{"id":39283,"date":"2011-11-04T12:55:56","date_gmt":"2011-11-04T15:55:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=39283"},"modified":"2011-11-04T12:55:56","modified_gmt":"2011-11-04T15:55:56","slug":"89-dos-jovens-tem-orgulho-de-ser-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/11\/04\/89-dos-jovens-tem-orgulho-de-ser-brasileiro\/","title":{"rendered":"89% dos jovens t\u00eam orgulho de ser brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>IG<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os jovens brasileiros est\u00e3o mais esperan\u00e7osos com o futuro do pa\u00eds. Quem chega a essa conclus\u00e3o \u00e9 a empresa de mapeamento de tend\u00eancias Box1824, que entrevistou\u00a0<strong>3000 garotos e garotas entre 18 e 24 anos<\/strong>, de todas as classes sociais, para descobrir o que eles pensam sobre o pa\u00eds e sobre a sua gera\u00e7\u00e3o. O estudo, que faz parte do projeto intitulado \u201c<strong>O Sonho Brasileiro<\/strong>\u201d e demorou um ano e meio para ser conclu\u00eddo, constatou que\u00a0<strong>89% dos jovens t\u00eam orgulho de ser brasileiro<\/strong>, sendo que<strong>76% acreditam que o pa\u00eds est\u00e1 mudando para melhor<\/strong>. Os dados s\u00e3o positivos e revelam bastante otimismo entre as 25 milh\u00f5es de pessoas que fazem parte desta faixa et\u00e1ria atualmente.<\/p>\n<p>O levantamento mostra que esses n\u00fameros s\u00e3o resultados de diversos fatores. No campo social, isso se deve a esse grupo ter crescido no per\u00edodo p\u00f3s-ditadura, imerso em novas tecnologias e com a infla\u00e7\u00e3o controlada. Diante da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mais promissora, o jovem encontra um pa\u00eds cada vez mais importante no cen\u00e1rio internacional, pronto para superar crises, al\u00e9m de ser escolhido para sediar grandes eventos esportivos.<\/p>\n<p><strong>A cara da nova gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Mas, se o pa\u00eds vai bem, qual \u00e9 a cara da juventude, associada normalmente a movimentos de ruptura? No passado, ela enfrentava realidades distintas. Nos anos 1960, o jovem tinha sonhos grandiosos e ut\u00f3picos. A gera\u00e7\u00e3o seguinte possu\u00eda sonhos poss\u00edveis, por\u00e9m individualizados. A atual tem desejos alcan\u00e7\u00e1veis e quase sempre focados no coletivo. Desses jovens, por exemplo,\u00a0<strong>77% acreditam que o seu pr\u00f3prio bem-estar depende da satisfa\u00e7\u00e3o da sociedade<\/strong>\u00a0em que vive. \u201c\u00c9 dever do cidad\u00e3o pensar no coletivo\u201d, afirma o estudante\u00a0<strong>Felipe Gon\u00e7alves Guimar\u00e3es<\/strong>, de 18 anos.<!--more--><\/p>\n<p>A pesquisa, antes mesmo de constatar o otimismo com o pa\u00eds, provocou os jovens a refletirem sobre os anseios pessoais. Assim como Felipe, cujo maior sonho \u00e9 ser bem-sucedido nos cursos de Cinema e Publicidade e Propaganda, a maioria, 55%, cita como primeira op\u00e7\u00e3o o desejo de se formar e conseguir emprego. Outros 24% logo escolhem alcan\u00e7ar o trabalho dos sonhos. Mais uma constata\u00e7\u00e3o dos pesquisadores \u00e9 a de que essas pessoas querem fazer aquilo que gostam e n\u00e3o pensam apenas no dinheiro.\u00a0<strong>Roberto Moreira Lage J\u00fanior<\/strong>, de 20 anos, estuda direito, mas coloca a vontade de se sentir realizado profissionalmente na frente da estabilidade financeira. \u201cFazer o que d\u00e1 dinheiro, mas n\u00e3o d\u00e1 prazer, pode vir a se tornar insuport\u00e1vel\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Esse pensamento \u00e9 compartilhado por<strong>\u00a0Gabriel Vasques<\/strong>, 18 anos, que afirma categoricamente: \u201cMeu maior sonho \u00e9 conseguir viver de m\u00fasica\u201d. Para ele, a realiza\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 o mais importante. \u201cEstou colocando como prioridade aquilo que gosto, n\u00e3o fa\u00e7o quest\u00e3o de um sal\u00e1rio absurdo para me sentir realizado\u201d, acrescenta. O que a pesquisa mostra \u00e9 que essa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o nega quest\u00f5es como dinheiro e estabilidade, mas a diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00e3o se contenta s\u00f3 com isso e quer unir a realiza\u00e7\u00e3o pessoal com a profiss\u00e3o dos sonhos. \u201cFazer o que gosta, mas n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de sobreviver, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\u201d, pondera Roberto. A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os profissionais mais admirados s\u00e3o os que conseguem aliar trabalho e felicidade.