{"id":39949,"date":"2011-11-21T07:11:12","date_gmt":"2011-11-21T10:11:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=39949"},"modified":"2011-11-21T07:11:17","modified_gmt":"2011-11-21T10:11:17","slug":"mais-de-500-mil-continuam-vivendo-em-barraca-no-haiti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/11\/21\/mais-de-500-mil-continuam-vivendo-em-barraca-no-haiti\/","title":{"rendered":"Mais de 500 mil continuam vivendo em barraca no Haiti"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.overbo.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/haiti-600x250.jpg\" alt=\"Mais de 500 mil continuam vivendo em barraca no Haiti\" width=\"360\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p>De acordo com a jornalista Carolina Montenegro, do Folha.com, o n\u00famero de pessoas que ainda vivem em acampamentos provis\u00f3rios no Haiti, \u00e9 equivalente a meio milh\u00e3o de pessoas. Convidada pelo Minist\u00e9rio da Defesa, Carolina viajou a Porto Pr\u00edncipe e registrou as dificuldades que ainda assolam o Haiti.<\/p>\n<p>Em janeiro do ano passado o pa\u00eds foi devastado por um terremoto, que fez 1,5 milh\u00e3o de pessoas deixar suas casas. Apesar da queda no n\u00famero de desabrigados, 550.560 pessoas, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para a Migra\u00e7\u00e3o (OIM), o n\u00famero estagnou-se.<\/p>\n<p>Um dos campos Jean Marie Vicent,em Porto Pr\u00edncipe, no bairro de Delmas, demonstra a condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria que vivem 50mil deslocados. Sem esgoto, \u00e1gua encanada ou ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e crian\u00e7as brincando em meio ao lixo, enquanto porcos remexem os dejetos.<\/p>\n<p>Embora a \u00e1rea seja patrulhada 24 horas por dia pela Minustah (a miss\u00e3o da ONU no Haiti), roubos, casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e abusos s\u00e3o frequentes.<\/p>\n<p>\u201cA vida piorou muito depois que viemos para c\u00e1. Antes, eu vendia roupas. Aqui ningu\u00e9m tem dinheiro para comprar nada. Queremos ir embora\u201d, diz Jocelyn Jean, 53.<\/p>\n<p>Como os custos para constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito altos. Por toda a capital, h\u00e1 barracas de pl\u00e1stico improvisadas. Os dois principais motivos: falta dinheiro e falta terra. \u201cA pequena redu\u00e7\u00e3o de deslocados reflete o grande desafio que \u00e9 reinstalar as pessoas no pa\u00eds\u201d, diz o chefe da IOM no Haiti, Luxa Dall\u2019Oglio.<!--more--><\/p>\n<p>Desde a independ\u00eancia da Fran\u00e7a, em1804, aconstante instabilidade pol\u00edtica criou brechas para a irregularidade.<\/p>\n<p>Outro grande empecilho \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e9 a qualidade do solo. \u201cO solo aqui \u00e9 muito pobre. Quebramos e peneiramos pedras de brita porque n\u00e3o h\u00e1 areia\u201d, explica o tenente Diego Rodrigues Toledo, da companhia de engenharia do contingente brasileiro da Minustah.<\/p>\n<p>Perto dali, uma equipe pavimenta uma rua onde ser\u00e1 constru\u00eddo um hospital, parceria entre o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil e o governo de Cuba. \u201cEsse solo daqui n\u00e3o seria permitido em estradas no Brasil. Vamos ter que fazer um refor\u00e7o de cascalho e cimento para a via ficar mais resistente\u201d, diz Toledo.<\/p>\n<p>(Com Folha.com)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; De acordo com a jornalista Carolina Montenegro, do Folha.com, o n\u00famero de pessoas que ainda vivem em acampamentos provis\u00f3rios no Haiti, \u00e9 equivalente a meio milh\u00e3o de pessoas. Convidada pelo Minist\u00e9rio da Defesa, Carolina viajou a Porto Pr\u00edncipe e registrou as dificuldades que ainda assolam o Haiti. Em janeiro do ano passado o pa\u00eds foi devastado por um terremoto, que fez 1,5 milh\u00e3o de pessoas deixar suas casas. Apesar da queda no n\u00famero de desabrigados, 550.560 pessoas, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para a Migra\u00e7\u00e3o (OIM), o n\u00famero estagnou-se. 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