{"id":39088,"date":"2011-10-31T07:57:33","date_gmt":"2011-10-31T10:57:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=39088"},"modified":"2011-10-31T07:57:33","modified_gmt":"2011-10-31T10:57:33","slug":"nas-revistas-agnelo-na-mira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2011\/10\/31\/nas-revistas-agnelo-na-mira\/","title":{"rendered":"Nas revistas: Agnelo na mira"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00c9poca<\/em><\/p>\n<p><strong>Agnelo na mira<\/strong><\/p>\n<p>Orlando Silva perdeu o cargo de ministro do Esporte, na semana passada, abalado por den\u00fancias de desvio de dinheiro. Seu substituto, Aldo Rebelo, tamb\u00e9m do PCdoB, recebeu do Pal\u00e1cio do Planalto a miss\u00e3o de moralizar a pasta. Para a Justi\u00e7a, no entanto, a quest\u00e3o \u00e9 outra. Nos pr\u00f3ximos dias, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) receber\u00e1 um processo com nove volumes e quatro apensos, que corre na 10\u00aa Vara Federal, em Bras\u00edlia. As informa\u00e7\u00f5es, a que \u00c9POCA teve acesso, mostram que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), antecessor de Silva, \u00e9 suspeito de ter se beneficiado das fraudes.<\/p>\n<p>O conjunto cont\u00e9m grava\u00e7\u00f5es, dados fiscais e banc\u00e1rios, per\u00edcias cont\u00e1beis e relat\u00f3rios de investiga\u00e7\u00e3o. As pe\u00e7as da a\u00e7\u00e3o penal vistas por \u00c9POCA incluem o relat\u00f3rio n\u00ba 45\/2010, que cont\u00e9m os di\u00e1logos captados em intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, com autoriza\u00e7\u00e3o judicial, feitas entre 25 de fevereiro e 11 de mar\u00e7o do ano passado. As conversas mostram uma fren\u00e9tica movimenta\u00e7\u00e3o de Agnelo Queiroz e do policial militar Jo\u00e3o Dias para se defender em um processo. Diretor de duas ONGs, Dias obteve R$ 2,9 milh\u00f5es do programa Segundo Tempo para ministrar atividades esportivas a alunos de escolas p\u00fablicas. Nas conversas, Dias quer ajuda para acobertar desvios de conduta e de dinheiro p\u00fablico. Ele busca documentos e notas fiscais para compor sua defesa em uma a\u00e7\u00e3o c\u00edvel p\u00fablica movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. O MPF cobra de Dias a devolu\u00e7\u00e3o aos cofres p\u00fablicos de R$ 3,2 milh\u00f5es, em valores atualizados, desviados do Minist\u00e9rio do Esporte.<!--more--><\/p>\n<p>Pressionado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, Dias foi \u00e0 luta para amealhar elementos capazes de justificar tamanho disparate. \u00c0s 12h36 do dia 4 de mar\u00e7o de 2010, ele telefonou para Agnelo Queiroz, ent\u00e3o diretor da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). Dias pediu a Agnelo para \u201cdar um toque\u201d em Lima e refor\u00e7ar seu pedido de ajuda ao professor. Dias queria que Lima fornecesse documentos para sua defesa. Na grava\u00e7\u00e3o, ele avisa que vai marcar um encontro entre Agnelo e Lima, para que esse pedido seja feito pessoalmente. Menos de uma hora depois, Dias, que estava num restaurante com Lima, telefonou novamente a Agnelo. Entregou o celular para Lima falar com ele. De acordo com a transcri\u00e7\u00e3o dos di\u00e1logos, feita por peritos do Instituto de Criminal\u00edstica do Distrito Federal, Agnelo diz a Lima que precisa de sua ajuda. Afirma que vai combinar com Jo\u00e3o Dias para os tr\u00eas conversarem, porque Rold\u00e3o (Lima) \u201c\u00e9 pe\u00e7a-chave neste projeto\u201d.