{"id":39376,"date":"2011-11-06T20:33:04","date_gmt":"2011-11-06T23:33:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=39376"},"modified":"2011-11-06T20:33:04","modified_gmt":"2011-11-06T23:33:04","slug":"indice-de-desenvolvimento-municipal-da-firjan-mostra-reducao-das-desigualdades-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/11\/06\/indice-de-desenvolvimento-municipal-da-firjan-mostra-reducao-das-desigualdades-no-brasil\/","title":{"rendered":"\u00cdndice de Desenvolvimento Municipal da Firjan mostra redu\u00e7\u00e3o das desigualdades no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rio de Janeiro &#8211; O \u00cdndice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado hoje (5) pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio, mostra evolu\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades no pa\u00eds. De acordo com o estudo, 69,1% dos 5.565 munic\u00edpios brasileiros apresentaram crescimento em seus \u00edndices em 2009.<\/p>\n<p>\u201cA gente percebe uma clara redu\u00e7\u00e3o de desigualdades entre os munic\u00edpios brasileiros e, com isso, uma migra\u00e7\u00e3o das faixas de desenvolvimento consideradas baixa e regular para faixas de desenvolvimento, principalmente moderado\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>o gerente de Estudos Econ\u00f4micos da Firjan, Guilherme Merc\u00eas.<\/p>\n<p>Em termos de alto desenvolvimento, entretanto, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 que o desafio continua existindo no Brasil. Apenas \u00a0235 munic\u00edpios obtiveram \u00a0alto desenvolvimento pelo IFDM. Na compara\u00e7\u00e3o com \u00a02008, quando foram registradas 269 localidades com alto desenvolvimento, houve recuo de 0,6%. No ano anterior, os munic\u00edpios nesse patamar eram 225.<\/p>\n<p><!--more-->A redu\u00e7\u00e3o, relativa a 2008, reflete os impactos negativos da crise econ\u00f4mica internacional de 2009. \u201cEsses foram os principais motivadores do recuo do IFDM em 2009. A vertente emprego e renda recuou 5,2% e a gente percebe que esse movimento se concentrou, principalmente, nas grandes cidades. Ou seja, o movimento foi mais intenso do que abrangente\u201d. Nos 50 maiores mercados de trabalho do pa\u00eds, onde est\u00e3o mais da metade da m\u00e3o de obra nacional, 37 deles recuaram na vertente emprego e renda.<\/p>\n<p>Os maiores desenvolvimentos est\u00e3o concentrados nas regi\u00f5es Sudeste e Sul. \u201cA gente percebe a disparidade ainda, em termos de desenvolvimento no Brasil, quando olha o topo do\u00a0<em>ranking<\/em>. Entre os 500 maiores IFDM, 91,2% \u00a0est\u00e3o no Sul\/Sudeste. Entre os 500 menores, 95% s\u00e3o das regi\u00f5es Norte e Nordeste\u201d, disse o economista.<\/p>\n<p>Isso est\u00e1 atrelado, segundo ele, \u00e0 quest\u00e3o de emprego e renda e tamb\u00e9m \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. \u201cAs disparidades ainda continuam entre o Norte\/Nordeste do pa\u00eds e o Sul\/Sudeste. Agora, o Centro-Oeste se transformou muito nos \u00faltimos anos\u201d. Em 2009, mais de 80% dos munic\u00edpios do Centro-Oeste obtiveram classifica\u00e7\u00f5es de desenvolvimento moderado ou alto. Esse foi o mesmo percentual registrado para a Regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise \u00a0dos \u00faltimos dez anos, \u00a0o estudo da Firjan mostra que 90% dos munic\u00edpios apresentaram crescimento, enquanto caiu de 18,2% para 0,4% o total de cidades com \u00edndices de baixo desenvolvimento, embora 22 munic\u00edpios das regi\u00f5es Norte e Nordeste ainda permane\u00e7am nessa situa\u00e7\u00e3o. \u201cO \u00a0desenvolvimento no Brasil tem sido bastante abrangente. Isso fica claro quando a gente olha um per\u00edodo de tempo mais longo. Mas, mesmo assim, a gente ainda percebe um Brasil bastante dividido\u201d.<\/p>\n<p>Para Guilherme Merc\u00eas, embora 62,9% das cidades brasileiras tenham registrado desenvolvimento moderado e alto em 2009, persistem desafios para eliminar as disparidades e alcan\u00e7ar um patamar em que os munic\u00edpios brasileiros consigam fornecer sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de qualidade e um mercado formal de trabalho gerador de emprego e renda.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e9dia dos 100 melhores IFDMs \u00e9 mais que o dobro da m\u00e9dia dos 100 piores resultados do Brasil. \u00a0Isso quer dizer que, mantido o ritmo \u00a0de desenvolvimento dos \u00faltimos anos, ou seja, desde 2005, o Brasil s\u00f3 alcan\u00e7ar\u00e1 padr\u00f5es de alto desenvolvimento para todos os seus munic\u00edpios no fim da d\u00e9cada de 2030. Ou seja, temos quase 30 anos pela frente para que o pa\u00eds chegue ao t\u00e3o almejado\u00a0<em>status<\/em>\u00a0de alto desenvolvimento\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Segundo Merc\u00eas, as regi\u00f5es Norte e Nordeste t\u00eam avan\u00e7ado em termos de desenvolvimento, embora na segunda regi\u00e3o o avan\u00e7o se d\u00ea de forma mais acelerada. Considerando a situa\u00e7\u00e3o atual, verifica-se que \u00a0o Nordeste est\u00e1 cerca de dez anos atrasado em rela\u00e7\u00e3o ao Sudeste, enquanto no Norte o atraso chega a quase 20 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; da Ag\u00eancia Brasil &nbsp; Rio de Janeiro &#8211; O \u00cdndice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado hoje (5) pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio, mostra evolu\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades no pa\u00eds. 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