{"id":389,"date":"2010-01-20T08:09:46","date_gmt":"2010-01-20T11:09:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=389"},"modified":"2010-01-20T08:09:46","modified_gmt":"2010-01-20T11:09:46","slug":"haiti-esta-sofrendo-com-o-alto-numero-de-orfaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/01\/20\/haiti-esta-sofrendo-com-o-alto-numero-de-orfaos\/","title":{"rendered":"Haiti est\u00e1 sofrendo com o alto n\u00famero de \u00f3rf\u00e3os"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><strong><em>FONTE: \u00a0UOL<\/em><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"\u00f3rf\u00e3os\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_TrB06CGAm5M\/SSggaHZq5vI\/AAAAAAAAFdQ\/m9BATClb9vk\/s400\/Mundo+Haiti.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"286\" \/>Um beb\u00ea de 5 meses que est\u00e1 internado em um hospital israelense em Porto Pr\u00edncipe tem um n\u00famero em vez de um nome. Nenhum integrante da equipe de resgate sabe quem deixou a crian\u00e7a no centro m\u00e9dico improvisado depois de retir\u00e1-la dos escombros de um pr\u00e9dio, quatro dias depois do terremoto que devastou a capital haitiana.<br \/>\nAgora os m\u00e9dicos t\u00eam uma decis\u00e3o dif\u00edcil pela frente. \u201cO que vamos fazer com ele quando o tratamento terminar?\u201d, disse o doutor Assa Amit, do departamento pedi\u00e1trico de emerg\u00eancia do hospital israelense. Ningu\u00e9m sabe quem \u00e9 a fam\u00edlia do menino e se seus pais est\u00e3o vivos.<br \/>\nSegundo dados de grupos internacionais de ajuda, assim como este beb\u00ea, dezenas de milhares de crian\u00e7as ficaram \u00f3rf\u00e3s depois do terremoto em Porto Pr\u00edncipe. S\u00e3o tantas, que os especialistas nem arriscam falar em n\u00fameros. \u201cCom tantos edif\u00edcios destru\u00eddos e o crescimento constante da viol\u00eancia, \u00e9 certo que muitas crian\u00e7as est\u00e3o sozinhas nas ruas\u201d, disse Elizabeth Rodgers, do grupo brit\u00e2nico SOS Crian\u00e7a.<!--more--><br \/>\nNesta ter\u00e7a-feira, entretanto, o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) alertou que os \u00f3rf\u00e3os devem ser adotados no exterior apenas como \u00faltimo recurso. O Unicef est\u00e1 tentando identificar e registrar crian\u00e7as que vagam desacompanhadas pelas ruas ca\u00f3ticas da capital.<br \/>\nA porta-voz do Unicef, Veronique Taveau, afirmou que a ag\u00eancia teme a ocorr\u00eancia de tr\u00e1fico de crian\u00e7as. \u201cA posi\u00e7\u00e3o do Unicef sempre foi a de que, qualquer que seja a situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria, a reunifica\u00e7\u00e3o familiar deve ser favorecida\u201d, disse Taveau numa entrevista coletiva.<br \/>\n\u201cSe os pais morreram ou est\u00e3o desaparecidos, devem ser feitos esfor\u00e7os para reunir a crian\u00e7a ao restante de sua fam\u00edlia, incluindo av\u00f3s\u201d, afirmou ela. Uma crian\u00e7a deve \u201cpermanecer, na medida do poss\u00edvel, no seu pa\u00eds de nascimento. O \u00faltimo recurso \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o inter-pa\u00edses\u201d, disse.<br \/>\nMesmo antes do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o pa\u00eds h\u00e1 uma semana, o Haiti contabilizava 380 mil crian\u00e7as morando em orfanatos ou lares comunit\u00e1rios e 48% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds tinha menos de 18 anos, segundo informa\u00e7\u00f5es da Unicef.<br \/>\nMuitas crian\u00e7as haitianas perderam os pais em cat\u00e1strofes anteriores ao terremoto, como nas tempestades que mataram 800 pessoas em 2008 ou nas inunda\u00e7\u00f5es que castigam o pa\u00eds todos os anos desde 2000. Outras foram abandonadas em meio \u00e0 longa disputa pol\u00edtica que levou milhares de<br \/>\nOs Estados Unidos recebem 53 \u00f3rf\u00e3os na cidade de Pittsburgh (Pensilv\u00e2nia), com ado\u00e7\u00f5es prestes a serem conclu\u00eddas antes do terremoto<br \/>\nMais imagens do Haiti<br \/>\npessoas a pedirem asilo nos EUA, deixando as crian\u00e7as para tr\u00e1s.