banco Central, taxa de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior em sete anos; em dezembro, IPCA teve alta de 0,50% O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), a infla\u00e7\u00e3o oficial do Pa\u00eds, desacelerou para 0,50% em dezembro ficando ligeiramente abaixo do resultado de 0,52% no m\u00eas anterior e encerrou o ano com alta de 6,50% segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O resultado de 2011 ficou acima da taxa do mesmo per\u00edodo de 2010, que foi de 5,91%. 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