{"id":40312,"date":"2011-12-02T20:15:11","date_gmt":"2011-12-02T23:15:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=40312"},"modified":"2011-12-02T20:15:11","modified_gmt":"2011-12-02T23:15:11","slug":"demanda-de-energia-no-brasil-crescera-78-entre-2009-e-2035-diz-diretora-da-aie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/12\/02\/demanda-de-energia-no-brasil-crescera-78-entre-2009-e-2035-diz-diretora-da-aie\/","title":{"rendered":"Demanda de energia no Brasil crescer\u00e1 78% entre 2009 e 2035, diz diretora da AIE"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><br \/>\n<\/em><br \/>\nBras\u00edlia &#8211; A demanda mundial por energia aumentar\u00e1 em um ter\u00e7o entre 2010 e 2035, apesar do cen\u00e1rio de crise internacional, e a China continuar\u00e1 sendo o maior consumidor mundial, usando 70% a mais de energia do que os Estados Unidos (EUA), segundo colocado nesse\u00a0<em>ranking<\/em>. Apesar de ocupar a primeira posi\u00e7\u00e3o, a China, no que se refere ao consumo\u00a0<em>per capita<\/em>, representa menos da metade do que \u00e9 registrado nos EUA. Os dados fazem parte da edi\u00e7\u00e3o 2011 do anu\u00e1rio\u00a0<em>World Energy Outlook<\/em>, divulgado hoje (2) pela Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE).<\/p>\n<p>Segundo o documento, a procura mundial por energia prim\u00e1ria registrou um salto \u201cnot\u00e1vel\u201d de 5% em 2010. Isso, de acordo com a ag\u00eancia, provoca \u201cum novo pico das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono\u201d. Preocupante tamb\u00e9m \u00e9 o fato de as taxas de crescimento do consumo de energia na \u00cdndia, na Indon\u00e9sia, no Brasil e no Oriente M\u00e9dio aumentarem &#8220;a um ritmo ainda mais r\u00e1pido do que o da China\u201d.<\/p>\n<p>A diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, avalia que o Brasil tem avan\u00e7ado significativamente no conhecimento e no desenvolvimento em diferentes campos de tecnologia. \u201cApesar de n\u00e3o ser um pa\u00eds membro, o Brasil tem parcerias bastante positivas com nossa ag\u00eancia\u201d, lembrou a diretora, citando, entre as tecnologias, a de ve\u00edculos bicombust\u00edveis.<\/p>\n<p>No entanto, a diretora pondera que, no Brasil, a demanda prim\u00e1ria de energia crescer\u00e1 78% entre 2009 e 2035. \u201c\u00c9 o segundo crescimento mais r\u00e1pido, atr\u00e1s apenas da \u00cdndia\u201d, enfatiza. Segundo a diretora, est\u00e1 previsto tamb\u00e9m, para o pa\u00eds, um aumento \u201cconsider\u00e1vel\u201d do consumo de g\u00e1s. Essa tend\u00eancia teve in\u00edcio em 2010.<!--more--><\/p>\n<p>No contexto mundial, Maria van der Hoeven demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o com os recordes que t\u00eam sido batido nas emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico. \u201cA energia global crescer\u00e1 um ter\u00e7o entre 2010 e 2035, sendo a China e a \u00cdndia respons\u00e1veis por metade disso\u201d<\/p>\n<p>A era dos combust\u00edveis f\u00f3sseis est\u00e1 longe de ter acabado, mas a sua predomin\u00e2ncia tende a declinar. O anu\u00e1rio aponta que os subs\u00eddios que estimulam \u201co consumo excessivo\u201d de combust\u00edveis f\u00f3sseis subiram para mais de US$ 400 bilh\u00f5es. \u201cEnquanto os subs\u00eddios destinados a energias renov\u00e1veis foram US$ 66 bilh\u00f5es em 2010, os destinados a combust\u00edveis fosseis foram US$ 409 bilh\u00f5es. Precisamos aumentar esses investimentos em US$ 250 bilh\u00f5es at\u00e9 2035 para tornar as renov\u00e1veis competitivas.\u201d<\/p>\n<p>Apesar disso, a percentagem de combust\u00edveis f\u00f3sseis no consumo global de energia prim\u00e1ria registrou uma ligeira queda, passando de 81% em 2010 para 75% em 2035. O estudo sugere que o g\u00e1s natural ser\u00e1 o \u00fanico combust\u00edvel f\u00f3ssil cuja percentagem aumentar\u00e1, no combinado energ\u00e9tico global, at\u00e9 2035.<\/p>\n<p>No setor de eletricidade, as tecnologias das energias renov\u00e1veis, lideradas pelas energias hidroel\u00e9trica e e\u00f3lica, constituem metade da nova capacidade instalada para responder \u00e0 procura crescente. A porcentagem de fontes de energia renov\u00e1veis n\u00e3o hidroel\u00e9tricas na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade subir\u00e1 de 3%, em 2009, para 15% em 2035, &#8220;mas necessariamente apoiadas em subs\u00eddios&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cOs investimentos em gera\u00e7\u00e3o de energia que ter\u00e3o maior crescimento ser\u00e3o destinados \u00e0 solar e e\u00f3lica. Os 60% dos investimentos [nessa \u00e1rea] corresponder\u00e3o a 30% da gera\u00e7\u00e3o adicional. Apesar do custo elevado, acredita-se que os benef\u00edcios ser\u00e3o duradouros em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a energ\u00e9tica e prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d, disse a diretora da AIE.<\/p>\n<p>\u201cMas esse tipo de energia levar\u00e1 tempo para se tornar comercialmente vi\u00e1vel, a ponto de entrar significativamente no mercado a m\u00e9dio prazo\u201d, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia &#8211; A demanda mundial por energia aumentar\u00e1 em um ter\u00e7o entre 2010 e 2035, apesar do cen\u00e1rio de crise internacional, e a China continuar\u00e1 sendo o maior consumidor mundial, usando 70% a mais de energia do que os Estados Unidos (EUA), segundo colocado nesse\u00a0ranking. Apesar de ocupar a primeira posi\u00e7\u00e3o, a China, no que se refere ao consumo\u00a0per capita, representa menos da metade do que \u00e9 registrado nos EUA. 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