<\/p>\n<p>As grava\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas revelam tamb\u00e9m uma intimidade entre Agnelo Queiroz e Jo\u00e3o Dias, que os dois hoje insistem em esconder. A rela\u00e7\u00e3o entre os dois envolveu a intensa participa\u00e7\u00e3o do PM na campanha de Agnelo para o governo do Distrito Federal no ano passado. Eles afirmam que estiveram juntos apenas nas elei\u00e7\u00f5es de 2006, quando Agnelo concorreu ao Senado, e Dias a uma cadeira na C\u00e2mara Legislativa \u2013 ambos pelo PCdoB.<\/p>\n<p>O governador e ex-ministro Agnelo Queiroz respondeu por escrito a 13 perguntas feitas por \u00c9POCA. Ele afirma que o inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Civil \u00e9 montado. \u201cO inqu\u00e9rito foi uma tentativa de produ\u00e7\u00e3o de um dossi\u00ea para inviabilizar a (minha) candidatura\u201d, diz Agnelo. \u201cA origem do inqu\u00e9rito infelizmente foi direcionada por uma parte da Pol\u00edcia Civil, ainda contaminada pelas for\u00e7as pol\u00edticas do passado. Uma farsa.\u201d Agnelo diz que ele e Jo\u00e3o Dias eram \u201cmilitantes da mesma agremia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, ambiente em que surge o conhecimento\u201d e que \u00e9 \u201cfantasiosa\u201d a afirma\u00e7\u00e3o de que acolheu \u201cindica\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Dias para cargos no governo\u201d.<\/p>\n<p><em><br \/>\nIsto\u00e9<\/em><\/p>\n<p><strong>O esquema de Agnelo<\/strong><\/p>\n<p>Na semana passada, ISTO\u00c9 obteve com exclusividade o inteiro teor de um explosivo depoimento gravado em v\u00eddeo por Geraldo Nascimento de Andrade, testemunha-chave das den\u00fancias sobre o esquema de desvio de verbas com ONGS do programa Segundo Tempo, do Minist\u00e9rio do Esporte. Como motorista, arrecadador e at\u00e9 como laranja para empresas fantasmas, Andrade serviu por mais de quatro anos a essa rede de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A grava\u00e7\u00e3o deixa evidente que a teia de falcatruas que irrigou o caixa do PCdoB foi iniciada e bem azeitada pelo ex-ministro do Esporte e antecessor de Orlando Silva, Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. O depoimento de Andrade ajuda a demonstrar, com min\u00facias, como Agnelo organizou esse propinoduto para sugar dinheiro no Minist\u00e9rio do Esporte \u2013 opera\u00e7\u00e3o que se manteve sob administra\u00e7\u00e3o do PCdoB com Orlando Silva.<\/p>\n<p>Of\u00edcios internos do Minist\u00e9rio do Esporte e dados do processo sigiloso que corre na 10\u00aa Vara Criminal da Justi\u00e7a Federal em Bras\u00edlia, obtidos por ISTO\u00c9, d\u00e3o ainda mais subst\u00e2ncia \u00e0 den\u00fancia de Andrade e confirmam que o policial militar Jo\u00e3o Dias Ferreira tem motivos de sobra para poupar Agnelo das den\u00fancias que acabaram derrubando Orlando Silva. Esses documentos atestam que a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Kung-Fu (Febrak), de Jo\u00e3o Dias, foi a primeira ONG do esquema a entrar no Minist\u00e9rio, ainda na gest\u00e3o Agnelo, em 2005.