<\/p>\n<p><strong>Sonhos para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Quando o tema em pauta \u00e9 o pa\u00eds, e n\u00e3o o indiv\u00edduo,<strong>\u00a018% sonham com menos viol\u00eancia<\/strong>, seguido pelos\u00a0<strong>13%\u00a0<\/strong>que\u00a0<strong>citam a necessidade de menos corrup\u00e7\u00e3o<\/strong>. Gabriel se encaixa nesse quadro e acredita que o desvio de verba p\u00fablica acontece em quantidade absurda e deseja a diminui\u00e7\u00e3o dessa realidade. Para mudar o que est\u00e1 errado, o estudo aponta o pr\u00f3prio jovem como catalisador do progresso, isso porque historicamente essa faixa de idade busca ampliar suas liberdades de escolha e express\u00e3o ao revolucionar costumes.<\/p>\n<p>Dentro do grupo pesquisado,<strong>\u00a056% acreditam que a transforma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ada agindo com honestidade no dia a dia<\/strong>, e outros 30% por meio das oportunidades que o Brasil oferece. Todo o otimismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 na\u00e7\u00e3o surge com os 87% que acham o pa\u00eds importante no mundo atual. O curioso \u00e9 que o jovem acredita no Brasil, mas n\u00e3o atribui o progresso a nenhum partido pol\u00edtico. A pesquisa mostrou que eles, al\u00e9m de apontarem os problemas, j\u00e1 enxergam as maneiras pelas quais podem atuar pela mudan\u00e7a, que parte do desejo individual para alcan\u00e7ar o coletivo.<\/p>\n<p>As recentes manifesta\u00e7\u00f5es anticorrup\u00e7\u00e3o que pipocaram pelo Brasil refletem essa realidade. As mobiliza\u00e7\u00f5es surgiram a partir de ambientes digitais, como o Facebook, pela livre iniciativa de indiv\u00edduos cansados da impunidade. No ambiente da internet, acharam outras pessoas com o mesmo pensamento e assim o movimento ganhou forma e tomou as ruas. Em nenhuma dessas marchas houve a participa\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos. Isso n\u00e3o significa uma gera\u00e7\u00e3o despolitizada, j\u00e1 que<strong>\u00a071% dos jovens acreditam que usar a internet para mobilizar as pessoas \u00e9 uma forma de fazer pol\u00edtica<\/strong>.<\/p>\n<p>O diferencial para qualquer outro tempo \u00e9 a maneira pela qual essas manifesta\u00e7\u00f5es come\u00e7aram, o que reflete o novo jeito de se relacionar. Por isso, s\u00e3o considerados a primeira gera\u00e7\u00e3o global de brasileiros. Eles n\u00e3o veem barreiras na comunica\u00e7\u00e3o e enxergam a tecnologia como espa\u00e7o para trocas sem limites f\u00edsicos ou sociais, assim seus anseios pessoais s\u00e3o expostos em rede e outras pessoas se identificam e come\u00e7am a se mobilizar. Essa caracter\u00edstica \u00e9 definida pelo projeto Sonho Brasileiro como hiperconex\u00e3o. \u201cA internet \u00e9, hoje em dia, o meio de comunica\u00e7\u00e3o que mais influencia os jovens, o papel dela \u00e9 primordial\u201d, salienta Gabriel.<\/p>\n<p><strong>Os jovens-ponte<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, os jovens-ponte s\u00e3o os formadores de opini\u00e3o e equivalem a 8% das pessoas entre 18 e 24 anos. S\u00e3o dois milh\u00f5es de brasileiros nessa condi\u00e7\u00e3o. E o principal diferencial \u00e9 que eles convivem com grupos bastante distintos e levam o que aprendem de um para o outro, redistribuindo os pensamentos e conectando pessoas que n\u00e3o se falariam espontaneamente. O projeto as define como catalisadores de ideias.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica \u00e9 que essas pessoas n\u00e3o aceitam discursos preconceituosos, porque acreditam que essa ponte deve ser feita entre diferentes realidades. Como esse jovem transita por muito mais grupos do que a m\u00e9dia, age por m\u00faltiplas causas, est\u00e1 aberto a trocas e n\u00e3o defende bandeiras unidimensionais. Felipe, que se relaciona com mais de seis grupos, acredita que se encaixa nesse perfil. \u201cQuando converso sobre pol\u00edtica, por exemplo, sempre tento mostrar os dois lados.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a gera\u00e7\u00e3o atual \u00e9 menos individualista e est\u00e1 cansada de hierarquia. N\u00e3o \u00e0 toa,<strong>74% afirmam se sentir na obriga\u00e7\u00e3o de fazer algo pelo coletivo no seu dia a dia\u00a0<\/strong>e a profiss\u00e3o dos sonhos mais citada foi \u201cser dono do pr\u00f3prio neg\u00f3cio\u201d. Seus anseios est\u00e3o mais alcan\u00e7\u00e1veis por acreditarem em pequenas revolu\u00e7\u00f5es no dia a dia. Todo esse processo \u00e9 exemplificado pela simples frase de Gabriel: \u201cA juventude e a mudan\u00e7a est\u00e3o ligadas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; IG Os jovens brasileiros est\u00e3o mais esperan\u00e7osos com o futuro do pa\u00eds. Quem chega a essa conclus\u00e3o \u00e9 a empresa de mapeamento de tend\u00eancias Box1824, que entrevistou\u00a03000 garotos e garotas entre 18 e 24 anos, de todas as classes sociais, para descobrir o que eles pensam sobre o pa\u00eds e sobre a sua gera\u00e7\u00e3o. O estudo, que faz parte do projeto intitulado \u201cO Sonho Brasileiro\u201d e demorou um ano e meio para ser conclu\u00eddo, constatou que\u00a089% dos jovens t\u00eam orgulho de ser brasileiro, sendo que76% acreditam que o pa\u00eds est\u00e1 mudando para melhor. 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