{"id":39689,"date":"2011-11-15T08:22:09","date_gmt":"2011-11-15T11:22:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=39689"},"modified":"2011-11-15T08:22:09","modified_gmt":"2011-11-15T11:22:09","slug":"pretos-e-pardos-sao-maioria-em-568-dos-municipios-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/11\/15\/pretos-e-pardos-sao-maioria-em-568-dos-municipios-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Pretos e pardos s\u00e3o maioria em 56,8% dos munic\u00edpios, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; O n\u00famero de munic\u00edpios onde os domic\u00edlios tinham maioria de pretos e pardos aumentou 7,6 pontos percentuais, entre 2000 e 2010, ao passar de 49,2% para 56,8%. A constata\u00e7\u00e3o faz parte do\u00a0<em>Mapa da Popula\u00e7\u00e3o Preta &amp; Parda no Brasil segundo os Indicadores do Censo de 2010<\/em>, divulgado hoje (14).<\/p>\n<p>Em 1.021 cidades (18,3% do total), pretos e pardos eram mais de 75% da popula\u00e7\u00e3o. O estudo foi elaborado pelo Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises Econ\u00f4micas, Sociais e Estat\u00edsticas das Rela\u00e7\u00f5es Raciais (Laeser), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>O percentual de pessoas que se declararam pretas passou de 6,2% para 7,6% em uma d\u00e9cada. O aumento foi maior entre as que se declararam pardas, de 38,5% para 43,1% no mesmo per\u00edodo. Em 2010, aproximadamente 91 milh\u00f5es de pessoas se classificaram como brancas, 15 milh\u00f5es como pretas, 82 milh\u00f5es como pardas, 2 milh\u00f5es como amarelas e 817 mil como ind\u00edgenas.<!--more--><\/p>\n<p>O coordenador da pesquisa, Marcelo Paix\u00e3o, acredita que os indicadores com base no Censo 2010 foram influenciados pelo processo de valoriza\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a afrodescendente na sociedade brasileira e pela ado\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas afirmativas.<\/p>\n<p>\u201cEsses dados demonstram n\u00e3o s\u00f3 uma mudan\u00e7a demogr\u00e1fica, mas tamb\u00e9m pol\u00edtica, social e cultural, porque expressa uma nova forma de visibilidade da popula\u00e7\u00e3o negra brasileira ao estimular que as pessoas assumam sua cor de pele de uma maneira mais aberta.\u201d<\/p>\n<p>O censo, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) a cada dez anos, introduziu, em 2010, a pergunta sobre cor ou ra\u00e7a para todos os domic\u00edlios e n\u00e3o mais por amostra, como era feito anteriormente.<\/p>\n<p>Segundo Marcelo Paix\u00e3o, a compara\u00e7\u00e3o dessa informa\u00e7\u00e3o com dados futuros do IBGE, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) do ano que vem e o Censo de 2020, ser\u00e1 muito \u00fatil para tra\u00e7ar um perfil mais fiel da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO interessante para 2020 \u00e9 verificar se esse percentual da popula\u00e7\u00e3o preta e parda no Brasil vai continuar aumentando. Porque \u00e9 claro que tem tamb\u00e9m uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 negra. O ideal \u00e9 que as bases de dados expressem melhor o perfil da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que corresponda \u00e0 realidade\u201d, disse o economista.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento de 2010, S\u00e3o Paulo \u00e9 a cidade com maior n\u00famero de pretos e pardos em todo o pa\u00eds, com cerca de 4,2 milh\u00f5es, seguido do Rio de Janeiro (cerca de 3 milh\u00f5es) e Salvador (cerca de 2,7 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Se forem considerados apenas negros, Salvador lidera o\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0com 743,7 mil, seguida de S\u00e3o Paulo (736 mil) e do Rio (724 mil).<\/p>\n<p>No Norte e no Nordeste, respectivamente, 97,1% e 96,1% dos munic\u00edpios eram formados por maioria preta e parda. No Centro-Oeste, esse percentual chegava a 75,5%, no Sudeste, a 37,1% e, no Sul, a apenas 2,3%.<\/p>\n<p>Cunhata\u00ed, em Santa Catarina, \u00e9 a \u00fanica cidade brasileira sem a presen\u00e7a de pessoas que se declararam pretas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; da Ag\u00eancia Brasil Rio de Janeiro &#8211; O n\u00famero de munic\u00edpios onde os domic\u00edlios tinham maioria de pretos e pardos aumentou 7,6 pontos percentuais, entre 2000 e 2010, ao passar de 49,2% para 56,8%. A constata\u00e7\u00e3o faz parte do\u00a0Mapa da Popula\u00e7\u00e3o Preta &amp; Parda no Brasil segundo os Indicadores do Censo de 2010, divulgado hoje (14). Em 1.021 cidades (18,3% do total), pretos e pardos eram mais de 75% da popula\u00e7\u00e3o. O estudo foi elaborado pelo Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises Econ\u00f4micas, Sociais e Estat\u00edsticas das Rela\u00e7\u00f5es Raciais (Laeser), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 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