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise mais detalhada do contrato com a Febrak, de Jo\u00e3o Dias, com o minist\u00e9rio d\u00e1 um exemplo bastante preciso de como funcionou o conluio. A proposta do conv\u00eanio de R$ 2,5 milh\u00f5es para atender dez mil crian\u00e7as, pelo Segundo Tempo, teve tramita\u00e7\u00e3o acelerada. Ganhou carimbo de \u201curgente\u201d e, em apenas tr\u00eas dias, chegou \u00e0 mesa de Rafael Barbosa. Em 12 de abril, ele assinou ato de autoriza\u00e7\u00e3o, atestando a \u201cprofici\u00eancia\u201d da Febrak e dando prazo de dois dias para que a comiss\u00e3o constitu\u00edda pelo ministro conclu\u00edsse sua an\u00e1lise. O ato de Barbosa desconsiderou o despacho do coordenador t\u00e9cnico do Minist\u00e9rio, Marcos Roberto dos Santos. O analista, em 22 de mar\u00e7o, registrou que vinha se manifestando \u201cdiversas vezes em reuni\u00f5es e documentos \u00e0 diretoria\u201d sobre a necessidade de averigua\u00e7\u00e3o in loco das \u201catividades inerentes ao desenvolvimento do programa\u201d. O pr\u00f3prio Orlando Silva, ent\u00e3o secret\u00e1rio-executivo, alertou para a recomenda\u00e7\u00e3o de \u201cvistoria pr\u00e9via das instala\u00e7\u00f5es\u201d, antes que se assinasse o contrato.<\/p>\n<p>No tempo em que trabalhou para o esquema, Geraldo Nascimento de Andrade p\u00f4de testemunhar a desenvoltura de outras empresas e ONGs de fachada. O procedimento era sempre o mesmo. \u201cO cabe\u00e7a dessa quadrilha era o Agnelo, porque ele liberava o dinheiro\u201d, afirma a testemunha. Numa tentativa de tentar abafar o caso, Agnelo chegou a mover um processo, tamb\u00e9m obtido pela reportagem, contra o delegado da Pol\u00edcia Civil Giancarlos Zuliani, respons\u00e1vel pela opera\u00e7\u00e3o que prendeu Jo\u00e3o Dias e mais quatro pessoas envolvidas na corrup\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Esporte. Sem prerrogativa para investigar o ex-ministro, o delegado concentrou-se nas atividades do PM e em seu c\u00edrculo de rela\u00e7\u00f5es. Obteve, com autoriza\u00e7\u00e3o judicial, a quebra do sigilo telef\u00f4nico dessas pessoas e comprovou a liga\u00e7\u00e3o umbilical entre Agnelo e o policial militar. \u201cJo\u00e3o Dias \u00e9 quase um filho para Agnelo\u201d, confirma Andrade. Segundo ele, o PM e o ex-ministro lucraram juntos nas fraudes. \u201cO ministro Agnelo ganhou bastante dinheiro. D\u00e1 para ver o roubo, t\u00e1 na cara de todo mundo! Se o Jo\u00e3o Dias tem R$ 2 milh\u00f5es em im\u00f3veis e tem duas academias, cada uma no valor de R$ 1 milh\u00e3o, quanto \u00e9 que o Agnelo n\u00e3o tem?\u201d, ironiza.<\/p>\n<p><strong>Um caminho para punir a ditadura<\/strong><\/p>\n<p>urante d\u00e9cadas, os parentes de pessoas assassinadas nos por\u00f5es da ditadura mi\u00adlitar alimentaram a es\u00adperan\u00e7a de desvendar o destino de seus familiares. Com a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade pelo Senado na quarta-feira 26, eles ganharam, enfim, a oportunidade de esclarecer o que de fato aconteceu nos anos de chumbo. Saber\u00e3o em detalhes como funcionava a \u201cm\u00e1quina de matar\u201d montada pela repress\u00e3o. Os sete integrantes da Comiss\u00e3o ter\u00e3o poderes para levantar informa\u00e7\u00f5es sobre mortes, torturas, desaparecimentos e ter acesso a documentos p\u00fablicos e privados. Est\u00e1 prevista a convoca\u00e7\u00e3o de militares, civis e ex-guerrilheiros. A Comiss\u00e3o, contudo, n\u00e3o ter\u00e1 poder jurisdicional. Ou seja, n\u00e3o vai punir os respons\u00e1veis identificados nos relatos, a exemplo do que ocorreu na \u00c1frica do Sul. Mas as For\u00e7as Armadas est\u00e3o obrigadas a abrir seus arquivos, se \u00e9 que ainda existem. \u201cEsse projeto mostra o compromisso com a busca da verdade, particularmente naquele per\u00edodo triste da hist\u00f3ria\u201d, afirma o ministro da Justi\u00e7a, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo.<\/p>\n<p><strong>A guerra do Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo dia 11 de dezembro, os eleitores paraenses ir\u00e3o \u00e0s urnas para decidir se concordam em dividir o Estado em tr\u00eas. Caso a maioria do eleitorado vote pela divis\u00e3o, o Par\u00e1, hoje com \u00e1rea de 1.247.689 quil\u00f4metros quadrados, ficar\u00e1 com 17% desse territ\u00f3rio, Caraj\u00e1s, ao sul do Estado, com 35%, e Tapaj\u00f3s, localizado a oeste, com 58%. Mas antes mesmo do resultado da consulta, a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 convivendo com um racha ideol\u00f3gico, marcado pela troca de acusa\u00e7\u00f5es entre separatistas e unionistas. Em Bel\u00e9m, as ruas est\u00e3o repletas de bandeiras vermelhas e adesivos com frases contr\u00e1rias \u00e0 separa\u00e7\u00e3o. Camel\u00f4s vendem camisetas e exp\u00f5em faixas pregando a uni\u00e3o. At\u00e9 o governo estadual e a prefeitura resolveram entrar na briga com propagandas institucionais que fazem refer\u00eancia \u00e0 for\u00e7a de um Estado unido. Enquanto isso, nas cidades do interior, a ideia da independ\u00eancia gera discursos apaixonados de quem aposta na melhoria dos servi\u00e7os p\u00fablicos. O material, nesse caso, em cores verde e amarela, simboliza o sonho da separa\u00e7\u00e3o e d\u00e1 o tom de quem luta pela cria\u00e7\u00e3o dos novos Estados. Para acirrar ainda mais a disputa, a medi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as dos lados antag\u00f4nicos invadir\u00e1 as telas de tev\u00ea a partir do pr\u00f3ximo dia 11, data do in\u00edcio das campanhas nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<em> <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Carta Capital<\/em><\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o de partido<\/strong><\/p>\n<p>A crise do PCdoB no Minist\u00e9rio do Esporte n\u00e3o termina com a substitui\u00e7\u00e3o de Orlando Silva por Aldo Rebelo. O partido, que controla o minist\u00e9rio desde 2003, continuar\u00e1 alvo de investiga\u00e7\u00f5es. As poss\u00edveis ilegalidades envolvendo organiza\u00e7\u00f5es sociais e membros do partido, investigadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) e Tribunal de C ontas da Uni\u00e3o (TRU), pipocam por v\u00e1rios munic\u00edpios. Mesmo ap\u00f3s a substitui\u00e7\u00e3o de Silva, v\u00e1rios integrantes da legenda ter\u00e3o de dar explica\u00e7\u00f5es sobre o uso suspeito do dinheiro p\u00fablico e do poss\u00edvel aparelhamento do partido por meio do Minist\u00e9rio do Esporte.<\/p>\n<p>A cidade de Americana, no interior paulista, abrigar\u00e1 um dos principais focos das investiga\u00e7\u00f5es. Administrado pelo PSDB, em alian\u00e7a local com o PCdoB, o munic\u00edpio foi um dos principais beneficiados pelos conv\u00eanios do minist\u00e9rio. O MPF de Piracicaba mant\u00e9m duas grandes investiga\u00e7\u00f5es na cidade, focadas em poss\u00edveis fraudes e outras ilegalidades do Programa Segundo Tempo. Mas na quinta-feira 27 a situa\u00e7\u00e3o se agravou. O MPF recebeu den\u00fancias formais de poss\u00edvel envolvimento de pol\u00edticos da legenda nos casos e em outras supostas ilegalidades. H\u00e1 den\u00fancias de que parte de pagamentos dos agentes do programa teria sido revertida para campanhas pol\u00edticas do PCdoB.