{"id":39740,"date":"2011-11-16T16:08:46","date_gmt":"2011-11-16T19:08:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=39740"},"modified":"2011-11-16T16:08:46","modified_gmt":"2011-11-16T19:08:46","slug":"mais-ricos-tem-renda-39-vezes-maior-que-os-mais-pobres-diz-censo-201","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/11\/16\/mais-ricos-tem-renda-39-vezes-maior-que-os-mais-pobres-diz-censo-201\/","title":{"rendered":"Mais ricos t\u00eam renda 39 vezes maior que os mais pobres, diz Censo 201"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Luciana Nunes Leal e Felipe Werneck, RIO DE JANEIRO<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p>Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados nesta quarta, 16, mostram que os 10% mais ricos no Pa\u00eds t\u00eam renda m\u00e9dia mensal trinta e nove vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que est\u00e1 na faixa mais pobre da popula\u00e7\u00e3o teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante tr\u00eas anos e tr\u00eas meses para chegar \u00e0 renda m\u00e9dia mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).<\/p>\n<div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" title=\"De acordo com os dados, cidades de porte m\u00e9dio s\u00e3o as que t\u00eam maior incid\u00eancia de pobreza - Robson Fernandjes\/AE\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/favelasp.robsonfernandjes.231107w300.jpg\" alt=\"De acordo com os dados, cidades de porte m\u00e9dio s\u00e3o as que t\u00eam maior incid\u00eancia de pobreza - Robson Fernandjes\/AE\" \/><\/div>\n<div>Robson Fernandjes\/AE<\/div>\n<div>De acordo com os dados, cidades de porte m\u00e9dio s\u00e3o as que t\u00eam maior incid\u00eancia de pobreza<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. J\u00e1 os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. Outro recorte revela o rendimento m\u00e9dio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados valem para a popula\u00e7\u00e3o de 101,8 milh\u00f5es de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento em 2010. A renda m\u00e9dia mensal apurada foi de R$ 1.202. Levando-se em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda m\u00e9dia mensal per capita de R$ 668. O Censo indica, por\u00e9m, que metade da popula\u00e7\u00e3o recebia at\u00e9 R$ 375 por m\u00eas, valor inferior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo oficial em 2010 (R$ 510).<\/p>\n<p>O IBGE tamb\u00e9m mostra que as cidades de porte m\u00e9dio, com popula\u00e7\u00e3o entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incid\u00eancia de pobreza. Enquanto a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que viviam com at\u00e9 R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em m\u00e9dia, de 6,3% no Brasil, nos munic\u00edpios de 10 mil a 20 mil habitantes esse porcentual era o dobro (13,7%), com metade da popula\u00e7\u00e3o nessas cidades vivendo com at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita. J\u00e1 nas cidades com popula\u00e7\u00e3o superior a 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam at\u00e9 R$ 70 per capita e cerca de um quatro (25%) vivia com at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo de rendimento domiciliar per capita.<!--more--><\/p>\n<p>Entre as capitais, segundo o IBGE, manteve-se a tend\u00eancia de melhores n\u00edveis de rendimento domiciliar per capita nas regi\u00f5es Sul e Sudeste. O maior valor (R$ 1.573) foi registrado em Florian\u00f3polis (SC), onde metade da popula\u00e7\u00e3o recebia at\u00e9 R$ 900. Em 17 das 26 capitais, metade da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o recebia at\u00e9 o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Entre as capitais, a pior situa\u00e7\u00e3o foi registrada em Macap\u00e1: rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita de R$ 631, com 50% da popula\u00e7\u00e3o recebendo at\u00e9 R$ 316. A capital do Amap\u00e1 tamb\u00e9m ficou com a maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas com rendimento domiciliar per capita de at\u00e9 R$ 70 (5,5%) e at\u00e9 um quarto de sal\u00e1rio m\u00ednimo (16,7%). No Sudeste, o Rio registrou os maiores porcentuais de pessoas nessas condi\u00e7\u00f5es (1,1% e 4,5%, respectivamente). Os melhores indicadores foram observados em Florian\u00f3polis (SC): 0,3% da popula\u00e7\u00e3o com rendimento m\u00e9dio mensal domiciliar de at\u00e9 R$ 70 e 1,3% com at\u00e9 um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<br \/>\nNo Brasil, os rendimentos m\u00e9dios mensais dos brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) se aproximaram do dobro do valor relativo aos grupos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) ou ind\u00edgenas (R$ 735). Entre as capitais, destacaram-se Salvador, com brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos; Recife (3,0) e Belo Horizonte (2,9). Quando analisada a raz\u00e3o entre brancos e pardos, S\u00e3o Paulo apareceu no topo da lista, com brancos ganhando 2,7 vezes mais, seguida por Porto Alegre (2,3).