<br \/>\nOs Estados Unidos recebem 53 \u00f3rf\u00e3os na cidade de Pittsburgh (Pensilv\u00e2nia), com ado\u00e7\u00f5es prestes a serem conclu\u00eddas antes do terremoto<br \/>\nMais imagens do Haiti<br \/>\n<strong>Ajuda internacional<\/strong><br \/>\nNa \u00faltima segunda-feira (18), o governo da Holanda mandou um avi\u00e3o carregado de funcion\u00e1rios da imigra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds para localizar 100 crian\u00e7as que j\u00e1 estavam sendo adotadas por casais holandeses.<br \/>\nNo mesmo dia, a institui\u00e7\u00e3o Kid Alive International, que cuida de orfanatos por todo o mundo, enviou uma nota oficial afirmando que levar\u00e1 50 crian\u00e7as para as casas do grupo na Rep\u00fablica Dominicana.<br \/>\nA imigra\u00e7\u00e3o americana tamb\u00e9m garantiu que crian\u00e7as haitianas que tenham parentes residentes dos EUA est\u00e3o entre os que podem obter permiss\u00e3o especial para morar no pa\u00eds.<br \/>\nNesta ter\u00e7a-feira (19), os Estados Unidos conseguiram levar do Haiti para a cidade de Pittsburg (Pensilv\u00e2nia) 53 \u00f3rf\u00e3os cujo processo de ado\u00e7\u00e3o estava prestes a ser conclu\u00eddo antes do terremoto.<br \/>\nAs crian\u00e7as viajaram esta manh\u00e3 para Pittsburg acompanhados do governador da Pensilv\u00e2nia. Logo depois, foram levadas para um hospital em Lawrenceville para avalia\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs 53 \u00f3rf\u00e3os entraram nos EUA com uma visto tempor\u00e1rio e s\u00e3o do orfanato Bresma, de Porto Pr\u00edncipe, onde havia 130 menores. Espera-se que as demais crian\u00e7as sejam levadas a Pittsburg posteriormente.<br \/>\nA Igreja Cat\u00f3lica em Miami quer aprovar uma proposta junto ao governo para permitir que milhares de crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s sejam definitivamente levadas para os Estados Unidos. Uma medida semelhante, chamada de Opera\u00e7\u00e3o Peter Pan, trouxe 14 mil crian\u00e7as cubanas para territ\u00f3rio americano em 1960.<br \/>\nO chefe humanit\u00e1rio da ONU, John Holmes, disse que a organiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 criando um grupo cuja miss\u00e3o no Haiti ser\u00e1 o de proteger as crian\u00e7as \u2013 \u00f3rf\u00e3os e n\u00e3o-\u00f3rf\u00e3os \u2013 contra o tr\u00e1fico, sequestro e abuso sexual.<br \/>\nApesar dos esfor\u00e7os, em uma das macas da ala pedi\u00e1trica do hospital de campanha israelense, o paciente n\u00famero 236 \u2013 um menino de seis anos \u2013 chora de dor. Parentes o trouxeram para o centro m\u00e9dico logo ap\u00f3s o desastre. Ningu\u00e9m sabe o nome do menino e os m\u00e9dicos suspeitam que ningu\u00e9m vir\u00e1 busc\u00e1-lo. Por enquanto, essa \u00e9 a triste realidade das crian\u00e7as haitianas.<\/p>\n<p><!-- AddThis Button BEGIN --><script type=\"text\/javascript\">\/\/ < ![CDATA[\nvar addthis_pub = '';\nvar addthis_language = 'pt';var addthis_options = 'email, favorites, digg, delicious, myspace, google, facebook, reddit, live, more';\n\/\/ ]]><\/script><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTE: \u00a0UOL Um beb\u00ea de 5 meses que est\u00e1 internado em um hospital israelense em Porto Pr\u00edncipe tem um n\u00famero em vez de um nome. Nenhum integrante da equipe de resgate sabe quem deixou a crian\u00e7a no centro m\u00e9dico improvisado depois de retir\u00e1-la dos escombros de um pr\u00e9dio, quatro dias depois do terremoto que devastou a capital haitiana. Agora os m\u00e9dicos t\u00eam uma decis\u00e3o dif\u00edcil pela frente. \u201cO que vamos fazer com ele quando o tratamento terminar?\u201d, disse o doutor Assa Amit, do departamento pedi\u00e1trico de emerg\u00eancia do hospital israelense. 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