{"id":41160,"date":"2012-01-02T15:34:14","date_gmt":"2012-01-02T18:34:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=41160"},"modified":"2012-01-02T15:34:14","modified_gmt":"2012-01-02T18:34:14","slug":"acre-pede-ajuda-federal-para-assistir-refugiados-haitianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2012\/01\/02\/acre-pede-ajuda-federal-para-assistir-refugiados-haitianos\/","title":{"rendered":"Acre pede ajuda federal para assistir refugiados haitianos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 O munic\u00edpio de Brasil\u00e9ia, no Acre, vive hoje uma situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica e sem qualquer condi\u00e7\u00e3o de dar o m\u00ednimo de assist\u00eancia aos refugiados haitianos que chegam todos os dias \u00e0 cidade de 30 mil habitantes, onde 15 mil residem na \u00e1rea urbana. O \u201ccaos est\u00e1 instalado\u201d, disse o secret\u00e1rio de Justi\u00e7a e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mour\u00e3o, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. Segundo ele, al\u00e9m do que j\u00e1 fez, o governo estadual n\u00e3o tem mais condi\u00e7\u00f5es de dar qualquer assist\u00eancia aos 1.250 haitianos que est\u00e3o na cidade.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio, a tend\u00eancia \u00e9 esse n\u00famero aumentar. \u201cHoje, em Brasil\u00e9ia, temos 1.250 haitianos, e est\u00e3o chegando mais. N\u00e3o se tem controle sobre a situa\u00e7\u00e3o. Agora, imagine um n\u00famero desses em uma cidade que tem 30 mil habitantes.\u201d<\/p>\n<p>Mour\u00e3o disse que o Acre chegou ao limite financeiro de gastos e necessita de apoio imediato do governo federal que, segundo ele, n\u00e3o tem dado a assist\u00eancia necess\u00e1ria para resolver o problema. De acordo com o secret\u00e1rio, desde o ano passado, o estado vem requerendo ao governo federal apoio financeiro e ajuda de pessoal especializado. Ele informou que, at\u00e9 o momento, o governo do Acre recebeu apenas 14 toneladas de alimentos doadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).<!--more--><\/p>\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio do problema [chegada dos refugiados], estamos fazendo apelos ao governo federal e n\u00e3o conseguimos nada. J\u00e1 chegamos ao nosso limite. S\u00f3 a Secretaria de Justi\u00e7a j\u00e1 gastou R$ 1,04 milh\u00e3o com assist\u00eancia aos haitianos em Brasil\u00e9ia\u201d, disse Nilson Mour\u00e3o. As autoridades acreanas defendem que o governo federal assuma todas as despesas com log\u00edstica e que a Pol\u00edcia Federal acelere o processo de legaliza\u00e7\u00e3o do passaporte dos haitianos para que eles possam seguir viagem para outros destinos.<\/p>\n<p>Conforme o secret\u00e1rio, os principais problemas enfrentados pelo governo na assist\u00eancia aos haitianos s\u00e3o o fornecimento de alimentos e abrigo, al\u00e9m da triagem de sa\u00fade e da vacina\u00e7\u00e3o dos refugiados. De acordo com Mour\u00e3o, dos 1.250 haitianos que est\u00e3o na cidade, s\u00f3 260 est\u00e3o com a documenta\u00e7\u00e3o regularizada e em condi\u00e7\u00f5es de seguir viagem. No entanto, o governo do estado n\u00e3o tem mais condi\u00e7\u00f5es de bancar a passagem dos que pretendem ir para outras cidades.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio ressaltou que o governo do estado n\u00e3o tem pessoal qualificado para fazer a triagem da sa\u00fade dos haitianos que entram no Brasil por Brasil\u00e9ia, trabalho que vem sendo conduzido precariamente por soldados do Corpo de Bombeiros.<\/p>\n<p>O p\u00e1roco da Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Brasil\u00e9ia, Rupe Crispim da Silva, confirmou as dificuldades enfrentadas pelos haitianos na quest\u00e3o da sa\u00fade, o que tamb\u00e9m implica riscos para os moradores da cidade. Ele teme que a falta de triagem de sa\u00fade e vacina\u00e7\u00e3o dos haitianos ponha em risco a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o de Brasil\u00e9ia. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade. Precisamos avaliar a sa\u00fade deles e vacin\u00e1-los contra febre amarela e hepatite, por exemplo, porque muitos chegam pela mata que faz fronteira com a Bol\u00edvia.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o padre Rupe, a prefeitura n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de dar assist\u00eancia aos haitianos. Ele informou que o hospital da cidade tamb\u00e9m n\u00e3o comporta os refugiados que precisam de assist\u00eancia m\u00e9dica. Segundo ele, o governo do Acre tem abrigado parte dessas pessoas nas pousadas e hot\u00e9is de Brasil\u00e9ia que est\u00e3o superlotadas.<\/p>\n<p>Os refugiados que t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es financeiras dividem o aluguel de casas. \u201cMesmo assim, n\u00e3o temos espa\u00e7o, nem condi\u00e7\u00f5es para abrigar a todos\u201d, ressaltou o padre. Ele disse que as igrejas da cidade t\u00eam pouca condi\u00e7\u00e3o financeira para ajudar os imigrantes e destinam o que arrecadam \u00e0 compra de leite e de alimentos para as crian\u00e7as. \u201cFazemos o que podemos, mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 desumana mesmo\u201d, afirmou o padre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 O munic\u00edpio de Brasil\u00e9ia, no Acre, vive hoje uma situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica e sem qualquer condi\u00e7\u00e3o de dar o m\u00ednimo de assist\u00eancia aos refugiados haitianos que chegam todos os dias \u00e0 cidade de 30 mil habitantes, onde 15 mil residem na \u00e1rea urbana. O \u201ccaos est\u00e1 instalado\u201d, disse o secret\u00e1rio de Justi\u00e7a e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mour\u00e3o, em entrevista \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil. Segundo ele, al\u00e9m do que j\u00e1 fez, o governo estadual n\u00e3o tem mais condi\u00e7\u00f5es de dar qualquer assist\u00eancia aos 1.250 haitianos que est\u00e3o na cidade. 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