<\/p>\n<p>Os homens recebiam no Pa\u00eds em m\u00e9dia 42% mais que as mulheres (R$ 1.395, ante R$ 984), e metade deles ganhava at\u00e9 R$ 765, cerca de 50% a mais do que metade das mulheres (at\u00e9 R$ 510). No grupo dos munic\u00edpios com at\u00e9 50 mil habitantes, os homens recebiam, em m\u00e9dia, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. J\u00e1 nos munic\u00edpios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam R$ 1.985, em m\u00e9dia, e as mulheres, R$ 1.417, uma diferen\u00e7a de cerca de 40%.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/censo_desigualdade_gini.gif\" alt=\"\" width=\"372\" height=\"594\" \/><\/p>\n<p><strong>Emigra\u00e7\u00e3o. <\/strong>Pela primeira vez, o IBGE perguntou \u00e0s fam\u00edlias no Censo se havia alguma pessoa morando no exterior. Com base nesses dados, foi tra\u00e7ado um perfil dos emigrantes. Os EUA aparecem como principal lugar de atra\u00e7\u00e3o de brasileiros (23,8%), seguido por Portugal (13,4%), Espanha (9,4%), Jap\u00e3o (7,4%), It\u00e1lia (7%) e Inglaterra (6,2%). O n\u00famero estimado pelo IBGE de brasileiros residentes no exterior foi de 491.645, espalhados em 193 pa\u00edses do mundo em 2010.<\/p>\n<p>O resultado n\u00e3o inclui os domic\u00edlios em que todas as pessoas podem ter emigrado e tamb\u00e9m aqueles em que os familiares residentes no Brasil podem ter falecido. O IBGE informa na publica\u00e7\u00e3o que o n\u00famero de brasileiros no exterior &#8220;\u00e9 uma das quest\u00f5es mais controversas quando o tema migra\u00e7\u00f5es internacionais \u00e9 abordado&#8221;. De acordo com o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, o total pode chegar a 3,7 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Segundo os dados do Censo, a origem de 49% dos emigrantes brasileiros foi a regi\u00e3o Sudeste, principalmente S\u00e3o Paulo (21,6%) e Minas (16,8%), respectivamente primeiro e segundo Estados de onde mais sa\u00edram pessoas. Os EUA foram o principal destino da popula\u00e7\u00e3o oriunda de todos os Estados, especialmente Minas Gerais (43,2%), Rio de Janeiro (30,6%), Goi\u00e1s (22,6%) e S\u00e3o Paulo (20,1%). O Jap\u00e3o foi o segundo pa\u00eds que mais recebeu os emigrantes de S\u00e3o Paulo (20%). J\u00e1 Portugal apareceu como segunda op\u00e7\u00e3o da emigra\u00e7\u00e3o originada no Rio (9,1%) e em Minas (20,9%).<\/p>\n<p>Goi\u00e1s foi o Estado de origem da maior propor\u00e7\u00e3o de emigrantes (5,92 pessoas para cada mil habitantes), seguido de Rond\u00f4nia (4,98 por mil), Esp\u00edrito Santo (4,71 por mil) e Paran\u00e1 (4,39 por mil). Os munic\u00edpios com as maiores taxas de emigrantes internacionais (por mil habitantes) ficam no entorno de Governador Valadares (MG). Sobr\u00e1lia, S\u00e3o Geraldo da Piedade e Fernandes Tourinho, todas em Minas, foram as cidades brasileiras com maiores propor\u00e7\u00f5es de emigrantes (88,85 por mil habitantes; 67,67 por mil; e 64,69 por mil, respectivamente). O Censo indica que a emigra\u00e7\u00e3o internacional ocorre principalmente na faixa de 20 a 34 anos (60%) e entre mulheres (53,8%).<\/p>\n<\/div>\n<h3><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Luciana Nunes Leal e Felipe Werneck, RIO DE JANEIRO Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados nesta quarta, 16, mostram que os 10% mais ricos no Pa\u00eds t\u00eam renda m\u00e9dia mensal trinta e nove vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que est\u00e1 na faixa mais pobre da popula\u00e7\u00e3o teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante tr\u00eas anos e tr\u00eas meses para chegar \u00e0 renda m\u00e9dia mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22). 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