<\/p>\n<p>As suspeitas s\u00e3o de que o principal operador dos desvios do Segundo Tempo na regi\u00e3o seja o secret\u00e1rio da Habita\u00e7\u00e3o, Davi Ramos, dirigente do partido e amigo do ex-ministro Orlando Silva. Ramos foi o primeiro coordenador do projeto e uma esp\u00e9cie de interlocutor do programa em outros munic\u00edpios. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal pretende ampliar localmente o foco dos inqu\u00e9ritos em andamento, mas come\u00e7ar\u00e1 a encaminhar relat\u00f3rios da situa\u00e7\u00e3o para a Procuradoria-Geral da Uni\u00e3o. A prefeitura de Americana e Ramos t\u00eam negado a exist\u00eancia de qualquer irregularidade. Procurados por CartaCapital, a assessoria de imprensa da Prefeitura e o secret\u00e1rio n\u00e3o se manifestaram at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o, na noite da quinta 27.<\/p>\n<p>Do Segundo Tempo est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o obras como as das pra\u00e7as de esportes Luiz Meneghel e Guilherme Assunp\u00e7\u00e3o. A primeira teria recebido repasses de 1 milh\u00e3o de reais, com a \u00faltima parcela depositada em 8 de agosto, e as obras existentes n\u00e3o justificariam o total gasto. A \u00faltima teria recebido 2,4 milh\u00f5es de reais, embora uma placa indique 2,8 milh\u00f5es de reais. Mas quase n\u00e3o se v\u00ea nenhuma benfeitoria nos locais. O MPF vai pedir \u00e0 Procuradoria-Geral que solicite uma auditoria espec\u00edfica das obras bancadas pelo Minist\u00e9rio do Esporte na cidade por causa das suspeitas de falta de execu\u00e7\u00e3o e da grande quantidade de libera\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>CartaCapital teve acesso a um relat\u00f3rio da CGU feito para um dos inqu\u00e9ritos do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, em maio deste ano. As conclus\u00f5es s\u00e3o impressionantes. A primeira den\u00fancia foi apresentada em 2007, com base em suposta malversa\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos destinados \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Xadrez (FPX) para atender 7 mil crian\u00e7as e adolescentes da cidade, em 35 n\u00facleos, por 1,491 milh\u00e3o de reais. Mesmo sob suspeita, o contrato foi renovado e ampliado: 70 n\u00facleos por 4,755 milh\u00f5es de reais. Inicialmente, as suspeitas foram de direcionamento de verbas para pol\u00edticos da cidade ligados ao PCdoB e seus aliados locais. Atualmente, o MPF busca os envolvidos nos dois inqu\u00e9ritos, que na realidade s\u00e3o separados pelos dois contratos, e suas poss\u00edveis atua\u00e7\u00f5es nos desvios de recursos. Os valores ainda est\u00e3o sendo calculados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00c9poca Agnelo na mira Orlando Silva perdeu o cargo de ministro do Esporte, na semana passada, abalado por den\u00fancias de desvio de dinheiro. Seu substituto, Aldo Rebelo, tamb\u00e9m do PCdoB, recebeu do Pal\u00e1cio do Planalto a miss\u00e3o de moralizar a pasta. Para a Justi\u00e7a, no entanto, a quest\u00e3o \u00e9 outra. Nos pr\u00f3ximos dias, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) receber\u00e1 um processo com nove volumes e quatro apensos, que corre na 10\u00aa Vara Federal, em Bras\u00edlia. 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